“Tanto na plantation como na agricultura voltada para o
abastecimento, ou mesmo nas cidades, a reposição física da
escravaria – e, portanto, da própria relação social básica – se
efetuava por meio do tráfico atlântico, terceiro traço distintivo de
uma economia colonial típica.”
FRAGOSO, João; FLORENTINO, Manolo; FARIA, Scheila de Castro. A economia
colonial brasileira (séculos XVI-XIX). Atual Editora, 1998. p. 96.
O fragmento de texto acima apresenta uma importante
característica do sistema escravista colonial americano, ao
abordar a reposição de braços cativos, que tanto enriqueceu o
tráfico atlântico, e marcou séculos da exploração europeia sobre
o continente.
Pode-se considerar como outra característica desse sistema:
“Não se pode negar que a maior vítima da escravidão foi o
próprio escravo, mas é inaceitável que ele continue sendo visto
apenas como vítima, seja em textos escolares, seja em filmes ou
programas de televisão, todos insistindo em negar-lhe um papel
ativo na construção de sua própria história. Demonstraremos,
então, como os escravos, os senhores brancos, os alforriados e
os demais homens livres construíram uma sociedade escravista,
com toda a sua complexidade.”
LIBBY, Douglas Cole; PAIVA Eduardo França. A escravidão no Brasil. Relações
sociais, acordos e conflitos. Editora Moderna, 2ª edição, São Paulo, 2005. p. 9.
O fragmento de texto retrata a complexidade que o sistema
escravista colonial assumiu na América portuguesa, estendendose desde o século XVI até as últimas décadas do XIX.
Destaca-se como uma das características desse modelo de
escravismo o fato de:
Acerca do empreendimento colonial português na América,
Gilberto Freire apresentou essa consideração:
“Para os portugueses o ideal teria sido não uma colônia de
plantação, mas outra Índia (...). As circunstâncias americanas
é que fizeram do povo colonizador de tendências menos
rurais ou, pelo menos, com o sentido agrário mais pervertido
pelo mercantilismo, o mais rural de todos: do povo que a Índia
transformara no mais parasitário, o mais criador. Entre aquelas
circunstâncias avultam imperiosas: as qualidades e as condições
físicas da terra; as condições morais e materiais da vida e cultura
de seus habitantes.”
FREIRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala. SP, Global, 2006. p. 43.
Tendo como referência esse fragmento presente no clássico
“Casa Grande e Senzala”, pode-se considerar como um aspecto
da conjuntura que assinalou o início da colonização lusa na
América o fato:
“Maquiavel é um homem todo da sua época; e a sua ciência política
representa a filosofia do tempo, que tende para a organização
das monarquias nacionais absolutas, a forma política que permite
e facilita um ulterior desenvolvimento das forças produtivas
burguesas. Em Maquiavel pode descobrir-se in nuce (de forma
concisa) a separação dos poderes e o parlamentarismo (o regime
representativo): a sua “ferocia” dirige-se contra os resíduos do
mundo feudal, e não contra as classes progressistas. O Príncipe
deve pôr termo à anarquia feudal (...).”
GRAMSCI, António S. F. Obras Escolhidas. Editorial Estampa. Lisboa, 1974. p.
273-274.
António Gramsci, ao buscar aprofundar seus estudos sobre “A
Política como Ciência Autônoma”, retorna à Maquiavel quando
esse delineou os princípios fundamentais para a constituição
dos Estados Modernos. Chama a atenção para uma série de
considerações que devem ser feitas acerca do momento em
que Maquiavel elaborava seus estudos, que se apresentava
“estreitamente ligado às condições e às exigências de seu tempo”,
tais como:
“(...) Até meados do século IV a.C. Roma era ainda uma
entre as muitas cidades da ‘Itália’, inferior em poder e cultura
às cidades etruscas do Norte ou às gregas do Sul da península.
(...) A sua política imperialista não correspondeu a nenhum plano
preconcebido; teve como únicas determinantes a necessidade e
a avidez, renovadas em cada conquista. (...)”. BLOCH, Léon. Lutas Sociais na Roma Antiga. Publicações Europa-América. 1991.
p. 8-9.
A história da Roma Antiga torna-se fascinante em função,
principalmente, da cultura desenvolvida e dos avanços
conseguidos por essa civilização. De uma pequena cidadeEstado, tornou-se um dos maiores impérios da antiguidade.
A partir do fragmento de texto, deve-se considerar para uma
melhor interpretação acerca da clássica civilização romana:
De acordo com a Lei Municipal nº 1.416/2022, que trata do
Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município de São
Gonçalo, das autarquias e das Fundações Públicas Municipais,
exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo é para o
servidor público um/a:
De acordo com a Lei Municipal n.º 1.416/2022, que trata do
Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município de São
Gonçalo, das autarquias e das Fundações Públicas Municipais,
uma das hipóteses que configura a vacância do cargo público é a:
Em consonância com a Lei Municipal n.º 1.416/2022, que
trata do Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município
de São Gonçalo, das autarquias e das Fundações Públicas
Municipais, o servidor faz jus, no mês de dezembro, à percepção,
por mês de labor no respectivo ano, ao recebimento de 1/12 (um
doze avos) da remuneração correspondente ao/à:
De acordo com a Lei Municipal n.º 1.416/2022, que trata do
Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município de São
Gonçalo, das autarquias e das Fundações Públicas Municipais, o
efetivo desempenho das atribuições do cargo público ao qual se
vincula um servidor público se traduz no/a:
O cidadão X pretende ingressar no serviço público do
município de São Gonçalo/RJ. Para tanto, cumpre a esse cidadão,
com base na Lei Municipal n.º 1.416/2022 (Regime Jurídico dos
Servidores Públicos do Município de São Gonçalo, das autarquias
e das Fundações Públicas Municipais), para fins de nomeação
em cargo público de provimento efetivo, obedecida a ordem de
classificação e sua validade, submeter-se à prévia habilitação em
concurso público: