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Pela primeira vez, cientistas conseguiram cultivar sementes em solo lunar, em amostras trazidas pela Nasa em missões em 1969 e 1972, um feito que alimenta a expectativa de usar plantas terrestres para sustentar postos humanos em outros planetas.
Os pesquisadores afirmaram que plantaram sementes de uma erva daninha chamada “Arabidopsis thaliana” em 12 pequenos recipientes do tamanho de um dedal, cada um com uma pequena quantidade de solo lunar, e observaram-nas brotar e crescer. A superfície lunar, com suas partículas afiadas e falta de material orgânico, é muito diferente do solo terrestre, então não se sabia se as sementes germinariam.
“Quando vimos pela primeira vez aquela abundância de brotos verdes em todas as amostras, ficamos maravilhados”, disse a professora de ciências hortícolas, Anna-Lisa Paul, da Universidade da Flórida. “As plantas podem crescer em solo lunar. Essa simples declaração é extraordinária e abre portas para futuras explorações usando recursos existentes na lua e provavelmente em Marte”, disse Paul.
Todas as sementes germinaram e não houve diferenças externas nos primeiros estágios de crescimento em relação a sementes plantadas em cinzas vulcânicas da Terra com composições e tamanho de partícula semelhantes.
Plantas terrestres podem ajudar as pessoas a estabelecerem postos em locais como a lua e Marte, como mostrado no filme “Perdido em Marte” de 2015, quando um astronauta cultiva batatas no Planeta Vermelho.
(Tyles Jones. Forbes. 13/05/2022. Adaptado)
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas da seguinte frase:
Para não incorrer problemas durante o experimento, cientistas reproduziram mesmas condições observadas no solo lunar, recorrendo cinzas vulcânicas.
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Pela primeira vez, cientistas conseguiram cultivar sementes em solo lunar, em amostras trazidas pela Nasa em missões em 1969 e 1972, um feito que alimenta a expectativa de usar plantas terrestres para sustentar postos humanos em outros planetas.
Os pesquisadores afirmaram que plantaram sementes de uma erva daninha chamada “Arabidopsis thaliana” em 12 pequenos recipientes do tamanho de um dedal, cada um com uma pequena quantidade de solo lunar, e observaram-nas brotar e crescer. A superfície lunar, com suas partículas afiadas e falta de material orgânico, é muito diferente do solo terrestre, então não se sabia se as sementes germinariam.
“Quando vimos pela primeira vez aquela abundância de brotos verdes em todas as amostras, ficamos maravilhados”, disse a professora de ciências hortícolas, Anna-Lisa Paul, da Universidade da Flórida. “As plantas podem crescer em solo lunar. Essa simples declaração é extraordinária e abre portas para futuras explorações usando recursos existentes na lua e provavelmente em Marte”, disse Paul.
Todas as sementes germinaram e não houve diferenças externas nos primeiros estágios de crescimento em relação a sementes plantadas em cinzas vulcânicas da Terra com composições e tamanho de partícula semelhantes.
Plantas terrestres podem ajudar as pessoas a estabelecerem postos em locais como a lua e Marte, como mostrado no filme “Perdido em Marte” de 2015, quando um astronauta cultiva batatas no Planeta Vermelho.
(Tyles Jones. Forbes. 13/05/2022. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o trecho foi reescrito de acordo com a norma-padrão de concordância verbal e nominal.
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Pela primeira vez, cientistas conseguiram cultivar sementes em solo lunar, em amostras trazidas pela Nasa em missões em 1969 e 1972, um feito que alimenta a expectativa de usar plantas terrestres para sustentar postos humanos em outros planetas.
Os pesquisadores afirmaram que plantaram sementes de uma erva daninha chamada “Arabidopsis thaliana” em 12 pequenos recipientes do tamanho de um dedal, cada um com uma pequena quantidade de solo lunar, e observaram-nas brotar e crescer. A superfície lunar, com suas partículas afiadas e falta de material orgânico, é muito diferente do solo terrestre, então não se sabia se as sementes germinariam.
“Quando vimos pela primeira vez aquela abundância de brotos verdes em todas as amostras, ficamos maravilhados”, disse a professora de ciências hortícolas, Anna-Lisa Paul, da Universidade da Flórida. “As plantas podem crescer em solo lunar. Essa simples declaração é extraordinária e abre portas para futuras explorações usando recursos existentes na lua e provavelmente em Marte”, disse Paul.
Todas as sementes germinaram e não houve diferenças externas nos primeiros estágios de crescimento em relação a sementes plantadas em cinzas vulcânicas da Terra com composições e tamanho de partícula semelhantes.
Plantas terrestres podem ajudar as pessoas a estabelecerem postos em locais como a lua e Marte, como mostrado no filme “Perdido em Marte” de 2015, quando um astronauta cultiva batatas no Planeta Vermelho.
(Tyles Jones. Forbes. 13/05/2022. Adaptado)
Segundo o autor do texto, o experimento com as sementes
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Pela primeira vez, cientistas conseguiram cultivar sementes em solo lunar, em amostras trazidas pela Nasa em missões em 1969 e 1972, um feito que alimenta a expectativa de usar plantas terrestres para sustentar postos humanos em outros planetas.
Os pesquisadores afirmaram que plantaram sementes de uma erva daninha chamada “Arabidopsis thaliana” em 12 pequenos recipientes do tamanho de um dedal, cada um com uma pequena quantidade de solo lunar, e observaram-nas brotar e crescer. A superfície lunar, com suas partículas afiadas e falta de material orgânico, é muito diferente do solo terrestre, então não se sabia se as sementes germinariam.
“Quando vimos pela primeira vez aquela abundância de brotos verdes em todas as amostras, ficamos maravilhados”, disse a professora de ciências hortícolas, Anna-Lisa Paul, da Universidade da Flórida. “As plantas podem crescer em solo lunar. Essa simples declaração é extraordinária e abre portas para futuras explorações usando recursos existentes na lua e provavelmente em Marte”, disse Paul.
Todas as sementes germinaram e não houve diferenças externas nos primeiros estágios de crescimento em relação a sementes plantadas em cinzas vulcânicas da Terra com composições e tamanho de partícula semelhantes.
Plantas terrestres podem ajudar as pessoas a estabelecerem postos em locais como a lua e Marte, como mostrado no filme “Perdido em Marte” de 2015, quando um astronauta cultiva batatas no Planeta Vermelho.
(Tyles Jones. Forbes. 13/05/2022. Adaptado)
De acordo com informações presentes no texto, é correto afirmar que
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É uma humilhação constante. O herói entra no complexo militar do bandido e alguém lhe diz: os reféns estão na ala leste. Imediatamente, o herói dirige-se para o leste. Acontece a toda a hora, nos filmes. Não são apenas heróis com treino militar. Vítimas, perdidas na floresta depois de fugirem de uma masmorra, conseguem telefonar para a polícia, que lhes diz: dirija-se para o norte. E elas, sem hesitação, dirigem-se para o norte. O que só pode significar uma coisa: todo o mundo sabe onde ficam os pontos cardeais menos eu.
Eu teria dificuldade em dirigir-me para a zona leste da minha própria casa. Agora que penso nisso, não é assim tão difícil. Basta lembrar-me do lugar em que o sol nasce. Mas as vítimas nem sempre têm a sorte de fugir durante o dia. Às vezes, dentro do covil subterrâneo do gênio do mal, o herói perde-se em labirintos e leva pancadas na cabeça. Depois dizem-lhe para ir para o leste e ele, sem bússola, vai mesmo.
Eu vejo os filmes no sofá e às vezes me perco para ir buscar uma cerveja na cozinha. Há palavras para definir pessoas como eu. Desorientado significa, literalmente, aquele que não sabe onde o leste fica. Desnorteado acaba por significar o mesmo, porque quem não tem norte também não encontra o leste. É curioso notar, no entanto, que os pontos cardeais não têm todos a mesma importância. Não se diz de ninguém que é “dessulado”. Não saber onde fica o sul parece ser aceitável. E “desocidentado” é termo que também continua à espera de ser cunhado.
Um geofísico californiano diz que a capacidade de saber sempre onde fica o norte seria o nosso sexto sentido, que os humanos foram perdendo quando a necessidade de se orientarem deixou de ser essencial. Se isso é verdade, logicamente, quanto menos orientados formos, mais evoluídos seremos. Nesse caso, eu seria mesmo muito sofisticado.
Portanto, parece-me evidente que essa teoria não está correta. Talvez eu devesse ir à Califórnia avisar o cientista. De avião, claro. Se for a pé, o mais provável é ir parar na China.
(Ricardo Araújo Pereira. Folha de São Paulo. 12.02.2022. Adaptado)
Considere as seguintes frases do texto:
!$ \bullet !$ “... conseguem telefonar para a polícia, que lhes diz: dirija-se para o norte.”
!$ \bullet !$ “O que só pode significar uma coisa: todo o mundo sabe onde ficam os pontos cardeais menos eu.”
Os dois-pontos empregados nas frases têm, respectivamente, a função de introduzir
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É uma humilhação constante. O herói entra no complexo militar do bandido e alguém lhe diz: os reféns estão na ala leste. Imediatamente, o herói dirige-se para o leste. Acontece a toda a hora, nos filmes. Não são apenas heróis com treino militar. Vítimas, perdidas na floresta depois de fugirem de uma masmorra, conseguem telefonar para a polícia, que lhes diz:(a) dirija-se para o norte. E elas, sem hesitação, dirigem-se para o norte. O que só pode significar uma coisa: todo o mundo sabe onde ficam os pontos cardeais menos eu.
Eu teria dificuldade em dirigir-me para a zona leste da minha própria casa. Agora que penso nisso, não é assim tão difícil. Basta lembrar-me do lugar em que o sol nasce.(b) Mas as vítimas nem sempre têm a sorte de fugir durante o dia. Às vezes, dentro do covil subterrâneo do gênio do mal, o herói perde-se em labirintos e leva pancadas na cabeça. Depois dizem-lhe para ir para o leste e ele, sem bússola, vai mesmo.(c)
Eu vejo os filmes no sofá e às vezes me perco para ir buscar uma cerveja na cozinha. Há palavras para definir pessoas como eu. Desorientado significa, literalmente, aquele que não sabe onde o leste fica. Desnorteado acaba por significar o mesmo, porque quem não tem norte também não encontra o leste.(d) É curioso notar, no entanto, que os pontos cardeais não têm todos a mesma importância. Não se diz de ninguém que é “dessulado”. Não saber onde fica o sul parece ser aceitável. E “desocidentado” é termo que também continua à espera de ser cunhado.(e)
Um geofísico californiano diz que a capacidade de saber sempre onde fica o norte seria o nosso sexto sentido, que os humanos foram perdendo quando a necessidade de se orientarem deixou de ser essencial. Se isso é verdade, logicamente, quanto menos orientados formos, mais evoluídos seremos. Nesse caso, eu seria mesmo muito sofisticado.
Portanto, parece-me evidente que essa teoria não está correta. Talvez eu devesse ir à Califórnia avisar o cientista. De avião, claro. Se for a pé, o mais provável é ir parar na China.
(Ricardo Araújo Pereira. Folha de São Paulo. 12.02.2022. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o termo em destaque pode ser substituído por ”onde”, sem prejuízo do sentido e da correção gramatical.
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É uma humilhação constante. O herói entra no complexo militar do bandido e alguém lhe diz: os reféns estão na ala leste. Imediatamente, o herói dirige-se para o leste. Acontece a toda a hora, nos filmes. Não são apenas heróis com treino militar. Vítimas, perdidas na floresta depois de fugirem de uma masmorra, conseguem telefonar para a polícia, que lhes diz: dirija-se para o norte. E elas, sem hesitação, dirigem-se para o norte. O que só pode significar uma coisa: todo o mundo sabe onde ficam os pontos cardeais menos eu.
Eu teria dificuldade em dirigir-me para a zona leste da minha própria casa. Agora que penso nisso, não é assim tão difícil. Basta lembrar-me do lugar em que o sol nasce. Mas as vítimas nem sempre têm a sorte de fugir durante o dia. Às vezes, dentro do covil subterrâneo do gênio do mal, o herói perde-se em labirintos e leva pancadas na cabeça. Depois dizem-lhe para ir para o leste e ele, sem bússola, vai mesmo.
Eu vejo os filmes no sofá e às vezes me perco para ir buscar uma cerveja na cozinha. Há palavras para definir pessoas como eu. Desorientado significa, literalmente, aquele que não sabe onde o leste fica. Desnorteado acaba por significar o mesmo, porque quem não tem norte também não encontra o leste. É curioso notar, no entanto, que os pontos cardeais não têm todos a mesma importância. Não se diz de ninguém que é “dessulado”. Não saber onde fica o sul parece ser aceitável. E “desocidentado” é termo que também continua à espera de ser cunhado.
Um geofísico californiano diz que a capacidade de saber sempre onde fica o norte seria o nosso sexto sentido, que os humanos foram perdendo quando a necessidade de se orientarem deixou de ser essencial. Se isso é verdade, logicamente, quanto menos orientados formos, mais evoluídos seremos. Nesse caso, eu seria mesmo muito sofisticado.
Portanto, parece-me evidente que essa teoria não está correta. Talvez eu devesse ir à Califórnia avisar o cientista. De avião, claro. Se for a pé, o mais provável é ir parar na China.
(Ricardo Araújo Pereira. Folha de São Paulo. 12.02.2022. Adaptado)
Nos trechos “Agora que penso nisso, não é assim tão difícil” e “Portanto, parece-me evidente que essa teoria não está correta”, os termos destacados foram empregados para expressar, respectivamente:
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É uma humilhação constante. O herói entra no complexo militar do bandido e alguém lhe diz: os reféns estão na ala leste. Imediatamente, o herói dirige-se para o leste. Acontece a toda a hora, nos filmes.(a) Não são apenas heróis com treino militar. Vítimas, perdidas na floresta depois de fugirem de uma masmorra, conseguem telefonar para a polícia, que lhes diz: dirija-se para o norte. E elas, sem hesitação, dirigem-se para o norte. O que só pode significar uma coisa: todo o mundo sabe onde ficam os pontos cardeais menos eu.(b)
Eu teria dificuldade em dirigir-me para a zona leste da minha própria casa. Agora que penso nisso, não é assim tão difícil. Basta lembrar-me do lugar em que o sol nasce. Mas as vítimas nem sempre têm a sorte de fugir durante o dia.(c) Às vezes, dentro do covil subterrâneo do gênio do mal, o herói perde-se em labirintos e leva pancadas na cabeça. Depois dizem-lhe para ir para o leste e ele, sem bússola, vai mesmo.
Eu vejo os filmes no sofá e às vezes me perco para ir buscar uma cerveja na cozinha.(d) Há palavras para definir pessoas como eu. Desorientado significa, literalmente, aquele que não sabe onde o leste fica. Desnorteado acaba por significar o mesmo, porque quem não tem norte também não encontra o leste. É curioso notar, no entanto, que os pontos cardeais não têm todos a mesma importância. Não se diz de ninguém que é “dessulado”. Não saber onde fica o sul parece ser aceitável. E “desocidentado” é termo que também continua à espera de ser cunhado.
Um geofísico californiano diz que a capacidade de saber sempre onde fica o norte seria o nosso sexto sentido, que os humanos foram perdendo quando a necessidade de se orientarem deixou de ser essencial. Se isso é verdade, logicamente, quanto menos orientados formos, mais evoluídos seremos. Nesse caso, eu seria mesmo muito sofisticado.
Portanto, parece-me evidente que essa teoria não está correta. Talvez eu devesse ir à Califórnia avisar o cientista.(e) De avião, claro. Se for a pé, o mais provável é ir parar na China.
(Ricardo Araújo Pereira. Folha de São Paulo. 12.02.2022. Adaptado)
É correto afirmar que o autor expressa dúvida no trecho
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É uma humilhação constante. O herói entra no complexo militar do bandido e alguém lhe diz: os reféns estão na ala leste. Imediatamente, o herói dirige-se para o leste. Acontece a toda a hora, nos filmes. Não são apenas heróis com treino militar. Vítimas, perdidas na floresta depois de fugirem de uma masmorra, conseguem telefonar para a polícia, que lhes diz: dirija-se para o norte. E elas, sem hesitação, dirigem-se para o norte. O que só pode significar uma coisa: todo o mundo sabe onde ficam os pontos cardeais menos eu.
Eu teria dificuldade em dirigir-me para a zona leste da minha própria casa. Agora que penso nisso, não é assim tão difícil. Basta lembrar-me do lugar em que o sol nasce. Mas as vítimas nem sempre têm a sorte de fugir durante o dia. Às vezes, dentro do covil subterrâneo do gênio do mal, o herói perde-se em labirintos e leva pancadas na cabeça. Depois dizem-lhe para ir para o leste e ele, sem bússola, vai mesmo.
Eu vejo os filmes no sofá e às vezes me perco para ir buscar uma cerveja na cozinha. Há palavras para definir pessoas como eu. Desorientado significa, literalmente, aquele que não sabe onde o leste fica. Desnorteado acaba por significar o mesmo, porque quem não tem norte também não encontra o leste. É curioso notar, no entanto, que os pontos cardeais não têm todos a mesma importância. Não se diz de ninguém que é “dessulado”. Não saber onde fica o sul parece ser aceitável. E “desocidentado” é termo que também continua à espera de ser cunhado.
Um geofísico californiano diz que a capacidade de saber sempre onde fica o norte seria o nosso sexto sentido, que os humanos foram perdendo quando a necessidade de se orientarem deixou de ser essencial. Se isso é verdade, logicamente, quanto menos orientados formos, mais evoluídos seremos. Nesse caso, eu seria mesmo muito sofisticado.
Portanto, parece-me evidente que essa teoria não está correta. Talvez eu devesse ir à Califórnia avisar o cientista. De avião, claro. Se for a pé, o mais provável é ir parar na China.
(Ricardo Araújo Pereira. Folha de São Paulo. 12.02.2022. Adaptado)
Com base em informações presentes no texto, é correto afirmar sobre os personagens de filmes que
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É uma humilhação constante. O herói entra no complexo militar do bandido e alguém lhe diz: os reféns estão na ala leste. Imediatamente, o herói dirige-se para o leste. Acontece a toda a hora, nos filmes. Não são apenas heróis com treino militar. Vítimas, perdidas na floresta depois de fugirem de uma masmorra, conseguem telefonar para a polícia, que lhes diz: dirija-se para o norte. E elas, sem hesitação, dirigem-se para o norte. O que só pode significar uma coisa: todo o mundo sabe onde ficam os pontos cardeais menos eu.
Eu teria dificuldade em dirigir-me para a zona leste da minha própria casa. Agora que penso nisso, não é assim tão difícil. Basta lembrar-me do lugar em que o sol nasce. Mas as vítimas nem sempre têm a sorte de fugir durante o dia. Às vezes, dentro do covil subterrâneo do gênio do mal, o herói perde-se em labirintos e leva pancadas na cabeça. Depois dizem-lhe para ir para o leste e ele, sem bússola, vai mesmo.
Eu vejo os filmes no sofá e às vezes me perco para ir buscar uma cerveja na cozinha. Há palavras para definir pessoas como eu. Desorientado significa, literalmente, aquele que não sabe onde o leste fica. Desnorteado acaba por significar o mesmo, porque quem não tem norte também não encontra o leste. É curioso notar, no entanto, que os pontos cardeais não têm todos a mesma importância. Não se diz de ninguém que é “dessulado”. Não saber onde fica o sul parece ser aceitável. E “desocidentado” é termo que também continua à espera de ser cunhado.
Um geofísico californiano diz que a capacidade de saber sempre onde fica o norte seria o nosso sexto sentido, que os humanos foram perdendo quando a necessidade de se orientarem deixou de ser essencial. Se isso é verdade, logicamente, quanto menos orientados formos, mais evoluídos seremos. Nesse caso, eu seria mesmo muito sofisticado.
Portanto, parece-me evidente que essa teoria não está correta. Talvez eu devesse ir à Califórnia avisar o cientista. De avião, claro. Se for a pé, o mais provável é ir parar na China.
(Ricardo Araújo Pereira. Folha de São Paulo. 12.02.2022. Adaptado)
A partir da leitura, é correto concluir que o autor do texto
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