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O Texto 4 trata-se de um trecho da canção “A carne”, composta por Marcelo Yuka, Seu Jorge e Ulisses Cappelletti, presente no disco “Do cóccix até o pescoço”, de 2002, da cantora Elza Soares, um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira. Leia o texto responda a questão 11 a 15.

TEXTO 4:

A carne

(...) A carne mais barata do mercado é a carne negra

Só-só cego não vê

Que vai de graça pro presídio

E para debaixo do plástico

E vai de graça pro subemprego

E pros hospitais psiquíatricos

A carne mais barata do mercado é a carne negra

Dizem por aí

A carne mais barata do mercado é a carne negra

A carne mais barata do mercado é a carne negra

A carne mais barata do mercado é a carne negra

Que fez e faz história

Segurando esse país no braço, meu irmão

O cabra que não se sente revoltado

Porque o revólver já está engatilhado

E o vingador eleito

Mas muito bem intencionado (...)

Lançada inicialmente no disco “Moro no Brasil” (1998), álbum de estreia do grupo Farofa Carioca, a canção “A Carne” só veio a alcançar projeção nacional após a sua regravação no disco “Do cóccix até o pescoço” (2002), de Elza Soares, que, em sua releitura, dá voz a uma realidade estrutural do nosso país, denunciando-a. Nesta perspectiva, a canção discute, além outras questões:

 

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Após a leitura do texto abaixo, responda às questões (14) e (15)

Não há dados sobre o descarte irregular de esgotos e efluentes industriais no Brasil

O cenário de emissões de efluentes no País é turvo. Não temos um atlas completo, no âmbito privado, sobre o quanto empresas, indústrias, condomínios e centros comerciais descartam todos os dias, de forma irregular, milhões de litros dos mais diversos tipos de líquidos que causam impacto extremamente nocivo a rios, lagos, ao solo e aos lençóis freáticos. Não conhecer o tamanho e a geografia desse imenso problema é um alerta que aponta para o complexo desafio que temos pela frente: enfrentarmos a gestão da água como prioridade.

Há, sim, alguns estudos que trazem sinais claros sobre pontos relacionados ao problema do saneamento e do acesso à água no país. O Instituto Trata Brasil realiza um trabalho sério e que contribui na definição de políticas públicas e tomadas de decisões sobre, por exemplo, quais os locais mais carentes de investimentos.

Um dado relevante publicado pela ANA – Agência Nacional das Águas – estima que o consumo das indústrias corresponda a 7% do volume de água consumida no Brasil.[...] Ainda de acordo com o Trata Brasil, em um estudo divulgado esse ano, 35 milhões de pessoas não têm acesso à água potável e cerca de 100 milhões não têm serviço de coleta de esgoto no país. Tendo uma ideia de onde não há acesso à saneamento, têm-se referências sobre os locais mais propensos a ocorrer irregularidades.

Mas os dados parecem ficar sem outras respostas fundamentais. Quais são as maiores indústrias poluidoras que descartam efluentes contaminados? [...] Por fim, por que as instituições de fiscalização não coíbem com eficácia este que é um crime ambiental?

São respostas complexas mas que precisam ser buscadas. Sabe-se, por exemplo, que a indústria automotiva é umas das grandes consumidoras, mas as montadoras - todas com padrões globais - investem muito em tratamento de efluentes e reúso de água. O que já não ocorre tanto com as indústrias periféricas do setor, na qual encontramos ainda muitas irregulares.

A indústria têxtil também necessita de muita água em seus processos. Grandes players precisam seguir rígidos padrões internacionais. Mas e os médios e pequenos negócios que utilizam de componentes tóxicos na tinturaria de tecidos? Não temos essa foto!

Onde há abundância de recursos hídricos como na região norte, nos arredores de Manaus (AM) e Belém (PA), e na região sul no estado de Santa Catarina, por exemplo, o reúso de água na indústria é quase inexistente, assim como são poucos os cases de tratamento legal de efluentes. Há uma triste razão muito clara que explica essa cultura tóxica da gestão de água no Brasil: é mais barato não tratar o efluente e descartá-lo de forma irregular! Lavam as mãos e viram de costas para a natureza e para os valores de ESG, cada vez mais latentes na sociedade atual. E fazem isso pois sabem que correm pouco risco de serem multados ou processados pelas autoridades.

O efluente não tratado quase não deixa rastro, pois acaba se misturando com as águas do corpo receptor onde são lançados. É diferente do resíduo sólido, que é muito mais complicado de escondê-lo.

É preciso que toda a sociedade esteja mobilizada para denunciar quem está irregular, e motivar o cumprimento das leis ambientais.

O Brasil e as empresas de tratamento de águas e efluentes aqui instaladas têm acesso as mais modernas tecnologias que existem no mundo. Tecnologias de ponta, que são práticas confiáveis e que entregam qualidades muito superiores às requeridas pela legislação nacional, que, vale destacar, é considerada uma das mais restritas e exigentes do mundo. Um empreendimento que trata seus efluentes e atende as regulamentações não está somente cumprindo sua obrigação legal, ele estará contribuindo com a melhoria dos mananciais, a sustentabilidade e subsistências das gerações futuras.[...]

(DIOGO TARANTO - 07/01/22, Jornal do Brasil)

Analise as proposições abaixo que dizem respeito aos pontos temáticos abordados no texto:

I- A imprecisão quanto à dimensão do descarte de material nocivo ao ambiente dificulta o enfrentamento e, consequente, o encaminhamento de soluções por parte do setor responsável pela gestão da água.

II- O tratamento de água e efluentes é mais caro em comparação aos resíduos sólidos, motivo de ser mais recorrente o descarte irregular.

III- As indústrias automotiva e têxtil utilizam muita água em suas atividades, mas, apesar dos cuidados para atender às normas de regularização, ainda se detectam infrações por parte das indústrias periféricas do setor e de empresas têxteis de menor porte.

IV- As irregularidades observadas no tratamento dos efluentes ocorrem principalmente nas regiões onde não há acesso a saneamento e, como não há clareza sobre quais são essas regiões, o problema com a gestão da água no Brasil persiste.

É CORRETO o que se afirma apenas em:

 

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O Texto 3 apresenta a personagem Armandinho, criação do quadrinista e cartunista Alexandre Beck. Seus textos geralmente refletem sobre situações cotidianas que vivenciamos no mundo, a partir de uma crítica social. Faça a leitura do texto em questão para responder as questões de 6 a 10.

Enunciado 3988995-1

Fonte: https://www.instagram.com/p/CUDfwrDFcSS/.

"E eles promovem isso"

Ainda sobre o termo em destaque na questão anterior, pode-se afirmar que ele assume a função de:

 

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O Texto 3 apresenta a personagem Armandinho, criação do quadrinista e cartunista Alexandre Beck. Seus textos geralmente refletem sobre situações cotidianas que vivenciamos no mundo, a partir de uma crítica social. Faça a leitura do texto em questão para responder as questões de 6 a 10.

Enunciado 3988994-1

Fonte: https://www.instagram.com/p/CUDfwrDFcSS/.

No trecho “E eles promovem isso”, presente no terceiro quadrinho, o termo em destaque estabelece uma relação semântica de:

 

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O Texto 3 apresenta a personagem Armandinho, criação do quadrinista e cartunista Alexandre Beck. Seus textos geralmente refletem sobre situações cotidianas que vivenciamos no mundo, a partir de uma crítica social. Faça a leitura do texto em questão para responder as questões de 6 a 10.

Enunciado 3988993-1

Fonte: https://www.instagram.com/p/CUDfwrDFcSS/.

Ainda sobre o termo “quando”, podemos afirmar que, no contexto em que foi aplicado, ele assume a função de:

 

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O Texto 3 apresenta a personagem Armandinho, criação do quadrinista e cartunista Alexandre Beck. Seus textos geralmente refletem sobre situações cotidianas que vivenciamos no mundo, a partir de uma crítica social. Faça a leitura do texto em questão para responder as questões de 6 a 10.

Enunciado 3988992-1

Fonte: https://www.instagram.com/p/CUDfwrDFcSS/.

No segundo quadrinho, o termo “quando” expressa uma relação semântica de:

 

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Leia o texto abaixo de modo a responder às questões de (10) a (13).

A JANELA DOS OUTROS

Gosto dos livros de ficção do psiquiatra Irvin Yalom (Quando Nietzsche chorou, A cura de Schopenhauer) e por isso acabei comprando também seu Os desafios da terapia, em que ele discute alguns relacionamentos-padrão entre terapeuta e paciente, dando exemplos reais. Eu devo ter sido psicanalista em outra encarnação, tanto o assunto me fascina. Ainda no início do livro, ele conta a história de uma paciente que tinha um relacionamento difícil com o pai. Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem. Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e a degradação de um córrego que acompanhava a estrada. A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de Walt Disney. E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida. Seguiram a viagem sem trocar mais palavra. Muitos anos depois essa mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, dessa vez com uma amiga. Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se: do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista. E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o comentário de seu pai, que a essa altura já havia falecido. Parece uma parábola, mas acontece todo dia: a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro. O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente. A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta. Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso. Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança. Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias. Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade. Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem. Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho. Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vistas, mas, em contrapartida, me tira a certeza de tudo. Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar. Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios. E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise. É o triunfo da dúvida. (15/07/2007)

Fonte impressa: Martha Medeiros – Doidas e Santas - Porto Alegre, RS: L&PM, 2010

Na segunda parte do período abaixo exposto, depreende-se da combinação das duas orações uma relação de temporalidade.

“Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar”

Essa mesma relação semântica pode ser estabelecida com a utilização de outros elementos de conexão e/ou ajustes nas formas verbais.

Analise as sugestões apresentadas na sequência e indique a única que NÃO tem equivalência com a do texto-base:

 

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O Texto 3 apresenta a personagem Armandinho, criação do quadrinista e cartunista Alexandre Beck. Seus textos geralmente refletem sobre situações cotidianas que vivenciamos no mundo, a partir de uma crítica social. Faça a leitura do texto em questão para responder as questões de 6 a 10.

Enunciado 3988990-1

Fonte: https://www.instagram.com/p/CUDfwrDFcSS/.

No ano de 2020 o mundo foi surpreendido pela pandemia do Coronavírus, o que provocou impactos diretos em nossa vida social, política e econômica. O texto de Alexandre Beck, nesta perspectiva, questiona:

 

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No Texto 1, de autoria do ilustrador Savron, podemos observar a caricatura de dois participantes da 22ª edição do programa Big Brother Brasil, em um recorte de um momento que chamou a atenção dos telespectadores, por conta do viés humorístico. O Texto 2, por sua vez, traz a definição de Sérgio Roberto Costa para um determinado gênero textual. Sua leitura é necessária para responder as questões de 1 a 5:

TEXTO 1:

Enunciado 3988989-1

Fonte: https://www.instagram.com/savron/

TEXTO 2:

“Segmento ou fragmento de HQs, geralmente com três ou quatro quadrinhos, apresenta um texto sincrético que alia o verbal e o visual no mesmo enunciado e sob a mesma enunciação. Circula em jornais ou revistas, numa só faixa horizontal de mais ou menos 14 cm x 4 cm, em geral, na seção “Quadrinhos” do caderno de diversões, amenidades ou também conhecido como recreativo, onde se podem encontrar Cruzadas, Horóscopo, HQs, etc.”.

Fonte: COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.

No trecho “Não é sonho não, gente, eu tô vendo!”, o termo em destaque funciona como:

 

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No Texto 1, de autoria do ilustrador Savron, podemos observar a caricatura de dois participantes da 22ª edição do programa Big Brother Brasil, em um recorte de um momento que chamou a atenção dos telespectadores, por conta do viés humorístico. O Texto 2, por sua vez, traz a definição de Sérgio Roberto Costa para um determinado gênero textual. Sua leitura é necessária para responder as questões de 1 a 5:

TEXTO 1:

Enunciado 3988988-1

Fonte: https://www.instagram.com/savron/

TEXTO 2:

“Segmento ou fragmento de HQs, geralmente com três ou quatro quadrinhos, apresenta um texto sincrético que alia o verbal e o visual no mesmo enunciado e sob a mesma enunciação. Circula em jornais ou revistas, numa só faixa horizontal de mais ou menos 14 cm x 4 cm, em geral, na seção “Quadrinhos” do caderno de diversões, amenidades ou também conhecido como recreativo, onde se podem encontrar Cruzadas, Horóscopo, HQs, etc.”.

Fonte: COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.

O texto em questão apresenta um discurso permeado pelo humor, utilizando-se de mecanismos linguísticos que desencadeiam, ao evocar falas feitas pelos participantes do programa, ideias que geram o riso e a quebra de expectativa no leitor. O trecho que provoca este efeito humorístico e a quebra de expectativa do leitor é:

 

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