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Leia o texto a seguir.
Observem uma partida de futebol: é um modelo da sociedade individualista. Nela se toma a iniciativa, mas essa é definida pela lei. As personalidades distinguem-se hierarquicamente, mas as distinções não ocorrem segundo o status, mas segundo as específicas capacidades de cada um. Há movimento, competição, luta, mas esses são regulados por uma lei não escrita que se chama “lealdade”, continuamente recordada pela presença do árbitro. Paisagem aberta, livre circulação de ar, pulmões sadios, músculos fortes, sempre voltados para a ação. Um jogo de baralho. Espaço fechado, fumaça, luz artificial. Gritos, punhos na mesa e, com frequência, na cara do adversário ou... do parceiro. Perverso trabalho do cérebro (!). Desconfiança recíproca. Diplomacia secreta. Cartas marcadas. Estratégia de chutes por baixo da mesa. Uma lei? Onde está a lei que se deve respeitar? Ela varia de lugar a lugar, tem diversas tradições, é ocasião permanente de contestações e litígios. [...]
GRAMSCI, Antônio. O futebol e o baralho in: Escritos políticos, vol 1. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004. p. 210-211.
Em uma referência a um fenômeno societário crescente, a partir do início do século XX, o autor exemplifica essa nova forma de entretenimento e apontou as características do que conhecemos hoje como
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- Ensino das DisciplinasArtes
- PsicopedagogiaPapel da Afetividade na Aprendizagem
- Temas Educacionais PedagógicosProcesso de Ensino e Aprendizagem
Leia o texto a seguir.
Como apontei em outro lugar (Hernández-Hernández, 2018), pensar o aprender a partir dos afetos supõe focar a experiência de “sentir-se afetado”. A aprendizagem de verdade provoca deslocamentos e um choque (Spinoza) que se incorpora ao sujeito e ao que o afeta. Nesse sentido, o afeto não se refere apenas à emoção, mas também a um movimento corporal que afeta e que pode afetar o outro. Por isso, o aprender tem a ver com deslocamento e mudança de olhar, e se transforma em um evento e uma experiência significativa de muitas maneiras.
Esse tipo de aprendizagem está próximo da realidade que se vive cotidianamente na escola com os projetos de indagação, dos interesses que nos movem e dos desafios que enfrentamos todos os dias. É um processo que traz consigo a ‘consciência da aprendizagem’, a partir da qual o aprender é atravessado pelo corpo, conectado com outros corpos e com outras situações vividas, que se associam de formas difíceis de prever.
HERNÁNDEZ-HERNÁNDEZ, Fernando; ANGUITA, Marisol (org.). Uma pedagogia desobediente: tecendo a sala de aula e a vida escolar a partir de projetos de indagação. Porto Alegre: Artmed, 2025.
Práticas de culminância pedagógica, quando articuladas à dimensão dos afetos, caracterizam-se como
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