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3739294 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
   Dona Domingas é uma preta boa igual ao pão. Calma e util. Quando a Leila ficou sem casa foi morar com a Dona Domingas.
   ... A Dona Domingas era quem lavava a roupa da Leila, que lhe obrigou a dormir no chão e lhe dar o leito. Passou a ser a dona da casa. Eu dizia:
   – Reage, Domingas!
   – Ela é feiticeira, pode botar um feitiço em mim.
   – Mas o feitiço não existe.
   – Existe sim. Eu vi ela fazê.
   É porque a Leila andava dizendo que consertava vidas. E eu vi varias senhoras ricas aparecer por aqui. Havia a tal Dona Guiomar, Edviges Gonçalves, a mulher que tem vários nomes e varias residências porque compra a prestação e não paga e dá o nome trocado onde compra. Quando sai na rua parece a Maria Antonieta. E a Dona Guiomar concorreu para escravisar a Dona Domingas. (...) A Dona Domingas recebe uma pensão do seu extinto esposo. E era obrigada a dar dinheiro para a Leila que é companheira do Arnaldo. Ele sendo compadre da Domingas, era para defender a comadre. Mas ele explorava. Dividia o dinheiro entre os dois. E ainda praticava suas cenas amorosas perto do afilhado.
(Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo – diário de uma favelada)
Com base na Competência Específica de Língua Portuguesa para o Ensino Fundamental do Currículo Paulista: ensino fundamental (2019) (Compreender o fenômeno da variação linguística, demonstrando atitude respeitosa diante de variedades linguísticas e rejeitando preconceitos linguísticos), a importância de se tomar um texto como o de Carolina Maria de Jesus como objeto de ensino implica
 

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3739293 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
   Dona Domingas é uma preta boa igual ao pão. Calma e util. Quando a Leila ficou sem casa foi morar com a Dona Domingas.
   ... A Dona Domingas era quem lavava a roupa da Leila, que lhe obrigou a dormir no chão e lhe dar o leito. Passou a ser a dona da casa. Eu dizia:
   – Reage, Domingas!
   – Ela é feiticeira, pode botar um feitiço em mim.
   – Mas o feitiço não existe.
   – Existe sim. Eu vi ela fazê.
   É porque a Leila andava dizendo que consertava vidas. E eu vi varias senhoras ricas aparecer por aqui. Havia a tal Dona Guiomar, Edviges Gonçalves, a mulher que tem vários nomes e varias residências porque compra a prestação e não paga e dá o nome trocado onde compra. Quando sai na rua parece a Maria Antonieta. E a Dona Guiomar concorreu para escravisar a Dona Domingas. (...) A Dona Domingas recebe uma pensão do seu extinto esposo. E era obrigada a dar dinheiro para a Leila que é companheira do Arnaldo. Ele sendo compadre da Domingas, era para defender a comadre. Mas ele explorava. Dividia o dinheiro entre os dois. E ainda praticava suas cenas amorosas perto do afilhado.
(Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo – diário de uma favelada)
Embora se trate de texto escrito, a narrativa de Carolina Maria de Jesus faz uso de continuadores textuais típicos da fala.
É o caso do termo
 

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3739292 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP

Enunciado 3739292-1

(Fernando Gonzales. Disponível em:

https://www.instagram.com/niquelnausea. Acesso em 18.11.2024)

De acordo com Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto, 2011), na perspectiva da Teoria dos Atos de Fala, “todo dizer é um fazer”.
Nesse sentido, a frase “Pra quem confundiu avó com um lobo, isso não é nada.”, tomada em relação às falas “Mãe?” e Ah!”, tem a finalidade de
 

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3739291 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP

Enunciado 3739291-1

(Fernando Gonzales. Disponível em:

https://www.instagram.com/niquelnausea. Acesso em 18.11.2024)

De acordo com Koch e Elias (Ler e escrever: estratégias de produção textual, 2011), a intertextualidade estabelecida entre a tira e o texto original é
 

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3739290 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de textos e compreensão, 2008) adota a concepção de sujeito como
 

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3739289 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
As Estrelas
Lá, nas celestes regiões distantes,
No fundo melancólico da Esfera,
Nos caminhos da eterna Primavera
Do amor, eis as estrelas palpitantes.
Quantos mistérios andarão errantes,
Quantas almas em busca da Quimera,
Lá, das estrelas nessa paz austera
Soluçarão, nos altos céus radiantes.
Finas flores de pérolas e pratas,
Das estrelas serenas se desata
Toda a caudal das ilusões insanas.
Quem sabe, pelos tempos esquecidos,
Se as estrelas não são ais perdidos
Das primitivas legiões humanas?!
(Cruz e Sousa. Broquéis; Faróis; Últimos Sonetos, 2008)
De acordo com o Currículo Paulista: etapa ensino médio (2020), o contato com as obras da tradição literária permite que “... sejam aprofundadas as relações com os períodos históricos, artísticos e culturais”.
Portanto, a partir do poema de Cruz e Souza, esse aprofundamento poderia ocorrer por meio de
 

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3739288 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
As Estrelas
Lá, nas celestes regiões distantes,
No fundo melancólico da Esfera,
Nos caminhos da eterna Primavera
Do amor, eis as estrelas palpitantes.
Quantos mistérios andarão errantes,
Quantas almas em busca da Quimera,
Lá, das estrelas nessa paz austera
Soluçarão, nos altos céus radiantes.
Finas flores de pérolas e pratas,
Das estrelas serenas se desata
Toda a caudal das ilusões insanas.
Quem sabe, pelos tempos esquecidos,
Se as estrelas não são ais perdidos
Das primitivas legiões humanas?!
(Cruz e Sousa. Broquéis; Faróis; Últimos Sonetos, 2008)
No Currículo Paulista: etapa ensino médio (2020), afirma- -se que as obras da tradição literária “... proporcionam o contato com uma linguagem que amplia o repertório linguístico dos jovens e oportuniza novas potencialidades e experimentações de uso da língua”.
Com esse entendimento, os versos da 3a estrofe – Finas flores de pérolas e pratas, / Das estrelas serenas se desata – podem ser analisados quanto às figuras de linguagem, sendo que neles se constatam:
 

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3739287 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
As Estrelas
Lá, nas celestes regiões distantes,
No fundo melancólico da Esfera,
Nos caminhos da eterna Primavera
Do amor, eis as estrelas palpitantes.
Quantos mistérios andarão errantes,
Quantas almas em busca da Quimera,
Lá, das estrelas nessa paz austera
Soluçarão, nos altos céus radiantes.
Finas flores de pérolas e pratas,
Das estrelas serenas se desata
Toda a caudal das ilusões insanas.
Quem sabe, pelos tempos esquecidos,
Se as estrelas não são ais perdidos
Das primitivas legiões humanas?!
(Cruz e Sousa. Broquéis; Faróis; Últimos Sonetos, 2008)
De acordo com a análise da poética de Cruz e Souza feita por Alfredo Bosi (História concisa da literatura brasileira, 2015), a leitura de As Estrelas permite concluir corretamente que
 

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3739286 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
Wagner Rodrigues Silva, Andreia Cristina Fidelis e Kiahra Antonella (Laboratório virtual de pesquisa escolar com gramática: educação científica em aulas de língua materna, 2024) desenvolveram “uma investigação científica qualitativa, caracterizada por um planejamento colaborativo, seguido por uma intervenção pedagógica, com propósito principal de inovar o estudo da gramática, em aulas de Português como língua materna, em escolas públicas brasileiras de Ensino Fundamental”.
Quanto ao ensino de gramática nas escolas, os autores consideram que ele
 

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3739285 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
Um pantanal cada vez menor
   Com cheias cada vez menores e períodos de seca mais prolongados, o Pantanal viu sua área alagada diminuir espantosos 61% entre 1985 e 2023, segundo registrou um levantamento do MapBiomas, projeto que mapeia regularmente a cobertura e o uso da terra, a superfície de água e as cicatrizes de fogo no Brasil. Algo gravíssimo para aquela que é conhecida como a maior área úmida do mundo.
   No ano passado, o Pantanal ficou 38% mais árido se comparado a 2018, quando ocorreu a última grande cheia no bioma. Segundo os coordenadores do levantamento, o período de cheia, que originalmente vai de fevereiro a abril, está encolhendo; o de seca, de julho a outubro, está se alongando. Para ter uma ideia, em 1988, a área alagada do Pantanal chegava a 6,8 milhões de hectares – número que caiu para 5,4 milhões em 2018 e, por fim, passou a ser de 3,3 milhões de hectares.
   Tais números, infelizmente, confirmam uma tendência que, no limite, inspira prognósticos sombrios. Catastrofismos não costumam produzir bons conselhos. Houve anos de estiagem extrema, mas o bioma mostrou boa capacidade de regeneração. Foi o caso de secas registradas nas décadas de 1960 e 1970 e, mais recentemente, em 2021, ano seguinte a um dos momentos de recorde de queimadas. Mas as evidências revelam uma mudança de trajetória: se antes a extensão do fogo era composta por áreas naturais em processo de conversão ou consolidação das pastagens, nos últimos anos os pesquisadores identificaram incêndios em locais antes permanentemente alagados no entorno do Rio Paraguai.
   São péssimos os presságios quando é preciso recorrer à esperança de chuva certa no lugar certo, como se a preservação da natureza dependesse de uma providencial ajuda do destino para conter tragédias ambientais. Em se tratando dos problemas que afetam hoje o Pantanal – assim como a Amazônia e parte do Cerrado –, a sorte ou o acaso não são nem a causa nem a consequência. Trata-se, isto sim, de uma soma dramática dos efeitos das mudanças climáticas e da ação humana.
(O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 16.11.2024. Adaptado)
Considerando-se a recorrência de tempos verbais, o plano do mundo comentado e o plano do mundo narrado são marcados, correta e respectivamente, pelo emprego do
 

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