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Foram encontradas 80 questões.

1234637 Ano: 2013
Disciplina: Economia
Banca: FUNCAB
Orgão: SESAcre
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No gráfico abaixo, quando o preço passa de P1 para P2 e a quantidade ofertada, de Q1 para Q2 , novos produtores que entram no mercado, ao preço mais elevado tem como excedente a área demarcada pelos pontos:
Enunciado 1234637-1
 

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1218296 Ano: 2013
Disciplina: Economia
Banca: FUNCAB
Orgão: SESAcre
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Observe o gráfico a seguir, onde estão expressas as equações dos lados real (IS) e monetário (LM) de uma economia, sendo i0 a taxa de juros e Y0, o nível de renda real que os equilibram.
Enunciado 1218296-1
Os valores de i0 e Y0, no ponto de equilíbrio, são, respectivamente:
 

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1215918 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: SESAcre
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Leia o texto a seguir e responda à questão proposta.

Espaço vital

Etiqueta no avião: quem tem direito ao braço da poltrona? (03/01/2008)

Tão logo sentaram e afivelaram os cintos de segurança ele sentiu que o conflito começaria a qualquer momento. O conflito pelo braço da poltrona, bem entendido, este território que, ao menos na classe econômica (para executiva ele não tinha grana), é obrigatoriamente comum. Como a mulher a seu lado, ele era corpulento; e o braço da poltrona, estreito, não acolheria os cotovelos de ambos. Breve estaria desencadeada a luta pelo espaço vital, talvez não tão sangrenta quanto a Segunda Guerra na Europa, mas mesmo assim encarniçada.

Ela tomou a iniciativa. Tão logo o avião decolou, e antes mesmo que a comissária anunciasse: “Nosso tempo de voo será de...”, ela abriu o jornal. Um jornal grande, não um tabloide, não uma revista. Jornalão, com muita coisa para ler, editoriais, artigos, reportagens. E, o jornal aberto, ela naturalmente ancorou o cotovelo no braço da poltrona. Ancorou-o numa posição que não permitiria o ingresso ali de qualquer outro cotovelo.

Ele também tinha um jornal. Ele também era um leitor assíduo. Mas a verdade é que ela se antecipara na manobra, e agora qualquer tentativa dele no sentido de manifestar interesse nas notícias do país e do mundo não passaria de uma medíocre, e até vergonhosa, imitação. Portanto, um a zero para ela.

Mas ele não desistiria. Desistir? De maneira alguma. Como se diz no Sul: “Não está morto quem peleia”, e ele ainda tinha muito a pelear. Agora, porém, adotaria uma tática diversa. Uma falsa retirada, destinada a dar à dona do poderoso cotovelo uma ilusória sensação de definitiva vitória. Inclinou a poltrona, bocejou, fechou os olhos e fingiu dormir. Mas, por entre as pálpebras semicerradas, observava-a. Aparentemente ela continuava absorvida na leitura. Ele resolveu tentar um ataque sub-reptício, tipo atentado terrorista. Como se fosse um movimento automático, colocou o cotovelo sobre o braço da poltrona. Torceu para que a aeronave entrasse numa área de turbulência, o que acabou acontecendo. No primeiro solavanco o cotovelo dele empurrou, como que por acidente, o cotovelo dela para fora. E ali ficou triunfante, como aqueles soldados que, na batalha de Iwo Jima, desfraldaram a bandeira americana.

Ela continuava lendo o jornal. Mas ele sabia que, no fundo, ela estava remoendo a raiva e planejando a vingança. Que planejasse. Ele não entregaria jamais a sua conquista.

E aí o problema, o inesperado problema. De repente sentiu vontade de urinar. Muita vontade de urinar. Que fazer? Se levantasse, perderia o braço da poltrona e nunca mais o recuperaria. Durante longos minutos debateu-se em dúvida cruel. E aí, misericordiosamente, o comandante anunciou que estavam pousando.

Ela fechou o jornal, voltou-se para ele:

– Você sabe que dia é hoje?

Ele não sabia. Ela sorriu, como mãe diante de filho travesso, e revelou: era o aniversário de casamento de ambos. Trinta e cinco anos de matrimônio. Trinta e cinco anos partilhando sonhos, angústias, o cuidado dos filhos. E ah, sim, braços de poltrona em aviões.

(SCLIAR, Moacyr. Espaço vital. In: Histórias que os jornais não contam.2ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 2009. pp. 71-73)

“Como se diz no Sul: ‘Não está morto quem peleia’, e ele ainda tinha muito a PELEAR.” (§ 4)

O termo “pelear” é uma variante linguística que, como o próprio texto registra, é predominantemente usada na região sul do Brasil. Entre as alternativas a seguir, a única que, ao substituir o termo destacado, altera seu sentido original no texto, é:

 

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1214483 Ano: 2013
Disciplina: Economia
Banca: FUNCAB
Orgão: SESAcre
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Sabe-se que existem várias conceituações do déficit público. Considerada a medida mais adequada para refletir as necessidades reais de financiamento do setor público, é a conceituação particular do déficit denominado:
 

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1211082 Ano: 2013
Disciplina: Informática
Banca: FUNCAB
Orgão: SESAcre
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No tocante à segurança da informação, a manipulação de pessoas para obtenção e acesso de informações importantes, podendo inclusive utilizar-se de identidades falsas, é conhecido como ataque de:
 

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1211079 Ano: 2013
Disciplina: Economia
Banca: FUNCAB
Orgão: SESAcre
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Segundo Vasconcellos (2006), o imposto inflacionário explica um fato que ocorreu nos planos anti-inflacionários aplicados no Brasil: derrubadas as taxas de inflação, houve uma grande elevação do consumo, principalmente das classes menos favorecidas, justamente porque deixaram de pagar esse imposto, que representa:
 

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1209939 Ano: 2013
Disciplina: TI - Sistemas Operacionais
Banca: FUNCAB
Orgão: SESAcre
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Analise as seguintes sentenças em relação ao Sistema Operacional Linux.
I. Sockets são arquivos utilizados para representar dispositivos de hardware do computador.
II. Ao renomear um arquivo, é possível inserir espaços no meio de um nome do arquivo.
III. Os inodes são os elementos essenciais do sistema de arquivos do Linux.
É(são) verdadeira(s) apenas:
 

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1203766 Ano: 2013
Disciplina: Economia
Banca: FUNCAB
Orgão: SESAcre
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Ao classificar um projeto pelas características do fluxo de caixa, encontra-se um projeto no qual ocorre mais de uma mudança de sinal na sequência do fluxo de caixa, conforme diagrama abaixo.
Enunciado 1203766-1
Tal fluxo é classificado como um projeto de:
 

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1202673 Ano: 2013
Disciplina: Economia
Banca: FUNCAB
Orgão: SESAcre
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Após a crise do petróleo, nos anos 70, foi constatado que a curva de Phillips original não tinha a mesma eficácia, dando origem a uma segunda versão, denominada contemporânea, amplamente aceita pela macroeconomia. A expressão gráfica da curva de Phillips para variações antecipadas da oferta monetária, sendo ii a taxa de inflação e id a taxa de desemprego, está mostrada na figura:
 

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1201205 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: FUNCAB
Orgão: SESAcre
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Leia o texto a seguir e responda à questão proposta.

Espaço vital

Etiqueta no avião: quem tem direito ao braço da poltrona? (03/01/2008)

Tão logo sentaram e afivelaram os cintos de segurança ele sentiu que o conflito começaria a qualquer momento. O conflito pelo braço da poltrona, bem entendido, este território que, ao menos na classe econômica (para executiva ele não tinha grana), é obrigatoriamente comum. Como a mulher a seu lado, ele era corpulento; e o braço da poltrona, estreito, não acolheria os cotovelos de ambos. Breve estaria desencadeada a luta pelo espaço vital, talvez não tão sangrenta quanto a Segunda Guerra na Europa, mas mesmo assim encarniçada.

Ela tomou a iniciativa. Tão logo o avião decolou, e antes mesmo que a comissária anunciasse: “Nosso tempo de voo será de...”, ela abriu o jornal. Um jornal grande, não um tabloide, não uma revista. Jornalão, com muita coisa para ler, editoriais, artigos, reportagens. E, o jornal aberto, ela naturalmente ancorou o cotovelo no braço da poltrona. Ancorou-o numa posição que não permitiria o ingresso ali de qualquer outro cotovelo.

Ele também tinha um jornal. Ele também era um leitor assíduo. Mas a verdade é que ela se antecipara na manobra, e agora qualquer tentativa dele no sentido de manifestar interesse nas notícias do país e do mundo não passaria de uma medíocre, e até vergonhosa, imitação. Portanto, um a zero para ela.

Mas ele não desistiria. Desistir? De maneira alguma. Como se diz no Sul: “Não está morto quem peleia”, e ele ainda tinha muito a pelear. Agora, porém, adotaria uma tática diversa. Uma falsa retirada, destinada a dar à dona do poderoso cotovelo uma ilusória sensação de definitiva vitória. Inclinou a poltrona, bocejou, fechou os olhos e fingiu dormir. Mas, por entre as pálpebras semicerradas, observava-a. Aparentemente ela continuava absorvida na leitura. Ele resolveu tentar um ataque sub-reptício, tipo atentado terrorista. Como se fosse um movimento automático, colocou o cotovelo sobre o braço da poltrona. Torceu para que a aeronave entrasse numa área de turbulência, o que acabou acontecendo. No primeiro solavanco o cotovelo dele empurrou, como que por acidente, o cotovelo dela para fora. E ali ficou triunfante, como aqueles soldados que, na batalha de Iwo Jima, desfraldaram a bandeira americana.

Ela continuava lendo o jornal. Mas ele sabia que, no fundo, ela estava remoendo a raiva e planejando a vingança. Que planejasse. Ele não entregaria jamais a sua conquista.

E aí o problema, o inesperado problema. De repente sentiu vontade de urinar. Muita vontade de urinar. Que fazer? Se levantasse, perderia o braço da poltrona e nunca mais o recuperaria. Durante longos minutos debateu-se em dúvida cruel. E aí, misericordiosamente, o comandante anunciou que estavam pousando.

Ela fechou o jornal, voltou-se para ele:

– Você sabe que dia é hoje?

Ele não sabia. Ela sorriu, como mãe diante de filho travesso, e revelou: era o aniversário de casamento de ambos. Trinta e cinco anos de matrimônio. Trinta e cinco anos partilhando sonhos, angústias, o cuidado dos filhos. E ah, sim, braços de poltrona em aviões.

(SCLIAR, Moacyr. Espaço vital. In: Histórias que os jornais não contam.2ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 2009. pp. 71-73)

No fragmento “Como se fosse um movimento automático, colocou o cotovelo sobre o BRAÇO DA POLTRONA.” (§ 4), o termo destacado é uma:

 

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