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Uma mulher com trinta e quatro anos de idade, sem histórico médico pregresso relevante, procurou atendimento em serviço de emergência devido a quadro típico de nefrolitíase. Cortes superiores da tomografia de abdome realizada durante o atendimento demonstraram massa mediastinal. A paciente foi convocada pelo hospital para prosseguir investigação. Tomografia de tórax demonstrou massa de 13 cm em maior diâmetro no mediastino, além de linfonodo supraclavicular direito de 3 cm em maior diâmetro, o qual foi submetido a biópsia. Hemograma e exames bioquímicos estavam normais. A paciente nega febre, sudorese noturna ou perda de peso.
Acerca desse caso clínico e de aspectos correlatos, julgue o item subsequente.
Linfoma de células B primário de mediastino é uma das possibilidades diagnósticas para a referida paciente. Apesar de a consolidação com radioterapia mediastinal ter sido considerada inicialmente essencial para a terapia curativa, essa modalidade de tratamento pode ter efeitos adversos importantes, como neoplasias secundárias e doença isquêmica cardíaca. Estudos com o protocolo terapêutico R-DA-EPOCH demonstram que esta pode ser uma opção terapêutica que dispensa a consolidação com radioterapia.
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Uma mulher com trinta e quatro anos de idade, sem histórico médico pregresso relevante, procurou atendimento em serviço de emergência devido a quadro típico de nefrolitíase. Cortes superiores da tomografia de abdome realizada durante o atendimento demonstraram massa mediastinal. A paciente foi convocada pelo hospital para prosseguir investigação. Tomografia de tórax demonstrou massa de 13 cm em maior diâmetro no mediastino, além de linfonodo supraclavicular direito de 3 cm em maior diâmetro, o qual foi submetido a biópsia. Hemograma e exames bioquímicos estavam normais. A paciente nega febre, sudorese noturna ou perda de peso.
Acerca desse caso clínico e de aspectos correlatos, julgue o item subsequente.
Em casos de linfoma de Hodgkin refratário ao primeiro tratamento ou recaído, o tratamento de escolha para a maior parte dos pacientes consiste em quimioterapia de altas doses seguida de transplante autólogo de medula óssea. O protocolo BEACOPP escalonado é uma das opções para redução de massa tumoral antes da realização do transplante alogênico.
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Uma mulher com trinta e quatro anos de idade, sem histórico médico pregresso relevante, procurou atendimento em serviço de emergência devido a quadro típico de nefrolitíase. Cortes superiores da tomografia de abdome realizada durante o atendimento demonstraram massa mediastinal. A paciente foi convocada pelo hospital para prosseguir investigação. Tomografia de tórax demonstrou massa de 13 cm em maior diâmetro no mediastino, além de linfonodo supraclavicular direito de 3 cm em maior diâmetro, o qual foi submetido a biópsia. Hemograma e exames bioquímicos estavam normais. A paciente nega febre, sudorese noturna ou perda de peso.
Acerca desse caso clínico e de aspectos correlatos, julgue o item subsequente.
Caso seja confirmado o diagnóstico de linfoma de Hodgkin, o estadiamento clínico seria IIA com doença desfavorável, e o tratamento inicial indicado seria com dois ciclos de ABVD. A definição do tratamento adicional dependerá do resultado do reestadiamento com PET-TC.
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Uma mulher com trinta e quatro anos de idade, sem histórico médico pregresso relevante, procurou atendimento em serviço de emergência devido a quadro típico de nefrolitíase. Cortes superiores da tomografia de abdome realizada durante o atendimento demonstraram massa mediastinal. A paciente foi convocada pelo hospital para prosseguir investigação. Tomografia de tórax demonstrou massa de 13 cm em maior diâmetro no mediastino, além de linfonodo supraclavicular direito de 3 cm em maior diâmetro, o qual foi submetido a biópsia. Hemograma e exames bioquímicos estavam normais. A paciente nega febre, sudorese noturna ou perda de peso.
Acerca desse caso clínico e de aspectos correlatos, julgue o item subsequente.
Em caso de diagnóstico de linfoma de Hodgkin, não será necessário realizar biópsia de medula óssea para estadiamento, caso seja possível a realização de PET-TC.
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Um senhor com sessenta e sete anos de idade faz acompanhamento irregular com geriatra, devido a hipertensão e dislipidemia. Ele ficou por 2 anos sem acompanhamento porque estava com receio de exposição à covid-19. Na consulta atual, encontra-se assintomático. No exame físico, notou-se fígado palpável a 4 cm do rebordo costal direito e baço chegando à fossa ilíaca esquerda. Exames bioquímicos e lipidograma sem alterações significativas. Hemograma de uma semana antes da data da consulta está descrito a seguir:
Hb: 9,5 g/dL; Ht: 30%; VCM: 87 fl
Leucócitos: 33.000/mm3 (Blatos: 2%; Promielócitos: 6%;
Mielócitos: 9%; Metamielócitos: 9%; Bastões: 10%;
Segmentados: 54%; Basófilos: 3%; Eosinófilos: 1%; Linfócitos:
3%; Monócitos: 3%)
Plaquetas: 72.000/mm3.
Com referência a esse caso clínico e a aspectos diversos a ele pertinentes, julgue o item a seguir.
No caso em questão, uma possibilidade diagnóstica é a leucemia mieloide crônica. A confirmação desse diagnóstico dependerá de estudo citogenético e pesquisa da translocação BCR-ABL1. Se for confirmado esse diagnóstico, deve-se iniciar tratamento com inibidor de tirosinoquinase. A resposta a esse tratamento deverá ser avaliada a cada 3 meses com estudo citogenético e RT-PCR quantitativo para BCR-ABL1 em aspirado de medula óssea.
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Um senhor com sessenta e sete anos de idade faz acompanhamento irregular com geriatra, devido a hipertensão e dislipidemia. Ele ficou por 2 anos sem acompanhamento porque estava com receio de exposição à covid-19. Na consulta atual, encontra-se assintomático. No exame físico, notou-se fígado palpável a 4 cm do rebordo costal direito e baço chegando à fossa ilíaca esquerda. Exames bioquímicos e lipidograma sem alterações significativas. Hemograma de uma semana antes da data da consulta está descrito a seguir:
Hb: 9,5 g/dL; Ht: 30%; VCM: 87 fl
Leucócitos: 33.000/mm3 (Blatos: 2%; Promielócitos: 6%;
Mielócitos: 9%; Metamielócitos: 9%; Bastões: 10%;
Segmentados: 54%; Basófilos: 3%; Eosinófilos: 1%; Linfócitos:
3%; Monócitos: 3%)
Plaquetas: 72.000/mm3.
Com referência a esse caso clínico e a aspectos diversos a ele pertinentes, julgue o item a seguir.
Para pacientes com diagnóstico de leucemia mieloide crônica em fase crônica, há a possibilidade de suspensão do tratamento. Entre os critérios mínimos para se considerar essa possibilidade, o paciente deverá estar em remissão molecular profunda (MR4) há mais que quatro anos.
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Um senhor com sessenta e sete anos de idade faz acompanhamento irregular com geriatra, devido a hipertensão e dislipidemia. Ele ficou por 2 anos sem acompanhamento porque estava com receio de exposição à covid-19. Na consulta atual, encontra-se assintomático. No exame físico, notou-se fígado palpável a 4 cm do rebordo costal direito e baço chegando à fossa ilíaca esquerda. Exames bioquímicos e lipidograma sem alterações significativas. Hemograma de uma semana antes da data da consulta está descrito a seguir:
Hb: 9,5 g/dL; Ht: 30%; VCM: 87 fl
Leucócitos: 33.000/mm3 (Blatos: 2%; Promielócitos: 6%;
Mielócitos: 9%; Metamielócitos: 9%; Bastões: 10%;
Segmentados: 54%; Basófilos: 3%; Eosinófilos: 1%; Linfócitos:
3%; Monócitos: 3%)
Plaquetas: 72.000/mm3.
Com referência a esse caso clínico e a aspectos diversos a ele pertinentes, julgue o item a seguir.
Atualmente, para pacientes com mielofibrose primária, os únicos tratamentos capazes de prolongar a sobrevida são o transplante alogênico de medula óssea e, em pacientes com mutação no gene JAK2, o uso de inibidores de JAK2.
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Um senhor com sessenta e sete anos de idade faz acompanhamento irregular com geriatra, devido a hipertensão e dislipidemia. Ele ficou por 2 anos sem acompanhamento porque estava com receio de exposição à covid-19. Na consulta atual, encontra-se assintomático. No exame físico, notou-se fígado palpável a 4 cm do rebordo costal direito e baço chegando à fossa ilíaca esquerda. Exames bioquímicos e lipidograma sem alterações significativas. Hemograma de uma semana antes da data da consulta está descrito a seguir:
Hb: 9,5 g/dL; Ht: 30%; VCM: 87 fl
Leucócitos: 33.000/mm3 (Blatos: 2%; Promielócitos: 6%;
Mielócitos: 9%; Metamielócitos: 9%; Bastões: 10%;
Segmentados: 54%; Basófilos: 3%; Eosinófilos: 1%; Linfócitos:
3%; Monócitos: 3%)
Plaquetas: 72.000/mm3.
Com referência a esse caso clínico e a aspectos diversos a ele pertinentes, julgue o item a seguir.
Entre as hipóteses diagnósticas para o paciente em apreço, deve-se considerar mielofibrose primária. A confirmação diagnóstica dependerá do achado de alterações características em anatomopatológico de biópsia de medula óssea, além da pesquisa de mutações nos genes JAK2, MPL e CALR.
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Um homem com vinte e cinco anos de idade compareceu a consulta com queixa de uma semana de astenia, e equimoses espontâneas em tronco e membros. Ele referiu que, havia 2 dias, começou a apresentar febre (temperatura de até 39 oC), que aliviava com o uso de dipirona, mas voltava após algumas horas. Seu pai e seu irmão mais novo têm plaquetopenia de aproximadamente 130.000/mm3, sem etiologia definida. Seu avô paterno faleceu por leucemia aos 22 anos de idade. O paciente não soube informar se já teve plaquetopenia, não usa medicações regularmente e negou qualquer patologia prévia.
Hemograma:
Hb: 7,3 g/dL; Ht: 22,7%; VCM: 84 fl; HCM: 30 pg;
CHCM: 33 g/dL; RDW: 14%
Leucócitos: 56.000/mm3; (Blastos: 82%; Segmentados: 2%;
Linfócitos: 1%; Monócitos: 15%)
Plaquetas: 2.000/mm3.
Após a internação hospitalar, foi realizada avaliação de aspirado de medula óssea que apresentou os seguintes resultados:
Mielograma: hipercelular, com predomínio de blastos de tamanho intermediário a grande, com relação núcleo/citoplasmática intermediária, citoplasma basofílico, alguns com grânulos, núcleo com cromatina frouxa e nucléolos evidentes.
Imunofenotipagem: estudo imunofenotípico compatível com o diagnóstico de leucemia monoblástica aguda.
Com referência a esse caso clínico e a aspectos a ele correlatos, julgue o seguinte item. Nesse sentido, considere que a sigla LMA, sempre que empregada, refere-se a leucemia mieloide aguda.
No caso clínico considerado, por tratar-se de paciente imunossuprimido com plaquetas/mm3 <10.000, está indicada a transfusão de concentrado de plaquetas leucorreduzido (filtrado) e irradiado.
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Um homem com vinte e cinco anos de idade compareceu a consulta com queixa de uma semana de astenia, e equimoses espontâneas em tronco e membros. Ele referiu que, havia 2 dias, começou a apresentar febre (temperatura de até 39 oC), que aliviava com o uso de dipirona, mas voltava após algumas horas. Seu pai e seu irmão mais novo têm plaquetopenia de aproximadamente 130.000/mm3, sem etiologia definida. Seu avô paterno faleceu por leucemia aos 22 anos de idade. O paciente não soube informar se já teve plaquetopenia, não usa medicações regularmente e negou qualquer patologia prévia.
Hemograma:
Hb: 7,3 g/dL; Ht: 22,7%; VCM: 84 fl; HCM: 30 pg;
CHCM: 33 g/dL; RDW: 14%
Leucócitos: 56.000/mm3; (Blastos: 82%; Segmentados: 2%;
Linfócitos: 1%; Monócitos: 15%)
Plaquetas: 2.000/mm3.
Após a internação hospitalar, foi realizada avaliação de aspirado de medula óssea que apresentou os seguintes resultados:
Mielograma: hipercelular, com predomínio de blastos de tamanho intermediário a grande, com relação núcleo/citoplasmática intermediária, citoplasma basofílico, alguns com grânulos, núcleo com cromatina frouxa e nucléolos evidentes.
Imunofenotipagem: estudo imunofenotípico compatível com o diagnóstico de leucemia monoblástica aguda.
Com referência a esse caso clínico e a aspectos a ele correlatos, julgue o seguinte item. Nesse sentido, considere que a sigla LMA, sempre que empregada, refere-se a leucemia mieloide aguda.
Em adição ao caso em questão, considere que o paciente esteja hemodinamicamente estável, que não haja lesões de pele e que a tomografia computadorizada de tórax não demonstre infiltrado pulmonar. Nessa situação, por tratar-se de paciente com LMA apresentando febre, haverá indicação de antibioticoterapia empírica com cefalosporina com cobertura para pseudômonas, associada a vancomicina para cobertura de S. aureus resistente a meticilina.
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