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Uma mulher com cinquenta e dois anos de idade, previamente hígida, relatou cansaço e mal-estar progressivos. A imunoeletroforese de proteínas séricas mostrou imunoglobulina G (IgG)/lambda paraproteína de 5,22 g/dL, hemoglobina de 8,3 g/dL (VR = 12 a 15), com função renal e cálcio normais; sua albumina era de 3,0 g/dL (VR = 3,5 a 4,5), β2-microglobulina era de 3,8 mg/L (VR = 1,2 a 2,4) e LDH = 389 mg/dL (VR = 130 a 280). O exame do esqueleto revelou lesões líticas no úmero direito. A biópsia de medula óssea identificou uma plasmocitose de 80%, com restrição para cadeia leve λ. O painel citogenético foi 46XX e FISH negativo para 17p, t(4:14), del13, del1q.
A respeito desse caso clínico e da interpretação de exames hematológicos, julgue o item que se segue.
A eletroforese de proteínas séricas é um exame com boa acurária na identificação de proteínas de cadeia leve.
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Uma mulher com cinquenta e dois anos de idade, previamente hígida, relatou cansaço e mal-estar progressivos. A imunoeletroforese de proteínas séricas mostrou imunoglobulina G (IgG)/lambda paraproteína de 5,22 g/dL, hemoglobina de 8,3 g/dL (VR = 12 a 15), com função renal e cálcio normais; sua albumina era de 3,0 g/dL (VR = 3,5 a 4,5), β2-microglobulina era de 3,8 mg/L (VR = 1,2 a 2,4) e LDH = 389 mg/dL (VR = 130 a 280). O exame do esqueleto revelou lesões líticas no úmero direito. A biópsia de medula óssea identificou uma plasmocitose de 80%, com restrição para cadeia leve λ. O painel citogenético foi 46XX e FISH negativo para 17p, t(4:14), del13, del1q.
A respeito desse caso clínico e da interpretação de exames hematológicos, julgue o item que se segue.
A referida paciente possui uma gamopatia monoclonal de significado indeterminado.
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Uma mulher com cinquenta e dois anos de idade, previamente hígida, relatou cansaço e mal-estar progressivos. A imunoeletroforese de proteínas séricas mostrou imunoglobulina G (IgG)/lambda paraproteína de 5,22 g/dL, hemoglobina de 8,3 g/dL (VR = 12 a 15), com função renal e cálcio normais; sua albumina era de 3,0 g/dL (VR = 3,5 a 4,5), β2-microglobulina era de 3,8 mg/L (VR = 1,2 a 2,4) e LDH = 389 mg/dL (VR = 130 a 280). O exame do esqueleto revelou lesões líticas no úmero direito. A biópsia de medula óssea identificou uma plasmocitose de 80%, com restrição para cadeia leve λ. O painel citogenético foi 46XX e FISH negativo para 17p, t(4:14), del13, del1q.
A respeito desse caso clínico e da interpretação de exames hematológicos, julgue o item que se segue.
A paciente em apreço possui diagnóstico de mieloma múltiplo (MM) secretor sintomático, com uma classificação prognóstica compatível com R-ISS = 2 e ISS = 2.
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Um homem com vinte anos de idade, previamente saudável, chegou ao pronto-socorro com diátese hemorrágica e cansaço. Ele estava afebril e com sinais vitais estáveis. Sua contagem de leucócitos (WBC) era de 53 × 109/L (VR = 3.400 a 12.000/L), com 80% de blastos compatíveis com promieloblastos, nível de hemoglobina de 9,2 g/dL (VR =12-15 g/dL) e contagem de plaquetas de 6 × 109/L (VR = 130.000 a 450.000/L). Suspeitou-se do diagnóstico de leucemia promielocítica aguda (LMA-M3) e os testes de coagulação apresentaram fibrinogênio sérico 40 mg/dL (VR: 200 a 430). O tratamento com acido all transretinoico (ATRA) e o suporte de hemoderivados com plasma fresco congelado, crioprecipitado e transfusões de plaquetas foram iniciados imediatamente.
Com referência a esse quadro clínico e à LMA-M3 e suas alterações moleculares, julgue o item que se segue.
A LMA-M3 com t (11; 17) (q23; q21.1) geralmente é refratária à terapia com retinoides, ao contrário da grande maioria dos casos de LMA-M3 com a presença da translocação (15; 17).
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Um homem com vinte anos de idade, previamente saudável, chegou ao pronto-socorro com diátese hemorrágica e cansaço. Ele estava afebril e com sinais vitais estáveis. Sua contagem de leucócitos (WBC) era de 53 × 109/L (VR = 3.400 a 12.000/L), com 80% de blastos compatíveis com promieloblastos, nível de hemoglobina de 9,2 g/dL (VR =12-15 g/dL) e contagem de plaquetas de 6 × 109/L (VR = 130.000 a 450.000/L). Suspeitou-se do diagnóstico de leucemia promielocítica aguda (LMA-M3) e os testes de coagulação apresentaram fibrinogênio sérico 40 mg/dL (VR: 200 a 430). O tratamento com acido all transretinoico (ATRA) e o suporte de hemoderivados com plasma fresco congelado, crioprecipitado e transfusões de plaquetas foram iniciados imediatamente.
Com referência a esse quadro clínico e à LMA-M3 e suas alterações moleculares, julgue o item que se segue.
Manifestações clínicas da síndrome de diferenciação ou ATRA são contraindicações para a continuidade do uso do ácido all transretinóico (ATRA), tornando mandatório o início do uso de trióxido de arsênico como terapia de indução.
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Um homem com vinte anos de idade, previamente saudável, chegou ao pronto-socorro com diátese hemorrágica e cansaço. Ele estava afebril e com sinais vitais estáveis. Sua contagem de leucócitos (WBC) era de 53 × 109/L (VR = 3.400 a 12.000/L), com 80% de blastos compatíveis com promieloblastos, nível de hemoglobina de 9,2 g/dL (VR =12-15 g/dL) e contagem de plaquetas de 6 × 109/L (VR = 130.000 a 450.000/L). Suspeitou-se do diagnóstico de leucemia promielocítica aguda (LMA-M3) e os testes de coagulação apresentaram fibrinogênio sérico 40 mg/dL (VR: 200 a 430). O tratamento com acido all transretinoico (ATRA) e o suporte de hemoderivados com plasma fresco congelado, crioprecipitado e transfusões de plaquetas foram iniciados imediatamente.
Com referência a esse quadro clínico e à LMA-M3 e suas alterações moleculares, julgue o item que se segue.
Os pacientes portadores de LMA-M3 podem apresentar mutações genéticas como FLT3, WT1.
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Um homem com vinte anos de idade, previamente saudável, chegou ao pronto-socorro com diátese hemorrágica e cansaço. Ele estava afebril e com sinais vitais estáveis. Sua contagem de leucócitos (WBC) era de 53 × 109/L (VR = 3.400 a 12.000/L), com 80% de blastos compatíveis com promieloblastos, nível de hemoglobina de 9,2 g/dL (VR =12-15 g/dL) e contagem de plaquetas de 6 × 109/L (VR = 130.000 a 450.000/L). Suspeitou-se do diagnóstico de leucemia promielocítica aguda (LMA-M3) e os testes de coagulação apresentaram fibrinogênio sérico 40 mg/dL (VR: 200 a 430). O tratamento com acido all transretinoico (ATRA) e o suporte de hemoderivados com plasma fresco congelado, crioprecipitado e transfusões de plaquetas foram iniciados imediatamente.
Com referência a esse quadro clínico e à LMA-M3 e suas alterações moleculares, julgue o item que se segue.
O paciente em questão deve ser submetido ao monitoramento do PML-RARA durante o período indução, consolidação e no final da intensificação. Após o término da intensificação, o paciente deve ser conduzido ao transplante autólogo.
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Uma mulher com vinte anos de idade, previamente hígida, foi internada devido a fadiga, tosse seca e febre de 38 ºC, com evolução de três semanas. No exame físico, constatou-se esplenomegalia. Os exames complementares apresentaram: pancitopenia, com contagem absoluta de neutrófilos: 726 ×106 (VR = 1.500 a 4.000), ferritina sérica = 10.000 μg/L (VR = 10 a 200), transaminases elevadas e infiltrados pulmonares difusos na tomografia computadorizada de tórax. A biópsia da medula óssea revelou uma medula hipercelular, com hematopoese de trilinhagem em maturação preservada, estoques de ferro ausentes e hemofagocitose intensa, sem presença de leishmaniose. A citometria de fluxo da medula óssea não mostrou populações clonais. A investigação infecciosa extensiva, incluindo a carga viral do vírus Epstein-Barr (EBV), a carga viral do citomegalovírus (CMV) e uma broncoscopia com biópsias, não revelou nenhuma fonte de infecção.
Com relação a esse caso clínico e ao seu diagnóstico, julgue o item que se segue. Nesse sentido, considere que a sigla SHF, sempre que empregada, refere-se a síndrome hematofagocítica.
Quando a SHF surge em associação com doença reumatológica, é denominada síndrome de ativação macrofágica (SAM). A SAM é mais comumente observada em associação com doença de Still na idade adulta, artrite idiopática juvenil sistêmica e lúpus eritematoso sistêmico.
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Uma mulher com vinte anos de idade, previamente hígida, foi internada devido a fadiga, tosse seca e febre de 38 ºC, com evolução de três semanas. No exame físico, constatou-se esplenomegalia. Os exames complementares apresentaram: pancitopenia, com contagem absoluta de neutrófilos: 726 ×106 (VR = 1.500 a 4.000), ferritina sérica = 10.000 μg/L (VR = 10 a 200), transaminases elevadas e infiltrados pulmonares difusos na tomografia computadorizada de tórax. A biópsia da medula óssea revelou uma medula hipercelular, com hematopoese de trilinhagem em maturação preservada, estoques de ferro ausentes e hemofagocitose intensa, sem presença de leishmaniose. A citometria de fluxo da medula óssea não mostrou populações clonais. A investigação infecciosa extensiva, incluindo a carga viral do vírus Epstein-Barr (EBV), a carga viral do citomegalovírus (CMV) e uma broncoscopia com biópsias, não revelou nenhuma fonte de infecção.
Com relação a esse caso clínico e ao seu diagnóstico, julgue o item que se segue. Nesse sentido, considere que a sigla SHF, sempre que empregada, refere-se a síndrome hematofagocítica.
O tratamento da SHF consiste em controlar o sistema imunológico hiperativo. Para tal, os agentes alquilantes são considerados como primeira linha de tratamento em todos os casos.
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Uma mulher com vinte anos de idade, previamente hígida, foi internada devido a fadiga, tosse seca e febre de 38 ºC, com evolução de três semanas. No exame físico, constatou-se esplenomegalia. Os exames complementares apresentaram: pancitopenia, com contagem absoluta de neutrófilos: 726 ×106 (VR = 1.500 a 4.000), ferritina sérica = 10.000 μg/L (VR = 10 a 200), transaminases elevadas e infiltrados pulmonares difusos na tomografia computadorizada de tórax. A biópsia da medula óssea revelou uma medula hipercelular, com hematopoese de trilinhagem em maturação preservada, estoques de ferro ausentes e hemofagocitose intensa, sem presença de leishmaniose. A citometria de fluxo da medula óssea não mostrou populações clonais. A investigação infecciosa extensiva, incluindo a carga viral do vírus Epstein-Barr (EBV), a carga viral do citomegalovírus (CMV) e uma broncoscopia com biópsias, não revelou nenhuma fonte de infecção.
Com relação a esse caso clínico e ao seu diagnóstico, julgue o item que se segue. Nesse sentido, considere que a sigla SHF, sempre que empregada, refere-se a síndrome hematofagocítica.
As manifestações clínicas e laboratoriais da SHF são produzidas por um sistema imunológico hiperativo, mas ineficaz. As razões para essa desregulação imunológica variam e a síndrome é categorizada como primária (familiar) ou secundária (adquirida).
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