Leia o caso clínico abaixo para responder à questão
Uma mulher de 65 anos, previamente saudável,
chega ao pronto socorro com cansaço extremo,
sede intensa, dores ósseas difusas e constipação
com início há 7 dias. Ao exame físico, encontrase desidratada, com pressão arterial de 150/90
mmHg. Sem edema de MMII ou sinais
congestivos na auscuta pulmonar. Familiares
relatam que paciente vem apresentando
episódios de confusão mental desde o início do
quadro. Os exames laboratoriais da admissão
revelam os seguintes resultados: Cálcio total:
14,2 mg/dL (normal: 8,5-10,5 mg/dL); Fósforo:
2,1 mg/dL (normal: 2,5-4,5 mg/dL); Creatinina:
2,5 mg/dL (prévia a internação de 1,0 mg/dL)
(normal: 0,6-1,2 mg/dL) ; TFG CKD-EPI 21
ml/min/1,73m2
; Ureia: 80 mg/dL (normal: 7-20
mg/dL).
Sobre o quadro clínico acima marque a
alternativa correta.
Mulher, 70 anos, apresenta há dois meses
quadro de humor embotado, diminuição do
interesse para atividades cotidianas - como
cuidar de suas plantas -, insônia e redução do
apetite, com perda ponderal de 5 kg. Refere
sentir saudade dos filhos, que moram distante.
É hipertensa controlada com 20 mg/dia de
olmesartana, e tem constipação
recorrentemente. Apresenta exames
bioquímicos normais. Realizou endoscopia e
colonoscopia há 1 mês, que não exibiam
alterações. Além de suporte multidisciplinar, a
terapia mais indicada para ser iniciada neste
momento é:
Homem ribeirinho, 58 anos, sofreu um acidente
ofídico em pé direito e foi levado à unidade de
saúde de referência de sua comunidade, onde
recebeu soro antiofídico e suporte clínico. Nas
primeiras 48 horas, evoluiu com oligúria e
edema generalizado. Os exames laboratoriais
mostraram creatinina de 3,5 mg/dL (VR: 0,6 a
1,3 mg/dl), ureia de 126 mg/dL (VR: 13 e 43
mg/dL) e potássio de 7,2 mEq/L (VR: 3,5 - 5,1
mEq/L). Um eletrocardiograma revelou ondas T
acentuadas, alargamento do complexo QRS e
prolongamento do intervalo PR. No manejo do
distúrbio hidroeletrolítico, a medida a ser
inicialmente adotada neste caso é:
Mulher, 60 anos, em regime de internação
hospitalar apresentou quadro de infecção do
trato urinário, com isolamento de Pseudomonas
aeruginosa na urocultura. A terapia
antimicrobiana que NÃO oferece adequada
cobertura contra Pseudomonas é:
Durante exame admissional, foi detectado exame de glicemia de jejum alterado em um adulto jovem. A fim de confirmar o diagnóstico suspeito, a médica do trabalho encaminhou o paciente para outra coleta de exame, seguindo as recomendações da Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), de 2024.
Tabela 1. Critérios laboratoriais para diagnóstico de DM e pré diabetes
Critérios
Normal
Pré-Diabetes
DM
Glicemia de jejum (mg/dl)
< 100
100-125
≥ 126
Glicemia ao acaso (mg/dl) + sintomas
-
-
≥ 200
Glicemia de 1 hora de TTGO (mg/dl)
< 155
155-208
≥ 209
Glicemia de 2 horas de TTGO (mg/dl)
< 140
140-199
≥ 200
HbA1c (%)
< 5,7
5,7-6,4
≥ 6,5
Legenda: TTGO = teste de tolerância à glicose oral (75 g de glicose anidra); HbA1c = hemoglobina glicada; DM = diabetes mellitus.
Entre os valores do quadro acima, o que representa um critério diagnóstico para diabetes mellitus, é:
Mulher, 36 anos, vem encaminhada para
avaliação clínica, pois, durante “check up” com
médico externo, foi detectada alteração nos
níveis de prolactina, com valores de 56 ng/mL
[2,8 a 29,2 ng/mL]. A paciente encontra-se
assintomática, nega tratamentos
medicamentosos e tem ciclos menstruais
regulares. Você solicita novas dosagens para
confirmar sua suspeita: prolactina 54 ng/mL;
macroprolactina 47,5 ng/mL (recuperação de
12% - técnica de precipitação com
polietilenoglicol); beta-HCG negativo; TSH 2,0
uIU/mL e demais eixos hormonais hipofisários
normais. A melhor conduta a ser tomada neste
momento é:
O propranolol é uma das terapias disponíveis no
Programa Farmácia Popular do Brasil. O
desenvolvimento dessa droga, na década de 60,
permitiu que o cientista britânico Sir James
Black fosse laureado com o prêmio Nobel de
Medicina, décadas depois. Sobre os cenários
clínicos para o uso dessa medicação, é correto
afirmar que:
Mulher, 72 anos, com histórico de menopausa
precoce, apresenta quadro de osteoporose com
risco muito alto de fratura e apresentou falha ao
tratamento (uma fratura de fragilidade em
vértebra lombar L4 e outra de tíbia distal),
mesmo estando em tratamento regular com
cálcio, vitamina D3 e antirreabsortivos há 7
anos, a paciente tem função renal preservada e
nega histórico de cardiopatia. A droga
“osteoformadora” (anabólica) indicada para o
caso, disponível nos Protocolos Clínicos e
Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do SUS, é:
Você atende uma paciente diabética, com antecedentes de osteoporose, cálculos biliares e doença do refluxo gastroesofágico. A fim de definir a terapia medicamentosa para controle do diabetes mellitus, você considera os potenciais benefícios, mas também os efeitos colaterais possíveis de diferentes terapias antidiabéticas. Avalie o quadro abaixo e correlacione a alternativa que contempla de forma mais adequada a droga com seu possível efeito colateral.
Paciente de 46 anos, diabético em
insulinoterapia e portador de artrite reumatoide
em uso de metotrexato e em programação de
iniciar terapia com imunobiológico anti-TNF,
vem à consulta médica para avaliação pois sua
esposa fora diagnosticada com tuberculose (TB)
pulmonar recentemente. O paciente encontra-se assintomático, trouxe raio X de tórax sem
evidências de lesões parenquimatosas e tem o
teste IGRA (Interferon Gamma Release Assays)
reagente. Nega tabagismo ou histórico de
tratamento prévio para TB. Diante desse
cenário, a conduta mais adequada é: