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Considere um paciente masculino, 60 anos, encaminhado ao ambulatório com suspeita clínica de hepatopatia crônica. Relata ter iniciado há 4 meses com icterícia discreta, que se associou a edema de membros inferiores, aumento moderado do volume abdominal, além de astenia progressiva. Nega outros sintomas. Relata atendimento em unidade de emergência 4 dias antes, com realização de paracentese, porém não traz exames da análise do líquido ascítico. Ao exame físico apresenta icterícia (++/4); aranhas vasculares em região torácica anterior; ginecomastia bilateral moderada; ausência de flapping; aparentemente hipotrofia muscular em membros; frequência cardíaca com 87 batimentos/minutos; pressão arterial de 102/65 mmHg; ausculta cardiopulmonar sem alterações; abdômen semigloboso, com marca compatível com cicatriz de paracentese recente em fossa ilíaca esquerda, ruídos hidroaéreos presentes, macicez móvel presente em ambos os flancos, sem vísceras palpáveis. Traz os seguintes exames laboratoriais: hemograma com hemoglobina de 12,2 g/dL; leucócitos de 6540/mm3 ; plaquetas de 96.000/mm3 ; alanina aminotransferase (ALT) de 302 U/L; aspartato aminotransferase (AST) de 201 U/L; bilirrubinas totais de 2,6 mg/dL; bilirrubina direta de 2,1 mg/dL; albumina sérica de 2,6 g/dL; índice normatizado internacional do tempo de protrombina de 1,6; antígeno HBs não reagente; anticorpos totais anti-HBc não reagente; anticorpos anti-HBs negativo; anticorpos anti-HCV reagente e anticorpos anti-HAV (IgM e IgG) não reagentes.
Assinale a alternativa com a conduta adequada para essa primeira consulta ambulatorial.
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Analise a tabela abaixo:
| Exames laboratoriais iniciais dos pacientes atendidos no Serviço de Hepatologia | |||||
| Exames | Pacientes avaliados | ||||
| P1 | P2 | P3 | P4 | P5 | |
| ALT (U/L) | 23 | 1433 | 123 | 1243 | 3913 |
| AST (U/L) | 39 | 982 | 265 | 1005 | 2809 |
| FA (U/L) | 56 | 172 | 98 | 91 | 231 |
| γ-GT (U/L) | 45 | 134 | 580 | 133 | 451 |
| Bilirrubinas totais (mg/dL) | 2,9 | 8,9 | 2,1 | 9,3 | 11,2 |
| Bilirrubina direta (mg/dL) | 0,3 | 7,2 | 1,5 | 8,0 | 9,4 |
| Albumina sérica (g/dL) | 4,1 | 3,6 | 2,8 | 3,5 | 3,3 |
| TAP (INR) | 0,9 | 1,0 | 1,7 | 0,9 | 2,3 |
| HBsAg | - | + | - | - | + |
| Anti-HBc total | - | + | - | + | + |
| Anti-HBc IgM | - | + | - | - | + |
| Anti-HBs | + | - | - | + | - |
| Anti-HCV | - | - | - | - | - |
| Abreviações: ALT = alanina aminotransferase; AST = aspartato aminotransferase; FA = fosfatase alcalina; γ-GT = gama glutamil-transferase; TAP = tempo de protrombina; INR = índice normatizado internacional; HBsAg = antígeno de superfície do vírus B; Anti-HBc = anticorpo contra o antígeno central do vírus B; Anti-HBs = anticorpo contra o antígeno de superfície do vírus B; anti-HCV = anticorpo contra o vírus C. | |||||
Assinale a alternativa correta com relação aos padrões laboratoriais apresentados na tabela e a conduta terapêutica indicada:
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Analise a tabela abaixo:
| Exames laboratoriais iniciais dos pacientes atendidos no Serviço de Hepatologia | |||||
| Exames | Pacientes avaliados | ||||
| P1 | P2 | P3 | P4 | P5 | |
| ALT (U/L) | 23 | 1433 | 123 | 1243 | 3913 |
| AST (U/L) | 39 | 982 | 265 | 1005 | 2809 |
| FA (U/L) | 56 | 172 | 98 | 91 | 231 |
| γ-GT (U/L) | 45 | 134 | 580 | 133 | 451 |
| Bilirrubinas totais (mg/dL) | 2,9 | 8,9 | 2,1 | 9,3 | 11,2 |
| Bilirrubina direta (mg/dL) | 0,3 | 7,2 | 1,5 | 8,0 | 9,4 |
| Albumina sérica (g/dL) | 4,1 | 3,6 | 2,8 | 3,5 | 3,3 |
| TAP (INR) | 0,9 | 1,0 | 1,7 | 0,9 | 2,3 |
| HBsAg | - | + | - | - | + |
| Anti-HBc total | - | + | - | + | + |
| Anti-HBc IgM | - | + | - | - | + |
| Anti-HBs | + | - | - | + | - |
| Anti-HCV | - | - | - | - | - |
| Abreviações: ALT = alanina aminotransferase; AST = aspartato aminotransferase; FA = fosfatase alcalina; γ-GT = gama glutamil-transferase; TAP = tempo de protrombina; INR = índice normatizado internacional; HBsAg = antígeno de superfície do vírus B; Anti-HBc = anticorpo contra o antígeno central do vírus B; Anti-HBs = anticorpo contra o antígeno de superfície do vírus B; anti-HCV = anticorpo contra o vírus C. | |||||
Com relação aos padrões laboratoriais apresentados na tabela, assinale a alternativa que contém os pacientes com padrão laboratorial de hepatite B aguda:
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Considere um paciente masculino, 65 anos, com antecedentes de hipertensão arterial sistêmica e diabetes tipo 2, em uso de hidroclorotiazida 25 mg/dia, anlodipino 10 mg/dia e metformina 1500 mg/dia. Procurou a unidade de emergência pois iniciou há 1 dia com dispneia aos moderados esforços, que na última noite passou a estar presente mesmo em repouso, associada a ortopneia e dispneia paroxística noturna. Nega outros sintomas como febre, tosse, expectoração, dor torácica e dor/edema em membros inferiores. Ao exame físico apresenta diaforese moderada, fala entrecortada, discreta cianose de extremidades; turgência jugular em posição semirrecumbente; tiragens intercostais; frequência respiratória de 39 incursões/minuto, oximetria de pulso com saturação 81% em ar ambiente; pressão arterial de 189/101 mmHg; frequência cardíaca de 112 batimentos/minuto e temperatura axilar de 36,1°C. Na ausculta cardíaca apresentava ritmo irregular, em 2 tempos, bulhas normofonéticas e sem sopros. Na ausculta pulmonar apresentava murmúrio vesicular presente bilateralmente com estertores finos bilaterais em toda a extensão dos campos pulmonares.
Com relação ao diagnóstico clínico e o provável mecanismo fisiopatológico do quadro clínico descrito no caso, assinale a alternativa correta.
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Considere um paciente masculino, 65 anos, com antecedentes de hipertensão arterial sistêmica e diabetes tipo 2, em uso de hidroclorotiazida 25 mg/dia, anlodipino 10 mg/dia e metformina 1500 mg/dia. Procurou a unidade de emergência pois iniciou há 1 dia com dispneia aos moderados esforços, que na última noite passou a estar presente mesmo em repouso, associada a ortopneia e dispneia paroxística noturna. Nega outros sintomas como febre, tosse, expectoração, dor torácica e dor/edema em membros inferiores. Ao exame físico apresenta diaforese moderada, fala entrecortada, discreta cianose de extremidades; turgência jugular em posição semirrecumbente; tiragens intercostais; frequência respiratória de 39 incursões/minuto, oximetria de pulso com saturação 81% em ar ambiente; pressão arterial de 189/101 mmHg; frequência cardíaca de 112 batimentos/minuto e temperatura axilar de 36,1°C. Na ausculta cardíaca apresentava ritmo irregular, em 2 tempos, bulhas normofonéticas e sem sopros. Na ausculta pulmonar apresentava murmúrio vesicular presente bilateralmente com estertores finos bilaterais em toda a extensão dos campos pulmonares.
Com relação à abordagem diagnóstica inicial do paciente descrito, assinale a alternativa correta.
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Uma paciente feminina, 27 anos, com antecedente prévio de depressão, em uso de fluoxetina, é levada por seus familiares à emergência e na classificação de risco recebe a cor laranja (atendimento urgente), por apresentar déficit neurológico agudo. Na avaliação inicial focada para protocolo institucional de acidente vascular encefálico, os familiares relatam que a paciente iniciou há 8 horas com dificuldade para articular as palavras e há 3 horas com perda de força em membros à esquerda. Ao exame neurológico nessa avaliação focal, apresenta mímica facial preservada, força grau 4(–) em membro inferior esquerdo e grau 3 em membro superior esquerdo, além de reflexo cutâneo plantar em extensão à esquerda. No restante do exame físico da admissão apresentava pressão arterial de 123/74 mmHg; frequência cardíaca de 108 batimentos/minuto; frequência respiratória de 22 incursões/minuto; saturação de oxigênio de 96% em ar ambiente; temperatura axilar de 38,8°C, ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações; exame abdominal sem anormalidades; e extremidades aquecidas com perfusão capilar preservada. Após notar a presença de febre, foi verificada a ausência de sinais meníngeos e os familiares e a paciente foram interrogados sobre essa manifestação. Relatam que a paciente iniciou há aproximadamente 10 dias com episódios diários de calafrios e febre aferida com temperatura que variava de 38 a 39°C, mas negam sintomas respiratórios, urinários, lesões cutâneas e viagens internacionais ou para outras regiões do Brasil. Relatam que a paciente procurou atendimento médico 3 dias antes, quando teria realizado radiografia de tórax e exames laboratoriais (amostras de sangue e urina) que, segundo informações, seriam todos normais. Em seguida, a paciente realizou tomografia computadorizada de crânio que evidenciou três lesões hipodensas no hemisfério cerebral direito (cada uma com aproximadamente 1,2 cm em seu maior diâmetro), uma na região cápsula interna, uma acometendo parcialmente os núcleos da base e uma mais periférica na substância branca subcortical do lobo temporal, todas sem impregnação pelo meio de contraste.
No segundo dia de internação, a paciente evoluiu com desconforto respiratório. A paciente apresentou dispneia quando tentou sentar no leito, mas que rapidamente progrediu e passou a estar presente mesmo em repouso, associado a ortopneia intensa. Ao novo exame físico apresentava esforço inspiratório moderado, frequência respiratória de 34 incursões/minuto; saturação de oxigênio de 91% com oxigênio com plementar a 10L/min sob máscara com reservatório; pressão arterial 145/81mmHg; frequência cardíaca de 122 batimentos/minuto, turgência jugular; ausculta pulmonar com estertores finos difusos bilaterais; e ausculta cardíaca com ritmo regular, em 2 tempos, bulhas normofonéticas, mas com sopro sistólico (+++/4) em foco mitral.
Assinale a alternativa correta com relação à causa do desconforto respiratório agudo apresentado pela paciente.
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Uma paciente feminina, 27 anos, com antecedente prévio de depressão, em uso de fluoxetina, é levada por seus familiares à emergência e na classificação de risco recebe a cor laranja (atendimento urgente), por apresentar déficit neurológico agudo. Na avaliação inicial focada para protocolo institucional de acidente vascular encefálico, os familiares relatam que a paciente iniciou há 8 horas com dificuldade para articular as palavras e há 3 horas com perda de força em membros à esquerda. Ao exame neurológico nessa avaliação focal, apresenta mímica facial preservada, força grau 4(–) em membro inferior esquerdo e grau 3 em membro superior esquerdo, além de reflexo cutâneo plantar em extensão à esquerda. No restante do exame físico da admissão apresentava pressão arterial de 123/74 mmHg; frequência cardíaca de 108 batimentos/minuto; frequência respiratória de 22 incursões/minuto; saturação de oxigênio de 96% em ar ambiente; temperatura axilar de 38,8°C, ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações; exame abdominal sem anormalidades; e extremidades aquecidas com perfusão capilar preservada. Após notar a presença de febre, foi verificada a ausência de sinais meníngeos e os familiares e a paciente foram interrogados sobre essa manifestação. Relatam que a paciente iniciou há aproximadamente 10 dias com episódios diários de calafrios e febre aferida com temperatura que variava de 38 a 39°C, mas negam sintomas respiratórios, urinários, lesões cutâneas e viagens internacionais ou para outras regiões do Brasil. Relatam que a paciente procurou atendimento médico 3 dias antes, quando teria realizado radiografia de tórax e exames laboratoriais (amostras de sangue e urina) que, segundo informações, seriam todos normais. Em seguida, a paciente realizou tomografia computadorizada de crânio que evidenciou três lesões hipodensas no hemisfério cerebral direito (cada uma com aproximadamente 1,2 cm em seu maior diâmetro), uma na região cápsula interna, uma acometendo parcialmente os núcleos da base e uma mais periférica na substância branca subcortical do lobo temporal, todas sem impregnação pelo meio de contraste.
No segundo dia de internação, a paciente evoluiu com desconforto respiratório. A paciente apresentou dispneia quando tentou sentar no leito, mas que rapidamente progrediu e passou a estar presente mesmo em repouso, associado a ortopneia intensa. Ao novo exame físico apresentava esforço inspiratório moderado, frequência respiratória de 34 incursões/minuto; saturação de oxigênio de 91% com oxigênio com plementar a 10L/min sob máscara com reservatório; pressão arterial 145/81mmHg; frequência cardíaca de 122 batimentos/minuto, turgência jugular; ausculta pulmonar com estertores finos difusos bilaterais; e ausculta cardíaca com ritmo regular, em 2 tempos, bulhas normofonéticas, mas com sopro sistólico (+++/4) em foco mitral.
Assinale a alternativa correta em relação à causa mais provável do déficit neurológico apresentado pela paciente.
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Assinale a alternativa correta em relação à Colangite Esclerosante Primária (CEP).
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Considere uma paciente feminina, 50anos, há 30 dias com quadro de diarreia com incontinência fecal associada a enterorragia. Procurou assistência médica, tendo realizado colonoscopia que revelou lesão em reto baixo com diagnóstico anatomopatológico de ADENOCARCINOMA. Procurou o Hospital para tratamento especializado.
Exame locorregional:
Toque: Vagina pérvia para dois dedos, septo retovaginal livre. Esfíncter anal normotônico. Presença de lesão úlcero-vegetante, infiltrativa, ocupando praticamente toda a circunferência do reto, iniciando-se a cerca de 6 cm da borda anal, subestenosante, não sendo possível alcançar ao toque o seu limite superior. Mobilidade reduzida.
Escopia: introdução do retossigmoidoscópio rígido com visualização da lesão acima descrita. A lesão dista cerca de 4 cm da linha pectínea.

Exames de estadiamento e planejamento cirúrgico:
Colonoscopia: tumoração friável, sangrante, com áreas ulceradas, estendendo-se por quase toda a circunferência do reto, diminuindo a luz, aproximadamente a 6 cm da borda anal. Sem outras lesões no cólon.
CEA pré-operatório: 12,0
TC abdome e pelve: Nódulo hepático calcificado. Espessamento das paredes do reto
Rx de tórax: Normal
Assinale a alternativa correta com base no caso.
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Com relação ao Hepatocarcinoma e à Cirrose Hepática, é correto afirmar:
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