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1683826 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Nações como México, Peru, Equador, Bolívia e as da América Central têm ilustres manifestações literárias pré-colombianas. O escritor boliviano Jesús Lara, em seu livro sobre a poesia quéchua, sustenta que a conquista foi negativa para a literatura, pois, se houvesse continuado a quéchua, ela seria muito superior à literatura boliviana de inspiração europeia. Se é possível defender uma tese como essa para a Bolívia, por paradoxal que seja, para o Brasil (e os países do Cone Sul), é impossível, porque não tínhamos nada anterior que se pudesse comparar com as literaturas pré-colombianas já mencionadas. Às vezes a contragosto (sobretudo contra o gosto de nossos teóricos do nacionalismo romântico), chegamos à conclusão de que nossa literatura é uma literatura europeia imposta pela colonização, e realmente imposta, no sentido forte da palavra. (...) Já nos autos jesuíticos para catequizar os índios há uma coisa extremamente curiosa e sintomática para o futuro desenvolvimento da literatura: eles são frequentemente bilíngues, mas quem fala tupi-guarani? O diabo, porque os santos falam português. Este é um exemplo em que se mostra como a literatura foi um fator de violenta imposição cultural: a própria língua dos nativos era considerada de certa maneira demoníaca.

Antonio Candido. La literatura latinoamericana como proceso. Buenos Aires: Dedalus, 1981, p. 80 (com adaptações).

Julgue o item subsequente em relação ao texto de Antonio Candido, acerca da formação da literatura brasileira.

A imposição da literatura europeia ao Brasil é um exemplo de como cultura e processos sociais e econômicos estão vinculados na realidade histórica.

 

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1683825 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Nações como México, Peru, Equador, Bolívia e as da América Central têm ilustres manifestações literárias pré-colombianas. O escritor boliviano Jesús Lara, em seu livro sobre a poesia quéchua, sustenta que a conquista foi negativa para a literatura, pois, se houvesse continuado a quéchua, ela seria muito superior à literatura boliviana de inspiração europeia. Se é possível defender uma tese como essa para a Bolívia, por paradoxal que seja, para o Brasil (e os países do Cone Sul), é impossível, porque não tínhamos nada anterior que se pudesse comparar com as literaturas pré-colombianas já mencionadas. Às vezes a contragosto (sobretudo contra o gosto de nossos teóricos do nacionalismo romântico), chegamos à conclusão de que nossa literatura é uma literatura europeia imposta pela colonização, e realmente imposta, no sentido forte da palavra. (...) Já nos autos jesuíticos para catequizar os índios há uma coisa extremamente curiosa e sintomática para o futuro desenvolvimento da literatura: eles são frequentemente bilíngues, mas quem fala tupi-guarani? O diabo, porque os santos falam português. Este é um exemplo em que se mostra como a literatura foi um fator de violenta imposição cultural: a própria língua dos nativos era considerada de certa maneira demoníaca.

Antonio Candido. La literatura latinoamericana como proceso. Buenos Aires: Dedalus, 1981, p. 80 (com adaptações).

Julgue o item subsequente em relação ao texto de Antonio Candido, acerca da formação da literatura brasileira.

Segundo o autor, a literatura brasileira é europeia porque no Brasil inexistia uma literatura anterior à colonização portuguesa.

 

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1683824 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dos curvos arcos, açoitando os ares,
Voa a seta veloz do índio adusto;
O horror, a confusão, o espanto, o susto
Passam da terra e vão gelar os mares.

Ferindo a vista os trêmulos cocares
Animoso esquadrão de chefe augusto
Rompe as cadeias do espanhol injusto
E torna a vindicar os pátrios lares.

Inca valente, generoso indiano!
Ao real sangue que te alenta as veias
Une a memória do paterno dano.

Honra as cinzas de dor e injúrias cheias,
Qu’inda fumando a morte, o roubo, o engano,
Clamam vingança as tépidas areias.

José Basílio da Gama. In:

Heitor Martins. Neoclassicismo. Brasília: Academia Brasiliense de Letras, 1982, p. 89.

Julgue o item seguinte, relativo ao soneto apresentado acima, escrito no século XVIII, e ao período do arcadismo brasileiro, em que se situa o texto.

O tema do soneto evidencia que os poetas árcades, como Basílio da Gama, exaltaram os heróis indígenas estrangeiros, embora tenham ignorado os índios do Brasil.

 

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1683823 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dos curvos arcos, açoitando os ares,
Voa a seta veloz do índio adusto;
O horror, a confusão, o espanto, o susto
Passam da terra e vão gelar os mares.

Ferindo a vista os trêmulos cocares
Animoso esquadrão de chefe augusto
Rompe as cadeias do espanhol injusto
E torna a vindicar os pátrios lares.

Inca valente, generoso indiano!
Ao real sangue que te alenta as veias
Une a memória do paterno dano.

Honra as cinzas de dor e injúrias cheias,
Qu’inda fumando a morte, o roubo, o engano,
Clamam vingança as tépidas areias.

José Basílio da Gama. In:

Heitor Martins. Neoclassicismo. Brasília: Academia Brasiliense de Letras, 1982, p. 89.

Julgue o item seguinte, relativo ao soneto apresentado acima, escrito no século XVIII, e ao período do arcadismo brasileiro, em que se situa o texto.

As duas últimas estrofes do soneto evocam os antepassados de Tupac Amaru que resitiram ao invasor espanhol evitando “a morte, o roubo, o engano” do povo Inca.

 

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1683822 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dos curvos arcos, açoitando os ares,
Voa a seta veloz do índio adusto;
O horror, a confusão, o espanto, o susto
Passam da terra e vão gelar os mares.

Ferindo a vista os trêmulos cocares
Animoso esquadrão de chefe augusto
Rompe as cadeias do espanhol injusto
E torna a vindicar os pátrios lares.

Inca valente, generoso indiano!
Ao real sangue que te alenta as veias
Une a memória do paterno dano.

Honra as cinzas de dor e injúrias cheias,
Qu’inda fumando a morte, o roubo, o engano,
Clamam vingança as tépidas areias.

José Basílio da Gama. In:

Heitor Martins. Neoclassicismo. Brasília: Academia Brasiliense de Letras, 1982, p. 89.

Julgue o item seguinte, relativo ao soneto apresentado acima, escrito no século XVIII, e ao período do arcadismo brasileiro, em que se situa o texto.

“os pátrios lares” correspondem ao território ocupado pelo “espanhol injusto” .

 

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1683821 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dos curvos arcos, açoitando os ares,
Voa a seta veloz do índio adusto;
O horror, a confusão, o espanto, o susto
Passam da terra e vão gelar os mares.

Ferindo a vista os trêmulos cocares
Animoso esquadrão de chefe augusto
Rompe as cadeias do espanhol injusto
E torna a vindicar os pátrios lares.

Inca valente, generoso indiano!
Ao real sangue que te alenta as veias
Une a memória do paterno dano.

Honra as cinzas de dor e injúrias cheias,
Qu’inda fumando a morte, o roubo, o engano,
Clamam vingança as tépidas areias.

José Basílio da Gama. In:

Heitor Martins. Neoclassicismo. Brasília: Academia Brasiliense de Letras, 1982, p. 89.

Julgue o item seguinte, relativo ao soneto apresentado acima, escrito no século XVIII, e ao período do arcadismo brasileiro, em que se situa o texto.

Os dois primeiros versos do poema, se transcritos na ordem direta, teriam a seguinte forma: a seta veloz do índio adusto voa dos curvos arcos, açoitando os ares.

 

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1683820 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dos curvos arcos, açoitando os ares,
Voa a seta veloz do índio adusto;
O horror, a confusão, o espanto, o susto
Passam da terra e vão gelar os mares.

Ferindo a vista os trêmulos cocares
Animoso esquadrão de chefe augusto
Rompe as cadeias do espanhol injusto
E torna a vindicar os pátrios lares.

Inca valente, generoso indiano!
Ao real sangue que te alenta as veias
Une a memória do paterno dano.

Honra as cinzas de dor e injúrias cheias,
Qu’inda fumando a morte, o roubo, o engano,
Clamam vingança as tépidas areias.

José Basílio da Gama. In:

Heitor Martins. Neoclassicismo. Brasília: Academia Brasiliense de Letras, 1982, p. 89.

Julgue o item seguinte, relativo ao soneto apresentado acima, escrito no século XVIII, e ao período do arcadismo brasileiro, em que se situa o texto.

O poeta árcade apresenta a figura heroica de Tupac Amaru de forma realista.

 

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1683819 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dos curvos arcos, açoitando os ares,
Voa a seta veloz do índio adusto;
O horror, a confusão, o espanto, o susto
Passam da terra e vão gelar os mares.

Ferindo a vista os trêmulos cocares
Animoso esquadrão de chefe augusto
Rompe as cadeias do espanhol injusto
E torna a vindicar os pátrios lares.

Inca valente, generoso indiano!
Ao real sangue que te alenta as veias
Une a memória do paterno dano.

Honra as cinzas de dor e injúrias cheias,
Qu’inda fumando a morte, o roubo, o engano,
Clamam vingança as tépidas areias.

José Basílio da Gama. In:

Heitor Martins. Neoclassicismo. Brasília: Academia Brasiliense de Letras, 1982, p. 89.

Julgue o item seguinte, relativo ao soneto apresentado acima, escrito no século XVIII, e ao período do arcadismo brasileiro, em que se situa o texto.

Estão presentes no poema tanto a exaltação da cultura indígena, pelo tema tratado, quanto a adoção da cultura européia, pela forma erudita adotada: o soneto.

 

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Questão presente nas seguintes provas
1683818 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dos curvos arcos, açoitando os ares,
Voa a seta veloz do índio adusto;
O horror, a confusão, o espanto, o susto
Passam da terra e vão gelar os mares.

Ferindo a vista os trêmulos cocares
Animoso esquadrão de chefe augusto
Rompe as cadeias do espanhol injusto
E torna a vindicar os pátrios lares.

Inca valente, generoso indiano!
Ao real sangue que te alenta as veias
Une a memória do paterno dano.

Honra as cinzas de dor e injúrias cheias,
Qu’inda fumando a morte, o roubo, o engano,
Clamam vingança as tépidas areias.

José Basílio da Gama. In:

Heitor Martins. Neoclassicismo. Brasília: Academia Brasiliense de Letras, 1982, p. 89.

Julgue o item seguinte, relativo ao soneto apresentado acima, escrito no século XVIII, e ao período do arcadismo brasileiro, em que se situa o texto.

O soneto apresenta tonalidade épica: engrandece Tupac Amaru como herói do império Inca na resistência ao invasor espanhol.

 

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1683817 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 2990550-1

A necessidade do homem de explicar os mistérios da vida e da natureza que o cerca, gera, através dos séculos, as mais belas lendas. Quanto mais rica a cultura de um povo, maior o número de lendas inspiradoras que justificam os seus costumes e tradições milenares. O folclore dos índios brasileiros perdeu, com a civilização cristã imposta a eles, muitos dos seus rituais e muitas das suas crenças, por isso as suas lendas estão cada vez mais mescladas com as lendas catequizadoras trazidas pelos homens brancos.

A Criação do Homem está ligada com o mito do herói Maivotsinim, figura criadora aclamada por várias tribos do Alto Xingu. Se na lenda dos índios Karajás, habitantes do norte de Goiás e do Tocantins, o índio já surge criado, habitando a escuridão do ventre da terra, de onde emerge, e através da figura do urubu-rei vê a criação do mundo, aqui o mundo está criado, mas faltam os homens. Só Maivotsinim existe, e cabe a ele criar a humanidade. Esculpido numa madeira chamada cuarupe, o homem surge no seu esplendor, aos raios do sol. A lenda deu origem ao ritual do Alto Xingu, o Cuarupe, praticado até os dias de hoje.

Internet:<www.ptshot.com/LeeMeddi> (com adaptações).

Julgue o item que se segue, a respeito da organização das ideias do texto acima.

De acordo com o texto, Maivotsinim foi esculpido em madeira “cuarupe”.

 

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