A Dívida Ativa é um importante instrumento de cobrança
de créditos públicos. Ela é constituída pelos créditos da
Fazenda Pública, de natureza tributária ou não tributária,
que não foram pagos pelos devedores nos prazos
estipulados. Após a devida apuração e inscrição, esses
créditos ganham presunção de certeza e liquidez,
permitindo a execução fiscal.
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre a Dívida
Ativa.
I. A Dívida Ativa da União é apurada e inscrita na
Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, e compreende
apenas os créditos de natureza tributária, como impostos
e taxas não pagos.
II. A inscrição em Dívida Ativa suspende a fluência dos
juros de mora e da atualização monetária, fixando o valor
que será objeto de execução fiscal.
III. Os créditos inscritos em Dívida Ativa, tanto tributários
quanto não tributários, são classificados no Balanço
Patrimonial como Ativo Financeiro.
IV. A Dívida Ativa de natureza não tributária prescreve,
em regra, em 10 (dez) anos, conforme o Código Civil,
enquanto a Dívida Ativa tributária prescreve em 5 (cinco)
anos.
O processo orçamentário no setor público brasileiro é
composto por três instrumentos principais: o Plano
Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). A LOA, que é a
proposta orçamentária propriamente dita, estima as
receitas e fixa as despesas para o exercício financeiro
seguinte. Um Analista Contábil e Financeiro da Câmara
Municipal de Chapecó, ao analisar a proposta
orçamentária (LOA), deve compreender os princípios
orçamentários que regem sua elaboração, como o da
Unidade, Universalidade e Anualidade, e também o
conteúdo que ela deve abranger, conforme a
Constituição Federal e a Lei 4.320/64. Considerando as
normas sobre a Lei Orçamentária Anual, assinale a
alternativa correta.
A Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000,
conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF),
estabelece normas de finanças públicas voltadas para a
responsabilidade na gestão fiscal, mediante ações em
que se previnam riscos e corrijam desvios capazes de
afetar o equilíbrio das contas públicas. A LRF impõe
limites rigorosos, especialmente para despesas com
pessoal, endividamento e operações de crédito. O
Analista Contábil e Financeiro da Câmara Municipal de
Chapecó tem um papel crucial no monitoramento desses
limites, que são vitais para a saúde fiscal do município.
Acerca das regras e limites estabelecidos pela LRF,
marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as
falsas:
(__)A despesa total com pessoal, em cada período de
apuração (quadrimestre), não poderá exceder os
percentuais da Receita Corrente Líquida (RCL), sendo
60% para os Municípios, dos quais 6% são destinados
ao Poder Legislativo (Câmara Municipal).
(__)A LRF proíbe a realização de operações de crédito
por Antecipação de Receita Orçamentária (ARO) no
último ano de mandato do Presidente, Governador ou
Prefeito Municipal.
(__)Caso a despesa com pessoal ultrapasse o limite
prudencial (95% do limite total), o Poder ou órgão fica
vedado de conceder aumento, reajuste ou adequação de
remuneração, exceto os derivados de sentença judicial.
(__)A LRF define 'despesa total com pessoal' como o
somatório dos gastos com ativos, inativos e pensionistas,
incluindo mandatos eletivos, cargos, funções ou
empregos, mas excluindo os valores de contribuição
patronal à previdência.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a
sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Ao final do exercício financeiro, nem todas as despesas
que foram empenhadas são efetivamente pagas. A Lei nº
4.32064 e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)
disciplinam o tratamento a ser dado a essas despesas,
classificando-as como 'Restos a Pagar'. Essa
classificação é crucial para a apuração do resultado
financeiro e para o controle da dívida flutuante. O
Controlador Interno deve monitorar ativamente o saldo
de Restos a Pagar, pois sua inscrição indiscriminada
pode comprometer a solvência futura do ente. Assim,
analise as afirmativas a seguir sobre os Restos a Pagar
(RAP).
I.Consideram-se Restos a Pagar Processados as
despesas que foram empenhadas e liquidadas (ou seja,
o bem ou serviço foi entregue e o direito do credor foi
verificado), mas ainda não foram pagas no exercício.
II.Consideram-se Restos a Pagar Não Processados as
despesas que foram apenas empenhadas, mas o credor
ainda não entregou o bem ou prestou o serviço (ou seja,
não foram liquidadas) até 31 de dezembro.
III.De acordo com a LRF, nos dois últimos quadrimestres
do mandato do titular do Poder, é vedada a inscrição de
novas despesas em Restos a Pagar, mesmo que haja
disponibilidade de caixa para cobri-las.
Assinale a alternativa que apresenta somente as
proposições CORRETAS:
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF - LC 1012000)
revolucionou a gestão financeira pública no Brasil ao
estabelecer normas de finanças públicas voltadas para a
responsabilidade na gestão fiscal. Um de seus pilares é
o controle rigoroso da Despesa Total com Pessoal
(DTP), impondo limites percentuais sobre a Receita
Corrente Líquida (RCL) para cada Poder e ente da
federação. O atingimento desses limites gera graves sanções e vedações. O Controlador Interno municipal
deve monitorar permanentemente esse indicador. Assim,
analise as afirmativas a seguir sobre os limites de
despesa com pessoal para Municípios, conforme a LRF:
I.A despesa total com pessoal, em cada Município, não
poderá exceder o limite de 60% da Receita Corrente
Líquida.
II.Na repartição do limite global de 60% para o Município,
6% são destinados ao Poder Legislativo (incluindo o
Tribunal de Contas do Município, quando houver) e 54%
são destinados ao Poder Executivo.
III.Se a despesa do Poder Executivo Municipal
ultrapassar 95% do seu limite (ou seja, 51,3% da RCL),
ele atingirá o 'limite prudencial', ficando vedado, entre
outros, o reajuste de remuneração, exceto o decorrente
de determinação legal ou sentença judicial.
Assinale a alternativa que apresenta somente as
proposições CORRETAS:
Além do controle de gastos, a Lei de Responsabilidade
Fiscal (LRF) instituiu mecanismos de transparência e
planejamento essenciais. Dentre eles, destacam-se os
instrumentos de planejamento (Plano Plurianual - PPA,
Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO e Lei
Orçamentária Anual - LOA) e os relatórios de
acompanhamento fiscal. O Relatório Resumido da
Execução Orçamentária (RREO) e o Relatório de Gestão
Fiscal (RGF) são ferramentas cruciais que o Controlador
Interno utiliza para verificar o cumprimento das metas
fiscais e dos limites legais ao longo do exercício. Sobre o
RREO e o RGF, assinale a alternativa correta.
A execução da despesa pública é o cerne da atividade financeira do Estado e deve seguir um rito rigoroso
estabelecido pela Lei nº 4.32064, visando garantir que o
gasto público atenda à finalidade legal, seja
economicamente justificado e não ultrapasse os créditos
autorizados. O Controlador Interno tem a
responsabilidade de verificar a regularidade de cada fase
da despesa, desde a autorização até o pagamento final.
O descumprimento dessas etapas pode configurar ato de
improbidade ou crime de responsabilidade. Acerca dos
estágios da despesa pública orçamentária, marque V,
para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Os estágios da despesa pública, na ordem correta,
são: Empenho, Liquidação e Pagamento. A fixação da
despesa na lei orçamentária é uma etapa anterior, de
planejamento.
(__)O Empenho é o ato emanado de autoridade
competente que cria para o Estado a obrigação de
pagamento pendente ou não de implemento de
condição. É a etapa que verifica o direito adquirido pelo
credor.
(__)A Liquidação consiste na verificação do direito
adquirido pelo credor, tendo por base os títulos e
documentos comprobatórios do respectivo crédito, como
a nota fiscal atestada pelo recebimento do material.
(__)É vedada a realização de despesa sem prévio
empenho. O empenho global é a modalidade utilizada
para despesas de valor fixo e vencimento único, como a
compra de um veículo.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a
sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
A Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de
Responsabilidade Fiscal) estabelece normas de finanças
públicas voltadas à responsabilidade na gestão fiscal,
impondo limites e condições para gestão de receitas e
despesas públicas. Seus dispositivos impactam
diretamente a arrecadação tributária municipal.
Considerando a Lei de Responsabilidade Fiscal, avalie
as afirmativas e registre V, para as afirmativas
verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece que a
instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os
tributos da competência constitucional do Município são
requisitos essenciais da responsabilidade na gestão
fiscal, sendo vedada a realização de transferências
voluntárias aos Municípios que não observarem essa
exigência no que se refere aos impostos municipais.
(__)A renúncia de receita tributária, compreendendo
anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, isenção
ou redução de alíquotas, somente pode ser concedida
mediante lei específica municipal e desde que
demonstrado que não afetará as metas fiscais ou que
está acompanhada de medidas compensatórias de
aumento de receita ou redução de despesa.
(__)A Lei de Responsabilidade Fiscal exige que a
cobrança da dívida ativa tributária seja objeto de
providências por parte da Administração, integrando as
demonstrações fiscais e devendo ser acompanhada
pelos órgãos de controle, sendo inércia na cobrança
caracterizadora de improbidade administrativa e renúncia
irregular de receita. (__)A transparência da gestão fiscal é princípio da Lei de
Responsabilidade Fiscal, obrigando o Município a
divulgar amplamente informações sobre execução
orçamentária e financeira, incluindo relatórios de gestão
fiscal e audiências públicas, facultando-se o acesso dos
contribuintes a essas informações para controle social da
arrecadação tributária.
A Prefeitura de Marcelândia decidiu alugar um imóvel
público para uma empresa privada, visando gerar receita para o
município. De acordo com o Art. 74 da Lei Orgânica, essa ação se
enquadra como receita:
O acompanhamento do cumprimento das metas fiscais
previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é uma
exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal. Para garantir a
transparência e o controle da execução orçamentária, o Poder
Executivo deve demonstrar o alcance dessas metas por meio de: