O CFBM, no âmbito da revisão de sua política arrecadatória e de regularização financeira, editou resolução administrativa,
amparada em lei autorizativa específica, que: (i) concedeu remissão parcial de créditos tributários referentes a anuidades
vencidas apenas a biomédicos que comprovassem atuação exclusiva em programas públicos de saúde; (ii) reduziu temporariamente o valor das anuidades futuras de profissionais recém-inscritos pelo prazo de três exercícios; e (iii) instituiu crédito
presumido para compensação em exercícios subsequentes, condicionado à adimplência integral no exercício corrente. As medidas não foram fundamentadas em custo de administração e cobrança superior ao valor recuperável nem em cancelamento
de débitos considerados irrisórios ou antieconômicos. Nesse contexto, a Procuradoria Jurídica foi instada a qualificar juridicamente as medidas adotadas, para fins de observância das exigências previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), especialmente quanto à necessidade de estimativa de impacto orçamentário-financeiro e adoção de medidas compensatórias. Considerando as disposições da Lei Complementar nº 101/2000, é correto afirmar que o conjunto das medidas descritas configura:
No curso da elaboração de um parecer jurídico sobre a execução orçamentária e o pagamento de condenações judiciais
impostas a entidades da Administração Pública indireta federal, a presidência do CFBM solicitou a manifestação da Procuradoria acerca da forma de adimplemento de débito judicial definitivamente constituído. Constava dos autos que o referido
Conselho, autarquia federal de fiscalização profissional, fora condenado, por sentença transitada em julgado, ao pagamento
de R$ 185.000,00 em favor de Antônio, biomédico autônomo, atualmente com 67 anos de idade e portador de doença grave.
A condenação decorreu do inadimplemento de contrato de prestação de serviços técnicos especializados de consultoria
científica, capacitação profissional e emissão de pareceres técnicos, regularmente executados, e o crédito foi judicialmente
reconhecido como de natureza alimentar, por corresponder à principal fonte de subsistência do credor à época dos fatos.
Diante disso, no âmbito interno, surgiu uma controvérsia sobre a necessidade de inclusão da despesa no regime constitucional de pagamentos judiciais, com observância do art. 100 da Constituição Federal, ou da possibilidade de satisfação do
crédito pelos meios executivos patrimoniais ordinários. À luz das normas constitucionais de Direito Financeiro e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), é correto afirmar que o pagamento devido pelo CFBM:
A análise e a classificação contábil de dados financeiros, despesas e receitas tributárias pelo
Administrador exigem estrito alinhamento com as normas estruturais do direito financeiro e fiscal.
Conforme as regras de escrituração, classificação orçamentária e os reflexos tributários na gestão
pública municipal, analise as assertivas a seguir, classificando-as como Verdadeiras (V) ou Falsas
(F):
( ) O Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre pagamentos do Município a seus fornecedores
deve ser integralmente recolhido à União, sendo classificado contabilmente como passivo circulante de
terceiros.
( ) A contribuição para o PIS/PASEP devida pelo Município sobre suas receitas correntes é classificada
orçamentariamente como Despesa de Capital, na categoria de amortização da dívida pública.
( ) As receitas de impostos municipais (IPTU e ISSQN) devem ser classificadas na contabilidade patrimonial
sob o regime estrito de caixa, vedado o registro por competência no momento do lançamento do crédito.
( ) O Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) incidente sobre pagamentos efetuados pelo Município
pelo fornecimento de bens ou serviços pertence ao próprio ente municipal e classifica-se como Receita
Corrente.
( ) As receitas de transferências constitucionais, como as cotas-partes do ICMS e do FPM, classificam-se
como Transferências Correntes e compõem a Receita Corrente Líquida após deduzido o repasse ao
FUNDEB.
Assinale a alternativa que expressa a sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo.
A atuação do Administrador Público na gestão de processos orçamentários, na análise crítica da
despesa e no planejamento administrativo-financeiro exige o domínio da integração técnico-legal
entre o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual
(LOA). Analise as afirmativas a seguir sobre as características, competências e interações lógicas
desses instrumentos oficiais de planejamento:
I.
A LDO, atuando como elo de ligação entre o planejamento estratégico de médio prazo (PPA) e a execução
operacional (LOA), desempenha papel central na responsabilidade fiscal ao conter obrigatoriamente o
Anexo de Metas Fiscais, instrumento no qual se estabelecem metas anuais, em valores correntes e
constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e montante da dívida pública para
o exercício a que se referirem e para os dois seguintes.
II. O Plano Plurianual (PPA) municipal, por definir as macroorientações da gestão, deve absorver de forma
exaustiva a discriminação analítica de todas as despesas correntes ordinárias de pronto atendimento e de
manutenção continuada das secretarias e centros de custos, o que dispensa juridicamente a fixação de
metas regionalizadas de capital na Lei Orçamentária Anual (LOA).
III. A Lei Orçamentária Anual (LOA) municipal, em estrita observância ao Princípio Teórico da Unidade
Orçamentária, veda a coexistência dos orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimento das
empresas estatais dentro de um mesmo diploma legal, exigindo do Município a edição de três leis
orçamentárias autônomas, distintas e independentes para cada exercício financeiro.
Assinale a alternativa que contém a(s) afirmativa(s) correta(s):
A atuação do Administrador na gestão financeira e orçamentária pública requer a aplicação rigorosa
de mecanismos de controle que assegurem o equilíbrio fiscal e a conformidade legal dos gastos
municipais. Conforme os preceitos da Lei nº 4.320/1964, e da Lei de Responsabilidade Fiscal, analise
as assertivas a seguir, classificando-as como Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
( ) A programação financeira visa assegurar o equilíbrio fiscal e o cumprimento de metas de resultado,
desdobrando a receita prevista em metas bimestrais de arrecadação e fixando o cronograma mensal de
desembolso.
( ) Os Restos a Pagar Processados são despesas empenhadas e liquidadas que não foram pagas até o
encerramento do exercício em 31 de dezembro, integrando de forma automática a dívida flutuante do ente.
( ) Os créditos adicionais especiais e suplementares destinam-se exclusivamente a reforçar dotações já
existentes na lei orçamentária e podem ser abertos por decreto executivo, prescindindo de autorização
legislativa.
( ) A Lei de Responsabilidade Fiscal autoriza o gestor a contrair obrigação de despesa nos últimos dois
quadrimestres do mandato de chefe do Poder Executivo, independentemente da disponibilidade de caixa
para o período.
( ) O superávit financeiro, uma das fontes legais para a abertura de créditos adicionais, é apurado no Balanço
Patrimonial do exercício anterior, decorrendo da diferença positiva entre o ativo financeiro e o passivo
financeiro.
Assinale a alternativa que expressa a sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo.
A gestão das receitas e das despesas públicas exige que o Administrador opere sob o manto de
rígidos parâmetros de responsabilidade fiscal, planejamento e equilíbrio das contas
governamentais. De acordo com as disposições da Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de
Responsabilidade Fiscal), assinale a alternativa que apresenta uma conduta ou conceito correto
aplicado à gestão financeira pública:
Durante auditoria realizada pelo Tribunal de Contas, verificou-se que determinado Município deixou
de instituir e arrecadar um dos impostos de sua competência constitucional, embora continuasse
buscando a celebração de convênios com a União para obtenção de recursos destinados à execução de
obras de infraestrutura urbana. Diante da situação, a Procuradoria Jurídica foi instada a se
manifestar acerca das consequências previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal.
Considerando o disposto no art. 11 da Lei Complementar nº 101/2000, assinale a alternativa
CORRETA.
No que se refere ao orçamento público, à execução orçamentária e financeira e à contabilidade aplicada ao setor público, julgue os itens a seguir, à luz da legislação vigente.
A reserva de contingência, prevista na Lei Complementar nº 101/2000, terá a sua forma de utilização e o seu montante, calculado com base na receita corrente líquida, estabelecidos pela lei orçamentária anual, destinando-se, portanto, ao atendimento de passivos contingentes e de outros riscos e eventos fiscais imprevistos.
No que se refere à legislação constitucional, à tributária, à licitatória, à orçamentária e à fiscal aplicável à Administração Pública, julgue os itens a seguir, à luz da Constituição Federal de 1988 (CF/1988), da Lei Complementar (LC) nº 123/2006, da Lei nº 14.133/2021, da Lei nº 4.320/1964 e da LC nº 101/2000.
A Lei de Responsabilidade Fiscal determina que, até 30 dias após a publicação dos orçamentos, o Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o cronograma mensal de desembolso, sendo que os recursos legalmente vinculados à finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso.
No que se refere à legislação constitucional, à tributária, à licitatória, à orçamentária e à fiscal aplicável à Administração Pública, julgue os itens a seguir, à luz da Constituição Federal de 1988 (CF/1988), da Lei Complementar (LC) nº 123/2006, da Lei nº 14.133/2021, da Lei nº 4.320/1964 e da LC nº 101/2000.
Conforme a Lei nº 4.320/1964, o quadro das dotações por órgãos do governo e da Administração e o quadro demonstrativo do programa anual de trabalho do governo, em termos de realização de obras e de prestação de serviços, integram a lei orçamentária anual.