Em janeiro de 2023, Marcelo, tabelião, utilizou dados pessoais e
documentos de pessoa falecida para lavrar uma procuração falsa,
beneficiando terceiro indivíduo que, por sua vez, vendeu um
imóvel do falecido como se fosse procurador legítimo. Em maio
de 2024, entrou em vigor uma lei que passou a considerar, como
circunstância qualificadora da falsificação, o uso de identidade de
pessoa falecida, com pena aumentada em metade. Em setembro
de 2024, o Ministério Público denunciou Marcelo com base na
nova redação legal, invocando o entendimento de que a nova lei
não cria crime novo, apenas detalha o tipo penal anterior, não
violando, portanto, os princípios da legalidade e da anterioridade.
Diante de tal situação hipotética, é correto afirmar que:
Após meses de tratativas, Carlos, nacional do Paraguai, ofereceu
cinquenta mil dólares em espécie para a aquisição da
propriedade rural de Luiz, que contém dois hectares e está
localizada no interior do Estado de Mato Grosso do Sul. Na data
designada para o pagamento, Carlos entregou a Luiz o montante
acordado, tendo o último posteriormente constatado tratar-se de
moeda falsa. Registre-se que Carlos não falsificou os
papéis-moedas, embora soubesse da sua origem ilícita.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal e o
entendimento dominante do Superior Tribunal de Justiça, é
correto afirmar que Carlos:
Cláudio, maior e capaz, entrou em contato, por meio de rede
social, com José, idoso com 68 anos de idade, afirmando que
havia uma grande oportunidade de negócio para a aquisição de
terras no interior do Estado de Mato Grosso do Sul. Assim,
induzida a erro, a vítima fez uma transferência para a conta
indicada por Cláudio, a título de sinal para a aquisição do referido
e fictício bem, no valor de R$ 10.000,00, descobrindo,
posteriormente, tratar-se de um golpe.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Penal,
Cláudio responderá pelo crime de estelionato:
Maria, tabeliã, foi denunciada pelo Ministério Público por ter
solicitado, para si, o pagamento de valores superiores às custas
legalmente fixadas para lavratura de escrituras públicas, sob o
argumento de que tais quantias funcionariam como “verba
destinada ao aperfeiçoamento dos serviços cartorários”. A
conduta se repetiu em diversas ocasiões ao longo de um ano e,
em sua defesa, Maria alegou que os usuários foram previamente
informados do custo adicional e que tais quantias foram
parcialmente convertidas em melhorias estruturais no serviço
prestado.
Diante de tal situação hipotética, é correto afirmar que:
Durante um período de grande movimento em um órgão público municipal, Carlos, que não possuía
qualquer vínculo com a Administração Pública, passou a se apresentar como servidor, realizando
atendimentos e praticando atos internos do órgão. Posteriormente, visando evitar a apuração de
irregularidades, subtraiu processo administrativo que estava sob a guarda do setor responsável, obtendo
vantagem com essas condutas. Diante dessa situação, podemos corretamente afirmar que:
Durante investigação interna, apurou-se que João, servidor público municipal, ocupante de cargo em
comissão de assessor especial na Secretaria de Obras, apropriou-se de valores sob sua guarda em razão
das atribuições exercidas. No mesmo contexto fático, verificou-se que Maria, empregada de empresa
pública estadual, sem função de direção ou assessoramento, concorreu para a prática do delito, valendo-se
das facilidades decorrentes de sua atuação funcional. Considerando exclusivamente as regras de aumento
de pena aplicáveis aos crimes praticados contra a Administração Pública, é verdadeira a seguinte
afirmativa:
No âmbito dos crimes praticados contra a Administração Pública, a alternativa que apresenta uma afirmativa
correta acerca do crime de peculato e da condição de funcionário público para fins penais, nos termos do
Código Penal, é a seguinte:
No âmbito de uma Secretaria Municipal, determinado
servidor público, responsável pela análise e
encaminhamento de requerimentos administrativos de
interesse dos munícipes, deixou de praticar, de forma
deliberada e injustificada, ato de ofício que lhe competia
funcionalmente. Constatou-se que a omissão ocorreu
com a finalidade de atender interesse pessoal, sem que
houvesse exigência, solicitação ou recebimento de
qualquer vantagem indevida. Diante da situação, a
Procuradoria do Município foi instada a examinar a
conduta sob a ótica do Direito Penal, especialmente no
que se refere aos crimes praticados contra a
Administração Pública.
Com base no Código Penal, assinale a alternativa
CORRETA que identifica o crime praticado.
No exercício de cargo público municipal, determinado
agente exigiu vantagem indevida de particular como
condição para praticar ato de ofício de sua competência.
A conduta foi levada ao conhecimento da Procuradoria,
que procedeu à análise jurídica sob a ótica do Direito
Penal, especificamente quanto aos crimes praticados
contra a Administração Pública.
Com base no Código Penal, assinale a alternativa
CORRETA que identifica o crime praticado pelo agente
público no caso descrito.