Em uma audiência especial para o saneamento e organização de
um processo de forma compartilhada com as partes, ficou
decidido que estas eram legítimas, que estavam bem
representadas, que não havia outras questões processuais
pendentes e que seria designada audiência de instrução e
julgamento para colheita de depoimento pessoal das partes.
Todavia, o advogado do réu, na audiência de instrução e
julgamento, requereu a produção de prova oral, consistente na
oitiva de três testemunhas que foram levadas por ele ao ato,
independentemente de intimação.
Justificou o procurador da parte essa possibilidade de produção
da prova com o fato de que não houvera pelo juízo prévia
intimação às partes para juntada de rol de testemunhas. Afirmou,
ainda, que a lei autoriza que a parte se comprometa a levar a
testemunha à audiência, independentemente de intimação.
Nesse cenário, sobre a produção dessa prova testemunhal, agirá
corretamente o juiz se:
Mario, nascido em Campo Grande/MS, ficou inconformado com o
estabelecido em uma partilha extrajudicial que o beneficiara
parcialmente e cuja lavratura da escritura ocorrera no cartório da
cidade de Dourados.
Por isso, pretende propor uma ação pedindo a anulação da
referida partilha cumulada com o pedido de reintegração de
posse de um imóvel, que está localizado em Corumbá.
Partindo da premissa de que o autor da herança tinha por último
domicílio a cidade de Ponta Porã e o seu falecimento ocorreu na
cidade de Três Lagoas, o juízo competente para esse processo
será o juízo de:
Julia ajuizou, em face do Estado de Mato Grosso do Sul, em um
juízo dotado de competência fazendária, uma ação pleiteando
valores, a título de compensação por danos morais, pela morte
de seu companheiro Manoel, que teria ocorrido dentro de um
estabelecimento prisional do réu, enquanto ele cumpria pena.
Em defesa, o Estado de MS arguiu que Julia não era companheira
de Manoel e que não mantinha qualquer vínculo familiar com o
falecido.
Após contraditório prévio e efetivo, o juiz da causa, em questão
prejudicial, entendeu pela existência da união estável e, como
questão principal, condenou o estado na verba pleiteada na
petição inicial.
Após o trânsito em julgado dessa sentença, Julia ajuizou, em
outro juízo daquele estado, dotado de competência orfanológica,
uma ação de inventário pelo falecimento de Manoel.
Nesse cenário, é correto afirmar que, no juízo da causa desse
inventário:
Um tabelião de notas lavrou uma ata notarial atestando a
quitação de uma dívida, por força da apresentação de um recibo
de pagamento integral do débito.
Ocorre que, arguído o inadimplemento dessa dívida em juízo, os
julgadores da causa em 1ª e 2ª instâncias entenderam que a ata
notarial não se prestava como prova idônea do pagamento. Logo,
por falta de outras provas, entenderam configurado o
inadimplemento.
Assim, foi interposto recurso especial para o Superior Tribunal de
Justiça, sob o argumento de violação às normas do direito
probatório, especialmente quanto à valoração da ata notarial
acostada aos autos do processo.
Nesse cenário, no que se refere ao cabimento desse recurso
especial, em tese, é correto afirmar que será considerado:
No âmbito do microssistema de tutela coletiva, a interação entre as normas da Lei da Ação Civil Pública (Lei nº 7.347/1985),
o Código de Defesa do Consumidor e a legislação correlata gera debates complexos acerca da competência, da legitimidade
e, sobretudo, da extensão dos efeitos da sentença. Considerando o regramento da competência, a eficácia da coisa julgada
nas ações coletivas, a disciplina do inquérito civil e a prescrição contra a Fazenda Pública, à luz da jurisprudência atualizada
do STF e do STJ, assinale a alternativa correta.
O art. 334 do CPC trata da Audiência de Conciliação ou
de Mediação estabelecendo as seguintes diretrizes:
I- Poderá haver mais de uma sessão destinada à
conciliação e à mediação, não podendo exceder a 6
(seis) meses da data de realização da primeira sessão,
desde que necessárias à composição das partes.
Il- O não comparecimento injustificado do autor ou do
réu à audiência de conciliação é considerado ato atentatório à dignidade da justiça e será sancionado com
multa de até dois por cento da vantagem econômica
pretendida ou do valor da causa, revertida em favor da
União ou do Estado.
Ill- As partes não precisam estar acompanhadas por
seus advogados ou defensores públicos.
O Código de Processo Civil (CPC) de 2015 inovou ao
trazer logo em sua parte inicial as normas fundamentais
do processo civil. Analise as assertivas sobre a matéria e
marque a alternativa correta:
I- Aquele que de qualquer forma participa do processo
deve comportar-se de acordo com a boa-fé;
II- Todos os sujeitos do processo devem cooperar entre
si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de
mérito justa e efetiva;
IIl- É assegurada as partes paridade de tratamento em
relação ao exercício de direitos e faculdades
processuais, bem como aos meios de defesa.