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TEXTO PARA A QUESTÃO 54
"Para cada som, definimos quatro parâmetros: altura, intensidade, duração e timbre. [...] Com O Passo, Ciavatta elaborou o conceito de posição, proposto como o quinto parâmetro sonoro, exclusivamente musical e inteiramente ligado ao movimento corporal [...]. O Passo entende a música como um instrumento de socialização..."
CIAVATTA, L.; FERREIRA, D.; SANTOS, J. O Passo – corpo e mente no mesmo andamento. In: MATEIRO, T.; ILARI, B. (Org.). Pedagogias brasileiras em educação musical. Curitiba: InterSaberes, 2016. p. 211-212.
Tendo como referência a proposta pedagógica de Lucas Ciavatta e a prática de sala de aula utilizando o método O Passo, analise as afirmativas abaixo sobre a relação entre corpo, notação e aprendizado rítmico:
I. A grande inovação de Ciavatta ao propor a "Posição" (5º parâmetro) é oferecer uma concretude ao ritmo. Ao vincular o som a um momento específico do movimento corporal, o aluno deixa de depender apenas da duração abstrata da nota e passa a ter uma referência espacial de onde o som "acontece" dentro do pulso.
II. Por ter origem na percussão brasileira, o método exige que o ensino inicie necessariamente pela pauta musical tradicional (leitura à primeira vista), utilizando a marcha apenas como um metrônomo acessório para garantir que o aluno não saia do tempo enquanto lê a partitura.
III. Na execução prática, a precisão rítmica é garantida pela transferência de peso e pelo eixo vertical: a pisada marca o tempo (tétic), enquanto a flexão dos joelhos (abaixamento do centro de gravidade) preenche o contratempo, permitindo sentir o subdivisão sem correr.
IV. O andar d'O Passo é frequentemente confundido com dança, mas trata-se de um sistema de regência corporal. Portanto, não é necessário que o aluno tenha "gingado" ou familiaridade prévia com samba ou maracatu para utilizá-lo, sendo uma ferramenta aplicável a qualquer repertório, do popular ao erudito.
É CORRETO o que se afirma em:
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As discussões sobre organização curricular e articulação entre saberes têm sido amplamente abordadas por Hilton Japiassu (1976), ao problematizar a fragmentação disciplinar, e por Ivani Fazenda (1994), ao sistematizar os conceitos de multidisciplinaridade e interdisciplinaridade. Já Edgar Morin (2000) propõe a superação das fronteiras rígidas do conhecimento por meio de uma perspectiva transdisciplinar. No contexto da educação básica brasileira, o Ministério da Educação (2018), por meio da BNCC, enfatiza a integração curricular e o desenvolvimento de competências articuladas.
FAZENDA, Ivani Catarina Arantes. Interdisciplinaridade: história, teoria e pesquisa. Campinas: Papirus, 1994.
JAPIASSU, Hilton. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro.2. Ed. São Paulo: Cortez, 2018.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
No contexto do ensino de música na educação básica e no ensino técnico, a organização curricular pode assumir diferentes perspectivas quanto à articulação entre saberes. Projetos que envolvem música e outras áreas — como História, Física acústica), Literatura, Artes Visuais ou estudos culturais — podem configurar distintos níveis de integração do conhecimento, variando desde a mera justaposição de conteúdos até a superação das fronteiras disciplinares tradicionais.
Considerando as concepções de organização curricular aplicadas ao ensino de música, relacione os termos da Coluna I às respectivas definições da Coluna II.
Coluna I
1- Fragmentação disciplinar.
2- Multidisciplinaridade.
3- Interdisciplinaridade.
4- Integração curricular.
5- Transdisciplinaridade.
Coluna II
( ) Organização do ensino de música de forma isolada, sem articulação com outros componentes curriculares, mantendo delimitações rígidas entre áreas do conhecimento.
( ) Desenvolvimento de projetos em que Música e outras disciplinas abordam um mesmo tema (por exemplo, “Música e Ditadura Militar”), porém cada área mantém seus referenciais teóricos e metodológicos próprios, sem construção conceitual conjunta.
( ) Planejamento colaborativo em que professores de Música e de outras áreas constroem conjuntamente abordagens sobre um objeto comum (como paisagem sonora, identidade cultural ou indústria cultural), promovendo trocas metodológicas e elaboração compartilhada de sentidos.
( ) Estruturação do currículo que articula conteúdos musicais, competências estéticas e contextos socioculturais, favorecendo conexões sistemáticas entre diferentes componentes formativos.
( ) Perspectiva formativa que ultrapassa os limites disciplinares escolares, integrando práticas musicais, saberes acadêmicos, experiências comunitárias e dimensões culturais amplas na produção do conhecimento.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
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Considere o texto abaixo:
“Como articular o que estudamos e produzimos em arte, ultrapassando os conteúdos sequenciais e estanques? Da cartografia inicial, no exercício de mapear e mirar para a arte&cultura, uma problematização: Com quais territórios elas funcionam? Mediação cultural. Patrimônio cultural. Saberes estéticos e culturais. Conexões transdisciplinares. E... e... e...”.
MARTINS, Mirian Celeste; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, Maria Terezinha Telles. Teoria e prática do ensino de arte: a língua do mundo. São Paulo: FTD, 2010. (Coleção Teoria e Prática).
O texto acima discute a "Proposta cartográfica de territórios da arte&cultura", desenvolvida por Martins, Picosque e Guerra. Com relação a essa proposta, analise as afirmativas abaixo e julgue (V) para VERDADEIRO e (F) para FALSO.
( ) A “Proposta cartográfica de territórios da arte&cultura” é baseada em eixos norteadores, chamados territórios, que funcionam como demarcadores de perspectivas muito específicas e limitadas sobre o ensino da arte.
( ) Sendo uma proposta exclusiva para o ensino de Arte, seus territórios foram desenvolvidos a partir de uma sequência restrita e específica de conteúdos denominados de Linguagens artísticas, Processo de criação, Materialidade, Formaconteúdo, Mediação cultural, Patrimônio cultural e Saberes estéticos e culturais.
( ) Mesmo ampliando as conexões dentro do ensino de Arte, a “Proposta cartográfica de territórios da arte&cultura” ainda mantém suas bases fincadas exclusivamente na Abordagem triangular de Ana Mae Barbosa, ao incorporar seus eixos na forma dos territórios “Mediação cultural” (Leitura), “Saberes estéticos e culturais” (Contextualização) e “Processo de criação” (Produzir).
( ) Ao elaborar a "Proposta cartográfica de territórios da arte&cultura", Martins, Picosque e Guerra se fundamentaram no conceito de rizoma proposto por Deleuze e Guattari, que sugere a construção do pensamento por meio de ligações com diversos conteúdos não hierarquizados.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA.
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Sobre a arte indígena contemporânea brasileira, analise as afirmativas abaixo e julgue (V) para VERDADEIRO e (F) para FALSO. ( ) A arte indígena brasileira vem passando por um processo de superação de visões estereotipadas, impulsionada pelo afastamento que alguns artistas contemporâneos estabelecem em relação às suas tradições.
( ) A exaltação da ancestralidade, o fortalecimento da identidade, a defesa do meio ambiente, a demarcação de terras e a denúncia da colonização são alguns dos temas abordados na arte indígena contemporânea brasileira.
( ) A arte indígena contemporânea brasileira insere-se nos pensamentos contracoloniais e descoloniais, por meio de ações voltadas para a preservação de estilos de vida próprios, fundamentados na ancestralidade, compartilhamento e coletividade.
( ) A ideia de que as produções de um artista indígena representem todos os povos nativos do Brasil constitui um equívoco, ainda que estejam inseridas em um contexto de lutas coletivas.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de cima para baixo.
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A artista plástica e professora piauiense Yolanda Carvalho recebeu do Ministério da Cultura o Prêmio Funarte Mestras e Mestres das Artes 2023. Ao ser questionada sobre a honraria, a artista afirmou: "Foi surpreendente, não poderia dimensionar a minha emoção, ser reconhecida pelo Ministério da Cultura como Mestra da Arte Brasileira é um marco importantíssimo. Ao longo dos meus mais de 50 anos dedicados à arte, educação e cultura popular, ainda me sinto em construção, aprendendo e compartilhando meu conhecimento todos os dias”.
RICHTER, Ivone Mendes. Interculturalidade e Estética do Cotidiano no ensino das Artes Visuais. 2000. Tese (Doutorado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2000.
Sobre a produção artística de Yolanda Carvalho, assinale a alternativa CORRETA.
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Frans Kracberg (1921 — 2017) denuncia a destruição da natureza ao transformar restos da devastação em esculturas monumentais, convidando o público à reflexão crítica sobre os modelos de desenvolvimento, consumo e exploração que ameaçam a vida no planeta.
Analise os itens a seguir e julgue (V) para alternativas VERDADEIRAS e (F) para a alternativas FALSAS:
( ) O trabalho de Krajcberg não busca representar a paisagem, mas incorporar os vestígios reais da devastação ambiental, transformando-os em linguagem artística.
( ) Ao transformar resíduos da destruição em obras de arte, o artista realiza uma forma de transmutação poética e política da matéria, convertendo ruína em denúncia e devastação em consciência crítica.
( ) Frans desenvolveu uma importante produção através das instalações artísticas, land art e intervenções, não se interessando por qualquer linguagem artística que utilizasse tecnologia, fortalecendo assim sua crítica ao desenvolvimento humano em detrimento da destruição da natureza.
( ) Apesar de sua atuação constante da arte ecológica, Frans Krajcberg não pode ser considerado um ativista, pois suas obras não fizeram parte do mercado artístico, dificultando sua circulação e relação com o público.
Assinale a sequência CORRETA:
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“Quando qualquer coisa pode ser arte, a tarefa de dizer o que é arte se torna filosófica.”
DANTO, Arthur C. Após o fim da arte: a arte contemporânea e os limites da história. Trad. Saulo Krieger. São Paulo: Odysseus Editora; EDUSP, 2006.
A partir das reflexões sobre arte contemporânea, seus desafios e subjetivações, leia os itens a seguir:
I. Com o surgimento da arte contemporânea, intensificam-se as reflexões sobre o que pode ser considerado arte, enfraquecendo as narrativas dominantes que anteriormente orientavam as produções artísticas.
II. Pós década de 60, com a arte conceitual, o objeto de arte por si só tem a autonomia de se definir como arte ou não, através de sua materialidade e função, sem depender dos conceitos ou críticas que o circundam.
III – A arte contemporânea é posta em risco quando surgem conceitos, como o fim da arte, prevendo que, no futuro, não haverá mais proposições artísticas verdadeiras.
IV- O fim da arte, discutido por alguns teóricos contemporâneos, diz respeito a uma narrativa em que a arte caminha para uma autoconsciência de sua própria natureza, chegando ao fim somente as narrativas dominantes que antes a controlavam.
Assinale a alternativa em que todos os itens VERDADEIROS foram apontados:
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