A religião cristã, embora originária do judaísmo, surge
e se desenvolve no contexto do helenismo, e é precisamente da síntese entre o judaísmo, o cristianismo e a
cultura grega que se origina a tradição cultural ocidental.
A questão que podemos levantar a esse propósito é:
como se justifica a relação entre o cristianismo, que por
sua origem revelada é uma religião, e a filosofia grega
que, em seu próprio surgimento, já pretendia romper com
o pensamento mítico-religioso? Além disso, teólogos
como Taciano (séc. II), Tertuliano (155-222) e Lactâncio
(240-320) advertem que a filosofia grega é pagã e,
portanto, alheia à mensagem cristã e que seus métodos
e discussões podem ser perniciosos, embora teólogos
posteriores tenham procurado compatibilizar verdades
reveladas com verdades justificadas racionalmente
(Marcondes, 2010. Adaptado).
Segundo o texto, a relação entre filosofia e religião cristã
é sobretudo
Aristóteles adota uma concepção de realidade segundo a
qual o que existe é a substância individual, que podemos
considerar aqui como o indivíduo material concreto. Este
seria o constituinte último da realidade, o que evitaria o
paradoxo da relação, ou da regressão infinita, enfrentado
pela ontologia platônica (Marcondes, 2010. Adaptado).
O paradoxo da relação surge porque Platão
Na escola Jônica ou de Mileto, os dois principais seguidores de Tales, Anaxímenes e Anaximandro, não aceitaram a ideia do mestre de que a água seria o elemento
primordial, postulando outros elementos, respectivamente,
o ar e o apeiron, como tendo esta função (Marcondes,
2010. Adaptado).
Tal mudança de concepção sobre qual poderia ser o elemento primordial da realidade observável pode ser tomado
como sinal de que nessa escola filosófica
“Cada indivíduo julga corretamente o que conhece,
sendo disso um bom juiz. Para que possa, portanto,
julgar um assunto particular, é preciso que o indivíduo
tenha sido educado nesse sentido; para ser um bom juiz,
em geral, é necessário que tenha recebido uma educação completa. Sendo assim, o jovem não está apto para
o aprendizado da política, porque carece de experiência de vida, que é o que supre o objeto de estudo e as
teorias; além do que ele é conduzido por suas paixões.
E não importa se é jovem na idade ou é uma questão
de imaturidade. A lacuna não tem cunho cronológico;
o problema é que sua vida e as várias metas desta são
norteadas pela paixão, pois para tais indivíduos o conhecimento, como para aqueles destituídos de autocontrole,
é inútil. Entretanto, para aqueles que guiam seus desejos e ações pela razão, o conhecimento dessas matérias
poderá ser sumamente valioso”. (Aristóteles, 2001,
1095a1. Adaptado)
Para Aristóteles, cabe afirmar que
Conta a lenda que o primeiro filósofo, Tales de Mileto,
se interessava pelo estudo das estrelas e que um dia,
olhando para o céu, tropeçou numa pedra, caindo numa
vala. Uma serviçal que o acompanhava exclamou: “Como
pretendes, ó Tales, tu, que não consegues sequer ver
o que está à tua frente, conhecer tudo sobre o céu?”.
(Chaui, 2010)
Em uma perspectiva contemporânea, essa anedota poderia ser interpretada como uma concepção de filosofia
que
A tentativa dos primeiros filósofos da escola jônica, também conhecidos como físicos, foi buscar uma explicação do mundo natural, o que constitui o assim chamado
naturalismo da escola. A chave da explicação do mundo
da experiência estaria, então, para esses pensadores,
no próprio mundo, e não fora dele, em alguma realidade
misteriosa e inacessível. O mundo se abre, assim,
ao conhecimento, à possibilidade total de explicação
(ao menos em princípio), à ciência. (Marcondes, 2010.
Adaptado)
Segundo Danilo Marcondes, para os filósofos jônicos,
seria necessário
Chauí (citada por Barroco e Tada, 2021) aborda a relação
entre ética e violência, explicitando que a violência pode
ser compreendida, fundamentalmente, como
Com o Iluminismo surge a tentativa de refundar as bases da sociedade a partir da razão, e não mais a partir do puro exercício da força ou dos valores tradicionais.
Uma ideia política fundamental, tributária do Iluminismo, é a de que
O termo “bioética” surgiu no início da década de 1970 como parte de uma tentativa de integrar a perspectiva humanista à atividade científica. Parte dessa preocupação era a de superar a dicotomia entre aquilo que é e aquilo que deve ser.