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Leia o excerto e as proposições a seguir:
“Há uma infinidade de sombras do mesmo cubo, todas
verdadeiras. Mas quem, submetido, limitado à sombra,
poderá compreender que tais aparências são aparências
do mesmo ser? [...] Retenhamos o exemplo fácil do cubo,
desse cubo que nenhum olho viu e jamais verá como ele
é, mas que apenas por ele o olho pode ver um cubo, isto
é, reconhecê-lo sob suas diversas aparências. E digamos
ainda que, se vejo um cubo, e se compreendo o que vejo,
não há aqui dois mundos, nem duas vidas; mas trata-se
de um único mundo e uma única vida. O verdadeiro cubo
não está distante, nem próximo, nem alhures; mas é ele
que sempre fez que esse mundo visível seja e tenha sido
sempre verdadeiro.” (Alain, “A Caverna”)
Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V)
ou Falso (F).
( ) As percepções que se possa ter do cubo são sempre
parciais, particulares e pessoais, enquanto a ideia de
cubo é completa, universal e impessoal.
( ) As percepções variam e são tão diversas que o mundo
visível não pode ser verdadeiro, sendo assim apenas
uma ilusão.
( ) As percepções que se possa ter do cubo são menos
reais do que o discurso que enuncia a definição de
cubo.
( ) Todas as percepções que se possa ter do cubo são
verdadeiras porque a ideia de cubo é a reunião de todas
as percepções do cubo.
( ) Tudo aquilo que pode ser percebido diretamente pelos
sentidos constitui a própria realidade das coisas.
( ) Tudo aquilo que pode ser percebido diretamente pelos
sentidos é fidedigno enquanto aparência.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
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Sobre as diferenças entre Platão e Descartes, analise o
trecho a seguir.
A leitura dos textos clássicos e antigos, para evitar
equívocos quanto a sua interpretação, requer um cuidado
especial com palavras que, ao longo dos séculos, mudaram
de significação. Donde uma advertência para leitura de
Platão: “os termos gregos eîdos ou idéa não podem ser
traduzidos por ‘ideia’, que designa inelutavelmente, desde
Descartes pelo menos, uma representação, ou seja, um
objeto mental” (Brisson e Pradeau, Vocabulário de Platão,
verbete “Forma Inteligível”).
Assinale a alternativa incorreta.
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Quanto ao estado de natureza Hobbes, tem-se que: “a
natureza fez os homens tão iguais, quanto às faculdades
do corpo e do espírito, que, embora por vezes se
encontre um homem manifestamente mais forte de
corpo, ou de espírito mais vivo do que outro, mesmo
assim, quando se considera tudo isto em conjunto, a
diferença entre um e outro homem não suficientemente
considerável para que um deles possa com base
nela reclamar algum benefício a que outro não possa
igualmente aspirar”. (Thomas Hobbes, Leviatã)
Assinale a alternativa correta.
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Use o trecho a seguir como apoio à sinalização
posterior de resposta que considera a filosofia de
Aristóteles e a hierarquia estabelecida entre os objetos
de conhecimento na sua Metafísica.
“Não é ofício do poeta narrar o que aconteceu; é, sim, o de
representar o que poderia acontecer, quer dizer: o que é
possível segundo a verossimilhança e a necessidade. Com
efeito, não diferem o historiador e o poeta por escreverem
verso ou prosa [...] diferem, sim, em que diz um as coisas
que sucederam, e outro as que poderiam suceder. Por isso
a poesia é algo de mais filosófico e mais sério do que a
história, pois refere aquela principalmente o universal, e
esta o particular”. (Aristóteles, Poética.)
É correto afirmar:
É correto afirmar:
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“Há, porém, um contraste abismal entre a conduta que
segue a máxima de uma ética dos objetivos finais – isto
é, em termos religiosos, ‘o cristão faz o bem e deixa os
resultados ao Senhor’ – e a conduta que segue a máxima
de uma responsabilidade ética, quando se tem de prestar
conta dos resultados previsíveis dos atos cometidos. [...]
Se uma ação de boa intenção leva a maus resultados,
então, aos olhos do agente [partidário da ética dos
objetivos finais], não ele, mas o mundo, ou a estupidez
dos outros homens, ou a vontade de Deus que assim
os fez, é responsável pelo mal. Mas um homem que
acredita numa ética da responsabilidade leva em conta
precisamente as deficiências médias das pessoas [...]
Não se sente em condições de onerar terceiros como os
resultados de suas próprias ações, na medida em que as
pôde prever.” (Max WEBER, “A política como vocação”).
Com base no texto, analise as afirmativas abaixo, dê
valores Verdadeiro (V) ou Falso(F).
( ) A ética dos objetivos finais se assenta sobre os valores
morais associados a determinadas crenças (da religião
ou da tradição) e assumidos pelo sujeito.
( ) A ética da responsabilidade considera as consequências
e a circunstâncias do ato na relação entre meios e fins.
( ) Para a ética da responsabilidade valem as intenções do
agente.
( ) As condutas resultantes da ética da convicção e da
ética da responsabilidade jamais coincidem.
Assinale a alternativa correta.
Assinale a alternativa correta.
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O pensador argumenta: “Que de A suceda B; limitado
a este evento, só posso constatar que A sucede B.
Mas que outras vezes A suceda B, reiteradamente. Não
é possível inferir da experiência nada além de que A
suceda B, em todos os casos observados, apenas. Mas,
que sempre será assim, que A implique B, uma conexão
necessária, como A é causa de B, isso não posso
inferir. Se junto A e B, não é por força da razão – ela
não me autoriza a tanto; antes, o faço pela imaginação
e por força do hábito de reiteradas vezes eu perceber o
mesmo, que A sucede B”.
Assinale a alternativa o pensador a quem se pode
associar tal argumentação.
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Leia as afirmativas a seguir:
I A moral kantiana, alicerçada na possibilidade do
imperativo categórico, não dá conta de deliberar sobre
ações em situações particulares, em que se consideram
as consequências previsíveis das ações que requer o
resgate da prudência aristotélica.
II A moral kantiana considera as motivações dos atos,
os seus fins e fornece os critérios formais (e, por isso,
universais) de deliberação, na forma de um dever, um
mandamento que a razão dá à vontade e, assim, pode
prescindir da experiência.
III A ética aristotélica considera as motivações dos atos, os fins (o bom, o justo e a felicidade) e trata de julgar caso
a caso, segundo os critérios extraídos da experiência;
opera assim por imperativos hipotéticos.
IV A ética aristotélica considera que a virtude se identifica
com a razão, cujo desenvolvimento, isto é, do movimento
da potência ao ato, é um fim determinado pela natureza.
Estão corretas as aifrmativas:
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Sobre o surgimento da democracia na Grécia Antiga,
considere as proposições a seguir:
I. A igualdade (isonomia) é um princípio ético no qual se
funda a democracia, em oposição aos valores morais
herdados da tradição da aristocracia guerreira.
II. A liberdade de expressão (isegoria) configura o espaço
público, centrado na ágora, onde os homens discutem e
deliberam sobre seu destino.
III. A igualdade entre os cidadãos pressupõe a abolição
das diferenças de origem, classe ou função.
IV. A constituição da pólis foi um dos fatores para a
superação do pensamento mítico ao tornar o sagrado
objeto de discussão.
Assinale a alternativa correta.
Assinale a alternativa correta.
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Analise os trechos abaixo.
“Se, porém, todo o conhecimento se inicia com a
experiência, isso não prova que todo ele derive da
experiência” (Crítica da Razão Pura, B1)
“Sem a sensibilidade, nenhum objeto nos seria
dado; sem o entendimento, nenhum seria pensado.
Pensamentos sem conteúdo são vazios; intuições sem
conceitos são cegas [...] Só pela sua reunião se obtém
conhecimento”. (Crítica da Razão Pura, B75)
A respeito dos trechos assinale a alternativa incorreta.
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Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa
correta.
I. Antes da invenção do logos e do saber filosófico havia
outro saber, um modo de pensar que dava conta dos
problemas concretos do cotidiano da vida do homem
grego: o mito.
II. Afinal, porém, o que é o mito? Como é e para que
serve? A primeira questão nos remete a uma definição.
Para tanto é importante destacarmos a etimologia da
palavra. Em grego, mito significa uma “fala que narra” a
origem dos fenômenos, tanto naturais quanto humanos.
III. Diferentemente do que se pensa, o mito é uma lenda
ou uma fantasia, ele surge como fruto do processo de
compreensão da realidade, por isso podemos dizer que
ele é verdadeiro. E se é uma fala, uma narrativa, quem
é que o faz? É o poeta.
IV. Havia, basicamente, dois tipos de poetas: o aedo (um
criador de poemas que também recitava de memória,
recriava e transformava o verso ancestral) e o rapsodo
(simples repetidor, declamador, de uma versão já
fixada).
V. Vale lembrar que quando o poeta recitava o poema,
apresentava-o cantando, com acompanhamento de
música e dança. Eram estratégias utilizadas para
uma melhor e mais rápida apropriação dos mitos e de
toda a tradição, que por muito tempo foi conservada e
propagada oralmente.
Estão corretas as afirmativas:
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