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Diversas estruturas pélvicas atuam a fim de garantir
a sustentação dos órgãos pélvicos. Sendo que a
sustentação adequada das estruturas pélvicas
femininas depende da interação dinâmica entre os
tecidos fasciais (fáscia endopélvica), dos ligamentos e
da estrutura muscular da pelve (elevadores do ânus,
membrana perineal, corpo perineal e musculatura
do períneo superficial). Os prolapsos genitais,
também chamados de “prolapsos urogenitais”, são
definidos como a exteriorização dos órgãos pélvicos
através da vagina. Logo, a protrusão do órgão
pélvico é uma disfunção que pode ser permanente ou
apenas surgir aos esforços, e que pode ser
assintomática em alguns casos. Todavia, na maioria
dos casos, os prolapsos genitais representam uma
morbidade, afetando intensamente a qualidade de
vida da mulher, por causar uma gama de
manifestações clínicas e limitações funcionais. De
acordo com o órgão que se encontra fora de seu
posicionamento anatômico, os prolapsos podem ser
classificados em diversos tipos. Diante do exposto,
assinale a alternativa que apresenta a descrição
correta de enterocele.
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A síndrome do desconforto respiratório (SDR),
também conhecida como doença da membrana
hialina (DMH), é considerada uma das causas mais
frequentes de insuficiência respiratória e de
mortalidade no neonato prematuro. É causada,
primariamente, pela deficiência de surfactante ao
nascimento e está associada à imaturidade estrutural
pulmonar. Além da deficiência na produção do
surfactante, a imaturidade estrutural dos músculos
respiratórios também influencia no desenvolvimento
da insuficiência respiratória. Para o diagnóstico
clínico da síndrome do desconforto respiratório, são
determinantes o conhecimento da história materna e
familiar, das condições do nascimento do neonato e a
identificação dos fatores de risco dessa patologia.
Diante dessa afirmativa, são manifestações clínicas
da síndrome do desconforto respiratório, exceto:
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A terapia manual se refere a um conjunto de técnicas
cujo objetivo é reduzir a dor e melhorar a função em
inúmeras disfunções musculoesqueléticas. Dentre as
técnicas de terapia manual, as mobilizações e
manipulações são amplamente utilizadas na prática
profissional dos fisioterapeutas para corrigir e/ou
melhorar as disfunções da coluna vertebral e assim e
auxiliar no processo de reabilitação física dos
pacientes. Logo, todas as técnicas de mobilização e
manipulação articular podem ser aplicadas no
contexto da reabilitação física das disfunções da
coluna vertebral, desde que seja realizada uma
anamnese criteriosa e, a partir disso, a identificação
de qual técnica será mais adequada para cada
paciente e a sua disfunção. Diante dessa afirmativa,
acerca das técnicas de mobilização e manipulação
articular aplicadas à coluna vertebral, assinale a
alternativa incorreta.
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O quadril, formado pela cabeça do fêmur e
acetábulo, é crucial para sustentação e locomoção.
Lesões ortopédicas do quadril são comuns em
adultos e idosos, frequentemente causadas por
traumas que geram dor, rigidez e dificuldade de
movimento. A nomenclatura para sintomas que
aparecem na região lateral do quadril é a síndrome
da dor trocantérica. Esta inclui sintomas de dor
peritrocantérica, tendinopatia do glúteo
médio/mínimo e bursite trocantérica. Diante do
exposto, analise as assertivas a respeito da bursite
trocantérica e assinale a alternativa correta.
I. A bursite é a inflamação da bursa, estrutura com membrana sinovial perto de proeminências ósseas, articulações, tendões e ligamentos. Sua função é reduzir atrito, evitar desgaste e facilitar movimentos, sendo crucial na biomecânica articular. Existem muitas bursas no corpo, com algumas bursites, como a trocantérica, sendo mais comuns em mulheres entre 40 e 60 anos, embora ocorra em todas as idades. Além disso, em jovens, pode surgir por estilo de vida ou atividade física.
II. O diagnóstico assertivo da bursite do quadril requer combinação de história clínica detalhada e exame físico. Dor na região lateral do quadril que piora à palpação e limitação da abdução são sintomas comuns. A investigação dos hábitos do paciente é crucial para identificar as causas. Entretanto, caso os sinais e sintomas levem à dúvida diagnóstica, o médico poderá solicitar exames complementares para descartar outras causas de dor no quadril. A ultrassonografia pode auxiliar na identificação da inflamação da bursa, e a ressonância magnética é o exame mais preciso para avaliar a bursa e diferenciar de outras patologias, como tendinites.
III. A avaliação fisioterapêutica é crucial para identificar alterações biomecânicas que causam recidiva da bursite. Avaliar o paciente estática e dinamicamente (postura, assimetria, padrões motores, compensações musculares, marcha) direciona a reabilitação. E, a orientação do paciente é vital. Para evitar a recidiva, deve-se minimizar impactos laterais no quadril com superfícies macias, evitar deitar-se no lado afetado inicialmente, movimentos repetitivos e manter um peso saudável.
IV. O tratamento não medicamentoso inicial foca na redução da inflamação e dor. O uso da crioterapia no local por 20 minutos (mínimo três vezes ao dia) e a aplicação do laser de baixa intensidade são recursos que podem ser utilizados. Além disso, a redução da atividade física pode acelerar o controle inflamatório e a dor. E, a liberação miofascial pode ser usada em casos de aumento da tensão muscular local, evitando compressão direta na bursa.
V. Exercícios para fortalecimento muscular do quadril e melhora da flexibilidade devem ser introduzidos à medida que o paciente relata melhora do quadro de dor. Para isso, são alguns dos exercícios recomendados: exercícios de elevação de quadril (ponte), elevação de quadril com perna elevada para fortalecimento glúteo (a orientação deve ser de associar a contração abdominal durante o movimento), agachamento (ter cuidado para o joelho não ultrapassar a linha da ponta do pé para evitar sobrecarga nessa articulação), exercícios para fortalecimento de abdutores de quadril, além de alongamentos. E, com a progressão do tratamento e melhora dos sinais e sintomas, exercícios de propriocepção em superfícies instáveis podem ser associados. Por fim, para a última fase do processo de recuperação serão priorizados exercícios funcionais para simular atividades do dia a dia, como subir e descer escadas.
I. A bursite é a inflamação da bursa, estrutura com membrana sinovial perto de proeminências ósseas, articulações, tendões e ligamentos. Sua função é reduzir atrito, evitar desgaste e facilitar movimentos, sendo crucial na biomecânica articular. Existem muitas bursas no corpo, com algumas bursites, como a trocantérica, sendo mais comuns em mulheres entre 40 e 60 anos, embora ocorra em todas as idades. Além disso, em jovens, pode surgir por estilo de vida ou atividade física.
II. O diagnóstico assertivo da bursite do quadril requer combinação de história clínica detalhada e exame físico. Dor na região lateral do quadril que piora à palpação e limitação da abdução são sintomas comuns. A investigação dos hábitos do paciente é crucial para identificar as causas. Entretanto, caso os sinais e sintomas levem à dúvida diagnóstica, o médico poderá solicitar exames complementares para descartar outras causas de dor no quadril. A ultrassonografia pode auxiliar na identificação da inflamação da bursa, e a ressonância magnética é o exame mais preciso para avaliar a bursa e diferenciar de outras patologias, como tendinites.
III. A avaliação fisioterapêutica é crucial para identificar alterações biomecânicas que causam recidiva da bursite. Avaliar o paciente estática e dinamicamente (postura, assimetria, padrões motores, compensações musculares, marcha) direciona a reabilitação. E, a orientação do paciente é vital. Para evitar a recidiva, deve-se minimizar impactos laterais no quadril com superfícies macias, evitar deitar-se no lado afetado inicialmente, movimentos repetitivos e manter um peso saudável.
IV. O tratamento não medicamentoso inicial foca na redução da inflamação e dor. O uso da crioterapia no local por 20 minutos (mínimo três vezes ao dia) e a aplicação do laser de baixa intensidade são recursos que podem ser utilizados. Além disso, a redução da atividade física pode acelerar o controle inflamatório e a dor. E, a liberação miofascial pode ser usada em casos de aumento da tensão muscular local, evitando compressão direta na bursa.
V. Exercícios para fortalecimento muscular do quadril e melhora da flexibilidade devem ser introduzidos à medida que o paciente relata melhora do quadro de dor. Para isso, são alguns dos exercícios recomendados: exercícios de elevação de quadril (ponte), elevação de quadril com perna elevada para fortalecimento glúteo (a orientação deve ser de associar a contração abdominal durante o movimento), agachamento (ter cuidado para o joelho não ultrapassar a linha da ponta do pé para evitar sobrecarga nessa articulação), exercícios para fortalecimento de abdutores de quadril, além de alongamentos. E, com a progressão do tratamento e melhora dos sinais e sintomas, exercícios de propriocepção em superfícies instáveis podem ser associados. Por fim, para a última fase do processo de recuperação serão priorizados exercícios funcionais para simular atividades do dia a dia, como subir e descer escadas.
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No momento do trabalho de parto, a gestante é
exigida física e emocionalmente e, para estar
preparada para isso, é importante que ela realize
fisioterapia no período pré-natal, pois essa atividade
fornece uma série de vantagens para a gestante. E,
além de realizar essa preparação, a fisioterapia
aplicada nas duas fases do trabalho de parto
consegue aliviar a dor, reduzir o tempo de duração
do parto e promover bem-estar, confiança,
acolhimento e segurança para a gestante nesse
momento tão importante. Assim como na primeira
fase, a atuação fisioterapêutica é muito importante
durante a segunda fase do trabalho de parto. Essa
segunda fase se caracteriza pelo momento da
expulsão do bebê e requer contrações mais intensas e
uma dilatação ainda maior. Diante do exposto,
assinale a alternativa incorreta com relação a
abordagem fisioterapêutica na segunda fase do
trabalho de parto.
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A espirometria é um exame a partir do qual se avalia
de forma funcional os fluxos e volumes pulmonares
estáticos. Esse exame geralmente representa dados
por meio de gráficos que podem ter dois tipos de
curva, a de fluxo-volume e a de volume-tempo. A
partir da espirometria, é possível identificar
alterações da função pulmonar, observando uma
disfunção restritiva, obstrutiva, mista ou até mesmo
inespecífica. Existem dois tipos de espirometria, a
estática e a dinâmica. A espirometria dinâmica por
sua vez, abrange volumes, capacidades e a velocidade
com que o ar deixa os pulmões, ou seja, o fluxo
expiratório. O fisioterapeuta precisa saber o
significado de cada parâmetro apresentado na
espirometria para poder interpretá-la de forma mais
precisa. Diante desse pressuposto a respeito dos
volumes pulmonares e das capacidades respiratórias,
assinale a alternativa que apresenta a descrição
correta da capacidade vital (CV).
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- Fisioterapia em Traumato-ortopedia e ReumatologiaReumatologia
- Ortopedia e Traumatologia na Fisioterapia
A estrutura do complexo do ombro permite a
mobilidade dos membros superiores. Como
resultado, a mão pode ser colocada em quase todos
os lugares dentro de uma esfera de movimento, sendo
limitada principalmente pelo comprimento do braço
e pelo espaço ocupado pelo corpo. A mecânica
combinada das três articulações sinoviais e das duas
articulações funcionais, juntamente com os inúmeros
músculos que compreendem o complexo do ombro
interagem para proporcionar e controlar a
mobilidade. Ao estabelecer um programa de
exercícios terapêuticos para tratar
comprometimentos da função na região do ombro,
como em qualquer outra região do corpo, as
características anatômicas e cinesiológicas
particulares precisam ser levadas em consideração,
assim como o estado da patologia e as limitações
funcionais impostas pelos comprometimentos.
Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta
com relação a patologia que pode gerar restrições de
mobilidade na articulação glenoumeral: ombro
congelado idiopático.
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A avaliação do sistema respiratório e de outros
órgãos permite ao fisioterapeuta determinar um
programa de tratamento eficaz. Os dados da
avaliação inicial devem ser comparados com dados
obtidos em reavaliações subsequentes. As
reavaliações permitem ajustes no plano de
tratamento, de acordo com a verificação de
progresso ou deterioração do estado do paciente. A
anamnese, exame físico geral e exame físico
específico são elementos básicos da avaliação
fisioterapêutica. A inspeção (estática e dinâmica),
palpação, percussão e ausculta pulmonar são
componentes tradicionais da avaliação respiratória
em pediatria. Assim sendo, relacione os tipos de
tórax com a sua descrição correspondente e assinale
a alternativa com a sequência correta.
1. Chato ou plano.
2. Tórax em tonel ou globoso.
3. Tórax infundibuliforme (pectus scavatum).
4. Tórax cariniforme (pectus carinatum).
5. Tórax cônico ou em sino.
6. Tórax cifoescoliótico.
A. Aumento do diâmetro anteroposterior e horizontalização dos arcos costais.
B. Proeminência do esterno e horizontalização de costelas.
C. Alargamento da região inferior do tórax.
D. Redução do diâmetro anteroposterior e anormalidade da convexidade anterior do tórax, diminuição dos espaços intercostais e inclinação das costelas.
E. Associação entre cifose e escoliose.
F. Abaulamento da região inferior do esterno.
1. Chato ou plano.
2. Tórax em tonel ou globoso.
3. Tórax infundibuliforme (pectus scavatum).
4. Tórax cariniforme (pectus carinatum).
5. Tórax cônico ou em sino.
6. Tórax cifoescoliótico.
A. Aumento do diâmetro anteroposterior e horizontalização dos arcos costais.
B. Proeminência do esterno e horizontalização de costelas.
C. Alargamento da região inferior do tórax.
D. Redução do diâmetro anteroposterior e anormalidade da convexidade anterior do tórax, diminuição dos espaços intercostais e inclinação das costelas.
E. Associação entre cifose e escoliose.
F. Abaulamento da região inferior do esterno.
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A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica
progressiva caracterizada pela incapacidade de o
coração suprir as necessidades metabólicas do
organismo prejudicando o crescimento e o
desenvolvimento infantil. O tratamento da
insuficiência cardíaca envolve o conhecimento do
fator desencadeante da doença e sua eliminação,
além do controle dos sintomas e da progressão.
Devem ser realizadas a correção das cardiopatias
congênitas e as condições que agravam a
insuficiência cardíaca, como anemia, arritmia ou
febre, que também devem ser investigadas e
tratadas. A insuficiência cardíaca tem características
distintas na população infantil, assim, a gravidade e
a manifestação dos sintomas dependem do quanto a
capacidade do coração foi afetada pela doença. As
medidas terapêuticas adequadas estabilizam o
quadro de IC, auxiliam na melhora clínica e
melhoram o desempenho cardíaco, assim se
otimizam a oferta de oxigênio aos tecidos. Diante
desta premissa, assinale a alternativa incorreta com
relação a fisioterapia na criança com insuficiência
cardíaca.
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A lesão medular (LM) representa uma condição
complexa que afeta múltiplos sistemas, impactando
significativamente a capacidade individual
dependendo do comprometimento da medula
espinal. E, o tipo e a intensidade do trauma ou
patologia determinam as regiões afetadas e o nível de
comprometimento (parcial ou total), classificando-se
em síndromes medulares. Portanto, a compreensão
da fisiologia da medula espinal é crucial para
entender sua patologia e para poder estabelecer o
prognóstico funcional do indivíduo. Leia a descrição
a seguir e assinale a alternativa que apresenta o nome
da síndrome medular descrita: “Pode ser uma lesão
completa ou incompleta abaixo do cone medular (L1-
L2). Há uma lesão das raízes nervosas, que são
neurônios motores inferiores, caracterizando assim
uma paralisia flácida dos músculos dos membros
inferiores, alteração sensitiva no dermátomo
correspondente e arreflexia da bexiga e intestino.”
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