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Foram encontradas 41.156 questões.

4136336 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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“Na sua faixa litorânea, o Nordeste representou o primeiro centro de colonização e de urbanização da nova terra (...). Até meados do século XVIII, a região nordestina, que era designada como o "Norte", concentrou as atividades econômicas e a vida social mais significativa da Colônia; nesse período, o Sul foi uma área periférica, menos urbanizada, sem vinculação direta com a economia exportadora.”

FAUSTO, Boris. HISTÓRIA DO BRASIL. São Paulo: EDUSP, 1996.

Sobre a formação econômica e territorial do Brasil colonial, assinale alternativa CORRETA:

 

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4136335 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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“Se a vila se modificou para se vestir como capital do império português, as permanências são evidentes. Suas casas e traçados coloniais, suas festas tomadas por costumes africanos, seus hábitos alimentares orientais... nada permite duvidar de um universo obrigatoriamente plural”

SCHWARCZ, Lilia Moritz. D. João carioca: a corte portuguesa chega ao Brasil (1808-1821). São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

Considerando o texto e a historiografia sobre a transferência da Corte portuguesa para o Brasil em 1808, assinale a alternativa CORRETA.

 

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4136334 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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"Guardam-se no Arquivo Público do Estado do Pará (APEP) e no Arquivo Público do Maranhão (APEM) importantes manuscritos relativos aos indígenas do Piauí colonial, sobretudo do período de 1738 a 1774. (..). A referência a 1738 é importante por ter sido aquela data o momento de uma célebre reunião da “Junta de Missões”, ocorrida em São Luís, no palácio do governador do Maranhão, para deliberar, pela primeira vez, a favor de uma “guerra defensiva” contra os povos nativos do Piauí, notadamente as nações indígenas “Gilboé”, “Guegué”, “Acoroá”, “Paracaty” e “Timbira”, todos disseminados pelo vasto sertão que abrange desde a margem esquerda do rio São Francisco até a direita do Parnaíba, com seus principais afluentes do lado direito: Uruçuí, Piauí, Itaueira, Gurgueia, Canindé, Poti e Longá.

Pelos dizeres do Termo da Junta, os fazendeiros e demais moradores das ribeiras do Itapecuru e do Parnaíba reivindicam conjuntamente do governador do Maranhão o direito de organizarem “bandeira para expulsarem o dito gentio pondo-se em seu seguimento até se lhe dar nas Aldeias” e solicitam, através da Junta de Missões, uma “ajuda de custo de pólvora, e chumbo, e armas”. Pedem também o apoio de “ordenanças [tropas de linha] daqueles distritos, para andarem na campanha todo o tempo que for preciso em seguimento dos ditos gentios”. Insistem, em uma só voz, para que o cabo da expedição seja o sargento-mor João do Rego Castelo Branco, já famoso no Piauí e Sul do Maranhão pelas mortandades que fazia entre os índios, quando convocado para chefiar as tais “bandeiras”, no sertão."

CARVALHO, João Renôr Ferreira de. Resistência Indígena no Piauí Colonial: 1718-1774. Imperatriz: Ética editora. 2005.

Considerando o texto acima e o processo de interiorização da colonização portuguesa na América, assinale a alternativa CORRETA:

 

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4136333 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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“Situada neste contexto, articulada nos componentes do Antigo Regime, a colonização moderna revela, portanto, como traços essenciais aqueles mecanismos através dos quais o processo colonizador promove a aceleração da acumulação capitalista; a acumulação na economia europeia configura os fins, os mecanismos de exploração colonial, os meios. O conjunto desses mecanismos — processos econômicos e normas da política econômica — constituem o sistema colonial que integra e articula a colonização com as economias centrais europeias; tal sistema de relações tornase portanto a categoria fundamental de toda esta análise. Reformulando agora: a colonização do Novo Mundo dá-se nos quadros do Antigo Sistema Colonial, isto é, o sistema colonial do Antigo Regime. A colonização portuguesa no Brasil se desenrola dentro desse sistema de relações, que lhe imprime a sua marca, determinando as linhas definidoras da estrutura sócio-econômica que aqui se instaura, dando sentido às expressões ‘Brasilcolônia’ e ‘período colonial’.”

NOVAIS, Fernando A. Considerações sobre o sentido da colonização. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, São Paulo, Brasil, n. 6, p. 55–65, 1969. DOI: 10.11606/issn.2316- 901X.v0i6p55-65. Disponível em: https://revistas.usp.br/rieb/ article/view/56523. Acesso em: 8 fev. 2026.

Com base no texto apresentado e na interpretação do Antigo Sistema Colonial, analise as proposições condicionais abaixo:

( ) Se a colonização moderna integra-se ao sistema do Antigo Regime, então sua finalidade estrutural reside na acumulação metropolitana, e não na autonomia econômica da colônia.

( ) Se o pacto colonial constitui mecanismo jurídico de integração econômica, então a economia colonial tende a organizar-se segundo monopólios e restrições comerciais impostas pela metrópole.

( ) Se a sociedade colonial deriva de sua inserção no sistema colonial, então suas formas sociais podem ser compreendidas independentemente da dinâmica mercantil europeia.

( ) Se a acumulação europeia configura os fins do sistema colonial, então os mecanismos produtivos coloniais funcionam como meios subordinados a essa finalidade.

( ) Se a colonização portuguesa no Brasil se desenvolve dentro de um sistema de relações articulado às economias centrais, então suas instituições políticas e econômicas refletem essa dependência estrutural.

Assinale a alternativa que corresponde a sequência CORRETA:

 

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4136332 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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“A feição deles é serem pardos, maneira de avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bemfeitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura. Nem estimam de cobrir ou de mostrar suas vergonhas; e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Ambos traziam os beiços de baixo furados e metidos neles seus ossos brancos e verdadeiros, de comprimento duma mão travessa, da grossura dum fuso de algodão, agudos na ponta como um furador. Mete-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita como roque de xadrez, ali encaixado de tal sorte que não os molesta, nem os estorva no falar, no comer ou no beber”.

Carta de Pêro Vaz de Caminha. 1 de maio de 1500. Disponível em: https://objdigital.bn.br/objdigital2/Acervo_Digital/livros_ eletronicos/bndigital0009/bndigital0009.pdf. Acesso em: 08 fev.2026.

O trecho da carta de Pero Vaz de Caminha descreve aspectos físicos e culturais dos indígenas encontrados em 1500. A partir da interpretação do texto e do debate historiográfico sobre o processo de colonização portuguesa, assinale a alternativa CORRETA:

 

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4136331 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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"O estudo das relações sociais na Idade Média Central remete-nos diretamente a um dos mais polêmicos temas da historiografia contemporânea: o do feudalismo. Desde o século XIX, são numerosas as linhas interpretativas (...). De maneira ampla, ele gira em torno de um duplo significado do termo. No sentido estrito, ele refere-se aos vínculos feudovassálicos, isto é, como veremos, às relações político-militares entre membros da aristocracia. No sentido lato, designa um tipo de sociedade com formas próprias de organização econômica, política, social e cultural."

FRANCO JÚNIOR, Hilário, A Idade Média: nascimento do ocidente / Hilário Franco Júnior. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 2001.

"A ascensão da sociedade de corte sem dúvida está ligada ao impulso da crescente centralização do poder do Estado, à crescente monopolização das duas fontes decisivas de poder para aqueles senhores em posição central: as taxas sociais, os "impostos" como nós chamamos, e o poderio militar e policial reunidos. Contudo, raramente se coloca uma pergunta fundamental nesse contexto que permaneça sem resposta: a questão da dinâmica de desenvolvimento da sociedade, de como e por que se forma, durante determinada fase do desenvolvimento do Estado, uma posição social que concentra nas mãos de um único homem uma abundância de poder extraordinária."

ELIAS, Norbert. A Sociedade de Corte: investigação sobre a sociologia da realeza e da aristocracia de corte. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001.

Considerando os textos apresentados e o debate historiográfico sobre a transição da sociedade feudal à sociedade de corte, assinale a alternativa CORRETA:

 

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4136330 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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Leia o fragmento a seguir, extraído da Base Nacional Comum Curricular - BNCC.

“Nessa etapa (Ensino Médio), como os estudantes e suas experiências como jovens cidadãos representam o foco do aprendizado, deve-se estimular uma leitura de mundo sustentada em uma visão crítica e contextualizada da realidade, no domínio conceitual e na elaboração e aplicação de interpretações sobre as relações, os processos e as múltiplas dimensões da existência humana."

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: Acesso em: 23 fev. 2026.

Considerando as Competências Específicas de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas previstas na BNCC e o papel da disciplina de História no Ensino Médio, assinale a alternativa que melhor apresenta a contribuição da História para o desenvolvimento do pensamento crítico:

 

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4136329 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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"O testemunho mais remoto da antiga cultura aristocrática helênica é Homero, se com este nome designamos as duas epopeias: a Ilíada e a Odisseia. Para nós, ele é ao mesmo tempo a fonte histórica da vida daqueles dias e a expressão poética imutável dos seus ideais. É preciso encarálos sob os dois pontos de vista.

Por um lado, temos de extrair dele a imagem que formamos do mundo aristocrático; por outro, inquirir como o ideal de Homero ganha forma nos poemas homéricos e como a sua estreita esfera de validade originária se alarga e se converte em força de formação de muito maior amplitude."

JAEGER, Werner Wilhelm, 1888-1961. Paideia: a formação do homem grego / Werner Wilhelm Jaeger ; [tradução Artur M. Parreira ; adaptação para a edição brasileira Mônica Stahel ; revisão de texto grego Gilson César Cardoso de Souza]. – 3. ed. – São Paulo : Martins Fontes, 1994.

Considerando A Ilíada e A Odisseia, tradicionalmente atribuídas a Homero, e os debates historiográficos acerca de seu valor para o estudo da Grécia arcaica, assinale alternativa CORRETA:

 

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4136328 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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“O recorte do tempo em períodos é necessário à história, quer seja ela considerada no sentido geral de estudo da evolução das sociedades ou no tipo particular de saber e de ensino, ou ainda no sentido de simples desenrolar do tempo. Entretanto, essa divisão não é um mero fato cronológico, mas expressa também a ideia de passagem, de ponto de origem ou até mesmo de retração em relação à sociedade e aos valores do período precedente. Por conseguinte, os períodos têm uma significação particular; em sua própria sucessão, na continuidade temporal ou, ao contrário, nas rupturas que essa sucessão evoca, eles constituem um objeto de reflexão essencial para o historiador.”

LE GOFF, Jacques. A História deve ser dividida em pedaços? (Tradução de Nícia Adan Bonatti). São Paulo: Editora UNESP, 2015. P. 12.

Com base na interpretação do texto sobre periodização e tempo histórico, analise as proposições a seguir:

I. Se a divisão do tempo histórico não é mero recorte cronológico, então a periodização constitui operação interpretativa vinculada a valores e perspectivas historiográficas.

II. Se a periodização é operação interpretativa, então os períodos não são dados naturais, mas construções que expressam determinadas concepções de mudança e continuidade.

III. Se os períodos são construções interpretativas, então toda narrativa histórica é arbitrária e desprovida de compromisso empírico.

IV.Se a sucessão temporal pode envolver rupturas e continuidades, então é possível articular diferentes ritmos temporais, inclusive aqueles associados à longa duração.

V. Se a longa duração relativiza o acontecimento singular, então a reflexão sobre rupturas perde relevância analítica.

 

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4136327 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
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“Um fato é alguma coisa real, mas também uma construção de memória, que pode ganhar asas no discurso. A questão é não se deixar simplesmente flanar no discurso, se distanciando da referência do fato. Alguns defendem uma pós-modernidade em que a história “é” discurso. Ora, a história é discurso, sim, mas com amarras na concretude dos fatos, que embutem algo inalterável. O que se dá – a partir do fato – é que abre um campo imenso de batalha e nos desafia, tensionando nosso ofício.”

SANTOS NETO, Antônio Fonseca. A História nas mãos. Entrevista publicada da Revista Revestrés. Edição 46. Agosto de 2020. Acesso em: 07 fev. 2026.

A partir da análise do texto, é possível identificar uma posição epistemológica que tensiona tanto o positivismo factualista, quanto determinadas vertentes da pós-modernidade. Considerando os debates historiográficos relativos ao estatuto do fato histórico, à renovação metodológica promovida pela Escola dos Annales e às formulações associadas à chamada Nova História, assinale a alternativa que melhor expressa a posição teórica presente no texto acima.

 

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