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Como o Brasil e como a própria democracia, a Constituição de 1988 também é imperfeita. [...]. Mas a Constituição de 1988 é a melhor expressão de que o Brasil tinha um olho no passado e outro no futuro e estava firmando um sólido compromisso democrático. [...] Ela é moderna nos direitos, sensível às minorias políticas, avançada nas questões ambientais, empenhada em prever meios e instrumentos constitucionais legais para a participação [social] e direta, e determinada a limitar o poder do Estado sobre o cidadão e a exigir políticas públicas voltadas para enfrentar os problemas mais graves da população.
Os aspectos “modernos” da Constituição, referidos pelo excerto, vinculam-se
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O poder político é medido através da quantidade de votos de que dispõe um chefe local ou regional, no momento das eleições. Procurando manter ou expandir a força dos coronéis, os cabos-eleitorais são elementos de ligação indispensáveis entre o coronel e a massa dos votantes. A estrutura, grosso modo, apresenta-se hierarquizada em três níveis: os coronéis; abaixo deles os cabos-eleitorais; e, na base da estratificação política, os eleitores.
O excerto refere-se à política da Primeira República Brasileira (1889 – 1930) e
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Fizeram-se poucas concessões à classe operária durante à República Velha. Cumpre notar que a famosa declaração de Washington Luís, emitida durante a sua campanha para governador, segundo a qual “a questão operária era um caso de polícia”, pretendia ser uma expressão liberal – a saber, que não se tratava de um problema de segurança nacional, mas apenas de uma tarefa administrativa. Depois das greves desastrosas de 1917 e 1919, causadas pela exportação de gêneros alimentícios básicos para os Aliados, com a consequente elevação dos preços nacionais, poucas leis se promulgaram com a intenção de apaziguar a mão de obra.
Os movimentos operários, durante a Primeira República brasileira, foram marcados pela
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Já nos anos de 1850, fazendeiros das áreas cafeeiras – alguns dos mais necessitados de mão de obra – tornaram-se interessados em promover a imigração e em substituir os escravos por imigrantes. As primeiras experiências falharam, e os fazendeiros de café recorreram ao tráfico de escravos interno. Mais tarde, quando as pressões abolicionistas aumentaram e leis contra o tráfico entre províncias foram promulgadas, os fazendeiros das áreas pioneiras buscaram na Itália os trabalhadores de que necessitavam.
O excerto alude à
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Alcançado em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, dom Pedro proferiu o chamado Grito do Ipiranga, formalizando a Independência do Brasil. Em 1º de dezembro, com apenas 24 anos, o príncipe regente era coroado Imperador, recebendo o título de dom Pedro I. O Brasil se tornava independente, com a manutenção da forma monárquica de governo. Mais ainda, o novo país teria no trono um rei português. Este último fato criava uma situação estranha, porque uma figura originária da Metrópole assumia o comando do novo país.
A natureza da Independência do Brasil, referida pelo excerto,
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Ainda ocorre na segunda metade do século (XVIII) mais um fator particular que estimula a agricultura brasileira. Até então, o grande gênero tropical fora o açúcar. Outro virá emparelhar-se a ele, e o sobrepujará em breve: o algodão. [...] Os progressos técnicos do século XVIII permitirão o seu aproveitamento em medidas quase ilimitadas.
O excerto refere-se
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Observe a imagem a seguir.

Manifestação Queremista no Rio de Janeiro (1945)
A fotografia retrata uma manifestação popular no contexto da crise do Estado Novo, quando Getúlio Vargas ainda ocupava a presidência da República. Tal movimento originou-se do temor que os trabalhadores tinham de que Getúlio fosse embora e seus adversários, uma vez no poder, acabassem com
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Leia o texto e analise a imagem a seguir.
Em certa medida, o Indianismo foi um movimento do romantismo que, ao idealizar o indígena, o transformava numa espécie de herói mítico genuinamente brasileiro. No século XIX, o Brasil dava conta de sua ancestralidade sem abrir mão dos princípios de civilização que o norteavam. O índio das prosas, como no romance Iracema de José de Alencar, em nada se parecia com o que era estudado nas expedições organizadas pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro ou que continuava sem direitos políticos no país. Os indígenas das prosas estavam mais próximos da ideia do bom selvagem que sucumbe diante da civilização. Assim, o Brasil era a terra do índio bom, que preferia morrer a se opor aos princípios da civilização branca e católica.

Iracema, José Maria de Medeiros – 1881
A partir da leitura do texto e da análise da obra, é correto afirmar que a tela de José Maria de Medeiros retratou a personagem Iracema, do livro de José de Alencar,
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Em 9 de julho de 1562, ocorreu o episódio que entraria para a história como o Cerco de Piratininga, uma guerra indígena contra a incipiente vila que constituía o núcleo da futura maior cidade brasileira. O que ocorreu foi uma guerra entre povos indígenas, mais especificamente entre aqueles que haviam firmado alianças com os portugueses colonizadores e aqueles que eram contrários a esses acordos. Indígenas das tribos guarulhos, guaianás e carijós firmaram uma coligação e lutaram contra a aliança formada pelo grupo liderado pelo tupiniquim Tibiriçá e os padres jesuítas que ocupavam o planalto paulista.
O Cerco de Piratininga revela que um dos fatores que contribuía para a permanência de um núcleo colonial nos primeiros anos de colonização portuguesa era
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“O governo egípcio anuncia a estatização do Canal de Suez”. Com essas palavras sóbrias, em outubro de 1956, o presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser, tornava pública uma decisão que causou júbilo no país, mas horror na Europa. Para Nasser, a tomada do canal era um sinal do nacionalismo que “brota dos sentimentos dos árabes, dos corações dos árabes. Eles querem viver com dignidade”, exortava o presidente egípcio. À época em que foi construído, na segunda metade do século XIX, o canal realmente promoveu uma mudança enorme no Egito. A “Estrada do Império Britânico”, como o canal era chamado, encurtou consideravelmente a distância entre a Inglaterra e a Índia, de 19.855 quilômetros para 11.593 quilômetros. A mudança impulsionou o transporte marítimo.
A construção do canal de Suez e sua estatização remetem, respectivamente, aos contextos
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