Analise as afirmativas a seguir sobre a crise política brasileira no
contexto das eleições presidenciais que levaram à vitória de
Juscelino Kubitschek e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a
falsa.
( ) A candidatura de JK foi lançada pelo PSD e consolidada por
meio de aliança com o PTB, que indicou João Goulart para a
vice-presidência, em meio à oposição de setores udenistas e
militares que defendiam a formação de uma candidatura
única.
( ) A vitória de JK na eleição presidencial ocorreu com maioria
relativa de votos, fato utilizado pela UDN para questionar a
legitimidade do resultado e defender a exigência de maioria
absoluta para a validação do pleito.
( ) A garantia da posse de JK contou com um movimento militar
liderado pelo ministro da Guerra, Henrique Teixeira Lott, que
buscou assegurar o cumprimento da ordem constitucional
diante das tentativas de impedir a posse dos eleitos.
O governo de Getúlio Vargas congregava diferentes projetos para
o país que se contrapunham à política então vigente, voltada para
os interesses oligárquicos. A crise política abriu espaço para a
defesa de um Estado centralizador e intervencionista, capaz de
promover o desenvolvimento por meio da diversificação
econômica e da industrialização. Uma das principais medidas foi o
Código Florestal, que pode ser entendido como parte do esforço do
Estado em busca da modernização da produção e do controle e
ordenamento do próprio território. Além do interesse em
regulamentar o uso dos recursos considerados essenciais ou
estratégicos, a aprovação deste código também refletiu os debates
relacionados às questões ambientais das primeiras décadas do
século XX. A atenção dedicada ao tema resultou, em grande parte,
da intensificação do processo de desflorestamento, consequência
da prática das queimadas para plantação de cafezais, da
construção de ferrovias e das transformações decorrentes da
expansão da urbanização e do incremento da industrialização no
país.
Adaptado de CAMARGO, Angélica. Conselho Florestal Federal. Ministério da Gestão e
da Inovação em Serviços Públicos, 2025.
Com base no trecho, assinale a opção que apresenta a postura do
governo Vargas em relação à natureza.
A definição etimológica de História Contemporânea indica que a
compreensão de uma época não se refere simplesmente ao
entendimento de um passado distante, mas a uma compreensão
que vem de uma experiência da qual ele participa como todos os
outros indivíduos. Contudo, na França, a expressão “História
Contemporânea” possui outra significação. No último terço do
século XIX, nós consideramos que a data inaugural da História
Contemporânea foi a Revolução Francesa. Entretanto a palavra
“contemporâneo” significa “ao mesmo tempo” e isso designa certa
percepção ideológica da História, que se baseia em uma ideia
simples, pois a civilização, o universo espaço-tempo no qual nós
vivemos na França nasceu com a Revolução Francesa.
Evidentemente essa afirmação não é falsa, mas também não é
verdade.
Adaptado de AREND, Silvia; Fábio Macedo. “Sobre a história do tempo presente:
entrevista com o historiador Henry Rousso”, Tempo e Argumento, vol. 1, n. 1, p. 202.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o autor
considera que a História Contemporânea
Analise as afirmativas a seguir sobre o processo histórico de acesso
à terra no Brasil.
I. No período colonial, o sistema de sesmarias consistia na
concessão de terras pela Coroa portuguesa a particulares, com
a obrigação de ocupá-las e torná-las produtivas, sob risco de
perda da concessão, caso permanecessem improdutivas.
II. No período imperial, a Lei de Terras (1850) reconheceu o
direito de posse como forma de aquisição de terras,
favorecendo elites agrárias e dificultando o acesso à
propriedade para ex-escravizados e imigrantes pobres.
III. No período democrático, a Constituição Federal de 1988
estabeleceu que terras improdutivas podem ser
desapropriadas para fins de reforma agrária e atribuiu à União
a responsabilidade de proteger as terras indígenas.
Essa perspectiva não tem nada a ver com história local. Os
historiadores que trabalham segundo essa abordagem se
debruçam, reduzindo a escala, sobre problemas muito gerais.
Contudo, são frequentemente acusados de desvalorizar outras
abordagens, mas a questão é outra. Por vezes nos deparamos com
problemas que não conseguimos explicar; por isso, buscamos
mudar a escala para verificar se nos confrontamos com outras
realidades e com questões diferentes. Na verdade, pretendemos
exatamente a generalização.
Adaptado de LEVI, Giovanni. O pequeno, o grande e o pequeno, Revista Brasileira de
História, v. 37, nº 74, 2017, pp. 169-170.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta
corretamente a abordagem historiográfica descrita.
A Revolta dos Malês aconteceu em meio a um forte movimento de
conversão ao islamismo entre os nagôs. Esta era, naquela altura, a
nação mais numerosa da população africana em Salvador,
representando cerca de 30% dos escravizados nascidos na África.
O levante fora planejado pelos mestres malês, chamados alufás
entre os nagôs, para ter início no final do Ramadã, o mês do jejum
muçulmano, possivelmente depois da festa de Laylat al-Qadr.
Adaptado de REIS, João José.” Os malês segundo ‘Abd Al-Raḥmān
Al-Baghdādī, um imã otomano no Brasil oitocentista”. Revista
Brasileira de História, vol. 43, no 93, pp.362-363.
A partir do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente
um fator que contribuiu para a organização da Revolta dos Malês
(1835).
Memória e história, longe de serem sinônimos, aparecem em
oposição fundamental. A memória é vida, aberta à dialética entre
lembrar e esquecer, vulnerável à manipulação e à apropriação. A
história, por sua vez, é a reconstrução, sempre problemática e
incompleta, daquilo que já não existe. A memória é um fenômeno
sempre atual; a história, por ser uma produção intelectual e
secular, exige análise e crítica.
Adaptado de NORA, Pierre. Between Memory and History: Les
Lieux de Mémoire, Representations, No. 26, 1989, p. 8
Com base no trecho, assinale a opção que interpreta corretamente
a distinção estabelecida pelo autor entre memória e história.
Os escritores e intelectuais brasileiros, embora reconhecessem a
herança ibérica e católica que o Brasil e a América Espanhola têm
em comum, também ressaltavam as diferenças que os separavam:
a geografia, a história, a economia e, acima de tudo, a língua, a
cultura e as instituições políticas.
Adaptado de BETHELL, Leslie. “O Brasil e a ideia de “América Latina” em perspectiva
histórica”. Estudos Históricos, vol. 22, n. 44, 2009, p. 293.
As afirmativas a seguir mencionam elementos de distinção entre a
trajetória histórica do Brasil e a dos países de herança hispanoamericana, à exceção de uma. Assinale-a.
Fonte: PÉREZ, Louis. Cuba in the american imagination. Metaphor and the imperial
ethos. Chapel Hill: The University of North Carolina Press, 2008, p. 125.
A imagem retrata um personagem adulto, vestido com trajes
associados à burguesia e identificado como os Estados Unidos,
alimentando com uma colher um personagem infantil que
simboliza Cuba. Sobre a mesa ao lado aparecem três recipientes
rotulados como: “Emenda Platt – tônico para crianças”, “redução
das tarifas sobre o açúcar cubano” e “concessões comerciais”.
Considerando o contexto de aprovação da Emenda Platt (1901),
assinale a afirmativa que interpreta corretamente a representação
norte-americana de Cuba.
Para alívio de nossas autoridades e intelectuais a imaturidade da
nação brasileira é uma situação transitória, pois efetivas
possibilidades de realização já estão dadas pela natureza. Resta
tão somente configurar o caráter singular da natureza tropical
como marca ou valor nacional e, através do discurso da história,
transformar tal tropicalidade no verdadeiro alimento do espírito de
nacionalidade. A busca pelo elemento original brasileiro resulta na
elaboração de uma verdadeira “historiografia tropical”,
caracterizada pela busca da nação, pelo ideal de progresso e pelo
entendimento da natureza como elemento definidor da unidade
natural da Pátria, diante da falta de uma unidade cultural. A
natureza deixa de ser simplesmente um espaço de contemplação
estética ou de reflexão filosófica para tornar-se em elemento de
integração e identidade das matrizes étnicas e culturais.
Adaptado de PAZ, Francisco Moraes. Na poética da história. A realização da utopia
nacional oitocentista. Curitiba: Universidade Federal do Paraná, vol.II, 1996, p. 236.
Com base no trecho, assinale a opção que interpreta corretamente
o significado da natureza na construção da identidade nacional
brasileira.