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Leia o texto a seguir.
Mulatinhas da Bahia
Que toda a noite em bolandas
Correis ruas, e quitandas
Sempre em perpétua folia,
Porque andais nesta porfia,
Com quem de vosso amor zomba?
Eu logo vos faço tromba,
Vós não vos dais por achado,
Eu encruzo o meu rapado,
Vós dizeis arromba, arromba.
G. DE MATOS. Apud: ALENCASTRO, Luiz Felipe. O trato dos viventes: Formação do Brasil no Atlântico Sul: Séculos XVI e XVII. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 352. [Adaptado].
O texto apresenta qual característica do estereótipo colonial da mulher brasileira?
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O governo vendia trigo para o Ocidente, mesmo com uma população faminta, e importava equipamentos e técnicos especializados. As pesquisas mostram que, nas décadas de 1930 e 1940, houve grande intercâmbio econômico da URSS com o Ocidente. No início da década de 1930, afirma Blackburn, mais da metade das exportações inglesas e americanas de máquinas foi para a União Soviética, sendo que, em alguns itens, chegou à cifra de 90%. Até meados dos anos 40, a importação maciça de tecnologia ocidental constituiu a base do crescimento soviético. Nesse período, Stalin conseguiu explorar as contradições entre os países capitalistas desenvolvidos, obtendo, assim, acesso às tecnologias, máquinas, equipamentos e mão-de-obra especializada. O início da Guerra Fria e a unificação dos interesses políticos do Ocidente capitalista, em conflito com a URSS a partir de 1947, no entanto, bloquearam as alternativas econômicas soviéticas, contribuindo para o início da estagnação.
FERREIRA, Jorge. O Socialismo Soviético. In: FILHO, Daniel Aarão Reis (Org.). O Século XX – O Tempo das Crises: Revoluções, Fascismos e Guerras. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000– Volume II, p. 87 e 88. [Adaptado].
O governo russo tomou tais atitude com o objetivo de
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A União Soviética, onde os serviços públicos pré-revolucionários haviam sido exterminados durante a revolução, e onde o regime pouco havia se incomodado com questões constitucionais durante o período de mudança revolucionária, chegou a dar-se ao trabalho de promulgar em 1936 uma constituição inteiramente nova e muito minuciosa (“um véu de frases e preceitos liberais encobrindo a guilhotina escondida no fundo”), fato que foi aclamado na Rússia e no exterior como o fim do período revolucionário. No entanto, a publicação da Constituição coincidiu com o início do gigantesco superexpurgo que, em menos de dois anos, liquidou a administração existente e apagou todos os vestígios de vida normal e da recuperação econômica conseguida durante os quatro anos que se seguiram à liquidação dos kulaks e à coletivização forçada da população rural. Daí por diante, a Constituição stalinista de 1936 teve exatamente o mesmo papel que a Constituição de Weimar sob o regime nazista.
ARENDT, Hannah. O Totalitarismo no Poder. In: Origens do Totalitarismo. Antissemitismo, Imperialismo, Totalitarismo. Tradução de Roberto Raposo. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 439-511.
Conforme o texto, a aproximação entre o regime soviético e o nazista se deu de que forma?
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Observe a imagem a seguir.

A imagem retrata algo na vida indígena que chamou a atenção dos europeus por considerarem como “diferente”. Qual é esse aspecto?
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O sarampo e a varíola, que entre 1562 e 1564 assolaram as aldeias da Bahia, fizeram os índios morrerem tanto das doenças quanto de fome, a tal ponto que os sobreviventes preferiam vender-se como escravos a morrer à míngua. Batismo e doença ficaram associados no espírito dos Tupinambá: é elucidativo que um dos milagres atribuídos ao suave Anchieta fosse o de ressuscitar por alguns instantes a indiozinhos mortos para lhes poder dar o batismo. Os aldeamentos religiosos ou civis jamais conseguiram se autorreproduzir biologicamente. Reproduziam-se, isso sim, predatoriamente, na medida em que índios das aldeias eram compulsoriamente alistados nas tropas de resgates para descer dos sertões novas levas de índios, que continuamente vinham preencher as lacunas deixadas por seus predecessores.
CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios no Brasil: história, direitos e cidadania. 1a ed. — São Paulo: Claro Enigma, 2012, p. 15. [Adaptado].
Qual foi a causa dos problemas elencados no texto?
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As estruturas socioeconômicas dos territórios situados ao sul do Saara diferiam dos da Europa e do Oriente Médio, e do regime feudal em si. Em função das condições históricas e ecológicas, não havia especulação sobre os meios de produção, mesmo nas sociedades e Estados de classe dessa região. Na África negra, antes da aparição do direito islâmico ou do mailo (regime feudal) de inspiração ocidental (introduzindo um sistema de arrendamento em Uganda em 1900), a terra era apenas uma fonte de ganhos. A propriedade de tipo europeu, fosse o direito de usar e de dispor dos bens e mesmo das pessoas (ou seja, escravos), praticamente não existia. Os que se apropriavam ou transmitiam uma parcela de terra ou área de caça, de pesca ou de colheita valia-se apenas de um direito de usufruto que excluía a especulação lucrativa ou o direito de venda. As sociedades agrárias do sul do Saara criaram então o lamana - sistema de ocupação das terras que não previa nem a locação destas, nem o arrendamento ou a meação, ainda que taxas impostas tanto pelo Estado e pelas autoridades como pelos chefes fossem recebidas em cima da produção agrícola e pastoral.
DIAGNE, Pathé. As estruturas políticas, econômicas e sociais africanas durante o período considerado. In: África do século XVI ao XVIII. Editor Bethwell Allan Ogot. 2 ed. São Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, 2011 – Coleção História Geral da África; vol. 5. Paris: UNESCO, 1992, p. 31. [Adaptado].
O texto demonstra um tipo de economia centrada em quê?
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Os obstáculos ao crescimento econômico provinham sobretudo do próprio regime feudal, ao qual o baixo nível tecnológico estava subordinado. O sistema feudal baseia-se na apropriação pela classe senhorial - eclesiástica e laica - de todo o excedente da produção rural fornecida pela massa camponesa. Em tais condições de exploração os camponeses ficam sem meios de contribuir para progresso econômico sem que com isto os beneficiários do sistema tenham maiores possibilidades de investimento produtivo, embora a partir do século 11 o regime do senhorio banal tenha sido menos contrário ao crescimento do que seu anterior o regime dominial.
LE GOFF, Jacques. A Civilização do Ocidente Medieval. Tradução de Monica Stahel. São Paulo: Vozes, 2016, p. 223. [Adaptado].
Os elementos apresentados no texto resultaram em qual condição?
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