[...] O campo da memória se apresenta como uma área interdisciplinar que perpassa o campo de outras ciências sociais como
Antropologia, Sociologia e a própria história. Entretanto, com relação à produção do conhecimento histórico, é preciso ter em
mente que este não está isento de interesses pessoais e ainda sofre influências das crenças e juízos de valor que são
criados/construídos a partir do lugar social do seu autor/produtor.
(Oliveira 2002:21.)
Dessa forma, é necessário que o historiador tenha a percepção de que na relação entre história e memória:
Os holandeses invadiram o Maranhão entre 1641 e 1644, estabelecendo um forte domínio militar e econômico baseado,
sobretudo, na exploração do comércio do açúcar. A invasão holandesa no Maranhão é vista na historiografia como mais
“perigosa” e complexa do que a francesa, ocorrida por volta de três décadas antes. Os fatores históricos que colaboraram
para essa visão “mais perigosa” sobre a invasão holandesa denotam que:
No ano de 1612 os franceses tentaram organizar uma colônia no Brasil: a França Equinocial. A expedição francesa, comandada por Daniel de La Touche, fundou o Forte de São Luís, em homenagem ao rei da França, e que deu origem à cidade de
São Luís, hoje capital do Maranhão. A respeito da invasão francesa no Maranhão, além dos objetivos comerciais, outro fato
que originou tal intento foi:
O Período Regencial (1831-1840) foi marcado como um dos momentos de maior instabilidade política da história do Brasil.
Em um curto período de tempo ocorreram várias revoltas, em diferentes províncias, que ameaçavam as estruturas econômicas e sociais do país. Dentre as revoltas regenciais, aquela que ocorreu na província do Maranhão e o grupo social responsável por liderá-la estão corretamente assinalados em:
Para encetar sua conquista do Brasil, a Companhia das Índias Ocidentais optou por uma estratégia que maximizava a
vantagem comparativa desfrutada pelos Países Baixos em termos de poder militar na Europa seiscentista: o poder naval,
comumente tido na conta de recurso definitivo de ultima ratio bélica. Acreditava-se na Holanda que o Brasil seria facilmente
ocupado mediante uma estratégia de bloqueio naval de suas praças-fortes, cuja rendição provocaria automaticamente o
controle do interior do país e dos centros de produção açucareira, que eram os grandes alvos da empreitada neerlandesa.
Os holandeses invadiram e se estabeleceram no nordeste do Brasil, empreendendo uma luta árdua contra os portugueses,
os espanhóis e os nativos. Um dos períodos de maior destaque nessa estadia foi na fase da administração de Maurício de
Nassau que, entres outras ações:
No Estado do Maranhão e Grão-Pará, território situado em grande parte na região amazônica, os aldeamentos missionários
constituíram um fator crucial do poder político e econômico. Este fato explica que seu status e o de seus habitantes indígenas
tenha sido objeto recorrente de contendas, conflitos, conivências e negociações, tanto na colônia quanto na corte. O Regimento
das Missões, promulgado em dezembro de 1686, foi uma das leis indigenistas mais duradouras da época colonial, destacando-
-se na longa lista de disposições acerca da mão de obra nativa no norte da América portuguesa. (CHAMBOULEYRON, 2016, 59-63.)
Dentre os conflitos mais famosos envolvendo os atores históricos da região do Maranhão, a Revolta de Bequimão se destaca,
por seu contexto e abrangência. Em relação especificamente a esse conflito, podemos apontar como uma das causas:
Várias são as histórias sobre as lutas religiosas durante a ocupação francesa em São Luís-MA. A história conta que a católica
rainha Maria de Médici, mãe de Luís XIII, estava insatisfeita com o rei Henrique IV, por conta da promulgação do Édito de
Nantes, que dava liberdade religiosa a todos os huguenotes e por causa das intenções do rei de criar colônias calvinistas no
Novo Mundo. Mesmo com o assassinato do rei, a rainha não pôde impedir a expedição de La Ravardiere, pois não tinha
autoridade para revogar uma lei e o rei Luís XIII, ainda criança, não poderia reinar em plenitude. (Martins, 2008.) Daniel de La Touche, intitulado Senhor de La Ravardiere, continuou sua expedição e veio para o Brasil, onde fundou São Luís.
Dentre seus objetivos, podemos apontar:
Graças ao prestígio pessoal de Victorino nas altas esferas administrativas e junto aos figurões do país (prestígio que se conservou em
alta e efetivo, passando de presidente a presidente, até sua morte e além dela) como uma época de grandes vantagens para o Estado,
com o carreamento de vultosas verbas, que, se bem aplicadas, teriam dado ao Maranhão um grande progresso. Desviadas, porém,
pelos amigos e correligionários, aos quais se garantiam todas as imunidades e forneciam meio para aniquilamento dos contrários.
(BOTELHO, Joan. Conhecendo e Debatendo a História do Maranhão. 1ª ed. São Luís: Fort Gráfica, 2007.)
São públicas e notórias as estratégias e articulações chefiadas por Vitorino Freire que levaram, posteriormente, à montagem
do “Vitorinismo”, enquanto sistema político, através de suas práticas coronelísticas (autoritárias e violentas). A greve de
1951 representou para o Vitorinismo:
Criadas durante a administração pombalina, as companhias monopolistas de comércio foram parte integrante dos planos de
reestruturação econômica de Portugal. Essas organizações acabariam por controlar a entrada e a saída dos produtos das
colônias portuguesas, antes realizadas, em sua maioria, por comerciantes estrangeiros. Com a morte de D. João V, assumiu o
trono seu filho, D. José I. O fatal acontecimento do terremoto de Lisboa, em 1755, foi decisivo para que Sebastião José de
Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, assumisse o cargo de Ministro de Negócios do Reino; muita coisa mudaria a partir de
então.
(MAXWELL, Keneth. Marquês de Pombal: o paradoxo do iluminismo. 2ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. p. 6-7.)
Por Alvará Régio, de 7 de junho de 1755, foi criada a Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão. Dentre as funções
e ações desenvolvidas pela Companhia, é possível apontar: