Os estudos das línguas de sinais se concentraram na
fonologia desde Willian Stokoe em 1960, primeiro linguista a
propor um modelo fonológico de análise das línguas de
sinais a partir da Língua de Sinais Americana.
Stokoe apresenta um estudo das unidades de:
João é surdo, filho de pais ouvintes. Até os 9 anos, ele nunca
tinha visto nada relacionado à Libras. Aos 10 anos João
conhece uma amiga de sua mãe que é intérprete de Libras e
o leva para uma escola onde há vários outros alunos surdos.
João começa a estudar nesta escola e com o contato com os
colegas surdos, inicia o processo de aquisição da Libras.
No modelo de pensamento clínico-patológico, os familiares
ouvintes procuram escolas em que a língua oral será a
língua de instrução para os filhos surdos, pois acreditam que
a escola para ouvintes é a melhor (ou a única) modalidade
de ensino para as crianças surdas. Esses familiares
acreditam que, como a criança surda usa aparelhos de
amplificação sonora e faz tratamentos fonoaudiológicos, a
surdez está sendo “curada” e, por isso, os filhos devem
estudar em escolas para ouvintes, utilizando apenas a
modalidade oral de comunicação.
Este pensamento se distancia da visão sócio-antropológica
por:
Os códigos de ética do profissional intérprete mais recentes
apresentam visões de “fidelidade” (APILRJ), “equivalência
linguística e extralinguística” (AGILS) e “equivalência de
sentido” (FEBRAPILS), nos quais já se fazem ecoar, mesmo
que de maneira tênue e instável, os mais recentes
desdobramentos das teorias de linguagem e tradução
contemporâneas.
Neste sentido, tais códigos:
A lei 12.319, de 1º de setembro de 2010, se caracteriza
como um marco histórico para a profissão de
tradutor/intérprete de Libras e língua portuguesa no Brasil.
A lei regulamenta o exercício desta profissão e assegura
que:
Entender que a surdez é uma deficiência, uma patologia e
que esta precisa ser tratada e corrigida com terapias de fala
é uma visão clínico-terapêutica da surdez.
Por outro lado, na visão sócio-antropológica:
O atual Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) foi
criado em meados do século XIX por iniciativa do surdo
francês E. Huet, tendo como primeira denominação Collégio
Nacional para Surdos-Mudos, de ambos os sexos. O colégio
começou a funcionar em 1º de janeiro de 1856, mesma data
em que foi publicada a proposta de ensino apresentada por
Huet. Essa proposta continha as disciplinas de Língua Portuguesa, Aritmética, Geografia, História do Brasil,
Escrituração Mercantil, Linguagem Articulada, Doutrina
Cristã e Leitura sobre os Lábios.
Ainda sobre o INES, assinale a alternativa correta:
Para os fins deste Decreto, considera-se pessoa surda
aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage
com o mundo por meio de experiências visuais,
manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua
Brasileira de Sinais - Libras. Este e outros artigos constituem
o Decreto 5.626 de 22 de dezembro de 2005.
O decreto delibera, dentre outras disposições, sobre:
Em estruturas topicalizadas na Libras, nas quais o objeto é
introduzido inicialmente para informar o que está sendo
falado para, só então, a sentença ser apresentada,
normalmente o objeto está associado a uma marca não
manual de tópico, representada: