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A QUESTÃO REFERE-SE AO ROMANCE O MEU AMIGO PINTOR, DE LYGIA BOJUNGA (Rio de Janeiro: Casa Lygia Bojunga, 2015).
O suicídio é um tema central em O Meu Amigo Pintor.
Com base no comportamento dos personagens adultos, deduz-se que esse tema se caracteriza como:
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A QUESTÃO REFERE-SE AO LIVRO ANOS DE CHUMBO E OUTROS CONTOS, DE CHICO BUARQUE (São Paulo: Companhia das Letras, 2021).
CONTO “ANOS DE CHUMBO”
Chico Buarque, além de escritor de contos e romances, também é compositor de canções, várias sobre o mesmo período da história do Brasil retratado em Anos de chumbo. Abaixo, encontram-se estrofes de canções compostas por Chico Buarque.
A estrofe que melhor se relaciona com o desfecho do conto Anos de chumbo é:
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A QUESTÃO REFERE-SE AO LIVRO ANOS DE CHUMBO E OUTROS CONTOS, DE CHICO BUARQUE (São Paulo: Companhia das Letras, 2021).
CONTO “ANOS DE CHUMBO”
o major citava o prestígio que meu pai gozava entre os subordinados. A todo o oficialato ele se impunha pelo exemplo, como ao sacrificar suas horas de repouso e lazer no recesso do lar para se ocupar dos seus prisioneiros noite adentro. O major explicava à minha mãe que esses delinquentes, tanto homens quanto mulheres, ficavam horas pendurados numa barra de ferro, mais ou menos como frangos no espeto. (p. 162)
Considerando que o conto faz referência à década de 1970, o trabalho do pai do narrador, mencionado no trecho acima, consiste em:
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A QUESTÃO REFERE-SE AO LIVRO ANOS DE CHUMBO E OUTROS CONTOS, DE CHICO BUARQUE (São Paulo: Companhia das Letras, 2021).
CONTO “ANOS DE CHUMBO”
Mais tarde, ele passou a vir mesmo nas noites em que meu pai dava plantão no quartel, e antes de dormir eu vinha cumprimentar os dois, tentando me enxerir um pouco nos assuntos deles. Assim eu soube que era ele, o major, quem delegava ao capitão, meu pai, missões especiais que deveriam nos orgulhar, à minha mãe e a mim. Era uma tarefa dura e perigosa, porque ele enfrentava um inimigo traiçoeiro, e aqui não estávamos falando de soldados de chumbo (p. 160)
No trecho, o menino se refere às missões especiais atribuídas a seu pai.
Ao longo do conto, essas missões se revelam como índice narrativo de:
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A QUESTÃO REFERE-SE AO LIVRO ANOS DE CHUMBO E OUTROS CONTOS, DE CHICO BUARQUE (São Paulo: Companhia das Letras, 2021).
Há temáticas que se repetem ao longo do livro de Chico Buarque.
Nos contos Meu tio e Anos de chumbo, identifica-se o seguinte tema comum:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Saquarema-RJ
Texto 3 - Sinopse do filme Parasita, longa-metragem sul-coreano de 2019 ganhador de diversos prêmios
Em Parasita, toda a família de Ki-taek está desempregada, vivendo num porão sujo e apertado. Uma obra do acaso faz com que o filho adolescente da família comece a dar aulas de inglês à garota de uma família rica. Fascinados com a vida luxuosa destas pessoas, pai, mãe, filho e filha bolam um plano para se infiltrarem também na família burguesa, um a um. No entanto, os segredos e mentiras necessários à ascensão social custarão caro a todos.
Fonte: https://www.adorocinema.com/filmes/filme255238/. Acesso em: 16/11/2022
Texto 1: Piscina
Era uma esplêndida residência, na Lagoa Rodrigo de Freitas, cercada de jardins e, tendo ao lado, uma bela piscina. Pena que a favela, com seus barracos grotescos se alastrando pela encosta do morro, comprometesse tanto a paisagem.
Diariamente desfilavam diante do portão aquelas mulheres silenciosas e magras, lata d'água na cabeça. De vez em quando surgia sobre a grade a carinha de uma criança, olhos grandes e atentos, espiando o jardim. Outras vezes eram as próprias mulheres que se detinham e ficavam olhando.
Naquela manhã de sábado ele tomava seu gim-tônica no terraço, e a mulher um banho de sol, estirada de maiô à beira da piscina, quando perceberam que alguém os observava pelo portão entreaberto.
Era um ser encardido, cujos trapos em forma de saia não bastavam para defini-la como mulher. Segurava uma lata na mão, e estava parada, à espreita, silenciosa como um bicho. Por um instante as duas mulheres se olharam, separadamente pela piscina.
De súbito pareceu à dona de casa que a estranha criatura se esgueirava, portão adentro, sem tirar dela os olhos. Ergue-se um pouco, apoiando-se no cotovelo, e viu com terror que ela se aproximava lentamente: já atingia a piscina, agachava-se junto à borda de azulejos, sempre a olhá-la, em desafio, e agora colhia água com a lata. Depois, sem uma palavra, iniciou uma cautelosa retirada, meio de lado, equilibrando a lata na cabeça - e em pouco sumia-se pelo portão.
Lá no terraço o marido, fascinado, assistiu a toda a cena. Não durou mais de um ou dois minutos, mas lhe pareceu sinistra como os instantes tensos de silêncio e de paz que antecedem um combate. Não teve dúvida: na semana seguinte vende a casa.
FERNANDO SABINO
In: A mulher do vizinho. Rio de Janeiro: Nova fronteira, 1976.
Texto 2 - O BICHO
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio,
Catando comida entre os detritos.
Quando achava aluma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão.
Não era um gato.
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
MANUEL BANDEIRA
In: Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José
Olympio, 1973.
Os três textos - Piscina, O bicho e a sinopse do filme Parasita - localizam a desigualdade social em determinados espaços, caracterizando-os como forma de construção de significado para os textos. Os trechos que exemplificam esta afirmação, em Piscina, O bicho e a sinopse do filme, são, respectivamente:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBAM
Orgão: Pref. Saquarema-RJ
Texto 1: Piscina
Era uma esplêndida residência, na Lagoa Rodrigo de Freitas, cercada de jardins e, tendo ao lado, uma bela piscina. Pena que a favela, com seus barracos grotescos se alastrando pela encosta do morro, comprometesse tanto a paisagem.
Diariamente desfilavam diante do portão aquelas mulheres silenciosas e magras, lata d'água na cabeça. De vez em quando surgia sobre a grade a carinha de uma criança, olhos grandes e atentos, espiando o jardim. Outras vezes eram as próprias mulheres que se detinham e ficavam olhando.
Naquela manhã de sábado ele tomava seu gim-tônica no terraço, e a mulher um banho de sol, estirada de maiô à beira da piscina, quando perceberam que alguém os observava pelo portão entreaberto.
Era um ser encardido, cujos trapos em forma de saia não bastavam para defini-la como mulher. Segurava uma lata na mão, e estava parada, à espreita, silenciosa como um bicho. Por um instante as duas mulheres se olharam, separadamente pela piscina.
De súbito pareceu à dona de casa que a estranha criatura se esgueirava, portão adentro, sem tirar dela os olhos. Ergue-se um pouco, apoiando-se no cotovelo, e viu com terror que ela se aproximava lentamente: já atingia a piscina, agachava-se junto à borda de azulejos, sempre a olhá-la, em desafio, e agora colhia água com a lata. Depois, sem uma palavra, iniciou uma cautelosa retirada, meio de lado, equilibrando a lata na cabeça - e em pouco sumia-se pelo portão.
Lá no terraço o marido, fascinado, assistiu a toda a cena. Não durou mais de um ou dois minutos, mas lhe pareceu sinistra como os instantes tensos de silêncio e de paz que antecedem um combate. Não teve dúvida: na semana seguinte vende a casa.
FERNANDO SABINO
In: A mulher do vizinho. Rio de Janeiro: Nova fronteira,
1976.
Texto 2 - O BICHO
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio,
Catando comida entre os detritos.
Quando achava aluma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão.
Não era um gato.
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
MANUEL BANDEIRA
In: Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José
Olympio, 1973.
Para construir significado, os textos O bicho e Piscina lançam mão de processo metafórico. Nestes textos, as pessoas em condição de vulnerabilidade social são comparadas a bicho. A alternativa que traz dois excertos, um de cada texto, que exemplificam esse processo metafórico é a seguinte:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SESI-SP
O movimento do passinho é uma expressão artístico-cultural que
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SESI-SP
Texto 3A4-II
Agora torna a minha pergunta: E que faria neste caso, ou que devia fazer o semeador evangélico, vendo tão mal logrados seus primeiros trabalhos? Deixaria a lavoura? Desistiria da sementeira? Ficar-se-ia ocioso no campo, só porque tinha lá ido? Parece que não. [...]
Dá-me grande exemplo o semeador, porque, depois de perder a primeira, a segunda e a terceira parte do trigo, aproveitou a quarta e última, e colheu dela muito fruto. Já que se perderam as três partes da vida, já que uma parte da idade a levaram os espinhos, já que outra parte a levaram as pedras, já que outra parte a levaram os caminhos, e tantos caminhos, esta quarta e última parte, este último quartel da vida, por que se perderá também? Por que não dará fruto? Por que não terão também os anos o que tem o ano? O ano tem tempo para as flores e tempo para os frutos. Por que não terá também o seu Outono a vida? As flores, umas caem, outras secam, outras murcham, outras leva o vento; aquelas poucas que se pegam ao tronco e se convertem em fruto, só essas são as venturosas, só essas são as que aproveitam, só essas são as que sustentam o Mundo.
Padre Antonio Vieira. Sermão da sexagésima. In: Sermões escolhidos. v.2, São Paulo: Edameris, 1965. Internet: <www.dominiopublico.gov.br> (com adaptações).
No Sermão da sexagésima, o padre Vieira discorre a respeito da pouca eficácia das pregações religiosas sobre os fiéis em sua época. Considerando o texto 3A4-II e os aspectos da obra do padre Vieira, assinale a opção correta.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SESI-SP
Texto 3A4-I
Rios sem discurso
Quando um rio corta, corta-se de vez
o discurso-rio de água que ele fazia;
cortado, a água se quebra em pedaços,
em poços de água, em água paralítica.
Em situação de poço, a água equivale
a uma palavra em situação dicionária:
isolada, estanque no poço dela mesma,
e porque assim estanque, estancada;
e mais: porque assim estancada, muda,
e muda porque com nenhuma comunica,
porque cortou-se a sintaxe desse rio,
o fio de água por que ele discorria.
O curso de um rio, seu discurso-rio,
chega raramente a se reatar de vez;
um rio precisa de muito fio de água
para refazer o fio antigo que o fez.
Salvo a grandiloquência de uma cheia
lhe impondo interina outra linguagem,
um rio precisa de muita água em fios
para que todos os poços se enfrasem:
se reatando, de um para outro poço,
em frases curtas, então frase e frase,
até a sentença-rio do discurso único
em que se tem voz a seca ele combate.
João Cabral de Melo Neto. A educação pela pedra.
In: Obra completa: volume único. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, p. 350-1.
O texto 3A4-I ilustra a poesia da terceira fase do Modernismo brasileiro ou a chamada “geração de 45”. Considerando a leitura do poema e aspectos da obra do autor, assinale a opção correta.
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Caderno Container