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Texto 1
Via láctea
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas”.
Fonte: Melhores poemas de Olavo Bilac, cit, p. 44
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Capela Santana-RS
( ) Chama-se metro a medida das sílabas que formam o verso. Para fazer a escansão, isto é, a contagem das sílabas métricas, basta que se siga a contagem de todas as sílabas do verso. Assim, o verso “Eu/fui/à/ta/re/fa/num/tem/po/de/dra/ma” apresenta 12 sílabas métricas.
( ) Denomina-se rima a semelhança sonora dos fonemas da última sílaba tônica do verso. Quando as palavras que rimam pertencem à mesma classe morfológica, tem-se rima rica (caso de “morrer”/“dizer”, ambos verbos); já quando se trata de palavras pertencentes a classes gramaticais diferentes, há rima pobre (caso de “mar”/“passar”, substantivo e verbo, respectivamente).
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Capela Santana-RS
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Capela Santana-RS
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FGV
Orgão: Pref. São José Campos-SP
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Sinimbu-RS
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. Santa Helena-SC
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. Santa Helena-SC
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O QUINTO IMPÉRIO
Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer de asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!
Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição da raiz —
Ter por vida a sepultura.
Eras sobre eras se somem
No tempo que em eras vem.
Ser descontente é ser homem.
Que as forças cegas se domem
Pela visão que a alma tem!
E assim, passados os quatro
Tempos do ser que sonhou,
A terra será teatro
Do dia claro, que no atro
Da erma noite começou.
Grécia, Roma, Cristandade,
Europa — os quatro se vão
Para onde vai toda idade.
Quem vem viver a verdade
Que morreu D. Sebastião?
Fernando Pessoa. Mensagem.
Mensagem reconduz a história de Portugal a partir de uma reinterpretação do tempo histórico.
No poema, o tempo é encarado segundo uma concepção
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