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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDATEC
Orgão: IFC
Instrução: A questão de número 28 refere-se ao poema abaixo.
Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar…
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar…
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar…
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar…
Estava perto do céu,
Estava longe do mar…
E como um anjo pendeu
As asas para voar…
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar…
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par…
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar…
Sobre o poema apresentado anteriormente, do poeta simbolista Alphonsus de Guimaraens, assinale a alternativa que NÃO indica uma característica simbolista presente no texto.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDATEC
Orgão: IFC
Instrução: A questão de número 27 refere-se ao texto abaixo.
O Vergalho
Tais eram as reflexões que eu vinha fazendo, por aquele Valongo fora, logo depois de ver e ajustar a casa. Interrompeu-mas um ajuntamento; era um preto que vergalhava outro na praça. O outro não se atrevia a fugir; gemia somente estas únicas palavras:
— «Não, perdão, meu senhor; meu senhor, perdão! » Mas o primeiro não fazia caso, e, a cada suplica, respondia com uma vergalhada nova.
— Toma, diabo! dizia ele; toma mais perdão, bêbado!
— Meu senhor! gemia o outro.
— Cala a boca, besta! replicava o vergalho.
Parei, olhei... Justos céus! Quem havia de ser o do vergalho? Nada menos que o meu moleque Prudêncio, — o que meu pai libertara alguns anos antes. Cheguei-me; ele deteve-se logo e pediume a benção; perguntei-lhe se aquele preto era escravo dele.
— E, sim, nhonhô.
— Fez-te alguma cousa?
— É um vadio e um bêbado muito grande. Ainda hoje deixei ele na quitanda, em quanto eu ia lá embaixo na cidade, e ele deixou a quitanda para ir na venda beber.
— Está bom, perdoa-lhe, disse eu.
— Pois não, nhonhô. Nhonhô manda, não pede. Entra para casa, bêbado!
Saí do grupo, que me olhava espantado e cochichava as suas conjecturas. Segui caminho, a cavar cá dentro uma infinidade de reflexões, que sinto haver inteiramente perdido; aliás, seria matéria para um bom capitulo, e talvez alegre. Eu gosto dos capítulos alegres; é o meu fraco. Exteriormente, era torvo o episodio do Valongo; mas só exteriormente. Logo que meti mais dentro a faca do raciocínio achei-lhe um miolo gaiato, fino, e até profundo. Era um modo que o Prudêncio tinha de se desfazer das pancadas recebidas, — transmitindo-as a outro. Eu, em criança, montava-o, punha-lhe um freio na boca, e desancava-o sem compaixão; elle gemia e sofria. Agora, porém, que era livre, dispunha de si mesmo, dos braços, das pernas, podia, trabalhar, folgar, dormir, desagrilhoado da antiga condição, agora é que ele se desbancava: comprou um escravo, e ia-lhe pagando, com alto juro, as quantias que de mim recebera. Vejam as subtilezas do maroto!
Considerando-se a temática e os aspectos formais da escrita, assinale a alternativa que indica à qual movimento literário seu autor é considerado como pertencente.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBADE
Orgão: Pref. Tarauacá-AC
Leia o soneto abaixo.
Soneto da fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
COUTINHO, Afrânio (org.) - Vinícius de Moraes - Obra Poética. Rio de Janeiro: José Aguilar Editora, 1968. p. 293. Disponível em: http://www.nilc.icmc.usp.br/nilc/literatura/sonetodafideli dade.htm. Acesso em: 02 jan. 2023.
As rimas do soneto ocorrem por meio da utilização majoritária de:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Pref. Ituberá-BA
Sobre os versos de Vinicius de Moraes, julgue as assertivas com V(Verdadeiro) ou F(Falso). Em seguida, marque a alternativa correta.
(Primeiro Quarteto ou Primeira Estrofe)
“De tudo ao meu amor serei atento / Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto / Que mesmo em face do maior encanto / Dele se encante mais meu pensamento”.
(Segundo Quarteto ou Segunda Estrofe)
“Quero vivê-lo em cada vão momento / E em seu louvor hei de espalhar meu canto / E rir meu riso e derramar meu pranto / Ao seu pesar ou seu contentamento”.
I - Os versos do primeiro quarteto têm rimas preciosas.
II - Há expressões que identificam características de infidelidade amorosa.
III - A expressão: “E rir meu riso” exemplifica pleonasmo.
IV - Na segunda estrofe, temos exemplo de pronome posposto ao verbo.
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O leitor perceberá que me coloquei deliberadamente no ângulo dos nossos primeiros românticos e dos críticos estrangeiros que, antes deles, localizaram na fase arcádica o início da nossa verdadeira literatura, graças à manifestação de temas, notadamente o Indianismo, que dominarão a produção oitocentista. Esses críticos conceberam a literatura do Brasil como expressão da realidade local, e ao mesmo tempo, elemento positivo na construção nacional. (CANDIDO, 1959, p. 25).
O excerto aborda a relação entre sociedade e literatura no processo de formação de um ideal de nação, a partir da construção de um imaginário sobre o que é o país e o que é o brasileiro. Acerca da Literatura produzida no século XIX e do seu impacto na formação da ideia que se tem de nação e do imaginário nacionalista, é correto afirmar:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Butiá-RS
Analisar a sentença abaixo:
Do mesmo modo que as línguas diferem na análise da realidade, elas diferem também entre si por possuírem sons típicos (fonemas) (1ª parte). Os fonemas de que se valem os falantes de diferentes idiomas, para expressar-se, são semelhantes, mas não são, absolutamente, iguais (2ª parte).
A sentença está:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Butiá-RS
Conforme Saussure, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
A língua não constitui, pois, uma função do falante: é o produto que o indivíduo registra ; não supõe jamais , e a reflexão nela intervém somente para a atividade de classificação. [...] A fala é, ao contrário, um ato de vontade e inteligência.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Butiá-RS
Segundo Gonzaga, o malandro é um aventureiro astucioso, que busca tirar vantagem em tudo, vivendo uma zona intermediária entre a sociedade organizada e a semimarginalidade, e sua sobrevivência passa por uma relativa ausência de ética, bem como por uma prática contínua de esperteza.
Assinalar a alternativa que apresenta uma obra literária que retratou a emergência da malandragem como opção de vida dos pobres livres no século XIX a partir do personagem central:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: OBJETIVA
Orgão: Pref. Butiá-RS
Considerando-se as concepções de linguagem, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(_) O homem não é só cogitatio, a linguagem não é só pensamento. A linguagem, assim entendida, não é automática, mas intencional, não mero estoque de palavras (ou regras), mas um modo de usá-las, um trabalho.
(_) Assim, a linguagem não é nem simples emissão de sons, nem simples sistema convencional, como quer um certo positivismo, nem tampouco tradução imperfeita do pensamento, vestimenta de ideias mudas e verdadeiras, como a concebe um pensamento idealista. Pelo contrário, é criação de sentido, encarnação de significação e, como tal, ela dá origem à comunicação.
(_) À medida em que a escola concebe o ensino da língua como simples sistema de normas, conjunto de regras gramaticais, visando a produção correta do enunciado comunicativo culto, lança mão de uma concepção de linguagem como máscara do pensamento que é preciso moldar, domar para, policiando-a, dominá-la, fugindo ao risco permanente de subversão criativa, ao risco do predicar como ato de invenção e liberdade.
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