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4141705 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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A IDEIA

 

De onde ela vem?! De que matéria bruta

Vem essa luz que sobre as nebulosas

Cai de incógnitas criptas misteriosas

Como as estalactites duma gruta?!

 

Vem da psicogenética1 e alta luta

Do feixe de moléculas nervosas,

Que, em desintegrações maravilhosas,

Delibera, e depois, quer e executa!

 

Vem do encéfalo absconso2 que a constringe3,

Chega em seguida às cordas da laringe,

Tísica4, tênue, mínima, raquítica ...

 

Quebra a força centrípeta que a amarra,

Mas, de repente, e quase morta, esbarra

No molambo5 da língua paralítica!

 

Fonte: ANJOS, Augusto dos. Eu e outras poesias. 42. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998. Disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv.00054a.pdf

 

Dado o contexto do poema, avalie cada assertiva abaixo, se é V (verdadeira) ou F (falsa). Depois, assinale a sequência CORRETA.

 

( ) "tísica", "mínima", "raquítica" e "centrípeta" são adjetivos que desempenham a função de predicativo do sujeito.

 

( ) Em "a força centrípeta", "força" é substantivo e atua como núcleo do sujeito.

 

( ) Em "que a constringe" e "que a amarra", "a" é pronome pessoal e exerce a função de objeto direto.

 

( ) "executa" é um verbo regular, que é classificado como intransitivo.

 

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4141704 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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A IDEIA

 

De onde ela vem?! De que matéria bruta

Vem essa luz que sobre as nebulosas

Cai de incógnitas criptas misteriosas

Como as estalactites duma gruta?!

 

Vem da psicogenética1 e alta luta

Do feixe de moléculas nervosas,

Que, em desintegrações maravilhosas,

Delibera, e depois, quer e executa!

 

Vem do encéfalo absconso2 que a constringe3,

Chega em seguida às cordas da laringe,

Tísica4, tênue, mínima, raquítica ...

 

Quebra a força centrípeta que a amarra,

Mas, de repente, e quase morta, esbarra

No molambo5 da língua paralítica!

 

Fonte: ANJOS, Augusto dos. Eu e outras poesias. 42. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998. Disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv.00054a.pdf

 

Glossário:

1 psicogenética: origem e evolução das funções psíquicas.

2 absconso: oculto, escondido.

3 constringir: apertar.

4 tísico: tuberculoso, fraco.

5 molambo: farrapo.

 

Uma característica do Parnasianismo evidenciada no poema é a

 

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4141703 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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"Prefiro a prosa ao verso, como modo de arte, por duas razões, das quais a primeira, que é minha, é que não tenho escolha, pois sou incapaz de escrever em verso. A segunda, porém, é de todos, e não é - creio bem - uma sombra ou disfarce da primeira. Vale pois a pena que eu a esfie, porque toca no sentido íntimo de toda a valia da arte.

 

Considero o verso como uma coisa intermédia, uma passagem da música para a prosa. Como a música, o verso é limitado por leis rítmicas, que, ainda que não sejam as leis rígidas do verso regular, existem todavia como resguardos, coações, dispositivos automáticos de opressão e castigo. Na prosa falamos livres. Podemos incluir ritmos musicais, e contudo pensar. Podemos incluir ritmos poéticos, e contudo estar fora deles. Um ritmo ocasional de verso não estorva a prosa; um ritmo ocasional de prosa faz tropeçar o verso.

 

Na prosa se engloba toda a arte - em parte porque na palavra se contém todo o mundo, em parte porque na palavra livre se contém toda a possibilidade de o dizer e pensar. Na prosa damos tudo, por transposição: a cor e a forma, que a pintura não pode dar senão diretamente, em elas mesmas, sem dimensão íntima; o ritmo, que a música não pode dar senão diretamente, nele mesmo, sem corpo formal, nem aquele segundo corpo que é a ideia; a estrutura, que o arquiteto tem que formar de coisas duras, dadas, externas, e nós erguemos em ritmos, em indecisões, em decursos e fluidezas; a realidade, que o escultor tem que deixar no mundo, sem aura nem transubstanciação; a poesia, enfim, em que o poeta, como o iniciado numa ordem oculta, é servo, ainda que voluntário, de um grau e de um ritual."

Fonte: PESSOA, Fernando. O livro do desassossego. São Paulo: Brasiliense, 1986. Disponível em http://arquivopessoa.neUtextos/4527

 

O livro do desassossego é assinado por Bernardo Soares, um dos heterônimos de Fernando Pessoa. Sobre tais heterônimos, assinale a alternativa CORRETA.

 

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4141702 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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"Prefiro a prosa ao verso, como modo de arte, por duas razões, das quais a primeira, que é minha, é que não tenho escolha, pois sou incapaz de escrever em verso. A segunda, porém, é de todos, e não é - creio bem - uma sombra ou disfarce da primeira. Vale pois a pena que eu a esfie, porque toca no sentido íntimo de toda a valia da arte.

 

Considero o verso como uma coisa intermédia, uma passagem da música para a prosa. Como a música, o verso é limitado por leis rítmicas, que, ainda que não sejam as leis rígidas do verso regular, existem todavia como resguardos, coações, dispositivos automáticos de opressão e castigo. Na prosa falamos livres. Podemos incluir ritmos musicais, e contudo pensar. Podemos incluir ritmos poéticos, e contudo estar fora deles. Um ritmo ocasional de verso não estorva a prosa; um ritmo ocasional de prosa faz tropeçar o verso.

 

Na prosa se engloba toda a arte - em parte porque na palavra se contém todo o mundo, em parte porque na palavra livre se contém toda a possibilidade de o dizer e pensar. Na prosa damos tudo, por transposição: a cor e a forma, que a pintura não pode dar senão diretamente, em elas mesmas, sem dimensão íntima; o ritmo, que a música não pode dar senão diretamente, nele mesmo, sem corpo formal, nem aquele segundo corpo que é a ideia; a estrutura, que o arquiteto tem que formar de coisas duras, dadas, externas, e nós erguemos em ritmos, em indecisões, em decursos e fluidezas; a realidade, que o escultor tem que deixar no mundo, sem aura nem transubstanciação; a poesia, enfim, em que o poeta, como o iniciado numa ordem oculta, é servo, ainda que voluntário, de um grau e de um ritual."

Fonte: PESSOA, Fernando. O livro do desassossego. São Paulo: Brasiliense, 1986. Disponível em http://arquivopessoa.neUtextos/4527

 

Segundo os argumentos desenvolvidos, o narrador

 

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4129501 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia os versos de Gonçalves Dias.

 

Sentado em sítio escuso descansava

Dos Timbiras o chefe em trono anoso,

Itajubá, o valente, o destemido

Acoçador das feras, o guerreiro

Fabricador das incansáveis lutas.

Seu pai, chefe também, também Timbira,

Chamava-se o Jaguar: dele era fama

Que os musculosos membros repeliam

A flecha sibilante, e que o seu crânio

Da maça aos tesos golpes não cedia.

 

(Os Timbiras. https://www.dominiopublico.gov.br. Acesso em 29.08.2025. Adaptado)

 

A temática dos versos permite identificar uma das vertentes do Romantismo brasileiro, que é

 

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4129500 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia os versos de “Mar português”, de Fernando Pessoa.

 

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar

Para que fosses nosso, ó mar!

 

Valeu a pena? Tudo vale a pena

Se a alma não é pequena.

Quem quer passar além do Bojador

Tem de passar além da dor.

Deus ao mar o perigo e o abismo deu,

Mas nele é que espelhou o céu.

 

(Fernando Pessoa. Mensagem. Obra Poética.

Rio de Janeiro: Nova Aguillar, 1986, p. 16)

 

O poeta do Modernismo remete à temática da célebre epopeia “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões. Nos versos de Fernando Pessoa, o eu lírico

 

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4129499 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Escritor plural, Mário de Andrade produziu obras inspiradas em suas pesquisas sobre o folclore brasileiro. Tal procedimento pode ser constatado no seguinte trecho:

 

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4129498 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

O contexto em que se desenvolveu o Romantismo expressou-se, na literatura, por meio de

 

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4129497 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Leia o poema de Carlos Drummond de Andrade.

Poema do jornal

 

O fato ainda não acabou de acontecer

e já a mão nervosa do repórter

o transforma em notícia.

O marido está matando a mulher.

A mulher ensanguentada grita.

Ladrões arrombam o cofre.

A polícia dissolve o meeting.

A pena escreve.

 

Vem da sala de linotipos a doce música mecânica.

 

(Alguma poesia. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguillar, 1979, p. 82)

 

Esse poema exemplifica uma determinada vertente da poesia de Drummond, a saber, a poesia voltada para

 

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4129411 Ano: 2025
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: PPS

Fernando Pessoa “criou” outros poetas, a quem deu personalidade própria — são seus heterônimos, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, cujas obras convivem com a sua.

 

Sabendo disso, leia o fragmento a seguir.

 

À dolorosa luz das grandes lâmpadas elétricas da fábrica

Escrevo rangendo os dentes, fera para a beleza disto,

Para a beleza disto totalmente desconhecida dos antigos.

 

Ó rodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r eterno!

Forte espasmo retido dos maquinismos em fúria!

Em fúria fora e dentro de mim,

Por todos os meus nervos dissecados fora,

Por todas as papilas fora de tudo com que eu sinto!

Tenho os lábios secos, ó grandes ruídos modernos,

De vos ouvir demasiadamente de perto,

E arde-me a cabeça de vos querer cantar com um excesso

De expressão de todas as minhas sensações,

Com um excesso contemporâneo de vós, ó máquinas!

 

(Fernando Pessoa, Obra Completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,1986. p. 240)

 

A análise do poema permite atribuí-lo ao heterônimo

 

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