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1769227 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FEPESE
Orgão: Pref. Concórdia-SC
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Texto 1 O conceito de língua

Língua é um conceito inalcançável por critérios apenas linguísticos. Falantes de diferentes variedades se reconhecem, por razões históricas, socioculturais e políticas, como falantes da mesma língua, ainda que haja poucas semelhanças léxico-gramaticais entre as variedades e, em certas situações, não haja sequer mútua inteligibilidade, como no caso dos falantes de chinês; ou dos falantes do iraquiano e do marroquino que se consideram todos falantes de árabe.

A língua “comum”, a que se dá um nome singular (português ou a língua portuguesa, por exemplo), é, de fato, um ente construído pelo imaginário social que, por um complexo entrelaçamento de fatores históricos, políticos e socioculturais, idealiza um objeto uno onde não há, efetivamente, unidade. O imaginário social se utiliza de uma rede conceitual para manter essa idealização em pé. Um dos mecanismos operativos aí presentes é confundir uma determinada variedade com a própria língua – é a chamada ideologia da língua-padrão/norma-padrão (cf. Milroy, 2011). Ao identificar a língua exclusivamente com as formas padronizadas, esse modelo ideológico desqualifica a heterogeneidade linguística e os processos de variação e mudança.

Do ponto de vista estritamente linguístico, a realidade recortada e identificada como uma língua é constituída por um conjunto de variedades, de normas, de gramáticas. Se não perdermos de vista essa perspectiva da heterogeneidade intrínseca do que chamamos de língua, podemos, em princípio, continuar a usar, por razões práticas, esse termo e suas designações singulares. Dizer isso não implica afirmar que a constituição e o funcionamento sociocultural do ente língua não sejam relevantes.

Destrinçar o emaranhado de critérios culturais e políticos que historicamente dá forma ao conceito imaginário de língua, assim como explicar seu funcionamento sociocultural constituem tarefas da Linguística. Nesse caso, os linguistas não podem trabalhar de forma isolada. Precisam se associar aos historiadores, antropólogos, sociólogos e psicólogos sociais. Só uma investigação multidisciplinar pode esclarecer essa intrincada questão.

FARACO, Carlos Alberto; ZILLES, Ana Maria. Para conhecer norma

linguística. São Paulo: Contexto, 2017. p. 29-31. Adaptado.

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), em consonância com o texto 1.

( ) A língua é uma entidade recortada por um entrecruzamento de critérios históricos, socioculturais e políticos.

( ) Definida de uma perspectiva linguística, a língua equivale à norma-padrão.

( ) A heterogeneidade constitutiva da língua está diretamente relacionada com a diversidade dos grupos humanos que se reconhecem como seus falantes.

( ) Cada língua é constituída por diferentes normas e diferentes gramáticas.

( ) O principal critério para se reconhecer uma língua é a capacidade de compreensão interfalantes.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

 

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1737400 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: Câm. Itaguara-MG
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Saindo criança de São Luís, no Maranhão, para Lisboa, Raimundo viaja órfão de pai, um ex-comerciante português, e afastado da mãe Domingas, uma ex-escrava do pai.

Depois de anos da Europa, Raimundo volta formado para o Brasil. Passa um ano no Rio e decide regressar a São Luís para rever seu tutor e tio, Manuel Pescada.

Bem recebido pela família do tio, Raimundo desperta logo as atenções de sua prima Ana Rosa que, em dado momento, lhe declara seu amor.

Essa paixão correspondida encontra, todavia, três obstáculos: o do pai, que queria a filha casada com um dos caixeiros da loja; o da avó Maria Bárbara, mulher racista; o do Cônego Diogo, comensal da casa e adversário de Raimundo.

Tudo aconteceu quando Raimundo nasceu, seu pai José Pedro da Silva casou-se com Quitéria Inocência de Freitas Santiago, mulher branca. Suspeitando da atenção que José Pedro dedicava ao pequeno Raimundo e à escrava Domingas, Quitéria ordena que açoitem a negra e lhe queimem as partes genitais.

Desesperado, José Pedro carrega o filho e leva-o para a casa do irmão, em São Luís. De volta à fazenda, imaginando Quitéria ainda refugiada na casa da mãe, José Pedro ouve vozes em seu quarto. Invadindo-o, o fazendeiro surpreende Quitéria e o então Padre Diogo, em pleno adultério. Desonrado, o pai de Raimundo mata Quitéria, tendo o Padre como testemunha. Graças à culpa do adultério e à culpa do homicídio, forma-se um pacto de cumplicidade entre ambos. Diante de mais essa desgraça, José Pedro abandona a fazenda, retira-se para a casa do irmão e adoece. Algum tempo depois, já restabelecido, José Pedro resolve voltar à fazenda, mas no meio do caminho, é tocaiado e morto. Por outro lado, aos poucos, o Padre Diogo começa a insinuar-se também, na casa de Manoel Pescada. Raimundo ignorava tudo isso.

Em São Luís, agora adulto, sua preocupação básica é desvendar suas origens e, por isso, insiste com o tio em visitar a fazenda onde nascera. Durante o percurso a São Brás, Raimundo começa a descobrir os primeiros dados sobre suas origens e insiste com o tio para que lhe conceda a mão de Ana Rosa. Depois de várias recusas, Raimundo fica sabendo que o motivo da proibição devia-se à cor de sua pele.

Voltando a São Luís, Raimundo muda-se da casa do tio, decide voltar para o Rio, confessa em carta à Ana Rosa, seu amor; mas acaba não viajando.

Apesar das proibições, Ana Rosa e ele planejam uma fuga. Entretanto, a carta principal é interceptada por um cúmplice do Cônego Diogo, o caixeiro Dias, empregado de Manoel Pescada e forte pretendente, sempre repelido, à mão de Ana Rosa. Na hora da fuga, os namorados são surpreendidos. Arma-se o escândalo, do qual o Cônego é o grande executor. Raimundo retira-se desolado e ao abrir a porta de casa, um tiro acerta-o pelas costas. Com uma arma que lhe emprestara o Cônego Diogo, o caixeiro Dias assassina o rival.

Ana Rosa aborta. Entretanto, seis anos depois, ela é vista saindo de uma recepção oficial, de braço com o senhor Dias e preocupada com os “três filhinhos que ficaram em casa, a dormir”.

O autor da obra mencionada é:

 

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1720324 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR
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Comparando os contos “O Alienista”, de Machado de Assis, e “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa, julgue as afirmações abaixo e assinale a alternativa que apresenta a (s) opção (ões) correta (s):

I. A loucura em “O alienista” relaciona-se mais diretamente a um estado psíquico do que em “A terceira margem do rio”, que constrói imagens mais poéticas e até afetuosas para as atitudes de “anormalidade” do pai.

II. No aspecto da linguagem, tanto o conto “O alienista” quanto o conto “A terceira margem do rio” apresentam inovação na linguagem pelo uso abundante de neologismos (processo de criação de uma nova palavra devido à necessidade de designar novos objetos ou novos conceitos.).

III. Nos dois contos não há possibilidade de estabelecer diferenças claras entre verdade e mentira, loucura e normalidade, realidade e imaginação, dentre outras.

 

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1720323 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR
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No conto “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa, a partida do pai tem como consequência angústias em todos os membros da família.

O trecho que não comprova essa afirmação é:

 

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1720322 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR
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Leia o trecho abaixo de “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa, para responder a questão:

“Nosso pai nada não dizia. Nossa casa, no tempo, ainda era mais próxima do rio, obra de nem quarto de légua: o rio por aí se estendendo grande, fundo, calado que sempre.”

Sobre o trecho transcrito e sobre os conhecimentos adquiridos na leitura de todo o conto, só não se pode afirmar que:

 

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1720321 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR
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Sobre a inauguração do manicômio, em “O Alienista”, de Machado de Assis, assinale a alternativa que completa corretamente a frase abaixo transcrita do conto.

“A foi o nome dado ao asilo, por alusão à , que pela primeira vez apareciam verdes em .”

 

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1720320 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR
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Sobre o conto “O Alienista”, de Machado de Assis, é correto afirmar que:

 

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A cantiga de amigo, em grande parte, possui uma estrutura paralelística. A repetição constante de versos confere ao texto:
 

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Os escritos quinhentistas não são reconhecidos por estudiosos como literatura autenticamente brasileira e sim sobre o Brasil.
Assinale a opção que confirma essa afirmação:
 

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1696888 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ACEP
Orgão: Pref. Aracati-CE
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TEXTO II
O DIPLOMA
Olha o diploma da mamãe! Quem tem sua mamãe, deve lhe oferecer este diploma! Era atrás do edifício da Noite, na passagem lamacenta onde se aglomeram vendedores de canetas automáticas de dez cores, e outros artigos. O rapaz aproximou-se da banca onde se exibiam os diplomas. Pediu licença para pegar um deles, enquanto o vendedor continuava gritando a mercadoria sentimental. Mirou e remirou o papel com atenção. – Onde é que bota o retrato? – Que retrato? – inquiriu o camelô. – O meu, para oferecer a ela... – Ah, compreendo, o cavalheiro quer dar um retratinho a sua mamãe. Muito bem, pode colocar sua bonita estampa nas costas do diploma, está vendo? Timidamente, o rapaz formulou a objeção: – Mas, se ela enquadrar o diploma e pendurar na parede, o retrato fica escondido nas costas. – Perfeitamente, nesse caso, ela pode pendurar o quadro de costas e o amigo fica aparecendo. – Isso não. Eu queria botar meu retrato na frente do diploma, junto disso tudo que está aí escrito. – Não tem problema, cola aqui neste canto, fica mais interessante. O rapaz tirou um embrulhinho do bolso, tirou do embrulhinho sua fotografia em tamanho postal, aplicou-a sobre o diploma, no lugar indicado pelo vendedor. Reconheceu aborrecido: – Cabe não. – Cabe sim. Com licença, cavalheiro. Olhe como ficou bacana. – Assim ele tapa as letras da escrita. – Ora, só umas letrinhas. A maioria das palavras continua visível. Que importância tem tapar algumas palavras? O cavalheiro cobre elas com o carinho de sua fotografia. O rapaz continuava indeciso. Dar um diploma a sua mãe, no dia das Mães, era ideia nova, excitante. Não entendia bem o que fosse diploma, porém, certamente, sua mãe o merecia; e se o diploma levasse o retrato dele, deixava de ser um diploma qualquer, oferecido a qualquer mãe. Mas, como, se não tinham previsto o lugar para o retrato do filho? – Vai levar? – perguntou o camelô, desejoso de fechar o negócio e voltar à pregação oratória – pois eles gostam ainda mais de falar à multidão do que de vender. – Bem… eu levo. Corto o peito do meu retrato, assim ele cabe sem ofender as palavras. E como eu faço para mandar para Inajaroba? – Onde fica isso, meu chapa? – Sergipe, então não sabe? – Até este momento não sabia, mas não tem problema. Enrola, bota no Correio, vai de avião. – Chega todo esbandalhado. – Então, passa ali na papelaria e pede para botar enchimento, fazer um embrulho bem legal. – Mais
um favorzinho, moço – e o rapaz baixou a voz e a cabeça. – Vai dizendo, vai dizendo. – Pode ler para mim o que está escrito aí? Eu não gostava que minha mãe recebesse o diploma sem eu saber o que estou mandando dizer nele... – Como todo prazer - ele leu com ênfase, para o rapaz e para o grupo em redor, a declaração de amor de um filho à sua mãe, em forma de diploma.
Fonte: ANDRADE, C. Drummond de, et al. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1980. v. 2.
Na perspectiva da história da literatura brasileira, Carlos Drummond de Andrade pertence à Segunda Fase do Modernismo ou Fase de Consolidação (1930-1945). Assinale a opção que liste apenas movimentos literários desenvolvidos no Brasil.
 

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