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2530706 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Leia a letra da canção abaixo:
Mariana foi pro mar
Mariana foi pro mar
Deixou seus bens mais valiosos com o cachorro
E foi viajar, foi de coração
Pois o marido saiu pra comprar cigarros e desapareceu
Foi visto no Japão, com a vizinha, sua ex-melhor amiga
Mariana foi ao chão
E ela pensou por muitas vezes
Se usava sua mauser ou o gás de seu fogão
Mas seu último direito, ela viu que era um erro
Mariana foi pro mar
Mariana se cansou Olhou o que restava de sua vida, sem direito a pensão
Sem um puto pra gastar, sempre foi moça mimada
Mas tinha em si a vocação do lar
E foi numa tarde de domingo que ganhou tudo no bingo
Sorte no jogo azar no amor
E sua bagagem estava pronta, parecia que sabia
Do seu prêmio de consolação
Mudou o itinerário, trocou o funerário
Pelo atraso do avião
Uma lágrima de sal, percorre o seu rosto
misturando-se ao creme facial
Onde foi que ela errou, se acreditava na sinceridade
De sua vida conjugal
E se ela pensava muitas vezes
Se usava uma pistola ou o gás do seu fogão
Mas ela mudou o itinerário, trocou o obituário
Pelo atraso do avião
Hoje ela desfila pela areia
Com total desprezo pelos machos de plantão
Ela está bem diferente, ama ser independente
Mariana foi pro mar
Edgar Scandurra
Disponível em: <https://www.vagalume.com.br/ira/mariana-foi-pro-mar.html>. Acesso em: 16 set. 2016.
A letra da canção escrita por Edgar Scandurra apresenta uma visão do papel da mulher contemporânea que mescla ironia, humor e mazelas pessoais/sociais, assim como os versos de
 

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2530625 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Analise os poemas 1 e 2, para resolução da questão.
Poema 1
O Laço de fita
Não sabes, criança? 'Stou louco de amores...
Prendi meus afetos, formosa Pepita.
Mas onde? No templo, no espaço, nas névoas?!
Não rias, prendi-me
Num laço de fita.
Na selva sombria de tuas madeixas,
Nos negros cabelos da moça bonita,
Fingindo a serpente qu'enlaça a folhagem,
Formoso enroscava-se
O laço de fita.
Meu ser, que voava nas luzes da festa,
Qual pássaro bravo, que os ares agita,
Eu vi de repente cativo, submisso
Rolar prisioneiro
Num laço de fita.
E agora enleada na tênue cadeia
Debalde minh'alma se embate, se irrita...
O braço, que rompe cadeias de ferro,
Não quebra teus elos,
Ó laço de fita!
Meu Deusl As falenas têm asas de opala,
Os astros se libram na plaga infinita.
Os anjos repousam nas penas brilhantes...
Mas tu... tens por asas
Um laço de fita.
Há pouco voavas na célere valsa,
Na valsa que anseia, que estua e palpita.
Por que é que tremeste? Não eram meus lábios...
Beijava-te apenas...
Teu laço de fita.
Mas ai! findo o baile, despindo os adornos
N'alcova onde a vela ciosa... crepita,
Talvez da cadeia libertes as tranças
Mas eu... fico preso
No laço de fita.
Pois bem! Quando um dia na sombra do vale
Abrirem-me a cova... formosa Pepita!
Ao menos arranca meus louros da fronte,
E dá-me por c'roa...
Teu laço de fita.
ALVES, Castro. Espumas Flutuantes.São Paulo: Ática, 2002.
Poema 2
Namorados
O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
-Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
-Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listrada?
A moça se lembrava:
-A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
-Antônia, você parece uma lagarta listrada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
-Antônia, você é engraçada! Você parece louca.
BANDEIRA, Manuel. Libertinagem & Estrela da manhã. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.
Sobre os dois poemas, são feitas as seguintes afirmações:
I. Os poemas apresentam uma visão aparentemente antagônica em relação à idealização amorosa. No poema 1, há exaltação ao sentimento amoroso, tido como algo inesperado e único. Enquanto que no poema 2, há a banalização da relação amorosa, retratada com rispidez pelo eu lírico.
II. Apesar de não ser um dos exemplos da vertente condoreira, o poema O Laço de fita traz uma das constantes alegorias de Castro Alves, o embate entre estar cativo e o desejo de liberdade.
III. Os versos do poema 1 compõem a lírica amorosa do poeta baiano e mantêm uma das grandes características da poesia romântica de Castro Alves, a sensualidade.
Estão corretas as afirmativas
 

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2529635 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não catarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
Não direi os suspiros ao anoitecer (...),
não fugirei para as ilhas, nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens
presentes, a vida presente.
(Carlos Drummond de Andrade)
São obras representativas da literatura produzida por autores nordestinos:
 

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2529375 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Santa Rita-PB
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Leia o texto abaixo atentamente, que servirá de base para a questão.
“Quando hoje acordei, ainda fazia escuro
(Embora a manhã ainda estivesse avançada).
Chovia.
Chovia uma triste chuva de resignação.
Como contraste e consolo ao calor tempestuoso da noite.
Então me levantei,
Bebi o café que eu mesmo preparei.
Depois me deitei novamente, acendi um cigarro e fiquei pensando...
- Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei”
(Manuel Bandeira, “Poema só para Jaime Ovalle”.)
Assinale a opção cuja declaração melhor sintetiza a perspectiva e o estado d’alma do eu-lírico:
 

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2528528 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Considerando a análise de Alfredo Bosi acerca do romance brasileiro moderno, segundo o grau crescente de tensão entre o herói e seu mundo, leia as afirmativas e, posteriormente, associe o conceito ao seu excerto correspondente.
1. Tensão mínima. Há conflito, mas este se configura em termos de oposição verbal, sentimental quando muito: as personagens não se destacam visceralmente da estrutura e da paisagem que as condicionam.
2. Tensão crítica. O herói opõe-se e resiste agonicamente às pressões da natureza e do meio social formulando ideologias explícitas ou implícitas acerca de seu mal estar permanente.
3. Tensão interiorizada. O herói não se dispõe a enfrentar a antinomia eu/mundo pela ação, evadindo-se e subjetivando o conflito.
4.Tensão transfigurada. O herói busca ultrapassar o conflito que o constitui existencialmente pela transmutação mítica ou metafísica da realidade.
(BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: Cultrix, 2002.)
A - (...) - Este negro está aqui?
- É, está me fazendo companhia.
- Como é que se tem um negro deste dentro de casa, meu compadre? É mesmo que morar com um porco.
- O pobre tem me ajudado muito. Sinhá me abandonou aqui sozinho, e se não fosse ele, nem sei como me aguentava.
- Compadre, eu não quero lhe dizer coisa nenhuma. Mas mulher só anda mesmo no chicote. Isto de tratar mulher a vela de libra, não é comigo. A minha me adivinha os pensamentos.
- É preciso ter paciência, é preciso ter calma.
- Que calma. Comigo é no duro. (...)
(REGO, José Lins do.Fogo Morto. Rio de Janeiro: José Olympio, 1961, p.436-437).
B - Até hoje permanece certa confusão em torno da morte de Quincas Berro Dágua. Dúvidas por explicar, detalhes absurdos, contradições no depoimento das testemunhas, lacunas diversas. Não há clareza sobre hora, local e frase derradeira. A família, apoiada por vizinhos e conhecidos, mantém-se intransigente na versão da tranquila morte matinal, sem testemunhas, sem aparato, sem frase, acontecida quase vinte horas antes daquela outra propalada e comentada morte na agonia da noite, quando a lua se desfez sobre o mar e aconteceram mistérios na orla do cais da Bahia.(...)
(AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. Rio de Janeiro: Record, 1997, p.1).
C - A noite era uma possibilidade excepcional. Em plena noite fechada de um verão escaldante um galo soltou seu grito fora de hora e uma só vez para alertar o início da subida pela montanha. A multidão embaixo aguardava em silêncio. Ele-ela já estava presente no alto da montanha, e ela estava personalizada no ele e o ele estava personalizado no ela. A mistura andrógina criava um ser tão terrivelmente belo, tão horrorosamente estupefaciente que os participantes não poderiam olhá-lo de uma só vez: assim como uma pessoa vai pouco a pouco se habituando ao escuro e aos poucos enxergando.
(LISPECTOR, Clarice. Onde estivestes de noite. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p.43).
D - Vou contar tudo, prometo que contarei tudo, porque é preciso que alguém saiba como foi. Nem sei por onde começar, estou atordoada e neste instante tenho é vontade de dormir, dormir e só acordar depois que isto tiver passado. Mas antes quero que alguém ouça: enquanto eu estiver contando, talvez explique a mim mesma uma porção de coisas que ainda não entendo, talvez chegue a conclusões que deem um pouco mais de sossego a meu coração.(...)
(TELLES, Lygia Fagundes. Os Mortos. In O cacto vermelho. São Paulo: Editora Brasileira, 1949, p.9).
A correspondência correta entre conceitos e excertos é:
 

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2527680 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Marcação-PB
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As sentenças abaixo se dispõem a aludir a características do Romantismo, todavia uma delas está INCORRETA. Identifique-a:
 

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2526659 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Leia o poema abaixo, para resolução da questão.
Testamento
O que não tenho e desejo
É o que melhor me enriquece.
Tive uns dinheiros - perdi-os...
Tive amores - esqueci-os.
Mas no maior desespero
Rezei: ganhei essa prece.
Vi terras de minha terra.
Por outras terras andei.
Mas o que ficou marcado
No meu olhar fatigado,
Foram terras que inventei.
Gosto muito de crianças:
Não tive um filho de meu.
Um filho!... Não foi de jeito...
Mas trago dentro do peito
Meu filho que não nasceu.
Criou-me, desde menino,
Para arquiteto meu pai.
Foi-se-me um dia a saúde...
Fiz-me arquiteto? Não pude!
Sou poeta menor, perdoai!
Não faço versos de guerra,
Não faço porque não sei.
Mas num torpedo-suicida
Darei de bom grado a vida
Na luta em que não lutei.
Considerando algumas características biográficas e temáticas, identificam-se que os versos acima são de autoria do poeta,
 

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2526181 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: STRIX
Orgão: EBMSP
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Mas, como digo, a mais engenhosa de todas as nossas experiências, foi a de Diogo Meireles. Lavrava então na cidade uma singular doença, que consistia em fazer inchar os narizes, tanto e tanto, que tomavam metade e mais da cara do paciente, e não só a punham horrenda, senão que era molesto carregar tamanho peso. Conquanto os físicos da terra propusessem extrair os narizes inchados, para alívio e melhoria dos enfermos, nenhum destes consentia em prestar-se ao curativo, preferindo o excesso à lacuna, e tendo por mais aborrecível que nenhuma outra coisa a ausência daquele órgão. Diogo Meireles, que desde algum tempo praticava a medicina, segundo ficou dito atrás, estudou a moléstia e reconheceu que não havia perigo em desnarigar os doentes, antes era vantajoso por lhes levar o mal, sem trazer fealdade, pois tanto valia um nariz disforme e pesado como nenhum; não alcançou, todavia, persuadir os infelizes ao sacrifício. Então, ocorreu-lhe uma graciosa invenção. Assim foi que, reunindo muitos físicos, filósofos, bonzos, autoridades e povo, comunicou-lhes que tinha um segredo para eliminar o órgão; e esse segredo era nada menos que substituir o nariz achacado por um nariz são, mas de pura natureza metafísica, isto é, inacessível aos sentidos humanos, e contudo tão verdadeiro ou ainda mais do que o cortado; cura esta praticada por ele em várias partes, e muito aceita aos físicos de Malabar. O assombro da assembleia foi imenso, e não menor a incredulidade de alguns, não digo de todos, sendo que a maioria não sabia em que acreditar, pois se lhe repugnava a metafísica do nariz, cedia, entretanto, à energia das palavras de Diogo Meireles, ao tom alto e convencido com que ele expôs e definiu o seu remédio.

ASSIS, Machado de. O Segredo do Bonzo. Papéis Avulsos. Disponível em: <http://www. dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000236.pdf>. Acesso em: 14 set. 2016. Adaptado.

O fragmento do conto “O Segredo do Bonzo”, de Machado de Assis, revela

 

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2526023 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: STRIX
Orgão: FBD-BA
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Enunciado 2963171-1

AMARAL, Tarsila do. Operários. 1933. 1 original de arte, óleo sobre tela. Disponível

em: <http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia>. Acesso em:10 set. 2016.

A tela de Tarsila do Amaral, artista da primeira geração modernista do Brasil, foi pintada em 1933 e, a partir de uma temática eminentemente social, retrata

 

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2525734 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFPR
Orgão: PM-PR
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Considere o parágrafo abaixo, extraído do conto “D. Paula”, que integra a coletânea Várias Histórias, de Machado de Assis:
Já se entende que o outro Vasco, o antigo, também foi moço e amou. Amaram-se, fartaram-se um do outro, à sombra do casamento, durante alguns anos, e, como o vento que passa não guarda a palestra dos homens, não há meio de escrever aqui o que então se disse da aventura. A aventura acabou; foi uma sucessão de horas doces e amargas, de delícias, de lágrimas, de cóleras, de arroubos, drogas várias com que encheram a esta senhora a taça das paixões. D. Paula esgotou-a inteira e emborcou-a depois para não mais beber. A saciedade trouxe-lhe a abstinência, e com o tempo foi esta última fase que fez a opinião. Morreu-lhe o marido e foram vindo os anos. D. Paula era agora uma pessoa austera e pia, cheia de prestígio e consideração.
Sobre Várias Histórias, assinale a alternativa correta.
 

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