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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
As ancas balançam, e as vagas de dorsos, das vacas e touros, batendo com as caudas, mugindo no meio, na massa embolada, com atritos de couros, estralos de guampas, estrondos e baques, e o berro queixoso do gado junqueira, de chifres imensos, com muita tristeza, saudade dos campos, querência dos pastos de lá do sertão ...
“Um boi preto, um boi pintado,
Cada um tem sua cor.
Cada coração um jeito
De mostrar o seu amor.”
Boi bem bravo, bate baixo, bota baba,
boi berrando ...
Dança doido, dá de duro, dá de dentro,
dá direito ... Vai,
Vem, volta, vem na vara, vai não volta,
vai varando ...
“Todo passarinh’ do mato
Tem seu pio diferente.
Cantiga de amor doído
Não carece ter rompante ...”
O trecho acima integra o conto O Burrinho Pedrês, da obra Sagarana, escrita por João Guimarães Rosa. Dele é correto afirmar que
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
Uma flor, o Quincas Borba. Nunca em minha infância, nunca em toda a minha vida, achei um menino mais gracioso, inventivo e travesso. Era a flor, e não já da escola, senão de toda a cidade. A mãe, viúva, com alguma coisa de seu, adorava o filho e trazia-o amimado, asseado, enfeitado, com um vistoso pajem atrás, um pajem que nos deixava gazear a escola, ir caçar ninhos de pássaros,(...) E de imperador! Era um gosto ver o Quincas Borba fazer de imperador nas festas do Espírito Santo. De resto, nos nossos jogos pueris, ele escolhia sempre um papel de rei, ministro, general,uma supremacia, qualquer que fosse. Tinha garbo, o traquinas, e gravidade, certa magnificência nas atitudes, nos meneios. Quem diria que ... Suspendamos a pena; não adiantemos os sucessos.
O trecho acima integra o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Considerando o trecho e o romance como um todo, o pensamento suspenso no final do parágrafo, indicia ações futuras da personagem em pauta. Indique a alternativa errada com relação ao que de fato ocorreu com Quincas Borba.
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Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.
O favo da jatí não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.
Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.
Do trecho acima que integra o romance Iracema, de José de Alencar, não se pode afirmar que
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Banca: PUC-SP
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Do romance A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, é correto afirmar que
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
Legado
Que lembrança darei ao país que me deu
tudo que lembro e sei, tudo quanto senti?
Na noite do sem-fim, breve o tempo esqueceu
minha incerta medalha, e a meu nome se ri.
E mereço esperar mais do que os outros, eu?
Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.
Esses monstros atuais, não os cativa Orfeu,
a vagar, taciturno, entre o talvez e o se.
Não deixarei de mim nenhum canto radioso,
uma voz matinal palpitando na bruma
e que arranque de alguém seu mais secreto espinho.
De tudo quanto foi meu passo caprichoso
na vida, restará, pois o resto se esfuma,
uma pedra que havia em meio do caminho.
Esse poema integra a obra Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade. Da leitura dele, depreende-se que
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR
Leitura obrigatória de “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa e de “O Alienista”, de Machado de Assis:
Sobre a leitura do conto de Guimarães Rosa e do conto de Machado de Assis só não se pode afirmar que:
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Banca: UFRR
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Leitura obrigatória de “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa e de “O Alienista”, de Machado de Assis:
Sobre a leitura do conto de Guimarães Rosa e do conto de Machado de Assis, julgue os itens a seguir:
I – Nos dois contos o papel das mulheres é manter a casa e a criação dos filhos enquanto seus maridos estão se comportando como loucos.
II – A mãe do narrador-personagem de “A terceira margem do rio” é apresentada como mulher forte por seu caráter decidido, enquanto que em “O Alienista” a esposa do médico é alguém forte pelos aspectos físicos.
III – Os filhos do alienista sofrem por seu comportamento estranho tanto quanto os filhos do pai que decide morar em uma canoa em “A terceira margem do rio”.
IV - O desfecho das duas narrativas tem o mesmo tom melancólico, pois falam sobre morte.
Estão corretas as afirmativas:
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Leitura obrigatória de “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa e de “O Alienista”, de Machado de Assis:
Segundo o conto de Machado de Assis, após o confinamento de várias pessoas diagnosticadas como loucas no manicômio do alienista, houve uma rebelião liderada por Porfírio, o barbeiro. A revolta ficou conhecida como:
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Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR
“Ilustre dama, no fim de dois meses, achou-se a mais desgraçada das mulheres; caiu em profunda melancolia, ficou amarela, magra, comia pouco e suspirava a cada canto. (...) Um dia, ao jantar, como lhe perguntasse o marido o que é que tinha, respondeu tristemente que nada; depois atreveu-se um pouco, e foi ao ponto de dizer que se considerava tão viúva como dantes. E acrescentou:
—Quem diria nunca que meia dúzia de lunáticos...
(...)
—Consinto que vás dar um passeio ao Rio de Janeiro. D. Evarista sentiu faltar-lhe o chão debaixo dos pés. Nunca dos nuncas vira o Rio de Janeiro (...). Ver o Rio de Janeiro, para ela, equivalia ao sonho do hebreu cativo.
(...)
—Oh! mas o dinheiro que será preciso gastar! suspirou D. Evarista sem convicção.
—Que importa? Temos ganho muito, disse o marido. Ainda ontem o escriturário prestou-me contas. Queres ver?
E levou-a aos livros. D. Evarista ficou deslumbrada. Era uma via-láctea de algarismos. E depois levou-a às arcas, onde estava o dinheiro.
Deus! eram montes de ouro, eram mil cruzados sobre mil cruzados, dobrões sobre dobrões; era a opulência. Enquanto ela comia o ouro com os seus olhos negros, o alienista fitava-a, e dizia-lhe ao ouvido com a mais pérfida das alusões:
—Quem diria que meia dúzia de lunáticos...”
Nesse trecho da narrativa, o alienista repetiu a frase que a esposa dissera no início do diálogo. Pelo contexto e pela leitura do conto, pode-se afirmar que a frase, quando repetida pelo marido ao final da conversa, teve o sentido de:
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Leitura obrigatória de “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa e de “O Alienista”, de Machado de Assis:
Sobre “O Alienista”, de Machado de Assis, leia a seguinte afirmação: O protagonista da história é o Dr. , um médico psiquiatra que constrói um manicômio chamado , uma das casas mais bonitas da cidade de .
As respostas que preenchem satisfatoriamente as lacunas, de acordo com o enredo do conto de Machado de Assis, respectivamente, são:
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