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1106142 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AOCP
Orgão: IF-BA


O “Adeus” de Teresa

A vez primeira que eu fitei Teresa,

Como as plantas que arrasta a correnteza,

A valsa nos levou nos giros seus

E amamos juntos E depois na sala

“Adeus” eu disse-lhe a tremer co’a fala


E ela, corando, murmurou-me: “adeus.”


Uma noite entreabriu-se um reposteiro. . .

E da alcova saía um cavaleiro

Inda beijando uma mulher sem véus

Era eu Era a pálida Teresa!

“Adeus” lhe disse conservando-a presa


E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!”


Passaram tempos sec’los de delírio

Prazeres divinais gozos do Empíreo

...Mas um dia volvi aos lares meus.

Partindo eu disse - “Voltarei! descansa!. . .

Ela, chorando mais que uma criança,


Ela em soluços murmurou-me: “adeus!”

Quando voltei era o palácio em festa!

E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra

Preenchiam de amor o azul dos céus.

Entrei! Ela me olhou branca surpresa!

Foi a última vez que eu vi Teresa!


E ela arquejando murmurou-me: “adeus!”

Castro Alves.


Teresa

A primeira vez que vi Teresa

Achei que ela tinha pernas estúpidas

Achei também que a cara parecia uma perna

Quando vi Teresa de novo

Achei que os olhos eram muito mais velhos que o

resto do corpo

(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando

que o resto do corpo nascesse)

Da terceira vez não vi mais nada

Os céus se misturaram com a terra

E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face

das águas.

Manuel Bandeira

Assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma a respeito do poema “O ‘Adeus’ de Teresa”.
Questão Anulada

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Considere o excerto abaixo, e responda a questão.

 

Na Europa a realidade precedeu o nome. América, pelo contrário, começou por ser uma ideia. Vitória do nominalismo; o nome engendrou a realidade. O continente americano ainda não havia sido inteiramente descoberto e já fora batizado. O nome que nos deram nos condenou a ser um mundo novo. Terra de eleição do futuro: antes de ser, a América já sabia como iria ser. Mal se transplantou para as nossas terras o emigrante europeu já perdia a sua realidade histórica: deixava de ter passado e convertia-se em um projétil de futuro. Durante mais de três séculos a palavra americano designou um homem que não se definia pelo que fizera e sim pelo que faria. Um ser que não tem passado, que não tem mais do que futuro, é um ser de pouca realidade. Americanos: homens de pouca realidade, homens de pouco peso. Nosso nome nos condenava a ser o projeto histórico de uma consciência alheia: a europeia.

PAZ, Octavio. Signos em rotação. Tradução de Sebastião Uchoa Leite. 3ª ed. São Paulo: Perspectiva, 1996, p. 127. 

 

Considerando a representação dessa “consciência alheia” na literatura brasileira e as investidas na construção de uma identidade nacional, assinale a opção correta.

 

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Considere a coletânea de excertos abaixo, cujas referências foram intencionalmente omitidas.

 

[...] à mercê de um doce resfolegar, os desejos se agitavam entre seus seios; seu pezinho bem à mostra, suas tranças dobradas ao colo, seus lábios entreabertos e como por costume amoldados àquele sorrir cheio de malícia e de encanto que já lhe conhecemos e, finalmente, suas pálpebras cerradas e coroadas por bastos e negros supercílios, a tornavam mais feiticeira do que nunca.

 

Em plena florescência de mocidade e saúde, a extraordinária mulher [...] encobria os músculos de aço sob as formas esbeltas e graciosas das morenas moças do sertão. Trazia a cabeça sempre velada por um manto de algodãozinho, cujas ourelas prendia aos alvos dentes, como se, por um requinte de casquilhice, cuidasse com meticuloso interesse de preservar o rosto dos raios do sol e da poeira corrosiva, a evolar em nuvens espessas do solo adusto, donde ao tênue borrifo de chuvas fecundantes, surgiam, por encanto, alfombras de relva virente e flores odorosas.

 

O que mais atrai nela são os beiços, curtos, bastante largos, sempre encarnados. E inda bem que sabem rir: entremostram apenas os dentinhos dum amarelo sadio mas sem frescor. Olhos castanhos, pouco fundos. Se abrem grandes, muito claros, verdadeiramente sem expressão. Por isso duma calma quase religiosa, puros. Que cabelos mudáveis! Ora louros, ora sombrios, dum pardo em fogo interior. Ela tem esse jeito de os arranjar, que estão sempre pedindo arranjo outra vez.

 

Ela não era feia; amorenada, com os seus traços acanhados, o narizinho mal feito, mas galante, não muito baixa nem muito magra e a sua aparência de bondade passiva, de indolência de corpo, de ideia e de sentidos – era até um bom tipo das meninas a que os namorados chamam – “bonitinhas”. O seu traço de beleza dominante, porém, eram seus cabelos: uns bastos cabelos castanhos, com tons de ouro, sedosos até ao olhar.

 

Com relação aos estilos de época na literatura brasileira, os textos, respectivamente, pertencem ao

 

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Considere o excerto abaixo.

 

O nosso Modernismo importa essencialmente em sua fase heroica, na libertação de uma série de recalques históricos, sociais, étnicos, que são trazidos triunfalmente à tona da consciência literária. Este sentimento de triunfo que assinala o fim da posição de inferioridade no diálogo secular com Portugal e já nem o leva mais em conta, define a originalidade própria do Modernismo na dialética do geral e do particular.

 

CANDIDO, Antônio. Literatura e cultura de 1900 a 1945. In: Literatura e sociedade. São Paulo: Editora Nacional, 1967. p. 140-141.

 

Os recalques históricos, sociais e étnicos e a subserviência a Portugal começam a ser libertados a partir da construção de uma identidade nacional que se inicia no Romantismo e eclode na fase heroica do Modernismo. O exemplo de uma obra síntese desse triunfo é

 

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Tendo em vista a periodização da Literatura Brasileira, assinale a opção correta.

 

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Considere o excerto abaixo para responder a questão.

 

O cruzamento do português com o índio teria dado, porém, resultados díspares, conforme o meio em que (1º) se fez: mais feliz no Sul, onde (2°) o clima regular, o solo, em geral fértil, e a direção dos rios propiciaram a livre expansão do indivíduo — o bandeirante, o peão; menos feliz no Nordeste, onde (3°) os contrastes violentos de seca e chuva e as vastas extensões semiáridas foram responsáveis pela constituição instável do sertanejo e pelo seu ritmo de vida carente de equilíbrio.

 

BOSI, Alfredo. Literatura e resistência. São Paulo: Cia das Letras, 2008, p. 211. 33.

 

A imagem do sertanejo instável apresentada no excerto é construída em

 

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Assinale a opção correta no que se refere à produção poética norte-rio-grandense.

 

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Leia o excerto abaixo, e responda a questão.

 

Acabei de focalizar a relação da literatura com os direitos humanos de dois ângulos diferentes. Primeiro, verifiquei que a literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob pena de mutilar a personalidade, porque pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade. Em segundo lugar, a literatura pode ser um instrumento consciente de desmascaramento pelo fato de focalizar as situações de restrição dos direitos ou de negação deles como a miséria, a servidão, a mutilação espiritual. Tanto num nível quanto no outro ela tem muito a ver com a luta pelos direitos humanos. A organização da sociedade pode restringir ou ampliar a fruição deste bem humanizador.

 

CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In:  . Vários escritos. 1988. p. 186.

 

Do excerto, infere-se uma concepção de literatura como

 

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Leia o excerto abaixo, e responda a questão.

Acabei de focalizar a relação da literatura com os direitos humanos de dois ângulos diferentes. Primeiro, verifiquei que a literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob pena de mutilar a personalidade, porque pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza. Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade. Em segundo lugar, a literatura pode ser um instrumento consciente de desmascaramento pelo fato de focalizar as situações de restrição dos direitos ou de negação deles como a miséria, a servidão, a mutilação espiritual. Tanto num nível quanto no outro ela tem muito a ver com a luta pelos direitos humanos. A organização da sociedade pode restringir ou ampliar a fruição deste bem humanizador.

 

CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In:  . Vários escritos. 1988. p. 186.

 

Para atingir a função humanizadora proposta, o ensino de literatura deve, na abordagem do texto literário, priorizar

 

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4109003 Ano: 2015
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNCERN
Orgão: IF-RN
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Los principales temas del Romanticismo tales como el amor, la libertad y la subjetividad fueron presentados en los distintos géneros literarios de la época. Sobre la lírica romántica, es correcto afirmar:

 

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