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2490399 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UECE
Orgão: UECE
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Texto 2

Barcos de Papel

Quando a chuva cessava e um vento fino
Franzia a tarde úmida e lavada
Eu saía a brincar pelas calçadas
Nos meus tempos felizes de menino.

Fazia de papel, toda uma armada
E, estendendo meu braço pequenino
Eu soltava os barquinhos sem destino
Ao longo das sarjetas, na enxurrada...

Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
Que não são barcos de ouro os meus ideais
São barcos de papel, são como aqueles:

Perfeitamente, exatamente iguais!
Que os meus barquinhos, lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais.

(Guilherme de Almeida. In Acaso.)

O poema de Guilherme de Almeida, “Barcos de Papel”, estrutura-se binariamente. Assinale a opção cujo dualismo NÃO se encontra no poema.

 

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Leia o seguinte texto sobre a literatura de Machado de Assis.
Em sua obra aparecem várias referências musicais. Ele usava a linguagem musical como metáfora, como fundo musical, como trilha sonora, para indicar o tom emocional de uma personagem, para ajudar a compor uma personalidade e uma situação. Os personagens dançavam valsas, quadrilhas e polcas.
BRANCO, Leniza Castelo. Machado de Assis e a música. In: O bruxo do Cosme Velho:
Machado de Assis no espelho. São Paulo: Alameda, 2004, p.123.
A música é, portanto, uma temática recorrente na ficção machadiana. Em seus contos, podemos ler algumas tramas desenvolvidas a partir de uma temática musical. Nesse grupo de contos, temos uma amostra da prosa machadiana que transita entre o popular e o erudito, entre o local e o universal.
Em qual das alternativas a seguir encontram-se apenas contos cujos personagens principais são músicos?
 

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2487909 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: EXATUS
Orgão: PM-RJ
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O movimento modernista no Brasil contou com três gerações: a primeira foi de 1922 a 1930, a segunda de 1930 a 1945 e a terceira teve seu início em 1945, cujo objetivo era de renovar os meios de expressão:
Com relação as gerações que compõe o período modernista é incorreto afirmar que a poesia:
 

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2486239 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
No capítulo Linguagem, sentido e Interpretação do livro Teoria literária: uma introdução, CULLER (1999, p.61) retoma uma analogia criada por Saussure para abordar o tema do signo linguístico e do sistema da língua: um trem - digamos o expresso Londres-Oxford das 8:30h - depende, para sua identidade, do sistema de trens, tal como descrito no horário ferroviário. Assim, o expresso Londres-Oxford das 8:30h se distingue do expresso Londres-Cambridge das 9:30h e do trem local de Oxford das 8:45h.
A partir dessa analogia, infere-se que
 

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2484184 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Considere as seguintes afirmações, de acordo com BOSI (1999), sobre a obra de José de Alencar:
I. Sob o pseudônimo Ig, o autor publicou uma série de artigos críticos sobre a Confederação dos Tamoios, de Gonçalves de Magalhães, considerando a mensagem e o código do texto insuficientes.
II. O Guarani, romance histórico que lhe conferiu notoriedade, revela traços ideológicos: no Brasil do autor, expulsos os portugueses, reinariam capitães altivos, rodeados de peões livres e fiéis.
III. O escritor que idealiza heróis míticos no seio da floresta é o mesmo que recorta as figuras gentis de donzelas e mancebos nos salões, focalizando relacionamentos ingratos entre homens e mulheres, centrados em orgulhos, susceptibilidades, ciúmes, avaliados por um padrão aristocrático de juízo moral.
IV. Em Senhora, o autor põe, no centro do romance não, mais heróis como Peri, mas um ser venal, inferior, o que lhe confere o atributo de um "narrador bastante realista".
Está(ão) corretas(s) apenas afirmativa(s)
 

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Texto 3
Lusofonia
Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada
no café, em frente da chávena do café, enquanto
alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este
poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra
rapariga não quer dizer o que ela diz em portugal. Então,
terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café,
a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga
que alisa os cabelos com a mão, num café de lisboa, não
fique estragada para sempre quando este poema atravessar
o atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo
sem pensar em áfrica, porque aí lá terei
de escrever sobre a moça do café, para
evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é
uma palavra que já me está a pôr com dores
de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria
era escrever um poema sobre a rapariga do
café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a
escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se
pode sentar à mesa porque só servem cafés ao balcão.
rapariga: s.f., fem. de rapaz; mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz.
JÚDICE, Nuno. Matéria do Poema. Lisboa: D. Quixote, 2008.
Texto 4
Procura da Poesia
[...]
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intacta.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito,
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
ANDRADE, C. Drummond de. Poesia 1930-62: de Alguma poesia a Lição das coisas. Edição crítica.
São Paulo: Cosac Naif, 2012.
Roland Barthes, em “Aula”, assim define a literatura:
“Entendo por literatura não um corpo ou uma sequência de obras, nem mesmo um setor de comércio ou de ensino, mas o grafo complexo das pegadas de uma prática: a prática de escrever. Nela viso portanto, essencialmente, o texto, isto é, o tecido dos significantes que constitui a obra, porque o texto é o próprio aflorar da língua, e porque é no interior da língua que a língua deve ser combatida, desviada: não pela mensagem de que ela é o instrumento, mas pelo jogo das palavras de que ela é o teatro”.
Aproximando a proposição barthesiana de literatura à reflexão acerca do fazer literário realizada pelo sujeito poético criado por Drummond em “Procura da Poesia”, é possível afirmar que o verso do poema que mais se coaduna à definição esboçada pelo teórico francês é
 

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Em relação ao romance “A hora da estrela”, de Clarice Lispector, as seguintes afirmações estão corretas, EXCETO:
 

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2484031 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Tão cedo vejo que o outono se retira e o inverno dá os primeiros sinais de vida. Parece-me que a cidade passou por uma longa provação, cruel e opressiva, e, de súbito, tudo volta ao sossego. Paz de inverno. As linhas todas que distinguem Curitiba - o traçado de suas moradias e o semblante de seus habitantes - permanecem irrealizadas e estrangeiras enquanto as cerquem halos de calor. O inverno, enfim, já expulsa o sol e a canícula para plagas mais próprias de seu brilho. Alegremo-nos, curitibanos, com o amigo inverno ao nosso lado.
VAZ, Toninho. Paulo Leminski: o bandido que sabia latim. Rio de Janeiro:
Record, 2001, p. 65. (fragmento)
O poeta Paulo Leminski, aos 13 anos, publicou no boletim do Colégio Estadual, em março de 1962, a crônica “Inverno”. Nesse pequeno texto um tanto rebuscado e aparentemente influenciado pelos maneirismos estilísticos do pai, já ficava evidente o estreito relacionamento temático de sua obra com a
 

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Texto 3
Lusofonia
Escrevo um poema sobre a rapariga que está sentada
no café, em frente da chávena do café, enquanto
alisa os cabelos com a mão. Mas não posso escrever este
poema sobre essa rapariga porque, no brasil, a palavra
rapariga não quer dizer o que ela diz em portugal. Então,
terei de escrever a mulher nova do café, a jovem do café,
a menina do café, para que a reputação da pobre rapariga
que alisa os cabelos com a mão, num café de lisboa, não
fique estragada para sempre quando este poema atravessar
o atlântico para desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo
sem pensar em áfrica, porque aí lá terei
de escrever sobre a moça do café, para
evitar o tom demasiado continental da rapariga, que é
uma palavra que já me está a pôr com dores
de cabeça até porque, no fundo, a única coisa que eu queria
era escrever um poema sobre a rapariga do
café. A solução, então, é mudar de café, e limitar-me a
escrever um poema sobre aquele café onde nenhuma rapariga se
pode sentar à mesa porque só servem cafés ao balcão.
rapariga: s.f., fem. de rapaz; mulher nova; moça; menina; (Brasil), meretriz.
JÚDICE, Nuno. Matéria do Poema. Lisboa: D. Quixote, 2008.
Texto 4
Procura da Poesia
[...]
Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intacta.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
Não forces o poema a desprender-se do limbo.
Não colhas no chão o poema que se perdeu.
Não adules o poema. Aceita-o
como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada
no espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
Repara:
ermas de melodia e conceito,
elas se refugiaram na noite, as palavras.
Ainda úmidas e impregnadas de sono,
rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
ANDRADE, C. Drummond de. Poesia 1930-62: de Alguma poesia a Lição das coisas. Edição crítica.
São Paulo: Cosac Naif, 2012.
Em uma de suas questões, o Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM/2013 trouxe o poema de Nuno Júdice, cuja análise sugerida ao candidato recaía sobre o seu caráter metalinguístico. Além desse, outro aspecto importante acolhido pelo texto poético em questão, e que o aluno leitor do Ensino Médio também poderia analisar com o auxílio do professor, é a
 

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Além de Machado de Assis, Mario de Andrade, importante modernista na elaboração do programa da “Semana” de 1922, também estabelece diálogo com a música. O “Prefácio interessantíssimo” que Mario de Andrade elabora para “Pauliceia Desvairada” é exemplo de como o autor tem em seu horizonte não apenas a feitura da poesia, mas também a sua teorização e a sua recepção crítica. Para tanto, a música “ajuda-o a arrumar ideias sobre dois sistemas de compor: o melódico e o harmônico. [...] Temos aí, transpostos em termos de teoria musical, os princípios da colagem (ou montagem) que caracterizam a pintura de vanguarda da época. E, de fato, a elisão, a parataxe e as rupturas sintáticas passariam a ser os meios correntes na poesia moderna para exprimir o novo ambiente, objetivo e subjetivo, em que vive o homem da grande cidade, que anda de carro, ouve rádio, vê cinema, fala ao telefone, e está cada vez mais sujeito ao bombardeio da propaganda.”
(Alfredo Bosi, “História concisa da Literatura Brasileira”).
É correto afirmar, a partir da leitura de Bosi sobre “Pauliceia Desvairada”, que
 

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