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487110 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Em relação ao Barroco, é correto afirmar que
 

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484523 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Câm. Deputados
Instinto de nacionalidade
Quem examina a atual literatura brasileira reconhece-lhe logo, como primeiro traço, certo instinto de nacionalidade. Poesia, romance, todas as formas literárias do pensamento buscam vestir-se com as cores do país, e não há negar que semelhante preocupação é sintoma de vitalidade e abono de futuro. As tradições de Gonçalves Dias, Porto Alegre e Magalhães são assim continuadas pela geração já feita e pela que ainda agora madruga, como aqueles continuaram as de José Basílio da Gama e Santa Rita Durão. Escusado é dizer a vantagem deste universal acordo. Interrogando a vida brasileira e a natureza americana, prosadores e poetas acharão ali farto manancial de inspiração e irão dando fisionomia própria ao pensamento nacional.
Esta outra independência não tem Sete de Setembro nem campo de Ipiranga; não se fará num dia, mas pausadamente, para sair mais duradoura; não será obra de uma geração nem duas; muitas trabalharão para ela até perfazê-la de todo. Sente-se aquele instinto até nas manifestações da opinião, aliás mal formada ainda, restrita em extremo, pouco solícita, e ainda menos apaixonada nestas questões de poesia e literatura. Há nela um instinto que leva a aplaudir principalmente as obras que trazem os toques nacionais. A juventude literária, sobretudo, faz deste ponto uma questão de legítimo amor-próprio. Nem toda ela terá meditado os poemas de Uruguai e Caramuru com aquela atenção que tais obras estão pedindo; mas os nomes de Basílio da Gama e Durão são citados e amados, como precursores da poesia brasileira.
A razão é que eles buscaram em roda de si os elementos de uma poesia nova e deram os primeiros traços de nossa fisionomia literária, enquanto que outros, Gonzaga por exemplo, respirando aliás os ares da pátria, não souberam desligar-se das faixas da Arcádia nem dos preceitos do tempo. Admira-se-lhes o talento, mas não se lhes perdoa o cajado e a pastora, e nisto há mais erro que acerto.
Dado que as condições deste escrito o permitissem, não tomaria eu sobre mim a defesa do mau gosto dos poetas arcádicos nem o fatal estrago que essa escola produziu nas literaturas portuguesa e brasileira. Não me parece, todavia, justa a censura aos nossos poetas coloniais, iscados daquele mal; nem igualmente justa a de não haverem trabalhado para a independência literária, quando a independência política jazia ainda no ventre do futuro, e mais que tudo à metrópole e à colônia criara a história da homogeneidade das tradições, dos costumes e da educação. As mesmas obras de Basílio da Gama e Durão quiseram antes ostentar certa cor local do que tornar independente a literatura brasileira, literatura que não existe ainda, que mal poderá ir alvorecendo agora.
Reconhecido o instinto de nacionalidade que se manifesta nas obras destes últimos tempos, conviria examinar se possuímos todas as condições e motivos históricos de uma nacionalidade literária, esta investigação (ponto de divergência entre literatos), além de superior às minhas forças, daria em resultado levar-me longe dos limites deste escrito. Meu principal objeto é atestar o fato atual; ora, o fato é o instinto de que falei, o geral desejo de criar uma literatura mais independente.
Machado de Assis. Crítica: notícia da atual literatura brasileira. (1.ª ed., 1873) São Paulo: Agir, 1959, p. 28-34.
Considerando as ideias apresentadas nesse fragmento de texto, julgue o item que se segue, relativo à literatura brasileira e à obra de Machado de Assis.
Infere-se das ideias apresentadas por Machado de Assis que o contexto literário brasileiro à época ainda não era totalmente propício ao estabelecimento de uma plena nacionalidade literária.
 

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474712 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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TEXTO PARA A QUESTÃO
Tornando da malograda espera do tigre, alcançou o capanga um casal de velhinhos, que seguiam diante dele o mesmo caminho, e conversavam acerca de seus negócios particulares. Das poucas palavras que apanhara, percebeu Jão Fera que destinavam eles uns cinquenta mil-réis, tudo quanto possuíam, à compra de mantimentos, a fim de fazer um moquirão*, com que pretendiam abrir uma boa roça.
- Mas chegará, homem? perguntou a velha.
- Há de se espichar bem, mulher!
Uma voz os interrompeu:
- Por este preço dou eu canta da roça!
-Ah! É nhô Jão!
Conheciam os velhinhos o capanga, a quem tinham por homem de palavra, e de fazer o que prometia.
Aceitaram sem mais hesitação; e foram mostrar o lugar que estava destinado para o roçado.
Acompanhou-os Jão Fera; porém, mal seus olhos descobriram entre os utensílios a enxada, a qual ele esquecera um momento no afã de ganhar a soma precisa, que sem mais deu costas ao par de velhinhos e foi-se deixando-os embasbacados.
José de Alencar, TIl.
moquirão = mutirão (mobilização coletiva para auxílio mútuo, de caráter gratuito).
Considerada no contexto histórico- social figurado no romance TIl, a brusca reação de Jão Fera, narrada no final do excerto, explica -se
 

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401257 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDEP
Orgão: IF-SP
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A ideia de "pós-modernismo" surgiu pela primeira vez no mundo hispânico, na década de 1930, uma geração antes de seu aparecimento na Inglaterra ou nos EUA. Perry Anderson, conhecido pelos seus estudos dos fenômenos culturais e políticos contemporâneos, em "As Origens da Pós-Modernidade" (1999), conta que foi um amigo de Unamuno e Ortega, Frederico de Onís, que imprimiu o termo pela primeira vez, embora descrevendo um refluxo conservador dentro do próprio modernismo. Mas coube ao filósofo francês Jean-François Lyotard, com a publicação "A Condição Pós-Moderna" (1979), a expansão do uso do conceito.

Em sua origem, pós-modernismo significava a perda da historicidade e o fim da "grande narrativa" - o que no campo estético significou o fim de uma tradição de mudança e ruptura, o apagamento da fronteira entre alta cultura e da cultura de massa e a prática da apropriação e da citação de obras do passado. (LIMA, 2004)

É uma característica importante do pós-modernismo:
 

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Este romance de Machado de Assis, consagrado pela crítica e pelo público, é uma das obras mais representativas da prosa brasileira e de toda a língua portuguesa, tendo como foco narrativo principal a suspeita de Bentinho da traição de sua amada Capitu com o amigo Escobar.

Qual dos romances abaixo de Machado de Assis é o que apresenta as características acima descritas:
 

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“Trem de Ferro" – Manuel Bandeira

Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi

(Fragmento extraído de Norma Goldstein, “Versos, sons, ritmos". 13ª edição. São Paulo, 2001, pág. 22).

Neste fragmento de “Trem de Ferro" todos os versos obedecem ao mesmo esquema rítmico. Neste caso temos versos de:
 

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“Mãos dadas" – Carlos Drummond de Andrade

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.


Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,

não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,

não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria,o tempo presente, os homens

presentes,

a vida presente.


(Carlos Drummond de Andrade, Obra Completa. Rio de Janeiro: Jose Aguilar, 1973, pág. 111).
O adjetivo “taciturnos" usado por Drummond no poema “Mãos dadas" pode ser entendido como:
 

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356200 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SC
Orgão: IF-SC
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52 Obrei quanto o discurso me guiava, ouvia aos sábios, quando errar temia; aos bons no gabinete o peito abria, na rua a todos como iguais tratava.
Julgando os crimes, nunca voto dava mais duro ou pio do que a lei pedia; mas devendo salvar ao justo, ria, e devendo punir ao réu, chorava.
Não foram, Vila Rica, os meus projetos meter em férreo cofre cópia d'oiro que farte aos filhos e que chegue aos netos;
Outras são as fortunas que me agoiro: ganhei saudades, adquiri afetos, vou fazer destes bens melhor tesoiro.
(GONZAGA, Tomás Antônio. In: Marília de Dirceu e Cartas Chilenas. São Paulo: Editora Ática, 1997, p. 80).

Tomás Antônio Gonzaga, também conhecido pelo nome poético de Dirceu, é classificado, pela historiografia da literatura brasileira, como um escritor pertencente ao Arcadismo. Tendo em vista a leitura do poema acima, a afirmação em destaque pode ser comprovada por quê? Assinale a resposta CORRETA.
 

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356199 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SC
Orgão: IF-SC
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A seguir são apresentadas algumas afirmativas sobre a literatura brasileira. Marque (V) para as afirmações que forem verdadeiras e (F) para as que forem falsas. Depois, assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA das respostas, de cima para baixo.
( ) No período do Romantismo brasileiro, observa-se na obra de alguns autores a influência de alguns preceitos religiosos. Tais preceitos, quando levados ao extremo, geraram conflitos que acabaram se refletindo na linguagem rebuscada – repleta de antíteses, paradoxos e inversões sintáticas – e também na temática voltada, principalmente, a questões religiosas.
( ) No período do Pré-Modernismo brasileiro, surgiram vários movimentos de vanguarda que influenciaram o movimento Modernista. Dentre eles, estão o Cubismo e o Dadaísmo. O primeiro influenciou, entre outros aspectos, na disposição gráfica dos poemas; o segundo defendia, entre outras ideias, que os autores não seguissem nenhuma regra.
( ) O Barroco brasileiro, que tem como um de seus autores mais importantes Gregório de Matos Guerra, foi época de grande produção literária e era costume as obras serem distribuídas nas casas em forma de folhetins. Devido à temática desenvolvida nos textos – amor e religião –, elas eram consideradas histórias para serem lidas pelas “moças de família” da época.
( ) Cruz e Sousa, poeta catarinense e um dos maiores representantes da poesia Simbolista no Brasil, produziu obras cujas características envolvem, entre outras, o subjetivismo e a musicalidade. É comum, na obra do poeta, o emprego de figuras de linguagem, a exemplo da aliteração, assonância e sinestesia.
( ) O Parnasianismo, também conhecido como Neoclassicismo, tinha como um dos princípios básicos a “arte pela arte”, segundo o qual a preocupação maior do poeta deveria ser atingir a perfeição formal. Para tanto, eram adotados recursos como o emprego de rimas raras, uso de vocabulário erudito e rigor na métrica, entre outros.
( ) A literatura realista do século XIX rejeitava o objetivismo, exigindo que as artes tivessem uma função social. A representação idealizada da realidade foi o motivo pelo qual a literatura do realismo começou a ser reconhecida como “literatura engajada”, já que representava a maneira como a realidade poderia ser transformada.
A ordem CORRETA de associação, de cima para baixo, é:
 

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356198 Ano: 2014
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SC
Orgão: IF-SC
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Considerando os estudos de literatura portuguesa, numere corretamente a coluna da direita de acordo com a da esquerda.
(1) Francisco Rodrigues Lobo
(2) Sóror Mariana Alcoforado
(3) Ricardo Reis
(4) Mário de Sá-Carneiro
(5) Almeida Garrett
( ) Poeta do modernismo português e um dos fundadores, ao lado de Fernando Pessoa, da Revista Orpheu, publicada em 1915. Uma de suas principais obras é A confissão de Lúcio.
( ) Escreveu Cartas portuguesas, em 1669, destinadas a uma paixão violenta, insana, superior às inibições e convenções, bem como ao impulso da consciência moral.
( ) Seus poemas possuem um estilo densamente trabalhado e revelam tributo à tradição clássica. José Saramago dedicou-lhe um romance em cujo título lhe faz referência.
( ) De influência camoniana, escreveu Romanceiro e um poema sobre o Tejo; é considerado um poeta do período literário Barroco Português.
( ) A publicação do seu poema “Camões”, em 1825, inaugura, de acordo com a historiografia literária, o Romantismo Português; dedicou-se ao teatro, à prosa e à poesia.

A ordem CORRETA de associação, de cima para baixo, é:
 

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