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2469441 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUMARC
Orgão: CBM-MG
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Há um elemento estético/literário COMUM ao Barroco e ao Arcadismo em:
 

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2466022 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: EXATUS
Orgão: PM-ES
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O soneto “Cárcere das Almas” exemplifica a temática simbolista da obra de Cruz e Souza, que só não se caracteriza pelo(a):

 

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2462187 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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Sítio

O morro está pegando fogo.

O ar incômodo, grosso,

faz do menor movimento um esforço,

como andar sob outra atmosfera,

entre panos úmidos, mudos,

num caldo sujo de claras em neve.

Os carros, no viaduto,

engatam sua centopeia:

olhos acesos, suor de diesel,

ruído motor, desespero surdo.

O sol devia estar se pondo, agora

mas como confirmar sua trajetória

debaixo desta cúpula de pó,

este céu invertido?

Olhar o mar não traz nenhum consolo

(se ele é um cachorro imenso, trêmulo,

vomitando uma espuma de bile,

e vem acabar de morrer na nossa porta).

Uma penugem antagonista

deitou nas folhas dos crisântemos

e vai escurecendo, dia a dia,

os olhos das margaridas,

o coração das rosas.

De madrugada,

muda na caixa refrigerada,

a carga de agulhas cai queimando

tímpanos, pálpebras:

O menino brincando na varanda.

Dizem que ele não percebeu.

De que outro modo poderia ainda

ter virado o rosto: — Pai!

acho que um bicho me mordeu! assim

que a bala varou sua cabeça?

Claudia Roquette-Pinto. Margem de manobra. Rio de Janeiro:

Editora Aeroplano, 2005 (com adaptações).

A respeito da construção literária do texto, assinale a opção correta.

 

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2462186 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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Dois velhinhos

Dois pobres inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela de asilo.

Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um podia olhar lá fora.

Junto à porta, no fundo da cama, o outro espiava a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, perguntava o que acontecia. Deslumbrado, anunciava o primeiro:

— Um cachorro ergue a perninha no poste.

Mais tarde:

— Uma menina de vestido branco pulando corda.

Ou ainda:

— Agora é um enterro de luxo.

Sem nada ver, o amigo remordia-se no seu canto. O mais velho acabou morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela.

Não dormiu, antegozando a manhã. Bem desconfiava que o outro não revelava tudo.

Cochilou um instante — era dia. Sentou-se na cama, com dores espichou o pescoço: entre os muros em ruína, ali no beco, um monte de lixo.

Dalton Trevisan. Mistérios de Curitiba.

Rio de Janeiro: Editora Record, 1979, p. 110.

Tendo em vista a linguagem e a estrutura da narrativa, assinale a opção correta, a respeito do conto de Dalton Trevisan.

 

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2462185 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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Dois velhinhos

Dois pobres inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela de asilo.

Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um podia olhar lá fora.

Junto à porta, no fundo da cama, o outro espiava a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, perguntava o que acontecia. Deslumbrado, anunciava o primeiro:

— Um cachorro ergue a perninha no poste.

Mais tarde:

— Uma menina de vestido branco pulando corda.

Ou ainda:

— Agora é um enterro de luxo.

Sem nada ver, o amigo remordia-se no seu canto. O mais velho acabou morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela.

Não dormiu, antegozando a manhã. Bem desconfiava que o outro não revelava tudo.

Cochilou um instante — era dia. Sentou-se na cama, com dores espichou o pescoço: entre os muros em ruína, ali no beco, um monte de lixo.

Dalton Trevisan. Mistérios de Curitiba.

Rio de Janeiro: Editora Record, 1979, p. 110.

A respeito da construção literária do texto, é correto afirmar que o conto de Dalton Trevisan é

 

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2462184 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.

A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:

— Diga trinta e três.

— Trinta e três... trinta e três... trinta e três...

— Respire.

— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Manuel Bandeira. Antologia poética. Rio de Janeiro:

Editora Nova Fronteira, 2001 (com adaptações).

Ainda a respeito do poema de Manuel Bandeira, assinale a opção correta.

 

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2462183 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ESCS
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Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.

A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:

— Diga trinta e três.

— Trinta e três... trinta e três... trinta e três...

— Respire.

— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Manuel Bandeira. Antologia poética. Rio de Janeiro:

Editora Nova Fronteira, 2001 (com adaptações).

Tendo em vista a estética modernista brasileira, é correto afirmar que, no poema Pneumotórax,

 

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2461422 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UECE
Orgão: UECE
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O texto II desta prova foi extraído do segundo capítulo da novela A indesejada aposentadoria, do escritor maranhense Josué Montello (*1917 — †2006). Contemporâneo dos escritores que fizeram o romance de 30, Montello enveredou por outro caminho: explorou a narrativa urbana. Escreveu uma das obras-primas da literatura brasileira: Os tambores de São Luís (1975). A novela A indesejada aposentadoria, de 1972, conta a história de Guihermino Pereira, um funcionário público, já nas vésperas de se aposentar. Guilhermino pertencia a uma casta de burocratas que já desapareceu de nossas repartições públicas. De sua espécie talvez tenha sido o derradeiro exemplar conhecido, tanto no trajo quanto nos modos e na figura. Nos últimos tempos de sua existência medíocre, já era um anacronismo. Por isso mesmo está ele a reclamar papel e tinta, únicos instrumentos possíveis de sua merecida sobrevivência. Não propriamente para servir de paradigma, acentue-se logo — mas para ilustrar e exprimir com o seu modelo uma casta que o tempo consumiu.

Era magro, alto, rosto comprido, com um pouco de poste e outro tanto de Dom Quixote(a). Deste só tinha a figura, não a índole romântica: era mesmo o oposto do personagem de Cervantes, na sua conformada aceitação da vida. Tinha as orelhas um pouco saltadas do crânio, o pomo-de-adão saliente, e era calvo, de uma calvície bem composta, que lhe adoçava a fisionomia subalterna(b). Ao chegar à repartição no seu lento passo de cegonha, sempre de guarda-chuva pendente do braço, trocava o paletó de casemira azul por outro de alpaca preta e instalava-se na sua cadeira rotativa. Sentado, sua longa espinha dorsal vergava, numa curva de caniço puxado pelo peixe, que no seu caso eram a caneta e a pena. Quando se erguia, parecia desembainhar a espinha, crescendo de tamanho(c).

Guilhermino ali sentava às onze horas, ou pouco antes e às cinco e trinta se levantava para ir embora. Conservador por natureza, teve ele a boa fortuna de servir sempre na mesma repartição, no mesmo prédio e na mesma sala, desde que entrou no serviço público. Ao ser empossado, deram-lhe aquela mesa. Não queria outra.(d)

A repartição, com a sua sala, os seus móveis e os seus funcionários, constituía o mundo ideal de Guilhermino. Somente ali, experimentava a sensação ambiental de plenitude que há de gozar o peixe na água e o *pássaro nos ares.

Entretanto, malgrado a euforia que o deixava mais a gosto na repartição do que na porta-e-janela de seu modesto lar suburbano, Guilhermino nunca deixava de abandonar a mesa de trabalho à hora fixada no Regimento para o fim do expediente.

— A lei é a lei — dizia.

Não há exagero em afirmar-se que a sua casa de subúrbio, adornada de cortinas de renda, com um vaso de tinhorão à entrada, era, para ele, o lugar onde aguardava que a repartição voltasse a abrir: de pijama, os pés nos chinelos de trança, lendo o seu jornal ou conversando com os vizinhos, estava ali de passagem.

Para sermos exatos, era na repartição, à sua mesa de trabalho, que Guilhermino Pereira se sentia realmente em casa.

Josué Montello. A indesejada aposentadoria. Capítulo II, p. 11-14. Texto adaptado.

Assinale a alternativa em que aparecem traços do tradicionalismo e/ou da índole burocrática de Guilhermino.

 

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2459388 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUMARC
Orgão: CBM-MG
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Analise as seguintes afirmativas sobre os gêneros literários:
I. A comédia é uma espécie de gênero gramático, cujo objetivo predominante é fazer rir.
II. O gênero épico apresenta um narrador que deseja comunicar alguma coisa a outrem.
III. O gênero lírico é caracterizado pela subjetividade, traz um “eu” que exprime emoções, reflexões, disposições psíquicas.
São VERDADEIRAS as afirmativas:
 

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2457525 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: EXATUS
Orgão: PM-ES
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Leia o texto a seguir:

Cárcere das almas

Cruz e Souza

Ah! toda a alma num cárcere anda presa,
Soluçando nas trevas, entre as grades
Do calabouço olhando imensidades,
Mares, estrelas, tardes, natureza.

Tudo se veste de uma igual nobreza
Olhando a alma entre grilhões as liberdades
Sonha e, sonhando, as imortalidades
Rasga no etéreo o Espaço funéreo!

Ó almas presas, mudas e fechadas
Nas prisões colossais e abandonadas,
Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!

Nesses silêncios solitários, graves,
que chaveiro do Céu possui as chaves
para abrir-vos as portas do Mistério?!

No soneto “Cárcere das Almas” percebemos com nitidez a dicotomia existencial do poeta angustiado, ser humano conflitado entre:

 

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