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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: EXATUS
Orgão: PM-ES
O diálogo entre duas ou mais obras de arte chamamos de intertextualidade. Ela pode ser observada em qualquer manifestação cultural, inclusive na literatura. Muitos poetas “reinventaram” a “Canção do exílio”, partindo desse poema de Gonçalves Dias criaram intertextos do poema.
Canção do exílio
Gonçalves Dias
Minha terra tem palmeiras,
onde canta o sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
(...)
Canção do exílio
Murilo Mendes
Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de ametista,
(...)
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil rés a dúzia
Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade!
Outra Canção do exílio
Eduardo Alves da Costa
Minha terra tem Palmeiras
Corinthians e outros times
De copas exuberantes
Que ocultam muitos crimes.
As aves que aqui revoam
São corvos do nunca mais,
A povoar nossa noite
com duros olhos de açoite
que os anos esquecem jamais.
Em cismar sozinho, ao relento,
sob o céu poluído, sem estrelas,
Nenhum prazer tenho eu cá...
....................................
Murilo Mendes e Eduardo Alves da Costa estabelecem intertextualidade em relação a Gonçalves Dias por:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUMARC
Orgão: CBM-MG
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUMARC
Orgão: CBM-MG
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: EXATUS
Orgão: PM-ES
Leia o texto a seguir:
COTA ZERO
Carlos Drummond de Andrade
Stop
A Vida parou
ou foi o automóvel?
Podemos afirmar que no texto acima há tudo que se diz abaixo, exceto:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Barricada
![]()
Todos os passarinhos da Praça da República
Voaram
Todas as estudantes
Morreram de susto
Nos uniformes de azul e branco
As telefonistas tiveram uma síncope de fios
Só as árvores não desertam
Quando a noite luz
Oswald de Andrade. Primeiro caderno do aluno de poesia
Oswald de Andrade. São Paulo: Globo, 2006, p. 71.
A respeito do poema Barricada e da obra de Oswald de Andrade, julgue o item
A simplicidade dos versos do poema Barricada é característica contrastante com o restante da produção poética de Oswald de Andrade, em que predominam cortes elípticos.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Barricada
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Todos os passarinhos da Praça da República
Voaram
Todas as estudantes
Morreram de susto
Nos uniformes de azul e branco
As telefonistas tiveram uma síncope de fios
Só as árvores não desertam
Quando a noite luz
Oswald de Andrade. Primeiro caderno do aluno de poesia
Oswald de Andrade. São Paulo: Globo, 2006, p. 71.
A respeito do poema Barricada e da obra de Oswald de Andrade, julgue o item
A partir da representação de cenas do cotidiano, Oswald de Andrade construiu um lirismo amoroso fortemente marcado pela idealização de suas companheiras durante a vida.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Barricada
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Todos os passarinhos da Praça da República
Voaram
Todas as estudantes
Morreram de susto
Nos uniformes de azul e branco
As telefonistas tiveram uma síncope de fios
Só as árvores não desertam
Quando a noite luz
Oswald de Andrade. Primeiro caderno do aluno de poesia
Oswald de Andrade. São Paulo: Globo, 2006, p. 71.
A respeito do poema Barricada e da obra de Oswald de Andrade, julgue o item
A poesia de Oswald de Andrade exerceu forte influência na formação do movimento concretista brasileiro, como sugere a produção do poema Barricada, cujos versos são entrecortados por imagens.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Barricada
![]()
Todos os passarinhos da Praça da República
Voaram
Todas as estudantes
Morreram de susto
Nos uniformes de azul e branco
As telefonistas tiveram uma síncope de fios
Só as árvores não desertam
Quando a noite luz
Oswald de Andrade. Primeiro caderno do aluno de poesia
Oswald de Andrade. São Paulo: Globo, 2006, p. 71.
A respeito do poema Barricada e da obra de Oswald de Andrade, julgue o item
Na poesia oswaldiana, a falta de pontuação, a predominância do uso de substantivo em detrimento do verbo e a justaposição de imagens confirmam o exercício crítico da linguagem assumido pelo poeta.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer nascimentos —
O verbo tem que pegar delírio.
Manoel de Barros. O livro das ignorãças – poesia completa. São Paulo: Leya, 2010, p. 301.
Com referência ao poema acima, de Manoel de Barros, julgue o item a seguir.
A relação entre “verbo” e “descomeço” guarda, de forma inversa, intertextualidade com a Bíblia, o que metaforicamente pode aludir à analogia entre o surgimento do mundo e o nascimento da poesia.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer nascimentos —
O verbo tem que pegar delírio.
Manoel de Barros. O livro das ignorãças – poesia completa. São Paulo: Leya, 2010, p. 301.
Com referência ao poema acima, de Manoel de Barros, julgue o item a seguir.
No poema apresentado, Manoel de Barros usa de forma ambígua o vocábulo “verbo”, que tanto pode significar palavra quanto designar uma das categorias gramaticais.
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