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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Navio negreiro
Castro Alves
‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...
Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.
Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!
Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia.
..........................................................
Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!
[...]
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
[...]
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
“Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!...”
Internet: <www.dominiopublico.org.br>.
Considerando o poema Navio negreiro, o trecho desse poema transcrito ao lado e as diversas fases e características do movimento romântico no Brasil, julgue o item a seguir.
Em Navio negreiro, o uso de recursos expressivos, tais como exclamações e reticências, confirmam o tom grandiloquente, típico da poesia condoreira.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Navio negreiro
Castro Alves
‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...
Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.
Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!
Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia.
..........................................................
Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!
[...]
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
[...]
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
“Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!...”
Internet: <www.dominiopublico.org.br>.
Considerando o poema Navio negreiro, o trecho desse poema transcrito ao lado e as diversas fases e características do movimento romântico no Brasil, julgue o item a seguir.
O poema destaca-se como modelo da geração romântica nacionalista, que teve, entre seus maiores expoentes, Gonçalves Dias, poeta que se dedicou a exaltar as características especificamente nacionais do Brasil.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
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Navio negreiro
Castro Alves
‘Stamos em pleno mar... Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...
Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.
Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!
Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia.
..........................................................
Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!
[...]
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...
[...]
E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...
No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
“Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!...”
Internet: <www.dominiopublico.org.br>.
Considerando o poema Navio negreiro, o trecho desse poema transcrito ao lado e as diversas fases e características do movimento romântico no Brasil, julgue o item a seguir.
Em Navio negreiro, Castro Alves expõe duas visões distintas do veleiro, tema de seu poema: a primeira, negativa, em que o poeta demonstra não saber por que o veleiro foge; a segunda, positiva, na qual o poeta revela ter descoberto o que há dentro do navio.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
O trenzinho do caipira
Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra
Vai pelo mar
Cantando pela serra o luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar, no ar...
Música de Heitor Villa-Lobos e
letra de Ferreira Gullar.
Considerando o fragmento transcrito acima, de obra de Heitor Villa-Lobos e Ferreira Gullar, julgue o item a seguir.
Em O trenzinho do caipira, Villa-Lobos utilizou o recurso de variação do andamento da música, para traduzir o movimento de um trem: a aceleração ao deixar a estação; a velocidade constante durante a viagem; e a desaceleração ao se aproximar novamente da estação.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
No sertão mineiro do século XIX, fazendeiro bruto tranca a sete chaves sua bela filha, prometida em casamento para um brutamontes. Mas ela se apaixona por médico itinerante e tenta fugir. Walter Lima Júnior, em um de seus melhores filmes, homenageia duas importantes figuras do cinema nacional, Humberto Mauro e Lima Barreto, ao adaptar o romance clássico do Visconde de Taunay, já filmado em 1915 e 1949. O resultado é um filme romântico, bonito e eficiente. Por exigência dos produtores para conter custos, foi rodado na floresta da Tijuca — e não, no sertão mineiro, como na primeira adaptação —, mas não se perdeu o clima.
Com relação ao texto acima, aos temas nele abordados e ao romance Inocência, no qual se baseia o referido filme, de mesmo título, julgue o item a seguir.
O romance Inocência, de Visconde de Taunay, inaugura uma tendência na narrativa do século XIX no Brasil: a do narrador onisciente.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
No sertão mineiro do século XIX, fazendeiro bruto tranca a sete chaves sua bela filha, prometida em casamento para um brutamontes. Mas ela se apaixona por médico itinerante e tenta fugir. Walter Lima Júnior, em um de seus melhores filmes, homenageia duas importantes figuras do cinema nacional, Humberto Mauro e Lima Barreto, ao adaptar o romance clássico do Visconde de Taunay, já filmado em 1915 e 1949. O resultado é um filme romântico, bonito e eficiente. Por exigência dos produtores para conter custos, foi rodado na floresta da Tijuca — e não, no sertão mineiro, como na primeira adaptação —, mas não se perdeu o clima.
Com relação ao texto acima, aos temas nele abordados e ao romance Inocência, no qual se baseia o referido filme, de mesmo título, julgue o item a seguir.
A obra Inocência, de Visconde de Taunay, é considerada uma das obras-primas do romance regionalista brasileiro.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
No sertão mineiro do século XIX, fazendeiro bruto tranca a sete chaves sua bela filha, prometida em casamento para um brutamontes. Mas ela se apaixona por médico itinerante e tenta fugir. Walter Lima Júnior, em um de seus melhores filmes, homenageia duas importantes figuras do cinema nacional, Humberto Mauro e Lima Barreto, ao adaptar o romance clássico do Visconde de Taunay, já filmado em 1915 e 1949. O resultado é um filme romântico, bonito e eficiente. Por exigência dos produtores para conter custos, foi rodado na floresta da Tijuca — e não, no sertão mineiro, como na primeira adaptação —, mas não se perdeu o clima.
Com relação ao texto acima, aos temas nele abordados e ao romance Inocência, no qual se baseia o referido filme, de mesmo título, julgue o item a seguir.
Em Inocência, de Visconde de Taunay, o leitor deparase com uma mescla de romantismo e realismo.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
O livro é melhor que o filme. Quem já não ouviu esse clichê sobre as adaptações literárias para o cinema? A frase feita conota o cinema como arte menor, subordinada à literatura, esta, sim, o modo nobre de expressão por seu prestígio e antiguidade. No entanto, há quem sustente que foi Orson Welles quem melhor entendeu a estrutura narrativa de Dom Quixote. Jack Gold enxergou em Robson Crusoe a misoginia colonialista que Daniel Defoe não pôde ver. E, durante a ditadura militar, Joaquim Pedro de Andrade tirou de Macunaíma uma leitura política com a qual Mário de Andrade não havia sonhado. Assim, muitas vezes, é o cinema que ilumina uma obra, ao dialogar com ela sob a forma de adaptação.
Luiz Zanin Oricchio. In: O Estado de S.Paulo.
Caderno 2, 5/4/2009 (com adaptações).
A partir das ideias apresentadas nesse texto, julgue o item que se segue.
O romance Macunaíma, de Mário de Andrade, retrata o Brasil na sua realidade social e linguística.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
O livro é melhor que o filme. Quem já não ouviu esse clichê sobre as adaptações literárias para o cinema? A frase feita conota o cinema como arte menor, subordinada à literatura, esta, sim, o modo nobre de expressão por seu prestígio e antiguidade. No entanto, há quem sustente que foi Orson Welles quem melhor entendeu a estrutura narrativa de Dom Quixote. Jack Gold enxergou em Robson Crusoe a misoginia colonialista que Daniel Defoe não pôde ver. E, durante a ditadura militar, Joaquim Pedro de Andrade tirou de Macunaíma uma leitura política com a qual Mário de Andrade não havia sonhado. Assim, muitas vezes, é o cinema que ilumina uma obra, ao dialogar com ela sob a forma de adaptação.
Luiz Zanin Oricchio. In: O Estado de S.Paulo.
Caderno 2, 5/4/2009 (com adaptações).
A partir das ideias apresentadas nesse texto, julgue o item que se segue.
Mário de Andrade foi não só um poeta, mas também um teórico do movimento modernista brasileiro.
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Orgão: UnB
Texto I
Talvez a única afirmação suficientemente justa a respeito da função da música no cinema é a de que, de uma maneira ou de outra, a música existe para “tocar” as pessoas. Ela pode emocionar, arrancar lágrimas, causar tensão, desconforto, incomodar, narrar um acontecimento, uma morte, uma perseguição, uma piada, um diálogo, um alívio, uma festa, descrever um movimento, criar um clima, acelerar uma situação, acalmá-la, enfim, de um jeito ou de outro, a boa composição não existe em vão. Ela está lá por algum motivo, e, ainda que não a ouçamos, podemos senti-la. O drama e a música são expressões culturais que obviamente têm valores e efeitos distintos e independentes (...). Parece haver um consenso entre a maioria dos compositores no sentido de que a música deve servir ao filme. Ela deve auxiliar a narrativa, seus personagens, seu ritmo, suas texturas, sua linguagem, seus requisitos dramáticos.
Tony Berchmans. A música do filme: tudo o que você gostaria de saber sobre a
música de cinema. São Paulo: Escrituras, 2006, p. 20 (com adaptações).
Texto II
A trilha do filme Guerra nas Estrelas, composta por John Williams, ganhou vários prêmios, inclusive o Oscar de melhor trilha musical original. Acerca dessa trilha sonora, Tony Berchmans comenta:
“Quando aparece pela primeira vez o personagem Luke Skywalker, o tema principal soa em um arranjo leve e específico. Há vários motivos ao longo do filme, inclusive uma marcha militar que faz referência às forças militares do Império. O que Williams adora fazer é rearranjar de diversas maneiras a frase inicial do tema principal, formada pelas famosas sete notas (...).
Por fim, a música é dramaticamente descritiva e vai-se intensificando precisamente de acordo com a complicação da situação dos rebeldes. Até que, enfim, Luke Skywalker consegue atingir o objetivo, e a música dá um alívio à sua tensão.”
Idem, ibidem, p. 86.
Tendo esses textos como referência, julgue o item que se segue.
A partir das informações dos textos I e II, é correto afirmar que elementos musicais como dinâmica, andamento e instrumentação são recursos que podem ser utilizadas para intensificar a emoção das cenas de um filme.
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Caderno Container