Foram encontradas 5.047 questões.
2375221
Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: CBM-PE
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: CBM-PE
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Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria, Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d’estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E o luar beijando o mar!
ABREU, Casimiro de. Meus oito anos. In: Id. ibid. p. 172.
As estrofes acima são do Romantismo brasileiro. Aponte a alternativa que evidencia indicações dessa estética literária.
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Profundamente
Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.
No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam errantes
Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam todos os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?
Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam errantes
Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam todos os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?
Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente
****
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci
Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?
Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.
Esse poema, contudo, não é propriamente romântico, não só porque o autor não pertence historicamente ao Romantismo, mas, sobretudo, porque
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2375187
Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PM-PE
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PM-PE
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O alegre do dia entristecido;
O silêncio da noite perturbado;
O resplendor do sol eclipsado;
E o luzente da lua desmentido:
Rompa todo o criado em um gemido;
Que é de ti, mundo? Adonde tens parado?
Se tudo neste instante está acabado,
Tanto importa o não ser, como o haver sido.
MATOS, Gregório de. A ponderação do Dia de Juízo Final, e Universal. In: MOISÉS, Massaud.. A literatura brasileira através dos
textos, São Paulo: Cultrix, 1997. p. 50.
A mensagem que passa Gregório de Matos nos dois quartetos encontra-se em qual das alternativas abaixo, considerando este texto pertencer à fase religiosa do poeta?
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2375018
Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: CBM-PE
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: CBM-PE
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E sons soturnos, suspiradas mágoas,
Mágoas amargas e melancolias,
No sussurro monótono das águas,
Noturnamente, entre ramagens frias.
Vozes veladas, veludosas vozes,
Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.
SOUSA, Cruz e. Violões que choram. In: CEREJA, William Roberto. Português: linguagens, São Paulo: Atual, 2005. p. 342.
No texto simbolista explicitado, encontram-se características desse movimento estético. Assinale a alternativa que as contempla.
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2374878
Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PM-PE
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PM-PE
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Texto 03
Quando nas praças s’eleva
Do povo a sublime voz...
Um raio ilumina a treva
O Cristo assombra o algoz...
Que o gigante da calçada
Com o pé sobre a barricada
Desgrenhado, enorme e nu,
Em Roma é Catão ou Mário,
É Jesus sobre o Calvário,
É Garibaldi ou Kossuth.
ALVES, Castro.O povo ao poder. In: MOISÉS, Massaud.
A literatura brasileira através dos textos, São Paulo: Cultrix, 1997. p. 205.
Texto 04
Amo-te tanto, meu amor...não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e com o amante
Numa sempre diversa realidade.
MORAES, Vinícius de. Soneto do amor total. In: Id. Ibid. p. 476.
Texto 05
JOÃO GRILO
Ah! Pancadinhas benditas! Oi, está tremendo? Que vergonha, tão corajoso antes, tão covarde agora! Que agitação é essa?
ENCOURADO
Quem está agitado? É somente uma questão de inimizade. Tenho o direito de me sentir mal com aquilo que me desagrada.
JOÃO GRILO
Eu, pelo contrário, estou me sentindo muito bem. Sinto-me como se minha alma quisesse cantar.
BISPO, estranhamente emocionado
Eu também. É estranho, nunca tinha experimentado um sentimento como esse. Mas é uma vontade esquisita, pois não sei bem se ela é de cantar ou de chorar.
Esconde o rosto entre as mãos. As pancadas do sino continuam e toca uma música de aleluia. De repente, João ajoelha-se, como que levado por uma força irresistível e fica com os olhos fixos fora.Vão se ajoelhando vagarosamente. (...)
SUASSUNA, Ariano. O auto da compadecida. In: CEREJA, William Roberto e
MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: linguagens, São Paulo: Atual, 2005. p. 70.
Releia com atenção apenas os textos 03 e 04. Eles inserem-se na produção literária brasileira devido ao contexto
histórico-social, considerando
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Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Eta vida besta, meu Deus.
O poema abaixo é um dos mais conhecidos de Carlos Drummond de Andrade. É INCORRETO dizer que o poema
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2374685
Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PM-PE
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PM-PE
Provas:
Ias triste e lúcido
Antes melhor fora
Que voltasses bêbedo
Marinheiro triste!
E eu que para casa
Vou como tu vais
Para o teu navio,
Feroz casco sujo
Amarrado ao cais,
Também como tu
Marinheiro triste.
Amanhã terás
Depois que partires
O vento do largo
O horizonte imenso
O sal do mar alto!
Mas eu, marinheiro?
- Antes melhor fora
Que voltasse bêbedo!
BANDEIRA, Manuel. Marinheiro triste. In: Obra completa, Rio de Janeiro: José Aguilar, 1985. p. 231.
O Modernismo brasileiro está representado no poema supra. Assinale a alternativa que contempla características e o tema deste texto.
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2374651
Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PM-PE
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PM-PE
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Texto 02 para a questão
O alegre do dia entristecido;
O silêncio da noite perturbado;
O resplendor do sol eclipsado;
E o luzente da lua desmentido:
Rompa todo o criado em um gemido;
Que é de ti, mundo? Adonde tens parado?
Se tudo neste instante está acabado,
Tanto importa o não ser, como o haver sido.
MATOS, Gregório de. A ponderação do Dia de Juízo Final, e
Universal. In: MOISÉS, Massaud.. A literatura brasileira através dos textos, São Paulo: Cultrix, 1997. p. 50.
Assinale a alternativa que indica serem as estrofes acima originárias do barroco brasileiro.
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2374455
Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: CBM-PE
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: CBM-PE
Provas:
Raimundo não pôde conter uma risada, e, como o outro se formalizara, acrescentou em tom sério “que não desdenhava da religião, que a julgava até indispensável como elemento regulador da sociedade. Afiançou que admirava a natureza e rendia-lhe o seu culto, procurando estudá-la e conhecê-la nas suas leis e nos seus fenômenos, acompanhando os homens de ciência nas suas investigações, fazendo, enfim, o possível para ser útil aos seus semelhantes, tendo sempre por base a honestidade dos próprios atos”.
Montaram de novo e puseram-se a caminho. Uma cerrada conversa travou-se entre eles a respeito de crenças religiosas; Raimundo mostrava-se indulgente com o companheiro, mas aborrecia-se, intimamente revoltado por ter de aturá-lo. Da religião passaram a tratar de outras coisas, a que o moço ia respondendo por comprazer; afinal veio à baila a escravatura e Manuel tentou defendê-la; o outro perdeu a paciência, exaltou-se e apostrofou contra ela e contra os que a exerciam, (...)
AZEVEDO, Aluísio. O mulato, São Paulo: Moderna, 1994. p. 138.
Tendo em vista características do Naturalismo, aponte alternativa que se identifica com o texto acima.
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2374441
Ano: 2007
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PM-PE
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: PM-PE
Provas:
Hão de chorar por ela os cinamomos,
Murchando as flores ao tombar do dia.
Dos laranjais hão de cair os pomos,
Lembrando-se daquela que os colhia.
As estrelas dirão: - “Ai! Nada somos,
Pois ela se morreu silente e fria...”
E pondo os olhos nela como pomos,
Hão de chorar a irmã que lhes sorria.
A lua que lhe foi mãe carinhosa,
Que a viu nascer e amar, há de envolvê-la
Entre lírios e pétalas de rosa.
Os meus sonhos de amor serão defuntos...
E os arcanjos dirão no azul ao vê-la,
Pensando em mim: - “Por que não vieram juntos?”
GUIMARAENS, Alfonsus. Soneto XIX. In: MOISËS, Massaud.
A literatura brasileira através dos textos, São Paulo: Cultrix, 1997, p. 332.
Neste soneto representativo do Simbolismo brasileiro, aponte a alternativa que indica as figuras de linguagem nele existentes.
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