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Marcos Bagno, em seu livro Preconceito Linguístico, coloca em evidência a diferença entre a norma culta e as demais variações da língua. O estudo da variação linguística deve levar em conta que
I. as diferenças de classe social apontam as oportunidades e o meio no qual o indivíduo vivencia.
II. o preconceito linguístico está atrelado ao conceito de "certo" e "errado" dentro da língua, sem levar em consideração as variações.
III. as diversidades que existem entre o falante da norma culta e os que utilizam outras variantes não chegam a provocar problemas de comunicação entre os falantes, já que todos são falantes da língua portuguesa.
É correto o que se afirma em
 

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Soneto da Separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Aponte a alternativa que NÃO corresponde às características de um soneto:
 

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São características principais do Simbolismo, EXCETO:
 

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312520 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Testamento do Sumé

Saí do seio de Jaci,
Nas asas me pendurei
Do grande, temível Tupã;
Caí direito no mar,
Entrei na igara veloz,
Depois alcancei a terra,
Atravessei o sertão
Comendo bichos do mato;
Caaporas me ajudavam;
Curupiras vão na frente
Pra me mostrar o caminho;
Entrei na taba dos homens,

Na minha cabeça pus
Um gracioso canitar,
Minha cintura cobri
Com enduape de mil cores,
Furei beiço, pus botoque,
O maracá agitei
Que nem um homem qualquer;
Na poracê tomei parte,
Dançaram em roda de mim
Soltando uivos e gritos.

Depois ao homem ensinei
A cuidar da terra dele,
Conforme boa receita
Que me deram lá na lua;
Plantei a boa mandioca
Que se transforma em farinha.
As fazendas prosperavam.
Quem fez tudo aquilo, eh!
Não foi ninguém, foi Sumé.
Pensam que me nomearam
Cacique supremo d’eles?
Qual nada, me desprezaram,
Ficaram com muita inveja,
Me pegaram distraído,
Me expuseram na maloca,

Fatal muçurana prenderam
Na cintura e no pescoço
De quem sempre os ajudou.
Por um triz eu não morri;
Mas Tupã naquele instante
Mandou um golpe de vento,
Leva a maloca nos ares,
Eles então se ajoelham.
Desamarram a muçurana
Me dão cauim a beber.

Mas eu perdi a confiança,
Sumi pra sempre no mar;
Pra eles não se esquecerem
Do avô a quem maltrataram
Deixei na laje da costa
As impressões de meus pés.

O país é mesmo agrícola,
Não tenham dúvida não:
Antes de fazerem a máquina
Para a mandioca moer,
Tratem de plantar mandioca,
Senão acaba a fazenda.
Adeus, vão plantar batatas.

Murilo Mendes. Testamento do Sumé.

No poema Testamento do Sumé, escrito, em 1932, pelo poeta modernista Murilo Mendes, a figura central é Sumé, que, segundo os mitos tupis, ensinou aos indígenas as formas de tirarem seu sustento da natureza.

A partir desse texto e dessas informações, julgue o item.

Nesse poema, Sumé, em seu testamento, relata um percurso que evidencia a trajetória histórica bem-sucedida da incorporação do indígena a um país colonizado pelo branco.

 

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312519 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Testamento do Sumé

Saí do seio de Jaci,
Nas asas me pendurei
Do grande, temível Tupã;
Caí direito no mar,
Entrei na igara veloz,
Depois alcancei a terra,
Atravessei o sertão
Comendo bichos do mato;
Caaporas me ajudavam;
Curupiras vão na frente
Pra me mostrar o caminho;
Entrei na taba dos homens,

Na minha cabeça pus
Um gracioso canitar,
Minha cintura cobri
Com enduape de mil cores,
Furei beiço, pus botoque,
O maracá agitei
Que nem um homem qualquer;
Na poracê tomei parte,
Dançaram em roda de mim
Soltando uivos e gritos.

Depois ao homem ensinei
A cuidar da terra dele,
Conforme boa receita
Que me deram lá na lua;
Plantei a boa mandioca
Que se transforma em farinha.
As fazendas prosperavam.
Quem fez tudo aquilo, eh!
Não foi ninguém, foi Sumé.
Pensam que me nomearam
Cacique supremo d’eles?
Qual nada, me desprezaram,
Ficaram com muita inveja,
Me pegaram distraído,
Me expuseram na maloca,

Fatal muçurana prenderam
Na cintura e no pescoço
De quem sempre os ajudou.
Por um triz eu não morri;
Mas Tupã naquele instante
Mandou um golpe de vento,
Leva a maloca nos ares,
Eles então se ajoelham.
Desamarram a muçurana
Me dão cauim a beber.

Mas eu perdi a confiança,
Sumi pra sempre no mar;
Pra eles não se esquecerem
Do avô a quem maltrataram
Deixei na laje da costa
As impressões de meus pés.

O país é mesmo agrícola,
Não tenham dúvida não:
Antes de fazerem a máquina
Para a mandioca moer,
Tratem de plantar mandioca,
Senão acaba a fazenda.
Adeus, vão plantar batatas.

Murilo Mendes. Testamento do Sumé.

No poema Testamento do Sumé, escrito, em 1932, pelo poeta modernista Murilo Mendes, a figura central é Sumé, que, segundo os mitos tupis, ensinou aos indígenas as formas de tirarem seu sustento da natureza.

A partir desse texto e dessas informações, julgue o item.

No poema apresentado, a forma como o poeta modernista reconstruiu a figura mítica de Sumé produziu, como efeito poético, a visão crítica acerca do país, mais visível na última estrofe do poema.

 

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312518 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Testamento do Sumé

Saí do seio de Jaci,
Nas asas me pendurei
Do grande, temível Tupã;
Caí direito no mar,
Entrei na igara veloz,
Depois alcancei a terra,
Atravessei o sertão
Comendo bichos do mato;
Caaporas me ajudavam;
Curupiras vão na frente
Pra me mostrar o caminho;
Entrei na taba dos homens,

Na minha cabeça pus
Um gracioso canitar,
Minha cintura cobri
Com enduape de mil cores,
Furei beiço, pus botoque,
O maracá agitei
Que nem um homem qualquer;
Na poracê tomei parte,
Dançaram em roda de mim
Soltando uivos e gritos.

Depois ao homem ensinei
A cuidar da terra dele,
Conforme boa receita
Que me deram lá na lua;
Plantei a boa mandioca
Que se transforma em farinha.
As fazendas prosperavam.
Quem fez tudo aquilo, eh!
Não foi ninguém, foi Sumé.
Pensam que me nomearam
Cacique supremo d’eles?
Qual nada, me desprezaram,
Ficaram com muita inveja,
Me pegaram distraído,
Me expuseram na maloca,

Fatal muçurana prenderam
Na cintura e no pescoço
De quem sempre os ajudou.
Por um triz eu não morri;
Mas Tupã naquele instante
Mandou um golpe de vento,
Leva a maloca nos ares,
Eles então se ajoelham.
Desamarram a muçurana
Me dão cauim a beber.

Mas eu perdi a confiança,
Sumi pra sempre no mar;
Pra eles não se esquecerem
Do avô a quem maltrataram
Deixei na laje da costa
As impressões de meus pés.

O país é mesmo agrícola,
Não tenham dúvida não:
Antes de fazerem a máquina
Para a mandioca moer,
Tratem de plantar mandioca,
Senão acaba a fazenda.
Adeus, vão plantar batatas.

Murilo Mendes. Testamento do Sumé.

No poema Testamento do Sumé, escrito, em 1932, pelo poeta modernista Murilo Mendes, a figura central é Sumé, que, segundo os mitos tupis, ensinou aos indígenas as formas de tirarem seu sustento da natureza.

A partir desse texto e dessas informações, julgue o item.

Tal como haviam feito os poetas do Indianismo romântico, Murilo Mendes incorporou termos indígenas em seu poema, mas sem o tom
solene da linguagem, que era utilizado no Romantismo.

 

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312517 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Testamento do Sumé

Saí do seio de Jaci,
Nas asas me pendurei
Do grande, temível Tupã;
Caí direito no mar,
Entrei na igara veloz,
Depois alcancei a terra,
Atravessei o sertão
Comendo bichos do mato;
Caaporas me ajudavam;
Curupiras vão na frente
Pra me mostrar o caminho;
Entrei na taba dos homens,

Na minha cabeça pus
Um gracioso canitar,
Minha cintura cobri
Com enduape de mil cores,
Furei beiço, pus botoque,
O maracá agitei
Que nem um homem qualquer;
Na poracê tomei parte,
Dançaram em roda de mim
Soltando uivos e gritos.

Depois ao homem ensinei
A cuidar da terra dele,
Conforme boa receita
Que me deram lá na lua;
Plantei a boa mandioca
Que se transforma em farinha.
As fazendas prosperavam.
Quem fez tudo aquilo, eh!
Não foi ninguém, foi Sumé.
Pensam que me nomearam
Cacique supremo d’eles?
Qual nada, me desprezaram,
Ficaram com muita inveja,
Me pegaram distraído,
Me expuseram na maloca,

Fatal muçurana prenderam
Na cintura e no pescoço
De quem sempre os ajudou.
Por um triz eu não morri;
Mas Tupã naquele instante
Mandou um golpe de vento,
Leva a maloca nos ares,
Eles então se ajoelham.
Desamarram a muçurana
Me dão cauim a beber.

Mas eu perdi a confiança,
Sumi pra sempre no mar;
Pra eles não se esquecerem
Do avô a quem maltrataram
Deixei na laje da costa
As impressões de meus pés.

O país é mesmo agrícola,
Não tenham dúvida não:
Antes de fazerem a máquina
Para a mandioca moer,
Tratem de plantar mandioca,
Senão acaba a fazenda.
Adeus, vão plantar batatas.

Murilo Mendes. Testamento do Sumé.

No poema Testamento do Sumé, escrito, em 1932, pelo poeta modernista Murilo Mendes, a figura central é Sumé, que, segundo os mitos tupis, ensinou aos indígenas as formas de tirarem seu sustento da natureza.

A partir desse texto e dessas informações, julgue o item.

A retomada temática de mitos indígenas no Modernismo aproxima esse período literário do ufanismo patriótico romântico, que havia eleito o indígena como herói e símbolo nacional.

 

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312516 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Testamento do Sumé

Saí do seio de Jaci,
Nas asas me pendurei
Do grande, temível Tupã;
Caí direito no mar,
Entrei na igara veloz,
Depois alcancei a terra,
Atravessei o sertão
Comendo bichos do mato;
Caaporas me ajudavam;
Curupiras vão na frente
Pra me mostrar o caminho;
Entrei na taba dos homens,

Na minha cabeça pus
Um gracioso canitar,
Minha cintura cobri
Com enduape de mil cores,
Furei beiço, pus botoque,
O maracá agitei
Que nem um homem qualquer;
Na poracê tomei parte,
Dançaram em roda de mim
Soltando uivos e gritos.

Depois ao homem ensinei
A cuidar da terra dele,
Conforme boa receita
Que me deram lá na lua;
Plantei a boa mandioca
Que se transforma em farinha.
As fazendas prosperavam.
Quem fez tudo aquilo, eh!
Não foi ninguém, foi Sumé.
Pensam que me nomearam
Cacique supremo d’eles?
Qual nada, me desprezaram,
Ficaram com muita inveja,
Me pegaram distraído,
Me expuseram na maloca,

Fatal muçurana prenderam
Na cintura e no pescoço
De quem sempre os ajudou.
Por um triz eu não morri;
Mas Tupã naquele instante
Mandou um golpe de vento,
Leva a maloca nos ares,
Eles então se ajoelham.
Desamarram a muçurana
Me dão cauim a beber.

Mas eu perdi a confiança,
Sumi pra sempre no mar;
Pra eles não se esquecerem
Do avô a quem maltrataram
Deixei na laje da costa
As impressões de meus pés.

O país é mesmo agrícola,
Não tenham dúvida não:
Antes de fazerem a máquina
Para a mandioca moer,
Tratem de plantar mandioca,
Senão acaba a fazenda.
Adeus, vão plantar batatas.

Murilo Mendes. Testamento do Sumé.

No poema Testamento do Sumé, escrito, em 1932, pelo poeta modernista Murilo Mendes, a figura central é Sumé, que, segundo os mitos tupis, ensinou aos indígenas as formas de tirarem seu sustento da natureza.

A partir desse texto e dessas informações, julgue o item.

No poema, o emprego de rimas e estrofes regulares bem como a descrição do indígena Sumé como herói destoam do estilo modernista.

 

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117260 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo do seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num incidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo o meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu queria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Fernando Sabino. In: Antonio Candido. Recortes.
Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2004, p. 31.
Com relação ao fragmento de texto de Fernando Sabino, apresentado acima, julgue o item seguinte.
No texto, o escritor desenvolve uma breve reflexão acerca da crônica: gênero literário em que predominam o circunstancial e o episódico para o qual o escritor não encontra assunto e percebe-se incapaz de “recolher da vida diária algo do seu disperso conteúdo humano”.
 

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117241 Ano: 2009
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UNIPAMPA
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Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar ... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Carlos Drummond de Andrade.
Seleta em prosa e verso. Rio de
Janeiro: Record, 1995, p. 137.
Julgue o próximo item, considerando o poema acima, de Carlos Drummond de Andrade.
Levando-se em conta os movimentos de rotação da terra, o autor não poderia utilizar a terra como referencial inercial para “Um cachorro vai devagar”.
 

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