Mariana, 8 anos, apresenta dor abdominal súbita, intensa, em cólica, irradiando para região lombar
direita. Refere náuseas e dois episódios de vômitos, nas últimas 6 horas. Não há febre. História familiar
de pedras nos rins, no pai. Exame físico: Temperatura: 37°C. Abdome: sensível em flanco direito, sem
defesa ou distensão, Sem massas palpáveis. Pressão arterial e outros sinais vitais dentro da
normalidade. Exames laboratoriais e de imagem: Urina: hematúria microscópica, Urina tipo I:
leucócitos e nitrito ausentes. Ultrassonografia renal: litíase no ureter proximal direito, 5 mm, com
discreta hidronefrose. Função renal preservada.
Qual é a conduta inicial mais adequada para esta criança?
Pedro, 10 anos, apresenta dor abdominal iniciada na região periumbilical há 12 horas, que migrou
para o quadrante inferior direito. Refere náuseas e um episódio de vômito. Sem diarreia ou febre
alta até o momento. Os pais relatam que ele está mais apático e queixa-se de dor ao caminhar.Exame físico: Temperatura: 37,8°C. Abdome: sensível à palpação no quadrante inferior direito (ponto
de McBurney), defesa leve, sem distensão significativa. Sinais de Blumberg e Rovsing positivos, sem
massa palpável. Exames laboratoriais e de imagem: Hemograma: leucocitose discreta (12.500/mm³)
com neutrofilia, PCR: elevada, Ultrassonografia abdominal: apêndice aumentado (>6 mm), parede
espessada, presença de líquido peri-apendicular.
Qual é a conduta mais adequada para este paciente?
Miguel, 2 dias de vida, não evacuou nas primeiras 48 horas, apresenta vômitos biliosos e distensão
abdominal progressiva. O recém-nascido foi a termo, sem complicações no parto, e amamenta-se
parcialmente. Exame físico: Abdome distendido, timpânico à percussão. Reto vazio à palpação retal
(manobra de toque retal sugere contração involuntária do esfíncter). Ausência de evacuação
espontânea desde o nascimento. Sinais vitais: dentro dos limites normais, sem febre. Exames
complementares: Radiografia abdominal: dilatação proximal do cólon com transição abrupta para
segmento distal estreito (“colônia em espiral” ou “pico de agulha”). Biópsia retal (confirmação
diagnóstica): ausência de células ganglionares, Enema contrastado: transição entre cólon normal e
segmento distal espástico.
Qual é a conduta definitiva para tratar este paciente?
Lucas, 1 ano, é levado ao pediatra pelos pais que percebem que um dos testículos não está presente
no escroto desde o nascimento. O histórico neonatal foi normal, sem prematuridade ou complicações. O
bebê apresenta desenvolvimento adequado e não há dor nem sinais de infecção. Exame físico:
testículo direito palpável no escroto, testículo esquerdo palpável ao longo do canal inguinal, Genitália
externa normal, sem anomalias penianas, Sem linfonodomegalias ou massa abdominal.
Qual é a conduta mais adequada para este paciente?
Pedro, 2 anos, é levado ao pediatra pelos pais devido a uma massa indolor na região inguinal direita,
visível intermitentemente, principalmente quando chora ou faz esforço. A massa regride
espontaneamente em repouso. Ele não apresenta febre, vômitos ou alterações no apetite. Exame
físico: Massa palpável na região inguinal direita, limites precisos, de aproximadamente 2 cm, redutível,
sem sinais de inflamação, testículo direito palpável e normal, sem linfonodomegalias ou sinais de
sofrimento abdominal.
Qual é a conduta mais adequada para esse caso?
Um paciente de 35 anos, do sexo masculino, com histórico prévio de abscesso perianal drenado há 3
meses, retorna ao consultório com queixa de drenagem piossanguinolenta persistente na região
perianal. O exame sob anestesia e a ressonância magnética demonstram uma fístula transesfincteriana
baixa, sem envolvimento da musculatura puborretal.
Considerando-se o manejo e as características das fístulas anorretais, qual das seguintes afirmações
sobre esta condição está CORRETA?
Um paciente assintomático, de 45 anos, sem histórico familiar de câncer colorretal, realiza sua primeira
colonoscopia de rastreio e apresenta os seguintes achados:
Um adenoma tubular de 4 mm no reto superior, totalmente ressecado, sem displasia de alto grau.Um
segundo adenoma tubular de 7 mm no colon ascendente, totalmente ressecado, sem displasia de alto
grau.
Considerando-se a indicação de rastreio para este paciente e o intervalo de vigilância colonoscópica
recomendado após a ressecção desses adenomas, qual das seguintes afirmações está CORRETA?
Uma paciente de 45 anos, sexo feminino, apresenta história de constipação intestinal crônica há mais
de dois anos, caracterizada por evacuações infrequentes (média de 1 a 2 vezes por semana), esforço
evacuatório prolongado e sensação de evacuação incompleta. Ela relata necessidade frequente de
manobras digitais para auxiliar a passagem das fezes. O manejo inicial com aumento da ingesta de
fibras e o uso de laxantes osmóticos (Polietilenoglicol) por 6 meses não resultou em melhora
satisfatória. A investigação laboratorial básica e a colonoscopia realizadas foram normais.
Qual das seguintes afirmações sobre a investigação complementar e o manejo terapêutico de primeira
linha para o provável diagnóstico desta paciente é CORRETA?
A classificação e o manejo da doença diverticular do cólon (DDC) evoluíram significativamente nas
últimas décadas. Sobre os conceitos mais importantes e o manejo atual da diverticulite aguda, assinale
a alternativa CORRETA.