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Um homem de 64 anos apresenta massa expansiva do forame jugular direito.

Ao longo de dois anos evolui progressivamente com:

- zumbido pulsátil e hipoacusia mista;
- massa retrotimpânica à otoscopia;
- disfonia e disfagia;
- diminuição do reflexo nauseoso;
- hipotrofia do músculo trapézio e dificuldade para elevar o ombro direito;
- desvio da língua para a direita durante a protrusão; e
- miose, ptose discreta e anidrose ipsilaterais.

Apesar da progressão tumoral, o nervo craniano que permaneceu funcional durante toda a evolução descrita foi o nervo
 

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Diante de um exame de polissonografia do tipo III normal, de um paciente com queixa de roncos, de 60 anos, sem comorbidades, a melhor conduta é
 

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Com relação ao diagnóstico de tontura postural perceptual persistente, são fatores considerados gatilhos:
 

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Em um planejamento cirúrgico de uma cirurgia endoscópica nasal - Pansinusectomia, o cirurgião identifica uma célula de Onodi na tomografia computadorizada de seios paranasais.

Nesse caso, a estrutura que tem mais risco de ser lesada nessa cirurgia é
 

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Homem de 24 anos, previamente hígido, procura o serviço de emergência por dispneia progressiva, tosse seca, dor torácica, febre, náuseas e episódios de vômitos há 8 dias. Relata ter iniciado uso diário de cigarro eletrônico há aproximadamente 1 ano. Nas últimas 6 semanas, passou a utilizar também cartuchos adquiridos informalmente contendo tetraidrocanabinol (THC).
Ao exame: temperatura 38,1 ºC, frequência cardíaca 112 bpm, frequência respiratória 28 irpm, pressão arterial 118 × 72 mmHg e saturação de O₂ de 89% em ar ambiente. À ausculta pulmonar, apresenta crepitações finas bilaterais, sem sibilos.
Os exames laboratoriais mostram: hemoglobina 14,2 g/dL; leucócitos 16.800/mm³, com 84% de neutrófilos e 2% de eosinófilos; plaquetas 328.000/mm³; proteína C reativa 126 mg/L; creatinina 0,9 mg/dL. Testes moleculares para SARS CoV 2 e influenza são negativos. Hemoculturas e culturas de escarro não demonstram crescimento bacteriano, e a investigação microbiológica complementar não identifica agente infeccioso.
A radiografia de tórax evidencia opacidades pulmonares bilaterais difusas. A tomografia computadorizada mostra opacidades em vidro fosco bilaterais, multifocais, com relativa preservação subpleural, sem derrame pleural.
Diante da hipoxemia, o paciente é internado e recebe oxigenoterapia. Após avaliação clínica e exclusão razoável de etiologia infecciosa, considera-se o emprego de glicocorticoide sistêmico.

Com base nos achados clínicos, laboratoriais e radiológicos apresentados, assinale a opção que melhor estabelece o diagnóstico, a conduta terapêutica e o mecanismo farmacológico relacionado ao tratamento.
 

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Homem de 36 anos, vivendo com HIV há 6 anos, comparece ao ambulatório por surgimento, há 12 dias, de exantema difuso não pruriginoso. Faz uso regular de tenofovir, lamivudina e dolutegravir, com boa adesão e sem antecedentes de infecções oportunistas. Relata que, aproximadamente 6 semanas antes, apresentou úlcera única e indolor no pênis, com resolução espontânea. Nega cefaleia, alteração cognitiva, déficit motor, parestesias, alterações visuais, hipoacusia ou zumbidos.
Ao exame, encontra-se em bom estado geral, afebril e hemodinamicamente estável. Apresenta exantema maculopapular disseminado, inclusive em palmas das mãos e plantas dos pés, associado a linfadenomegalias cervicais e inguinais indolores. O exame neurológico é normal, sem alterações de pares cranianos. Fundoscopia sem anormalidades.
Os exames laboratoriais mostram: Hemoglobina: 14,2 g/dL; Leucócitos: 6.800/mm³; Plaquetas: 238.000/mm³; Creatinina: 0,9 mg/dL; AST: 27 U/L; ALT: 31 U/L; LT CD4+: 724 células/mm³; Carga viral do HIV: < 40 cópias/mL; Teste treponêmico para sífilis: reagente; VDRL: 1:64.
Consta no prontuário VDRL não reagente realizado há 8 meses. O paciente nega alergia à penicilina.

Com base no quadro clínico, nos exames laboratoriais e nas particularidades do tratamento da sífilis em pessoas vivendo com HIV, assinale a opção que apresenta a conduta terapêutica mais adequada e o mecanismo de ação do antimicrobiano empregado.
 

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Mulher de 39 anos procura atendimento de emergência por vômitos repetidos, dor abdominal difusa, fraqueza intensa e tontura, iniciados há cerca de 24 horas após quadro de gastroenterite. Nos últimos 6 meses, refere perda ponderal de 7 kg, fadiga progressiva e desejo frequente de ingerir alimentos salgados. Tem antecedente de tireoidite autoimune.
Ao exame, encontra-se sonolenta, porém despertável, desidratada, com hiperpigmentação mais evidente nas pregas palmares e na mucosa gengival. PA = 76 × 44 mmHg, FC = 118 bpm, FR = 22 irpm, SpO₂ = 97% em ar ambiente e temperatura = 37,8 oC.
Após obtenção de acesso venoso, são colhidas amostras de sangue antes da administração de corticosteroides: Sódio: 121 mEq/L; Potássio: 6,1 mEq/L; Glicose: 48 mg/dL; Creatinina: 1,4 mg/dL; Eosinófilos: 8%; Cortisol sérico: 1,8 µg/dL; ACTH plasmático: 920 pg/mL
Apesar da administração inicial de solução cristaloide, permanece hipotensa.

Com base nos achados apresentados, assinale a opção que apresenta a abordagem terapêutica imediata mais adequada e o mecanismo de ação do principal medicamento utilizado.
 

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Mulher de 43 anos procura serviço de emergência por dificuldade progressiva para caminhar, visão borrada e comportamento desorganizado há cerca de 24 horas. Há três meses foi submetida à derivação gástrica em Y de Roux e, nas últimas quatro semanas, apresentou vômitos recorrentes, redução importante da ingestão alimentar e perda ponderal de 14 kg. Nos dois dias anteriores, recebeu em outro serviço hidratação intravenosa contendo solução glicosada, sem suplementação vitamínica.
Ao exame, encontra-se sonolenta, porém despertável, desorientada no tempo, com dificuldade para fixar novas informações. Apresenta nistagmo horizontal, discreta limitação bilateral da abdução ocular e marcha de base alargada. Não há febre, rigidez de nuca ou déficit motor focal.
Exames laboratoriais mostram: Glicemia: 106 mg/dL; Sódio: 138 mEq/L; Potássio: 3,7 mEq/L; Creatinina: 0,8 mg/dL; AST: 29 U/L; ALT: 25 U/L; Lactato: 5,6 mmol/L; pH arterial: 7,31; Bicarbonato: 18 mEq/L; Cetonemia: negativa.
A tomografia computadorizada de crânio não evidencia alterações agudas. Foi coletada amostra sanguínea para investigação de deficiências vitamínicas, cujos resultados estarão disponíveis em alguns dias.

Considerando a hipótese diagnóstica mais provável, assinale a opção que apresenta a conduta imediata e o mecanismo bioquímico que melhor explica a indicação do tratamento.
 

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Homem de 46 anos procura ambulatório de Clínica Médica por pirose retroesternal e regurgitação ácida há aproximadamente 8 meses, atualmente presentes em quatro a cinco dias por semana. Os sintomas predominam 30 a 60 minutos após as refeições, pioram quando se deita e após refeições volumosas. Nega disfagia, odinofagia, hematêmese, melena, vômitos persistentes ou perda ponderal.
Há 6 semanas, recebeu prescrição de omeprazol 20 mg uma vez ao dia. Refere adesão diária, porém relata que costuma ingerir o medicamento imediatamente após o café da manhã, junto às demais medicações. Houve melhora parcial, mas permanece com pirose aproximadamente três vezes por semana.
Ao exame físico, encontra se em bom estado geral, IMC 28 kg/m², sem alterações relevantes. Exames laboratoriais mostram: hemoglobina 14,7 g/dL; VCM 89 fL; ferritina 118 ng/mL; creatinina 0,9 mg/dL; magnésio 2,0 mg/dL; AST 24 U/L e ALT 27 U/L.

Considerando o diagnóstico mais provável, a ausência de sinais de alarme e o mecanismo farmacológico do tratamento empregado, a conduta mais apropriada, neste momento, é(são)
 

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Mulher de 24 anos é encaminhada para avaliação hematológica antes de extração de terceiro molar. Desde a adolescência apresenta epistaxes recorrentes, equimoses após pequenos traumas e menstruações com duração de 8 a 9 dias, frequentemente acompanhadas de coágulos. Aos 16 anos, apresentou sangramento prolongado após exodontia, sem necessidade de transfusão. A mãe refere história semelhante de menorragia. Não há episódios de hemartrose ou hematomas musculares espontâneos.
Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, sem sangramento ativo.
Os exames mostram: Hemoglobina: 11,2 g/dL; Plaquetas: 248.000/mm³; TP/INR: normal; TTPa: 39 s / controle 31 s; Antígeno do fator de von Willebrand, VWF:Ag: 32%; Atividade plaquetária dependente de VWF: 29%; Atividade do fator VIII: 44%; Relação atividade VWF/VWF:Ag: 0,91; Análise de multímeros do VWF: distribuição normal.
Como parte do planejamento terapêutico, é realizado teste com desmopressina. Uma hora após sua administração, o VWF:Ag aumenta para 96%, a atividade do VWF para 91% e a atividade do fator VIII para 108%.

Considerando o diagnóstico mais provável, a resposta observada ao teste terapêutico e as propriedades farmacológicas do medicamento utilizado, assinale a afirmativa correta.
 

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