Uma mulher de 46 anos procura atendimento
ambulatorial devido à dor em queimação na região
epigástrica há aproximadamente três meses. Refere
piora dos sintomas em jejum e melhora parcial após as
refeições. Nega perda ponderal, vômitos persistentes,
disfagia, anemia conhecida ou história familiar de câncer
gástrico, ou seja, não possui sinais de alarme e fatores
de risco para neoplasia. Ao exame físico, apresenta dor
leve à palpação profunda do epigástrio, sem sinais de
irritação peritoneal. Considerando o quadro clínico
descrito, a conduta mais adequada é:
Uma criança de 18 meses é levada à Unidade Básica de
Saúde para consulta de puericultura. A mãe refere que a
criança apresenta diminuição do apetite e maior cansaço
durante as brincadeiras, além de dieta rica em leite de
vaca. O exame físico evidencia palidez cutaneomucosa
discreta, sem outras alterações. Os exames laboratoriais
mostram: hemoglobina de 9,8 g/dL, VCM de 68 fL, HCM
reduzida, ferritina sérica de 8 ng/mL e proteína C reativa
normal. Considerando o quadro clínico e laboratorial, a
conduta mais adequada é:
Uma mulher de 34 anos procura atendimento
ambulatorial devido à perda de peso não intencional de 6
kg nos últimos três meses, palpitações, intolerância ao
calor e tremores finos nas mãos. Ao exame físico,
apresenta frequência cardíaca de 112 bpm, bócio difuso
de consistência fibroelástica e discreta retração palpebral
bilateral. Os exames laboratoriais revelam TSH <0,01
mUI/L (valor de referência: 0,4−4,0 mUI/L) e T4 livre
elevado. O diagnóstico mais provável e a conduta inicial
mais adequada são:
Um menino de 8 anos é levado ao pronto atendimento
devido à poliúria, polidipsia, perda ponderal de 4 kg nos
últimos dois meses e fadiga progressiva. Ao exame
físico, encontra-se hidratado, consciente e sem sinais de
acidose. A glicemia plasmática casual é de 286 mg/dL.
De acordo com os critérios diagnósticos atuais para
diabetes mellitus, é correto afirmar que:
Uma mulher de 31 anos, com 9 semanas de gestação,
comparece à consulta de pré-natal sem queixas. Os
exames laboratoriais demonstram TSH de 5,8 mUI/L
(valor de referência adotado pelo laboratório utilizado
para o primeiro trimestre: até 4,0 mUI/L), T4 livre dentro
da faixa de normalidade e anticorpo antitireoperoxidase
(anti-TPO) positivo. Ela não possui história prévia de
doença tireoidiana. De acordo com as recomendações
atuais para o manejo das disfunções tireoidianas na
gestação, a conduta mais adequada é:
Uma mulher de 28 anos procura atendimento por
apresentar episódios recorrentes de cefaleia há aproximadamente dois anos. Refere dor unilateral,
pulsátil, de forte intensidade, agravada por atividades
físicas habituais, com duração entre 6 e 24 horas.
Durante as crises, apresenta náuseas, fotofobia e
fonofobia, permanecendo em repouso em ambiente
escuro até melhora dos sintomas. Nega febre, déficits
neurológicos, trauma ou alterações ao exame físico. De
acordo com a Classificação Internacional das Cefaleias
(ICHD-3), o diagnóstico mais provável é:
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira,
relacionando as fases ou manifestações clínicas da
leptospirose às suas respectivas características:
Primeira coluna: fase ou manifestação clínica
1.Fase leptospirêmica
2.Fase imune
3.Síndrome de Weil
Segunda coluna: características
( ) Caracteriza-se por insuficiência renal aguda, icterícia
e manifestações hemorrágicas.
( ) Corresponde ao período em que ocorre produção de
anticorpos, podendo haver meningite asséptica e
acometimento de órgãos.
( ) Corresponde ao período inicial da doença, com febre
alta, cefaleia, mialgia intensa e presença da bactéria na
corrente sanguínea.
Assinale a alternativa que apresenta a correta
associação entre as colunas:
Um menino de 4 anos é levado ao pronto atendimento
devido a edema palpebral há cinco dias, evoluindo para
edema de membros inferiores e aumento do volume
abdominal. Ao exame físico, apresenta pressão arterial
de 96/60 mmHg (normal para a idade e estatura),
frequência cardíaca de 98 bpm e edema +++/4+. Os
exames laboratoriais revelam proteinúria maciça,
albumina sérica de 1,8 g/dL, colesterol total de 345
mg/dL e creatinina dentro da normalidade. No momento
o paciente não apresenta hematúria. Considerando o
quadro clínico descrito, a conduta inicial mais adequada
é:
Um homem de 58 anos procura o serviço de emergência
com dor precordial intensa, em aperto, iniciada há 1
hora, irradiando para o membro superior esquerdo,
associada a náuseas e sudorese fria. É hipertenso,
tabagista e portador de diabetes mellitus tipo 2. Ao
exame físico, apresenta pressão arterial de 138/82
mmHg, frequência cardíaca de 84 bpm, saturação de
oxigênio de 96% em ar ambiente e ausculta pulmonar
sem alterações. O eletrocardiograma evidencia
supradesnivelamento do segmento ST de 2 mm em DII,
DIII e aVF. De acordo com as Diretrizes da Sociedade
Brasileira de Cardiologia e da Sociedade Europeia de
Cardiologia para o manejo do infarto agudo do miocárdio
com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST),
a conduta inicial mais adequada é:
Um homem de 58 anos procura a Unidade Básica de
Saúde para consulta de rotina. É assintomático,
tabagista, apresenta obesidade, sem lesão de órgão-alvo
conhecida, sem doença cardiovascular estabelecida.
Durante a consulta, são obtidas duas medidas de
pressão arterial, com intervalo adequado entre elas, de
152/94 mmHg e 150/96 mmHg. O exame físico não
evidencia alterações relevantes. De acordo com as
Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, a conduta
mais adequada nesse momento é: