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Leia o texto a seguir.
A escola era na rua do Costa, um sobradinho de grade de pau. O ano era 1840 [...]. Subi a escada com cautela, para não ser ouvido pelo mestre, e cheguei a tempo; ele entrou na sala três ou quatro minutos depois. Entrou com o andar manso do costume, em chinelas de cordovão, com a jaqueta de brim lavada e desbotada, calça branca e tesa e grande colarinho caído. Chamava-se Policarpo e tinha perto de cinquenta anos ou mais. Uma vez sentado, extraiu da jaqueta uma boceta de rapé e o lenço vermelho, pô-los na gaveta; depois relanceou os olhos pela sala. Os meninos, que se conservaram de pé durante a entrada dele, tornaram a sentar-se. Tudo estava em ordem; começaram os trabalhos [...]. Na verdade, o mestre fitava-nos. Como era mais severo para o filho, buscava-o muitas vezes com os olhos, para trazê-lo mais aperreado. Mas nós também éramos finos; metemos o nariz no livro, e continuamos a ler [...]. O pior que ele podia ter, para nós, era a palmatória. E essa lá estava, pendurada do portal da janela, à direita, com os seus cinco olhos do diabo.
Assis, M. de. Conto de escola. São Paulo: Cosac Naify, 2002, p. 3 e 13.
Com base no excerto extraído de uma das obras de Machado de Assis, é possível inferir que a abordagem de ensino em curso naquele contexto compreende uma abordagem
A escola era na rua do Costa, um sobradinho de grade de pau. O ano era 1840 [...]. Subi a escada com cautela, para não ser ouvido pelo mestre, e cheguei a tempo; ele entrou na sala três ou quatro minutos depois. Entrou com o andar manso do costume, em chinelas de cordovão, com a jaqueta de brim lavada e desbotada, calça branca e tesa e grande colarinho caído. Chamava-se Policarpo e tinha perto de cinquenta anos ou mais. Uma vez sentado, extraiu da jaqueta uma boceta de rapé e o lenço vermelho, pô-los na gaveta; depois relanceou os olhos pela sala. Os meninos, que se conservaram de pé durante a entrada dele, tornaram a sentar-se. Tudo estava em ordem; começaram os trabalhos [...]. Na verdade, o mestre fitava-nos. Como era mais severo para o filho, buscava-o muitas vezes com os olhos, para trazê-lo mais aperreado. Mas nós também éramos finos; metemos o nariz no livro, e continuamos a ler [...]. O pior que ele podia ter, para nós, era a palmatória. E essa lá estava, pendurada do portal da janela, à direita, com os seus cinco olhos do diabo.
Assis, M. de. Conto de escola. São Paulo: Cosac Naify, 2002, p. 3 e 13.
Com base no excerto extraído de uma das obras de Machado de Assis, é possível inferir que a abordagem de ensino em curso naquele contexto compreende uma abordagem
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- Autores da EducaçãoVygotsky
- PsicopedagogiaTeorias do desenvolvimento e da aprendizagemPsicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem
- PsicopedagogiaTeorias do desenvolvimento e da aprendizagemVygotsky: Teoria Histórico-Cultural
Leia o Texto 4 para responder à questão.
Texto 4
Vygotsky (1995) atribuía grande importância ao domínio da
cultura no processo de desenvolvimento psicológico da criança.
Por isso, voltou-se para o estudo das relações entre cultura e
desenvolvimento, trazendo, com isso, inúmeras contribuições
para o campo pedagógico. Ele nos afirmava, por exemplo, que,
até então, os psicólogos haviam estudado de maneira unilateral
o processo do desenvolvimento cultural na educação, uma vez
que apenas procuravam averiguar quais capacidades naturais
condicionavam a possibilidade do desenvolvimento da criança,
e em quais funções naturais o pedagogo deveria se apoiar para
introduzi-la na esfera da aprendizagem cultural.
Analisava-se, assim, como o desenvolvimento da linguagem ou
a aprendizagem da aritmética dependiam de funções naturais,
mas não procuravam entender o contrário, ou seja, como a
internalização da linguagem ou da aritmética transformavam
essas funções naturais em funções culturais reorganizando
todo o curso do pensamento natural.
Para Vygotsky, essa compreensão é fundamental ao educador.
Quando a criança adentra na cultura, não somente toma algo
dela, não apenas se enriquece com o que está fora dela. A
própria cultura reelabora em profundidade a composição
natural da conduta, dando uma orientação completamente nova
a todo curso do desenvolvimento [...].
Sob a lógica do princípio evolutivo, a socialidade animal é
substrato da socialidade humana, assim como a natureza é
substrato e a condição de emergência da cultura. No entanto, a
socialidade não é dada pela natureza, mas concretizada pelo
homem, à medida que este último cria suas condições de
existência material, expressas em produções culturais.
Logo, para Vygotsky, a cultura é um produto da vida social e, ao
mesmo tempo, da atividade social do homem. Permeado por
essa concepção histórica de cultura, o autor analisa o
desenvolvimento cultural da conduta humana, à luz da qual
postula a “lei genética geral do desenvolvimento cultural”, que
se desdobra na grande importância conferida à internalização
de signos [...].
Mas em que radica a grande importância conferida à educação
escolar nessa concepção teórica? A resposta a essa questão
nos conduz à transmissão dos signos historicamente
constituídos, posto que na escola essa transmissão deva se
realizar de maneira planejada e sistematizada e, assim sendo,
com amplas possibilidades para interferirem mais efetivamente
na vida dos indivíduos, isto é, para promoverem a conversão
dos signos externos em “instrumentos” psíquicos.
MARTINS, Lígia Márcia; RABATINI, Vanessa Gertrudes. A concepção de
cultura em Vygotsky: contribuições para a educação escolar. Psicologia
Política, 11(22), 345-358, 2011.
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- PsicopedagogiaTeorias do desenvolvimento e da aprendizagemVygotsky: Teoria Histórico-Cultural
Leia o Texto 4 para responder à questão.
Texto 4
Vygotsky (1995) atribuía grande importância ao domínio da
cultura no processo de desenvolvimento psicológico da criança.
Por isso, voltou-se para o estudo das relações entre cultura e
desenvolvimento, trazendo, com isso, inúmeras contribuições
para o campo pedagógico. Ele nos afirmava, por exemplo, que,
até então, os psicólogos haviam estudado de maneira unilateral
o processo do desenvolvimento cultural na educação, uma vez
que apenas procuravam averiguar quais capacidades naturais
condicionavam a possibilidade do desenvolvimento da criança,
e em quais funções naturais o pedagogo deveria se apoiar para
introduzi-la na esfera da aprendizagem cultural.
Analisava-se, assim, como o desenvolvimento da linguagem ou
a aprendizagem da aritmética dependiam de funções naturais,
mas não procuravam entender o contrário, ou seja, como a
internalização da linguagem ou da aritmética transformavam
essas funções naturais em funções culturais reorganizando
todo o curso do pensamento natural.
Para Vygotsky, essa compreensão é fundamental ao educador.
Quando a criança adentra na cultura, não somente toma algo
dela, não apenas se enriquece com o que está fora dela. A
própria cultura reelabora em profundidade a composição
natural da conduta, dando uma orientação completamente nova
a todo curso do desenvolvimento [...].
Sob a lógica do princípio evolutivo, a socialidade animal é
substrato da socialidade humana, assim como a natureza é
substrato e a condição de emergência da cultura. No entanto, a
socialidade não é dada pela natureza, mas concretizada pelo
homem, à medida que este último cria suas condições de
existência material, expressas em produções culturais.
Logo, para Vygotsky, a cultura é um produto da vida social e, ao
mesmo tempo, da atividade social do homem. Permeado por
essa concepção histórica de cultura, o autor analisa o
desenvolvimento cultural da conduta humana, à luz da qual
postula a “lei genética geral do desenvolvimento cultural”, que
se desdobra na grande importância conferida à internalização
de signos [...].
Mas em que radica a grande importância conferida à educação
escolar nessa concepção teórica? A resposta a essa questão
nos conduz à transmissão dos signos historicamente
constituídos, posto que na escola essa transmissão deva se
realizar de maneira planejada e sistematizada e, assim sendo,
com amplas possibilidades para interferirem mais efetivamente
na vida dos indivíduos, isto é, para promoverem a conversão
dos signos externos em “instrumentos” psíquicos.
MARTINS, Lígia Márcia; RABATINI, Vanessa Gertrudes. A concepção de
cultura em Vygotsky: contribuições para a educação escolar. Psicologia
Política, 11(22), 345-358, 2011.
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Leia o caso a seguir.
Iniciando sua carreira docente e tendo recentemente chegado em uma instituição de educação infantil, a professora P. começou o planejamento das atividades para o primeiro semestre. Tendo em mãos um exemplar da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), P. se deparou com o seguinte código alfanumérico: EI02TS01.
Formado por um conjunto que intercala sequencialmente dois pares de letras e dois pares de números, tal código na BNCC corresponde à informação sobre
Iniciando sua carreira docente e tendo recentemente chegado em uma instituição de educação infantil, a professora P. começou o planejamento das atividades para o primeiro semestre. Tendo em mãos um exemplar da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), P. se deparou com o seguinte código alfanumérico: EI02TS01.
Formado por um conjunto que intercala sequencialmente dois pares de letras e dois pares de números, tal código na BNCC corresponde à informação sobre
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Leia o caso a seguir.
A comunidade de um dos bairros do município conseguiu que o poder público atendesse uma antiga reivindicação: a criação de uma escola. Inaugurada ao final do ano de 2025, a escola precisa se organizar para, em 2026, dar início ao seu primeiro ano eletivo. Para tanto, a direção da escola vai dar início ao processo de construção do projeto político pedagógico do estabelecimento.
Quem a direção da escola deve convocar para a elaboração do projeto político pedagógico da unidade escolar?
A comunidade de um dos bairros do município conseguiu que o poder público atendesse uma antiga reivindicação: a criação de uma escola. Inaugurada ao final do ano de 2025, a escola precisa se organizar para, em 2026, dar início ao seu primeiro ano eletivo. Para tanto, a direção da escola vai dar início ao processo de construção do projeto político pedagógico do estabelecimento.
Quem a direção da escola deve convocar para a elaboração do projeto político pedagógico da unidade escolar?
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- Currículo (Teoria e Prática)Concepções de currículo
- Currículo (Teoria e Prática)Teorias curriculares
Os estudiosos do currículo ao investigarem o modo como as
escolas selecionam, organizam e dão tratamento
pedagógico ao conhecimento elaborado, observaram que
no cotidiano escolar o processo educativo vai muito além
dos conteúdos de ensino. Eles observaram que detrás dos
enunciados manifestos no currículo escolar e nas práticas
dos agentes havia algo de outra natureza, que não estava
no primeiro plano das intenções, mas que se fazia presente
e compreendia, no sentido próprio do termo, uma forma de
educação. Assim, detrás do formalmente estabelecido e
escrito, esses estudiosos notaram que o processo educativo
muitas vezes reforçava ideologias e lugares sociais,
formando o modo de ser do trabalhador, mas também
favorecendo a cristalização de certas imagens do homem e
da mulher, de certas religiões tomadas como norma etc. O
que os referidos estudiosos identificaram é o que as teorias
do currículo denominam de currículo
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- Educação Infantil
- LegislaçãoLei 9.394/1996: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
- Políticas Educacionais
- Organização e Estrutura dos Sistemas de Ensino no Brasil
Leia o caso a seguir.
Vinda do Estado do Pará, M. e sua família chegaram há pouco tempo na cidade. Ela procurou uma instituição para matricular seu filho A., uma criança com 4 anos de idade.
Considerando o que dispõe a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB/1996, sobre a competência dos municípios, dos estados e da União, em qual tipo instituição M. deve matricular seu filho?
Vinda do Estado do Pará, M. e sua família chegaram há pouco tempo na cidade. Ela procurou uma instituição para matricular seu filho A., uma criança com 4 anos de idade.
Considerando o que dispõe a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB/1996, sobre a competência dos municípios, dos estados e da União, em qual tipo instituição M. deve matricular seu filho?
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- Avaliação EducacionalAvaliação Escolar e suas Implicações Pedagógicas
- Avaliação EducacionalFunções da Avaliação Escolar e a Análise dos Resultados
- Temas Educacionais PedagógicosProcesso de Ensino e AprendizagemGestão da Aprendizagem
Leia o caso a seguir.
Era manhã de segunda-feira em uma escola municipal no município de Senador Canedo quando um inusitado debate teve lugar na sala de professores. Provocados pelo que disseram alguns pais de alunos durante uma reunião, um professor de matemática dizia que a avaliação que eles realizavam na escola era muito avançada, pois buscava identificar a condição de aprendizagem do aluno. Uma outra professora disse que estava de acordo e que era preciso, sobretudo, evitar simplesmente mensurar e registrar o produzido pelos alunos. A coordenadora pedagógica, tomando a palavra, procurou orientar o grupo e explicou que naquela escola a avaliação praticada estava à serviço da aprendizagem. Conforme ela, a avaliação deveria tanto poder identificar a condição atual do aluno, como poder comunicar a ele essa condição, subsidiando assim os alunos e os próprios professores na regulação do processo pedagógico.
Considerando o caso descrito, a coordenadora pedagógica da escola expressa em sua fala uma concepção de avaliação denominada pela literatura de
Era manhã de segunda-feira em uma escola municipal no município de Senador Canedo quando um inusitado debate teve lugar na sala de professores. Provocados pelo que disseram alguns pais de alunos durante uma reunião, um professor de matemática dizia que a avaliação que eles realizavam na escola era muito avançada, pois buscava identificar a condição de aprendizagem do aluno. Uma outra professora disse que estava de acordo e que era preciso, sobretudo, evitar simplesmente mensurar e registrar o produzido pelos alunos. A coordenadora pedagógica, tomando a palavra, procurou orientar o grupo e explicou que naquela escola a avaliação praticada estava à serviço da aprendizagem. Conforme ela, a avaliação deveria tanto poder identificar a condição atual do aluno, como poder comunicar a ele essa condição, subsidiando assim os alunos e os próprios professores na regulação do processo pedagógico.
Considerando o caso descrito, a coordenadora pedagógica da escola expressa em sua fala uma concepção de avaliação denominada pela literatura de
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O art. 8º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,
LDB/1996 estabelece que a União, os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios organizarão, em regime de
colaboração, os respectivos sistemas de ensino. Nessa
relação, conforme o referido artigo, cabe
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- Avaliação EducacionalModalidades de Avaliação
- Avaliação EducacionalAvaliação Escolar e suas Implicações Pedagógicas
- Temas Educacionais PedagógicosProcesso de Ensino e Aprendizagem
Leia o caso a seguir.
No contexto das teorias contemporâneas de ensino e aprendizagem da Geografia, a avaliação escolar deixou de ser vista apenas como um instrumento punitivo ou classificatório. Ao planejar suas aulas para o Ensino Fundamental em Senador Canedo, o professor deve adotar uma perspectiva de avaliação que busque acompanhar o desenvolvimento contínuo do aluno, identificando dificuldades durante o processo para ajustar as estratégias pedagógicas.
Essa concepção, que privilegia o processo em vez de apenas o produto final, é denominada avaliação
No contexto das teorias contemporâneas de ensino e aprendizagem da Geografia, a avaliação escolar deixou de ser vista apenas como um instrumento punitivo ou classificatório. Ao planejar suas aulas para o Ensino Fundamental em Senador Canedo, o professor deve adotar uma perspectiva de avaliação que busque acompanhar o desenvolvimento contínuo do aluno, identificando dificuldades durante o processo para ajustar as estratégias pedagógicas.
Essa concepção, que privilegia o processo em vez de apenas o produto final, é denominada avaliação
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