Foram encontradas 163.161 questões.
- Currículo (Teoria e Prática)Currículo, interdisciplinaridade, transversalidade e a transdisciplinaridade
- Temas Educacionais Pedagógicos
- Interdisciplinaridade e Contextualização
Leia o texto a seguir.
Primeiro, verifiquei que a literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob pena de mutilar a personalidade, porque pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo ela nos organiza, nos liberta do caos e portanto nos humaniza. Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade. Em segundo lugar, a literatura pode ser um instrumento consciente de desmascaramento, pelo fato de focalizar as situações de restrição dos direitos, ou de negação deles, como a miséria, a servidão, a mutilação espiritual. Tanto num nível quanto no outro ela tem muito a ver com a luta pelos direitos humanos.
CANDIDO, Antonio. Direito à literatura. In CANDIDO, Antonio. Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1979.
A concepção de literatura como uma necessidade universal capaz de humanizar e servir como instrumento de desmascaramento das injustiças sociais fundamenta o trabalho integrativo de saberes no currículo escolar. Nesse contexto, a principal contribuição da literatura em conjunto com outros saberes para a formação integral do aluno reside em
Primeiro, verifiquei que a literatura corresponde a uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob pena de mutilar a personalidade, porque pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo ela nos organiza, nos liberta do caos e portanto nos humaniza. Negar a fruição da literatura é mutilar a nossa humanidade. Em segundo lugar, a literatura pode ser um instrumento consciente de desmascaramento, pelo fato de focalizar as situações de restrição dos direitos, ou de negação deles, como a miséria, a servidão, a mutilação espiritual. Tanto num nível quanto no outro ela tem muito a ver com a luta pelos direitos humanos.
CANDIDO, Antonio. Direito à literatura. In CANDIDO, Antonio. Vários escritos. São Paulo: Duas Cidades, 1979.
A concepção de literatura como uma necessidade universal capaz de humanizar e servir como instrumento de desmascaramento das injustiças sociais fundamenta o trabalho integrativo de saberes no currículo escolar. Nesse contexto, a principal contribuição da literatura em conjunto com outros saberes para a formação integral do aluno reside em
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- Ensino das DisciplinasLíngua Portuguesa
- Temas Educacionais PedagógicosProcesso de Ensino e Aprendizagem
Magda Soares é uma autora brasileira que critica a
concepção tradicional de alfabetização. Para a autora, essa
ideia produz um ensino mecânico e ineficaz, pois a escrita é
sempre uma prática social, e não uma tecnologia neutra.
Nessa perspectiva, a falha do modelo tradicional de ensino
do português reside em não tratar o domínio da escrita como
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Leia o Texto 5 para responder à questão.
Texto 5
Rildo Cosson (2020), em "Paradigmas do ensino da Literatura",
apresenta seis modelos que marcaram o ensino literário no
Brasil, como o Moral-Gramatical e o Histórico-Nacional. No
entanto, o autor destaca o paradigma mais contemporâneo, que
exige do professor a capacidade de trabalhar com projetos,
aprendizagem colaborativa e estratégias de ensino baseadas
na interação e na ação. Essa abordagem busca distinguir a
literatura da leitura comum ao abordar as suas especificidades
e se alinha à valorização dos gêneros do discurso presentes
nos documentos oficiais de Língua Portuguesa.
FERREIRA, Isabella Bacha; SILVA, Maurício. Resenha. Eccos - Revista
Cientifica, São Paulo, n. 59, p. 1-4, jul./set., 2021. Resenha. COSSON,
Rildo. Paradigmas do ensino da literatura. São Paulo: Contexto, 2020.
Disponível em: https://doi.org/10.5585/eccos.n59.21062. Acesso em: 28 nov.
2025.
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Leia os textos a seguir.
É enorme o progresso que tem sido feito nos últimos cinquenta anos e hoje sabemos muito mais sobre o que as crianças fazem quando adquirem uma língua. Temos hoje formas cada vez mais sofisticadas de testar o conhecimento linguístico e não linguístico disponível às crianças desde a mais tenra idade.
QUADROS, Ronice Müller de; FINGER, Ingrid. As teorias de aquisição da linguagem. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2013.
Costuma-se acreditar que aquisição e aprendizagem são dois processos distintos. Enquanto o primeiro seria um processo natural, espontâneo, o segundo dependeria de uma intervenção planejada, com base em métodos específicos. Assim, o professor assume o papel de um transmissor de conteúdos pré-selecionados e organizados.
SALEH, Pascoalina Bailon de Oliveira. Aquisição de linguagem e ensino de língua materna: um lugar para a subjetividade. Disponível em: Uniletras, Ponta Grossa, v. 30, n. 1, p. 157-172, jan./jun. 2008. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/uniletras/article/view/192/190. Acesso em: 28 nov. 2025.
Os documentos oficiais para o ensino de língua portuguesa estão assentados em uma perspectiva de língua/linguagem que é diametralmente oposta à concepção que coloca o professor como transmissor da língua a ser aprendida pelo aluno. Embora rechaçada pelas modernas teorias linguísticas, a perspectiva aquisicional da linguagem que ainda se faz presente nas salas de aula voltada para o ensino de língua é
É enorme o progresso que tem sido feito nos últimos cinquenta anos e hoje sabemos muito mais sobre o que as crianças fazem quando adquirem uma língua. Temos hoje formas cada vez mais sofisticadas de testar o conhecimento linguístico e não linguístico disponível às crianças desde a mais tenra idade.
QUADROS, Ronice Müller de; FINGER, Ingrid. As teorias de aquisição da linguagem. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2013.
Costuma-se acreditar que aquisição e aprendizagem são dois processos distintos. Enquanto o primeiro seria um processo natural, espontâneo, o segundo dependeria de uma intervenção planejada, com base em métodos específicos. Assim, o professor assume o papel de um transmissor de conteúdos pré-selecionados e organizados.
SALEH, Pascoalina Bailon de Oliveira. Aquisição de linguagem e ensino de língua materna: um lugar para a subjetividade. Disponível em: Uniletras, Ponta Grossa, v. 30, n. 1, p. 157-172, jan./jun. 2008. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/uniletras/article/view/192/190. Acesso em: 28 nov. 2025.
Os documentos oficiais para o ensino de língua portuguesa estão assentados em uma perspectiva de língua/linguagem que é diametralmente oposta à concepção que coloca o professor como transmissor da língua a ser aprendida pelo aluno. Embora rechaçada pelas modernas teorias linguísticas, a perspectiva aquisicional da linguagem que ainda se faz presente nas salas de aula voltada para o ensino de língua é
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- Ensino das DisciplinasLíngua Portuguesa
- LegislaçãoPCN: Parâmetros Curriculares Nacionais
- Temas Educacionais Pedagógicos
Leia o Texto 4 para responder à questão.
Texto 4
A importância e o valor dos usos da linguagem são
determinados historicamente segundo as demandas sociais de
cada momento. Atualmente, exigem-se níveis de leitura e de
escrita diferentes dos que satisfizeram as demandas sociais até
há bem pouco tempo e tudo indica que essa exigência tende a
ser crescente. A necessidade de atender a essa demanda
obriga à revisão substantiva dos métodos de ensino e à
constituição de práticas que possibilitem ao aluno ampliar sua
competência discursiva na interlocução. Nessa perspectiva, não
é possível tomar como unidades básicas do processo de ensino
as que decorrem de uma análise de estratos letras/fonemas,
sílabas, palavras, sintagmas, frases que, descontextualizados,
são normalmente tomados como exemplos de estudo
gramatical e pouco têm a ver com a competência discursiva.
Dentro desse marco, a unidade básica do ensino só pode ser o
texto.
BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: 3º e 4º ciclos do Ensino
Fundamental. Língua Portuguesa. Brasília, 1998, p. 23.
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- Ensino das DisciplinasLíngua Portuguesa
- LegislaçãoPCN: Parâmetros Curriculares Nacionais
- Temas Educacionais Pedagógicos
Leia o Texto 4 para responder à questão.
Texto 4
A importância e o valor dos usos da linguagem são
determinados historicamente segundo as demandas sociais de
cada momento. Atualmente, exigem-se níveis de leitura e de
escrita diferentes dos que satisfizeram as demandas sociais até
há bem pouco tempo e tudo indica que essa exigência tende a
ser crescente. A necessidade de atender a essa demanda
obriga à revisão substantiva dos métodos de ensino e à
constituição de práticas que possibilitem ao aluno ampliar sua
competência discursiva na interlocução. Nessa perspectiva, não
é possível tomar como unidades básicas do processo de ensino
as que decorrem de uma análise de estratos letras/fonemas,
sílabas, palavras, sintagmas, frases que, descontextualizados,
são normalmente tomados como exemplos de estudo
gramatical e pouco têm a ver com a competência discursiva.
Dentro desse marco, a unidade básica do ensino só pode ser o
texto.
BRASIL. MEC. Parâmetros Curriculares Nacionais: 3º e 4º ciclos do Ensino
Fundamental. Língua Portuguesa. Brasília, 1998, p. 23.
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Leia o Texto 3 para responder à questão.
Texto 3
Muitas e urgentes são as razões sociais que justificam o
empenho da escola por um ensino da língua cada vez mais útil
e contextualmente significativo. Sabemos quanto a
incompetência atribuída à escola está ligada a conflitos com a
linguagem (cf. Soares, 1987), a percepções distorcidas e
míticas acerca do que seja o fenômeno linguístico (cf. Bagno,
1999, 2000). Sabemos quanto nos aflige a seletividade, a
manutenção da estrutura de classes e a reprodução da força de
trabalho (cf. Carraher, 1986) que, incondicionalmente, decorrem
também dessa incompetência e dessas distorções. Sabemos
que a educação escolar é um processo social, com nítida e
incontestável função política, com desdobramentos sérios e
decisivos para o desenvolvimento global das pessoas e da
sociedade. Sentimos na pele que não dá mais para "tolerar"
uma escola que, por vezes, nem sequer alfabetiza
(principalmente os mais pobres) ou que, alfabetizando, não
forma leitores nem pessoas capazes de expressar-se por
escrito, coerente e relevantemente, para, assumindo a palavra,
serem autores de uma nova ordem das coisas. É, pois, um ato
de cidadania, de civilidade da maior pertinência, que aceitemos,
ativamente e com determinação, o desafio de rever e de
reorientar a nossa prática de ensino da língua.
ANTUNES, Irandé. Refletindo sobre a prática da aula de português. In
ANTUNES, Irandé Aula de português: encontro e interação. São Paulo:
Parábola, 2003.
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Um dos aspectos mais interessantes e importantes da Base
Nacional Comum Curricular (BNCC) quando se trata da
Educação Infantil é o arranjo curricular em torno de campos
de experiências. Estes visam garantir direitos de
aprendizagem e desenvolvimento da criança, mas sem
perder de vista o que é o próprio e específico desse
momento da vida das crianças que estão nas creches e préescolas. Os referidos campos de experiências
compreendem saberes e conhecimentos que, conforme a
BNCC, se configuram em
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Leia o caso a seguir.
Para organizar seu plano de ensino semestral, uma professora buscou organizar as aulas em uma sequência lógica por meio de blocos de aulas: um pequeno conjunto de aulas para tratar de determinado conteúdo no qual havia uma aula inicial, aulas de desenvolvimento e de síntese. Essa forma de distribuição tinha um motivo, munida dos livros de um importante estudioso da educação, Dermeval Saviani, ela tinha em mente promover uma lógica de organização do trabalho pedagógico no qual os alunos pudessem tomar uma questão de estudo em seu ponto de partida, isto é, com os conhecimentos que já possuíam sobre ela, depois problematizá-la e, em seguida, munir-se de elementos teóricos tendo em vista compreendê-la para – esse é o passo seguinte – elaborar uma síntese sobre a questão que foi objeto de estudo, momento de sistematização do que foi aprendido. A ideia a conduzir as ações da professora era de que os alunos deveriam, no curso do processo pedagógico planejado, passar de uma menor compreensão científica do conteúdo estudado para uma maior compreensão, adquirindo assim uma visão situada, contextualizada e crítica. É o que Saviani aponta como a passagem do pensamento sincrético da realidade ao concreto pensado.
Considerado o caso relatado, é possível identificar toda a intencionalidade da professora no planejamento e na organização de suas aulas, inclusive é possível identificar a abordagem de ensino que a orienta. Qual abordagem conduz o planejamento e o trabalho pedagógico da professora?
Para organizar seu plano de ensino semestral, uma professora buscou organizar as aulas em uma sequência lógica por meio de blocos de aulas: um pequeno conjunto de aulas para tratar de determinado conteúdo no qual havia uma aula inicial, aulas de desenvolvimento e de síntese. Essa forma de distribuição tinha um motivo, munida dos livros de um importante estudioso da educação, Dermeval Saviani, ela tinha em mente promover uma lógica de organização do trabalho pedagógico no qual os alunos pudessem tomar uma questão de estudo em seu ponto de partida, isto é, com os conhecimentos que já possuíam sobre ela, depois problematizá-la e, em seguida, munir-se de elementos teóricos tendo em vista compreendê-la para – esse é o passo seguinte – elaborar uma síntese sobre a questão que foi objeto de estudo, momento de sistematização do que foi aprendido. A ideia a conduzir as ações da professora era de que os alunos deveriam, no curso do processo pedagógico planejado, passar de uma menor compreensão científica do conteúdo estudado para uma maior compreensão, adquirindo assim uma visão situada, contextualizada e crítica. É o que Saviani aponta como a passagem do pensamento sincrético da realidade ao concreto pensado.
Considerado o caso relatado, é possível identificar toda a intencionalidade da professora no planejamento e na organização de suas aulas, inclusive é possível identificar a abordagem de ensino que a orienta. Qual abordagem conduz o planejamento e o trabalho pedagógico da professora?
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- LegislaçãoLei 9.394/1996: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
- LegislaçãoPNE: Plano Nacional de Educação
O Plano Nacional de Educação (PNE) representa um dos
principais instrumentos no âmbito das políticas públicas
para o desenvolvimento e a efetivação de uma educação de
qualidade em nosso país. O comando para a existência do
PNE é dado pela própria Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional, LDB/1996, determinando que ele deve
apresentar diretrizes e metas para período de
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