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4137345 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: ESDN
Orgão: Câm. Duartina-SP
“Construção” é uma famosa canção escrita por Chico Buarque. A primeira estrofe da letra é a seguinte:
“Amou daquela vez como se fosse a última Beijou sua mulher como se fosse a última E cada filho seu como se fosse o único E atravessou a rua com seu passo tímido”
Analisando o trecho da canção, é possível afirmar que:
 

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4136966 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

Dentre as funções sociais e estéticas da literatura, a BNCC, baseando-se em Antonio Cândido, enfatiza a importância da função humanizadora do texto literário no ensino. Analise os itens que seguem:

I. O texto literário transcende questões puramente estéticas, desempenhando funções sociais como a formação das consciências individuais e coletivas.

II. A literatura desempenha funções sociais e estéticas como a humanização do homem e a transformação social.

III. A literatura é um fenômeno artístico e humanizador que pode ser reduzido ao seu conteúdo social.

Após a análise dos itens, assinale a alternativa CORRETA:

 

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4136963 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

Sobre variação linguística, fenômeno que foge do escopo de desvio da norma padrão, como preconiza Bagno (2015), analise os textos:

Enunciado 4677478-1

Abestado: Apalermado, imbecil, idiota, estúpido, otário. Pessoa que não entende nada. Em notória alusão ao animal, ou seja, uma besta.

Achar graça: Rir, sorrir. Ex.: "A menina achou muita graça da minha piada!".

Aí dento: Resposta a qualquer provocação.

Aluir: Mover-se, mexer-se. Ex.: "Se alui cara, arranja um trabalho!".

Amancebado(a): Pessoa solteira que vive maritalmente com outra. O mesmo que amigado(a).

Amansa-corno: Marca de aguardente produzida no Nordeste que ficou muito famosa pela originalidade do nome. O fabricante aproveitou um dos muitos apelidos desse destilado de cana-de-açúcar, autenticamente brasileiro, para dar nome ao seu produto.

CUNHA, Paulo José. Grande Enciclopédia Internacional de Piauiês. Teresina: Oficina da Palavra, 2012.

O “Piauiês” é um dicionário de termos ou expressões características do estado do Piauí. No âmbito dos estudos da Sociolinguística, de Labov, Bagno, Bortoni-Ricardo e outros, o fenômeno da variação linguística é considerado uma importante manifestação da riqueza cultural dos falantes; fatores geográficos, cronológico e sociais, por exemplo, podem influenciar nos diferentes modos de expressão comunicativa. Partindo do exposto, assinale a alternativa que traz o tipo de variação que melhor representa a obra citada:

 

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4136962 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

Lembrei de Nós

João Gomes - (part. Mestrinho e Jota.pê)

Quando o Sol vai, você vem

Pra competir com as estrelas

Do seu amor, sou refém

Você é minha certeza

Hoje eu lembrei de nós

Embaixo dos lençóis

Viajando sem sair do quarto

Sonhando acordado

Você é meu norte

Minha sorte, não me deixe

Me deixa mais forte

A razão do meu corre

Você me envolve

Você me resolve

Você é meu norte

Minha sorte, não me deixe

Me deixa mais forte

A razão dos meus corres

Você me envolve (você me envolve)

Você me resolve (vai)

CARNEIRO, Kaique; COMPOSITOR, Kinho; COMPOSITOR, Luizinho; LUCAS, Rian. Lembrei de nós. Intérprete: João Gomes; Mestrinho e Jota.pê. In: Dominguinho. 2025. Disponível em: https://bfan.link/dominguinho. Acesso em: 01 fev. 2026.

Leia, analise e assinale a alternativa INCORRETA, sobre o texto:

 

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4136960 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
Madama Carlota havia acertado tudo. Macabéa estava espantada. Só então vira que sua vida era uma miséria. Teve vontade de chorar ao ver o seu lado oposto, ela que, como disse, até então se julgava feliz.
Saiu da casa da cartomante aos tropeços e parou no beco escurecido pelo crepúsculo — crepúsculo que é hora de ninguém. Mas ela de olhos ofuscados como se o último final da tarde fosse mancha de sangue e ouro quase negro. Tanta riqueza de atmosfera a recebeu e o primeiro esgar da noite que, sim, sim, era funda e faustosa. Macabéa ficou um pouco aturdida sem saber se atravessaria a rua pois sua vida já estava mudada. E mudada por palavras — desde Moisés se sabe que a palavra é divina. Até para atravessar a rua ela já era outra pessoa. Uma pessoa grávida de futuro. Sentia em si uma esperança tão violenta como jamais sentira tamanho desespero. Se ela não era mais ela mesma, isso significava uma perda que valia por um ganho. Assim como havia sentença de morte, a cartomante lhe decretara sentença de vida. Tudo de repente era muito e muito e tão amplo que ela sentiu vontade de chorar. Mas não chorou: seus olhos faiscavam como o sol que morria.
Então ao dar o passo de descida da calçada para atravessar a rua, o Destino (explosão) sussurrou veloz e guloso: é agora é já, chegou a minha vez! E enorme como um transatlântico o Mercedes amarelo pegou-a — e neste mesmo instante em algum único lugar do mundo um cavalo como resposta empinou-se em gargalhada de relincho.
Macabéa ao cair ainda teve tempo de ver, antes que o carro fugisse, que já começavam a ser cumpridas as predições de madama Carlota, pois o carro era de alto luxo. Sua queda não era nada, pensou ela, apenas um empurrão. Batera com a cabeça na quina da calçada e ficara caída, a cara mansamente voltada para a sarjeta. E da cabeça um fio de sangue inesperadamente vermelho e rico. O que queria dizer que apesar de tudo ela pertencia a uma resistente raça anã teimosa que um dia vai talvez reivindicar o direito ao grito.
LISPECTOR, C. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p.79-80.
Em qual dos trechos a seguir o narrador insere Macabéa como representativa de um grupo social?
 

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4136959 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

Os provérbios, enquanto ditados populares, apresentam, em sua constituição, figuras de linguagem das mais variadas. Leia, atentamente, os provérbios a seguir e marque a única opção em que a associação NÃO está correta.

 

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4136958 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

TEXTO PARA AS QUESTÕES 50 E 51

Insensivelmente, ele parou para verificar quem o chamava. De dentro da taverna, com passo apressado, veio ao seu encontro uma negra suja, carapinha desgrenhada, com um caco de pente atravessado no alto da cabeça, calçando umas remendadas chinelas de tapete. Estava meio embriagada. Cassi espantou-se com aquele conhecimento; fazendo um ar de contrariedade, perguntou amuado:

- Que é que você quer?

A negra, bamboleando, pôs as mãos nas cadeiras e fez com olhar de desafio:

- Então, você não me conhece mais, “seu canaia”? Então você não “si” lembra da Inês, aquela crioulinha que sua mãe criou e você...

Lembrou-se, então, Cassi, de quem se tratava. Era a sua primeira vítima, que sua mãe, sem nenhuma consideração, tinha expulsado de casa em adiantado estado de gravidez. Reconhecendo-a e se lembrando disso, Cassi quis fugir. A rapariga pegou-o pelo braço:

- Não fuja, não, "seu" patife! Você tem que "ouvi" uma "pouca" mas de "sustança".

A esse tempo, já os frequentadores habituais do lugar tinham acorrido das tascas e hospedarias e formavam roda, em torno dos dois. Havia homens e mulheres, que perguntavam:

- O que há, Inês?

- O que te fez esse moço?

Cassi estava atarantado no meio daquelas caras antipáticas de sujeitos afeitos a brigas e assassinatos. Quis falar:

- Eu não conheço essa mulher. Juro...

- "Muié", não! - fez a tal Inês, gingando. - Quando você "mi" fazia "festa", "mi" beijava e "mi" abraçava, eu não era "muié", era outra coisa, seu "cosa" ruim!

Um negro esguio, de olhar afoito, com um ar decidido de capoeira, interveio:

- Mas, Inês, quem é afinal esse moço?

- É o "home qui mi" fez mal; que "mi" desonrou, "mi pois" nesta "disgraça".

- Eu! - exclamou Cassi.

- Sim! Você "memo", "seu" caradura! "Mi alembro" bem... Foi até no quarto de sua mãe...

Estava arrumando a casa.

Uma outra mulher, mas esta branca, com uns lindos cabelos castanhos, em que se viam lêndeas, comentou:

- É sempre assim. Esses "nhonhôs gostosos" desgraçam a gente, deixam a gente com o filho e vão-se. A mulher que se fomente... Malvados!

Cassi ouvia tudo isso sem saber que alvitre tornar. Estava amarelo e olhava, por baixo das pálpebras, todas as faces daquele ajuntamento. Esperava a polícia, um socorro qualquer. A preta continuava:

- Você sabe onde "tá" teu "fio"? "Tá" na detenção, fique você sabendo. "Si" meteu com ladrão, é "pivete" e foi “pra chacr’a". Eis aí que você fez, "seu marvado", "home mardiçoado". Pior do que você só aquela galinha-d'angola de "tua" mãe, "seu" sem-vergonha!

BARRETO, L. Clara dos Anjos. Belo Horizonte: Autêntica, 2023. p.150-151.

Sobre o uso da variação linguística na fala da personagem Inês, podemos AFIRMAR que:

 

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4136957 Ano: 2026
Disciplina: Português
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Orgão: IFPI

TEXTO PARA AS QUESTÕES 50 E 51

Insensivelmente, ele parou para verificar quem o chamava. De dentro da taverna, com passo apressado, veio ao seu encontro uma negra suja, carapinha desgrenhada, com um caco de pente atravessado no alto da cabeça, calçando umas remendadas chinelas de tapete. Estava meio embriagada. Cassi espantou-se com aquele conhecimento; fazendo um ar de contrariedade, perguntou amuado:

- Que é que você quer?

A negra, bamboleando, pôs as mãos nas cadeiras e fez com olhar de desafio:

- Então, você não me conhece mais, “seu canaia”? Então você não “si” lembra da Inês, aquela crioulinha que sua mãe criou e você...

Lembrou-se, então, Cassi, de quem se tratava. Era a sua primeira vítima, que sua mãe, sem nenhuma consideração, tinha expulsado de casa em adiantado estado de gravidez. Reconhecendo-a e se lembrando disso, Cassi quis fugir. A rapariga pegou-o pelo braço:

- Não fuja, não, "seu" patife! Você tem que "ouvi" uma "pouca" mas de "sustança".

A esse tempo, já os frequentadores habituais do lugar tinham acorrido das tascas e hospedarias e formavam roda, em torno dos dois. Havia homens e mulheres, que perguntavam:

- O que há, Inês?

- O que te fez esse moço?

Cassi estava atarantado no meio daquelas caras antipáticas de sujeitos afeitos a brigas e assassinatos. Quis falar:

- Eu não conheço essa mulher. Juro...

- "Muié", não! - fez a tal Inês, gingando. - Quando você "mi" fazia "festa", "mi" beijava e "mi" abraçava, eu não era "muié", era outra coisa, seu "cosa" ruim!

Um negro esguio, de olhar afoito, com um ar decidido de capoeira, interveio:

- Mas, Inês, quem é afinal esse moço?

- É o "home qui mi" fez mal; que "mi" desonrou, "mi pois" nesta "disgraça".

- Eu! - exclamou Cassi.

- Sim! Você "memo", "seu" caradura! "Mi alembro" bem... Foi até no quarto de sua mãe...

Estava arrumando a casa.

Uma outra mulher, mas esta branca, com uns lindos cabelos castanhos, em que se viam lêndeas, comentou:

- É sempre assim. Esses "nhonhôs gostosos" desgraçam a gente, deixam a gente com o filho e vão-se. A mulher que se fomente... Malvados!

Cassi ouvia tudo isso sem saber que alvitre tornar. Estava amarelo e olhava, por baixo das pálpebras, todas as faces daquele ajuntamento. Esperava a polícia, um socorro qualquer. A preta continuava:

- Você sabe onde "tá" teu "fio"? "Tá" na detenção, fique você sabendo. "Si" meteu com ladrão, é "pivete" e foi “pra chacr’a". Eis aí que você fez, "seu marvado", "home mardiçoado". Pior do que você só aquela galinha-d'angola de "tua" mãe, "seu" sem-vergonha!

BARRETO, L. Clara dos Anjos. Belo Horizonte: Autêntica, 2023. p.150-151.

A obra Clara dos Anjos (1948) retrata várias críticas sociais, dentre elas podemos citar CORRETAMENTE:

 

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4136956 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

TEXTO PARA A QUESTÃO 49

A moenda

1. Na remansosa paz da rústica fazenda,

2. à luz quente do sol e à fria luz do luar,

3. vive, como a expiar uma culpa tremenda,

4. o engenho de madeira a gemer e a chorar.

5. Ringe e range, rouquenha, a rígida moenda;

6. e, ringindo e rangendo, a cana a triturar,

7. parece que tem alma, advinha e desvenda

8. a ruína, a dor, o mal que vai, talvez, causar...

9. Movida pelos bois tardos e sonolentos

10. geme, como a exprimir, em doridos lamentos,

11. que as desgraças por vir, sabe-as todas de cor.

12. Ai, dos teus tristes ais, ai, moenda arrependida

13. - álcool para esquecer os tormentos da vida

14. - e cavar, sabe Deus, um tormento maior.

DA COSTA E SILVA, A. Da Costa e Silva: antologia. 3.ed. Teresina: FUNDAPI, 2021. p.78

Sobre o poeta piauiense Da Costa e Silva é INCORRETO afirmar:

 

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4136955 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IFPI
Orgão: IFPI

O texto a seguir refere-se ao trecho de uma fala de Ataliba Castilho, linguista brasileiro, que concedeu uma entrevista a Carlos Fioravante.

O r caipira tem 500 anos?

Ninguém sabe ao certo. Uns dizem que índios do Vale do Paraíba teriam esse r, mas a explicação só vale se se provar que essa tribo se estendeu sobre São Paulo e foi com os bandeirantes para o interior. Outros fonólogos acham que o r caipira é um traço que não se desenvolveu na fonologia portuguesa, mas poderia ter surgido naturalmente, como uma consequência do sistema fonológico, e não do contato com os índios. Sistema fonológico quer dizer sistema de sons. Sempre existem tendências para combinações de sons que explicam essas mudanças. Uma tendência do português brasileiro é a forma de tratar os sons sibilantes, é o que faz a diferença entre nós, paulistas, e os moradores do Rio de Janeiro, do Sul e do Nordeste. De onde veio o s chiado, como em “ach criançach”? Foi uma tendência palatizar o som sibilante. Agora essa mudança deu outro passo, porque a vogal em contexto palatal está se ditongando, como em “aichs pessoaisch”.

FIORAVANTI, C. Ataliba Teixeira de Castilho: o linguista libertário. Entrevistado: Ataliba Teixeira de Castilho. Pesquisa Fapesp, São Paulo, n.259, set 2017. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/ataliba-teixeira-de-castilho-o-linguista-libertario/. Acesso em: 30 jan. 2026.

Ao longo da entrevista, o linguista reflete sobre as variações linguísticas e seus diferentes aspectos. Ao se referir à diferença entre sons sibilantes falados entre paulistas, moradores do Rio, do Sul e do Nordeste, Castilho demonstra que:

 

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