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O machismo das ausências
Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite.
Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de
uma mesma pergunta: "você já sofreu machismo no meio literário?"
Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas
as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente,
com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.
Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada
a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo
raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais
completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está
nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos "nãos" que nem chegam a ser
ditos porque nem precisa.
O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas
coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de
receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de
indicação a prêmios. No esquecimento.
Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho
nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens,
por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus
personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre
suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.
Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja
escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher.
A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as
questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos
cabe.
Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não
podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.
Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar
no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as
autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência
de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais
quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando
escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção.
Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras,
mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar
isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.
Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque
é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.
Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É
todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem.
São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no
dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9%
dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar
atenção.
VALEK, Aline.
Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).
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O machismo das ausências
Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite.
Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de
uma mesma pergunta: "você já sofreu machismo no meio literário?"
Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas
as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente,
com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.
Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada
a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo
raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais
completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está
nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos "nãos" que nem chegam a ser
ditos porque nem precisa.
O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas
coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de
receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de
indicação a prêmios. No esquecimento.
Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho
nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens,
por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus
personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre
suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.
Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja
escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher.
A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as
questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos
cabe.
Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não
podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.
Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar
no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as
autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência
de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais
quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando
escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção.
Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras,
mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar
isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.
Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque
é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.
Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É
todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem.
São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no
dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9%
dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar
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VALEK, Aline.
Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).
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Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite.
Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de
uma mesma pergunta: "você já sofreu machismo no meio literário?"
Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas
as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente,
com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.
Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada
a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo
raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais
completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está
nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos "nãos" que nem chegam a ser
ditos porque nem precisa.
O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas
coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de
receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de
indicação a prêmios. No esquecimento.
Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho
nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens,
por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus
personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre
suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.
Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja
escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher.
A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as
questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos
cabe.
Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não
podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.
Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar
no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as
autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência
de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais
quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando
escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção.
Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras,
mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar
isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.
Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque
é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.
Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É
todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem.
São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no
dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9%
dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar
atenção.
VALEK, Aline.
Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).
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Vale a pena competir tanto?
O progresso e resultado do esforço coletivo. Na inercia, nada se cria. É preciso determinar-se a fazer algo, ernper-rhando vasta energia com finalidades definidas. Assim caminha a humanidade. É uma ideia cara aos positivistas, por lerem a realidade como uma eterna luta para ultrapassar o que nos satisfaz hoje. Sem isso, convenhamos, as maiores conquistas ficariam apenas no papel, mero plano teorico acalentado por seres empenhados em transformar o seu entorno. Mas, devagar com o andor.
Considero-me herdeiro do iluminismo, empenhado em questionar as crenÇas, substituindo-as pela razão. Admiro a ciência, a medicina e, em boa medida, o mundo virtual. Atraves deles damos saltos que nos colocam cada vez mais na dianteira, em busca de melhor qualidade de vida. Porem, analisando certos comportamentos obsessivos, acredito estarmos errando na dose. Tenho muitos amigos empreendedores e os vejo em estado permanente de cansaço. Participam de maratonas diárias, precisando provar a si (e aos demais) terem se superado. Esta palavra tem nos afastado da serenidade, como os grandes sábios a entendem.
É um projeto tentador, reconheço. O ego é alimentado, a vaidade agradece e a ansiedade também. Um Rivotril mascara a situação e, afinal, amanhã será outro dia. Não paramos. Para ilustrar, trago o exemplo de um empresário que me contou ter criado a "Sala da descompressão". Quando algum funcionário, ou ele mesmo, se percebem no limite, param tudo, vão até o local acusticamente isolado e gritam para aliviar a tensão. O reduto é bastante Írequentado, disse-me. Provavelmente eu seria um candidato, se estivesse neste universo de demandas sem fim. Aqui, do lado de cá, ponho-me a refletir sobre a necessidade de estabelecer freios na ambição.
Gastamos bons anos fazendo pouquíssimo investimento em nós. Perda de tempo, dirão os comprometidos em aumentar o seu capital. Convém dedicar-se a aplicações de ordem financeira. Mas é difícil ignorar o preço a se pagar por essas escolhas. Tem-se a impressão de ser desnecessário criar novos combates a toda hora. No entanto, precisamos nos debruçar sobre o obvio, o que está sob os olhos e deixamos de ver.
O primeiro passo é a mudança de pensamento. Depois, mãos à obra.
Continuo otimista e vejo ótimas possibilidades no horizonte. Viver como se fôssemos eternos, postergando o desejado descanso, e uma escolha ruim. Alguns movimentos tomam vulto, consequência de uma lúcida avaliação de para onde nos direcionamos. Ninguém sugere uma parada total, só a desaceleração. Se a fome e a sede já estão saciadas, sentemo-nos sob a sombra de uma árvore. Você se proporia a isso?
Adaptado de. hfips./ / gauchazh.clicrbs.com.brlpionei rolcolu n istas/g i lmar' marci I iolnoticia / 2026 /03 /v ale-a- pena - competir'tanto - cmmp4e7vn02cA01 3dwjzfk5d8 html
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Vale a pena competir tanto?
O progresso e resultado do esforço coletivo. Na inercia, nada se cria. É preciso determinar-se a fazer algo, ernper-rhando vasta energia com finalidades definidas. Assim caminha a humanidade. É uma ideia cara aos positivistas, por lerem a realidade como uma eterna luta para ultrapassar o que nos satisfaz hoje. Sem isso, convenhamos, as maiores conquistas ficariam apenas no papel, mero plano teorico acalentado por seres empenhados em transformar o seu entorno. Mas, devagar com o andor.
Considero-me herdeiro do iluminismo, empenhado em questionar as crenÇas, substituindo-as pela razão. Admiro a ciência, a medicina e, em boa medida, o mundo virtual. Atraves deles damos saltos que nos colocam cada vez mais na dianteira, em busca de melhor qualidade de vida. Porem, analisando certos comportamentos obsessivos, acredito estarmos errando na dose. Tenho muitos amigos empreendedores e os vejo em estado permanente de cansaço. Participam de maratonas diárias, precisando provar a si (e aos demais) terem se superado. Esta palavra tem nos afastado da serenidade, como os grandes sábios a entendem.
É um projeto tentador, reconheço. O ego é alimentado, a vaidade agradece e a ansiedade também. Um Rivotril mascara a situação e, afinal, amanhã será outro dia. Não paramos. Para ilustrar, trago o exemplo de um empresário que me contou ter criado a "Sala da descompressão". Quando algum funcionário, ou ele mesmo, se percebem no limite, param tudo, vão até o local acusticamente isolado e gritam para aliviar a tensão. O reduto é bastante Írequentado, disse-me. Provavelmente eu seria um candidato, se estivesse neste universo de demandas sem fim. Aqui, do lado de cá, ponho-me a refletir sobre a necessidade de estabelecer freios na ambição.
Gastamos bons anos fazendo pouquíssimo investimento em nós. Perda de tempo, dirão os comprometidos em aumentar o seu capital. Convém dedicar-se a aplicações de ordem financeira. Mas é difícil ignorar o preço a se pagar por essas escolhas. Tem-se a impressão de ser desnecessário criar novos combates a toda hora. No entanto, precisamos nos debruçar sobre o obvio, o que está sob os olhos e deixamos de ver.
O primeiro passo é a mudança de pensamento. Depois, mãos à obra.
Continuo otimista e vejo ótimas possibilidades no horizonte. Viver como se fôssemos eternos, postergando o desejado descanso, e uma escolha ruim. Alguns movimentos tomam vulto, consequência de uma lúcida avaliação de para onde nos direcionamos. Ninguém sugere uma parada total, só a desaceleração. Se a fome e a sede já estão saciadas, sentemo-nos sob a sombra de uma árvore. Você se proporia a isso?
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O progresso e resultado do esforço coletivo. Na inercia, nada se cria. É preciso determinar-se a fazer algo, ernper-rhando vasta energia com finalidades definidas. Assim caminha a humanidade. É uma ideia cara aos positivistas, por lerem a realidade como uma eterna luta para ultrapassar o que nos satisfaz hoje. Sem isso, convenhamos, as maiores conquistas ficariam apenas no papel, mero plano teorico acalentado por seres empenhados em transformar o seu entorno. Mas, devagar com o andor.
Considero-me herdeiro do iluminismo, empenhado em questionar as crenÇas, substituindo-as pela razão. Admiro a ciência, a medicina e, em boa medida, o mundo virtual. Atraves deles damos saltos que nos colocam cada vez mais na dianteira, em busca de melhor qualidade de vida. Porem, analisando certos comportamentos obsessivos, acredito estarmos errando na dose. Tenho muitos amigos empreendedores e os vejo em estado permanente de cansaço. Participam de maratonas diárias, precisando provar a si (e aos demais) terem se superado. Esta palavra tem nos afastado da serenidade, como os grandes sábios a entendem.
É um projeto tentador, reconheço. O ego é alimentado, a vaidade agradece e a ansiedade também. Um Rivotril mascara a situação e, afinal, amanhã será outro dia. Não paramos. Para ilustrar, trago o exemplo de um empresário que me contou ter criado a "Sala da descompressão". Quando algum funcionário, ou ele mesmo, se percebem no limite, param tudo, vão até o local acusticamente isolado e gritam para aliviar a tensão. O reduto é bastante Írequentado, disse-me. Provavelmente eu seria um candidato, se estivesse neste universo de demandas sem fim. Aqui, do lado de cá, ponho-me a refletir sobre a necessidade de estabelecer freios na ambição.
Gastamos bons anos fazendo pouquíssimo investimento em nós. Perda de tempo, dirão os comprometidos em aumentar o seu capital. Convém dedicar-se a aplicações de ordem financeira. Mas é difícil ignorar o preço a se pagar por essas escolhas. Tem-se a impressão de ser desnecessário criar novos combates a toda hora. No entanto, precisamos nos debruçar sobre o obvio, o que está sob os olhos e deixamos de ver.
O primeiro passo é a mudança de pensamento. Depois, mãos à obra.
Continuo otimista e vejo ótimas possibilidades no horizonte. Viver como se fôssemos eternos, postergando o desejado descanso, e uma escolha ruim. Alguns movimentos tomam vulto, consequência de uma lúcida avaliação de para onde nos direcionamos. Ninguém sugere uma parada total, só a desaceleração. Se a fome e a sede já estão saciadas, sentemo-nos sob a sombra de uma árvore. Você se proporia a isso?
Adaptado de. hfips./ / gauchazh.clicrbs.com.brlpionei rolcolu n istas/g i lmar' marci I iolnoticia / 2026 /03 /v ale-a- pena - competir'tanto - cmmp4e7vn02cA01 3dwjzfk5d8 html
Leia a passagem É um projeto tentador, reconheço. O ego é alimentado, a vaidade agradece e a ansiedade também. Considerando a pontuação utilizada no trecho, analise as assertivas abaixo e julgue-as em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
( ) A vírgula isola uma oração interferente que traz a admissão pessoal do enunciador sobre o fascínio de a situação ser um "projeto tentador".
( ) O ponto final após a palavra "reconheço" encerra um período, separando a constatação inicial do detalhamento de seus efeitos sobre "o ego" e "a vaidade"
( ) A ausência de vírgula antes da conjunção "e" indica que todas as orações coordenadas do período em questão possuem sujeitos idênticos.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
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Considero-me herdeiro do iluminismo, empenhado em questionar as crenÇas, substituindo-as pela razão. Admiro a ciência, a medicina e, em boa medida, o mundo virtual. Atraves deles damos saltos que nos colocam cada vez mais na dianteira, em busca de melhor qualidade de vida. Porem, analisando certos comportamentos obsessivos, acredito estarmos errando na dose. Tenho muitos amigos empreendedores e os vejo em estado permanente de cansaço. Participam de maratonas diárias, precisando provar a si (e aos demais) terem se superado. Esta palavra tem nos afastado da serenidade, como os grandes sábios a entendem.
É um projeto tentador, reconheço. O ego é alimentado, a vaidade agradece e a ansiedade também. Um Rivotril mascara a situação e, afinal, amanhã será outro dia. Não paramos. Para ilustrar, trago o exemplo de um empresário que me contou ter criado a "Sala da descompressão". Quando algum funcionário, ou ele mesmo, se percebem no limite, param tudo, vão até o local acusticamente isolado e gritam para aliviar a tensão. O reduto é bastante Írequentado, disse-me. Provavelmente eu seria um candidato, se estivesse neste universo de demandas sem fim. Aqui, do lado de cá, ponho-me a refletir sobre a necessidade de estabelecer freios na ambição.
Gastamos bons anos fazendo pouquíssimo investimento em nós. Perda de tempo, dirão os comprometidos em aumentar o seu capital. Convém dedicar-se a aplicações de ordem financeira. Mas é difícil ignorar o preço a se pagar por essas escolhas. Tem-se a impressão de ser desnecessário criar novos combates a toda hora. No entanto, precisamos nos debruçar sobre o obvio, o que está sob os olhos e deixamos de ver.
O primeiro passo é a mudança de pensamento. Depois, mãos à obra.
Continuo otimista e vejo ótimas possibilidades no horizonte. Viver como se fôssemos eternos, postergando o desejado descanso, e uma escolha ruim. Alguns movimentos tomam vulto, consequência de uma lúcida avaliação de para onde nos direcionamos. Ninguém sugere uma parada total, só a desaceleração. Se a fome e a sede já estão saciadas, sentemo-nos sob a sombra de uma árvore. Você se proporia a isso?
Adaptado de. hfips./ / gauchazh.clicrbs.com.brlpionei rolcolu n istas/g i lmar' marci I iolnoticia / 2026 /03 /v ale-a- pena - competir'tanto - cmmp4e7vn02cA01 3dwjzfk5d8 html
No último parágrafo do texto, podemos observar o trecho Alguns movimentos tomam vulto, consequência de uma lúcida avaliação. Em relação a isso, analise as assertivas a seguir:
I. A expressão "tomam vulto" denota que esses movimentos estão ganhando importância, tamanho ou grande destaque na sociedade.
II. O adjetivo "lúcida" caracteriza a avaliação como algo claro, sensato e desprovido de ilusões que prejudicariam a constatação dos fatos.
III. O termo "consequência" indica que a tomada de proporção dos movimentos é a causa direta da "mudança de pensamento" exigida.
Está CORRETO o que se afirma em:
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Vale a pena competir tanto?
O progresso e resultado do esforço coletivo. Na inercia, nada se cria. É preciso determinar-se a fazer algo, ernper-rhando vasta energia com finalidades definidas. Assim caminha a humanidade. É uma ideia cara aos positivistas, por lerem a realidade como uma eterna luta para ultrapassar o que nos satisfaz hoje. Sem isso, convenhamos, as maiores conquistas ficariam apenas no papel, mero plano teorico acalentado por seres empenhados em transformar o seu entorno. Mas, devagar com o andor.
Considero-me herdeiro do iluminismo, empenhado em questionar as crenÇas, substituindo-as pela razão. Admiro a ciência, a medicina e, em boa medida, o mundo virtual. Atraves deles damos saltos que nos colocam cada vez mais na dianteira, em busca de melhor qualidade de vida. Porem, analisando certos comportamentos obsessivos, acredito estarmos errando na dose. Tenho muitos amigos empreendedores e os vejo em estado permanente de cansaço. Participam de maratonas diárias, precisando provar a si (e aos demais) terem se superado. Esta palavra tem nos afastado da serenidade, como os grandes sábios a entendem.
É um projeto tentador, reconheço. O ego é alimentado, a vaidade agradece e a ansiedade também. Um Rivotril mascara a situação e, afinal, amanhã será outro dia. Não paramos. Para ilustrar, trago o exemplo de um empresário que me contou ter criado a "Sala da descompressão". Quando algum funcionário, ou ele mesmo, se percebem no limite, param tudo, vão até o local acusticamente isolado e gritam para aliviar a tensão. O reduto é bastante Írequentado, disse-me. Provavelmente eu seria um candidato, se estivesse neste universo de demandas sem fim. Aqui, do lado de cá, ponho-me a refletir sobre a necessidade de estabelecer freios na ambição.
Gastamos bons anos fazendo pouquíssimo investimento em nós. Perda de tempo, dirão os comprometidos em aumentar o seu capital. Convém dedicar-se a aplicações de ordem financeira. Mas é difícil ignorar o preço a se pagar por essas escolhas. Tem-se a impressão de ser desnecessário criar novos combates a toda hora. No entanto, precisamos nos debruçar sobre o obvio, o que está sob os olhos e deixamos de ver.
O primeiro passo é a mudança de pensamento. Depois, mãos à obra.
Continuo otimista e vejo ótimas possibilidades no horizonte. Viver como se fôssemos eternos, postergando o desejado descanso, e uma escolha ruim. Alguns movimentos tomam vulto, consequência de uma lúcida avaliação de para onde nos direcionamos. Ninguém sugere uma parada total, só a desaceleração. Se a fome e a sede já estão saciadas, sentemo-nos sob a sombra de uma árvore. Você se proporia a isso?
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A coesão textual recorre a pronomes relativos para ligar ideias. Acerca disso, considere a adaptação: "A Sala da descompressão, _________ acústica e isolada, recebe os funcionários _________ limites foram ultrapassados, no momento __________ ocorre o estresse."
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
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O progresso e resultado do esforço coletivo. Na inercia, nada se cria. É preciso determinar-se a fazer algo, ernper-rhando vasta energia com finalidades definidas. Assim caminha a humanidade. É uma ideia cara aos positivistas, por lerem a realidade como uma eterna luta para ultrapassar o que nos satisfaz hoje. Sem isso, convenhamos, as maiores conquistas ficariam apenas no papel, mero plano teorico acalentado por seres empenhados em transformar o seu entorno. Mas, devagar com o andor.
Considero-me herdeiro do iluminismo, empenhado em questionar as crenÇas, substituindo-as pela razão. Admiro a ciência, a medicina e, em boa medida, o mundo virtual. Atraves deles damos saltos que nos colocam cada vez mais na dianteira, em busca de melhor qualidade de vida. Porem, analisando certos comportamentos obsessivos, acredito estarmos errando na dose. Tenho muitos amigos empreendedores e os vejo em estado permanente de cansaço. Participam de maratonas diárias, precisando provar a si (e aos demais) terem se superado. Esta palavra tem nos afastado da serenidade, como os grandes sábios a entendem.
É um projeto tentador, reconheço. O ego é alimentado, a vaidade agradece e a ansiedade também. Um Rivotril mascara a situação e, afinal, amanhã será outro dia. Não paramos. Para ilustrar, trago o exemplo de um empresário que me contou ter criado a "Sala da descompressão". Quando algum funcionário, ou ele mesmo, se percebem no limite, param tudo, vão até o local acusticamente isolado e gritam para aliviar a tensão. O reduto é bastante Írequentado, disse-me. Provavelmente eu seria um candidato, se estivesse neste universo de demandas sem fim. Aqui, do lado de cá, ponho-me a refletir sobre a necessidade de estabelecer freios na ambição.
Gastamos bons anos fazendo pouquíssimo investimento em nós. Perda de tempo, dirão os comprometidos em aumentar o seu capital. Convém dedicar-se a aplicações de ordem financeira. Mas é difícil ignorar o preço a se pagar por essas escolhas. Tem-se a impressão de ser desnecessário criar novos combates a toda hora. No entanto, precisamos nos debruçar sobre o obvio, o que está sob os olhos e deixamos de ver.
O primeiro passo é a mudança de pensamento. Depois, mãos à obra.
Continuo otimista e vejo ótimas possibilidades no horizonte. Viver como se fôssemos eternos, postergando o desejado descanso, e uma escolha ruim. Alguns movimentos tomam vulto, consequência de uma lúcida avaliação de para onde nos direcionamos. Ninguém sugere uma parada total, só a desaceleração. Se a fome e a sede já estão saciadas, sentemo-nos sob a sombra de uma árvore. Você se proporia a isso?
Adaptado de. hfips./ / gauchazh.clicrbs.com.brlpionei rolcolu n istas/g i lmar' marci I iolnoticia / 2026 /03 /v ale-a- pena - competir'tanto - cmmp4e7vn02cA01 3dwjzfk5d8 html
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Vale a pena competir tanto?
O progresso e resultado do esforço coletivo. Na inercia, nada se cria. É preciso determinar-se a fazer algo, ernper-rhando vasta energia com finalidades definidas. Assim caminha a humanidade. É uma ideia cara aos positivistas, por lerem a realidade como uma eterna luta para ultrapassar o que nos satisfaz hoje. Sem isso, convenhamos, as maiores conquistas ficariam apenas no papel, mero plano teorico acalentado por seres empenhados em transformar o seu entorno. Mas, devagar com o andor.
Considero-me herdeiro do iluminismo, empenhado em questionar as crenÇas, substituindo-as pela razão. Admiro a ciência, a medicina e, em boa medida, o mundo virtual. Atraves deles damos saltos que nos colocam cada vez mais na dianteira, em busca de melhor qualidade de vida. Porem, analisando certos comportamentos obsessivos, acredito estarmos errando na dose. Tenho muitos amigos empreendedores e os vejo em estado permanente de cansaço. Participam de maratonas diárias, precisando provar a si (e aos demais) terem se superado. Esta palavra tem nos afastado da serenidade, como os grandes sábios a entendem.
É um projeto tentador, reconheço. O ego é alimentado, a vaidade agradece e a ansiedade também. Um Rivotril mascara a situação e, afinal, amanhã será outro dia. Não paramos. Para ilustrar, trago o exemplo de um empresário que me contou ter criado a "Sala da descompressão". Quando algum funcionário, ou ele mesmo, se percebem no limite, param tudo, vão até o local acusticamente isolado e gritam para aliviar a tensão. O reduto é bastante Írequentado, disse-me. Provavelmente eu seria um candidato, se estivesse neste universo de demandas sem fim. Aqui, do lado de cá, ponho-me a refletir sobre a necessidade de estabelecer freios na ambição.
Gastamos bons anos fazendo pouquíssimo investimento em nós. Perda de tempo, dirão os comprometidos em aumentar o seu capital. Convém dedicar-se a aplicações de ordem financeira. Mas é difícil ignorar o preço a se pagar por essas escolhas. Tem-se a impressão de ser desnecessário criar novos combates a toda hora. No entanto, precisamos nos debruçar sobre o obvio, o que está sob os olhos e deixamos de ver.
O primeiro passo é a mudança de pensamento. Depois, mãos à obra.
Continuo otimista e vejo ótimas possibilidades no horizonte. Viver como se fôssemos eternos, postergando o desejado descanso, e uma escolha ruim. Alguns movimentos tomam vulto, consequência de uma lúcida avaliação de para onde nos direcionamos. Ninguém sugere uma parada total, só a desaceleração. Se a fome e a sede já estão saciadas, sentemo-nos sob a sombra de uma árvore. Você se proporia a isso?
Adaptado de. hfips./ / gauchazh.clicrbs.com.brlpionei rolcolu n istas/g i lmar' marci I iolnoticia / 2026 /03 /v ale-a- pena - competir'tanto - cmmp4e7vn02cA01 3dwjzfk5d8 html
O texto Íaz menção a recursos extremos no ambiente de trabalho, como a "Sala da descompressão". Considerando isso, analise as assertivas abaixo e julgue-as em Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
( ) O local isolado serve para que os profissionais gritem para "aliviar a tensão" provocada pelas exigências corporativas e pessoais.
( ) O autor afirma que frequenta o reduto diariamente, pois atua de forma direta neste "universo de demandas sem fim".
( ) O exemplo ilustra como a busca por ser um "projeto tentador" onde "o ego é alimentado" pode gerar consequências ao bem-estar.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
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