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4133710 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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Original até no plágio

Por Humberto Werneck

Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de

jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço.

Este é todo um longo e divertido capítulo do ofício. Divertido, é claro, apenas para o leitor,

que nem sempre poderia imaginar o pesadelo que foi para Paulo Mendes Campos, por exemplo,

alinhavar a deliciosa “Vaidades e uma explicação” ou, para Antônio Maria, pôr de pé sua

impecável “Amanhecer no Margarida’s”.

Fernando Sabino lembrou com muita graça o dia em que o colega Rubem Braga, ___

míngua de assunto, lhe perguntou se tinha alguma crônica usada que pudesse lhe ceder.

Organizadíssimo, o escritor mineiro baixou a seus arquivos e de lá trouxe a história de uma sopa

servida a preço irrisório no Centro do Rio de Janeiro. O Velho Braga apanhou a crônica, deu um

tapinha no texto e publicou.

Tempos mais tarde, foi Sabino quem precisou de crônica de segunda mão, e fez ao amigo

a mesma pergunta que ele lhe fizera. Braga mexeu e remexeu em seus papéis e o que exumou

ali? Justamente ___ crônica da sopa dos pobres. Fernando ensaiou reclamação, mas, sem

alternativa, engoliu a requentada sopa, com o trabalho adicional de trocar alguns ingredientes,

de forma a disfarçar o sabor de coisa por demais manjada. Por via das dúvidas, para cortar

qualquer possibilidade de mais idas e vindas, enfiou ali a informação de que o maldito caldo ia

sumir do cardápio.

O mesmo Braga tem duas outras histórias célebres de saídas brilhantes para o sufoco da

falta de assunto. Numa das crises de inspiração zero, ainda no começo da carreira, ele encheu

sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor, sobre o qual despejou até

mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura,

arrematada com um “Passe mal!”.

Pela mesma época, Rubem Braga saiu-se ainda mais brilhantemente no dia em que, sem

outro recurso, decidiu simplesmente publicar crônica alheia, de autoria de um amigo, ainda por

cima, Carlos Drummond de Andrade, estampada fazia pouco num jornal de Belo Horizonte.

Não, não se vai contar aqui a saborosa história – trate, sem mais tardança, de buscá-la

por conta própria, e se regale com a criatividade de Rubem Braga, brilhante até mesmo quando

recorre a texto que não seja seu.

(Disponível em: cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/12332/original-ate-no-plagio – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação ao emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 01, 07 e 14.
 

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4133709 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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Original até no plágio

Por Humberto Werneck

Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de

jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço.

Este é todo um longo e divertido capítulo do ofício. Divertido, é claro, apenas para o leitor,

que nem sempre poderia imaginar o pesadelo que foi para Paulo Mendes Campos, por exemplo,

alinhavar a deliciosa “Vaidades e uma explicação” ou, para Antônio Maria, pôr de pé sua

impecável “Amanhecer no Margarida’s”.

Fernando Sabino lembrou com muita graça o dia em que o colega Rubem Braga, ___

míngua de assunto, lhe perguntou se tinha alguma crônica usada que pudesse lhe ceder.

Organizadíssimo, o escritor mineiro baixou a seus arquivos e de lá trouxe a história de uma sopa

servida a preço irrisório no Centro do Rio de Janeiro. O Velho Braga apanhou a crônica, deu um

tapinha no texto e publicou.

Tempos mais tarde, foi Sabino quem precisou de crônica de segunda mão, e fez ao amigo

a mesma pergunta que ele lhe fizera. Braga mexeu e remexeu em seus papéis e o que exumou

ali? Justamente ___ crônica da sopa dos pobres. Fernando ensaiou reclamação, mas, sem

alternativa, engoliu a requentada sopa, com o trabalho adicional de trocar alguns ingredientes,

de forma a disfarçar o sabor de coisa por demais manjada. Por via das dúvidas, para cortar

qualquer possibilidade de mais idas e vindas, enfiou ali a informação de que o maldito caldo ia

sumir do cardápio.

O mesmo Braga tem duas outras histórias célebres de saídas brilhantes para o sufoco da

falta de assunto. Numa das crises de inspiração zero, ainda no começo da carreira, ele encheu

sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor, sobre o qual despejou até

mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura,

arrematada com um “Passe mal!”.

Pela mesma época, Rubem Braga saiu-se ainda mais brilhantemente no dia em que, sem

outro recurso, decidiu simplesmente publicar crônica alheia, de autoria de um amigo, ainda por

cima, Carlos Drummond de Andrade, estampada fazia pouco num jornal de Belo Horizonte.

Não, não se vai contar aqui a saborosa história – trate, sem mais tardança, de buscá-la

por conta própria, e se regale com a criatividade de Rubem Braga, brilhante até mesmo quando

recorre a texto que não seja seu.

(Disponível em: cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/12332/original-ate-no-plagio – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em “ele encheu sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor”, a palavra “impropérios” pode ser substituída, mantendo-se o sentido original do trecho em que ocorre, por:
 

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4133708 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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Original até no plágio

Por Humberto Werneck

Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de

jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço.

Este é todo um longo e divertido capítulo do ofício. Divertido, é claro, apenas para o leitor,

que nem sempre poderia imaginar o pesadelo que foi para Paulo Mendes Campos, por exemplo,

alinhavar a deliciosa “Vaidades e uma explicação” ou, para Antônio Maria, pôr de pé sua

impecável “Amanhecer no Margarida’s”.

Fernando Sabino lembrou com muita graça o dia em que o colega Rubem Braga, ___

míngua de assunto, lhe perguntou se tinha alguma crônica usada que pudesse lhe ceder.

Organizadíssimo, o escritor mineiro baixou a seus arquivos e de lá trouxe a história de uma sopa

servida a preço irrisório no Centro do Rio de Janeiro. O Velho Braga apanhou a crônica, deu um

tapinha no texto e publicou.

Tempos mais tarde, foi Sabino quem precisou de crônica de segunda mão, e fez ao amigo

a mesma pergunta que ele lhe fizera. Braga mexeu e remexeu em seus papéis e o que exumou

ali? Justamente ___ crônica da sopa dos pobres. Fernando ensaiou reclamação, mas, sem

alternativa, engoliu a requentada sopa, com o trabalho adicional de trocar alguns ingredientes,

de forma a disfarçar o sabor de coisa por demais manjada. Por via das dúvidas, para cortar

qualquer possibilidade de mais idas e vindas, enfiou ali a informação de que o maldito caldo ia

sumir do cardápio.

O mesmo Braga tem duas outras histórias célebres de saídas brilhantes para o sufoco da

falta de assunto. Numa das crises de inspiração zero, ainda no começo da carreira, ele encheu

sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor, sobre o qual despejou até

mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura,

arrematada com um “Passe mal!”.

Pela mesma época, Rubem Braga saiu-se ainda mais brilhantemente no dia em que, sem

outro recurso, decidiu simplesmente publicar crônica alheia, de autoria de um amigo, ainda por

cima, Carlos Drummond de Andrade, estampada fazia pouco num jornal de Belo Horizonte.

Não, não se vai contar aqui a saborosa história – trate, sem mais tardança, de buscá-la

por conta própria, e se regale com a criatividade de Rubem Braga, brilhante até mesmo quando

recorre a texto que não seja seu.

(Disponível em: cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/12332/original-ate-no-plagio – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “despejou até mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura”, o emprego das vírgulas justifica-se por:
 

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4133707 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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Original até no plágio

Por Humberto Werneck

Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de

jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço.

Este é todo um longo e divertido capítulo do ofício. Divertido, é claro, apenas para o leitor,

que nem sempre poderia imaginar o pesadelo que foi para Paulo Mendes Campos, por exemplo,

alinhavar a deliciosa “Vaidades e uma explicação” ou, para Antônio Maria, pôr de pé sua

impecável “Amanhecer no Margarida’s”.

Fernando Sabino lembrou com muita graça o dia em que o colega Rubem Braga, ___

míngua de assunto, lhe perguntou se tinha alguma crônica usada que pudesse lhe ceder.

Organizadíssimo, o escritor mineiro baixou a seus arquivos e de lá trouxe a história de uma sopa

servida a preço irrisório no Centro do Rio de Janeiro. O Velho Braga apanhou a crônica, deu um

tapinha no texto e publicou.

Tempos mais tarde, foi Sabino quem precisou de crônica de segunda mão, e fez ao amigo

a mesma pergunta que ele lhe fizera. Braga mexeu e remexeu em seus papéis e o que exumou

ali? Justamente ___ crônica da sopa dos pobres. Fernando ensaiou reclamação, mas, sem

alternativa, engoliu a requentada sopa, com o trabalho adicional de trocar alguns ingredientes,

de forma a disfarçar o sabor de coisa por demais manjada. Por via das dúvidas, para cortar

qualquer possibilidade de mais idas e vindas, enfiou ali a informação de que o maldito caldo ia

sumir do cardápio.

O mesmo Braga tem duas outras histórias célebres de saídas brilhantes para o sufoco da

falta de assunto. Numa das crises de inspiração zero, ainda no começo da carreira, ele encheu

sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor, sobre o qual despejou até

mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura,

arrematada com um “Passe mal!”.

Pela mesma época, Rubem Braga saiu-se ainda mais brilhantemente no dia em que, sem

outro recurso, decidiu simplesmente publicar crônica alheia, de autoria de um amigo, ainda por

cima, Carlos Drummond de Andrade, estampada fazia pouco num jornal de Belo Horizonte.

Não, não se vai contar aqui a saborosa história – trate, sem mais tardança, de buscá-la

por conta própria, e se regale com a criatividade de Rubem Braga, brilhante até mesmo quando

recorre a texto que não seja seu.

(Disponível em: cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/12332/original-ate-no-plagio – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o trecho “Sabem os cronistas __ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de jornal ou revista”, assinale a alternativa correta sobre o uso da forma pronominal “los”.
 

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4133706 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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Original até no plágio

Por Humberto Werneck

Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de

jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço.

Este é todo um longo e divertido capítulo do ofício. Divertido, é claro, apenas para o leitor,

que nem sempre poderia imaginar o pesadelo que foi para Paulo Mendes Campos, por exemplo,

alinhavar a deliciosa “Vaidades e uma explicação” ou, para Antônio Maria, pôr de pé sua

impecável “Amanhecer no Margarida’s”.

Fernando Sabino lembrou com muita graça o dia em que o colega Rubem Braga, ___

míngua de assunto, lhe perguntou se tinha alguma crônica usada que pudesse lhe ceder.

Organizadíssimo, o escritor mineiro baixou a seus arquivos e de lá trouxe a história de uma sopa

servida a preço irrisório no Centro do Rio de Janeiro. O Velho Braga apanhou a crônica, deu um

tapinha no texto e publicou.

Tempos mais tarde, foi Sabino quem precisou de crônica de segunda mão, e fez ao amigo

a mesma pergunta que ele lhe fizera. Braga mexeu e remexeu em seus papéis e o que exumou

ali? Justamente ___ crônica da sopa dos pobres. Fernando ensaiou reclamação, mas, sem

alternativa, engoliu a requentada sopa, com o trabalho adicional de trocar alguns ingredientes,

de forma a disfarçar o sabor de coisa por demais manjada. Por via das dúvidas, para cortar

qualquer possibilidade de mais idas e vindas, enfiou ali a informação de que o maldito caldo ia

sumir do cardápio.

O mesmo Braga tem duas outras histórias célebres de saídas brilhantes para o sufoco da

falta de assunto. Numa das crises de inspiração zero, ainda no começo da carreira, ele encheu

sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor, sobre o qual despejou até

mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura,

arrematada com um “Passe mal!”.

Pela mesma época, Rubem Braga saiu-se ainda mais brilhantemente no dia em que, sem

outro recurso, decidiu simplesmente publicar crônica alheia, de autoria de um amigo, ainda por

cima, Carlos Drummond de Andrade, estampada fazia pouco num jornal de Belo Horizonte.

Não, não se vai contar aqui a saborosa história – trate, sem mais tardança, de buscá-la

por conta própria, e se regale com a criatividade de Rubem Braga, brilhante até mesmo quando

recorre a texto que não seja seu.

(Disponível em: cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/12332/original-ate-no-plagio – texto adaptado especialmente para esta prova).

Sobre a intertextualidade e a intencionalidade discursiva presentes no texto, assinale a alternativa correta.
 

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4133705 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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Original até no plágio

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Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de

jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço.

Este é todo um longo e divertido capítulo do ofício. Divertido, é claro, apenas para o leitor,

que nem sempre poderia imaginar o pesadelo que foi para Paulo Mendes Campos, por exemplo,

alinhavar a deliciosa “Vaidades e uma explicação” ou, para Antônio Maria, pôr de pé sua

impecável “Amanhecer no Margarida’s”.

Fernando Sabino lembrou com muita graça o dia em que o colega Rubem Braga, ___

míngua de assunto, lhe perguntou se tinha alguma crônica usada que pudesse lhe ceder.

Organizadíssimo, o escritor mineiro baixou a seus arquivos e de lá trouxe a história de uma sopa

servida a preço irrisório no Centro do Rio de Janeiro. O Velho Braga apanhou a crônica, deu um

tapinha no texto e publicou.

Tempos mais tarde, foi Sabino quem precisou de crônica de segunda mão, e fez ao amigo

a mesma pergunta que ele lhe fizera. Braga mexeu e remexeu em seus papéis e o que exumou

ali? Justamente ___ crônica da sopa dos pobres. Fernando ensaiou reclamação, mas, sem

alternativa, engoliu a requentada sopa, com o trabalho adicional de trocar alguns ingredientes,

de forma a disfarçar o sabor de coisa por demais manjada. Por via das dúvidas, para cortar

qualquer possibilidade de mais idas e vindas, enfiou ali a informação de que o maldito caldo ia

sumir do cardápio.

O mesmo Braga tem duas outras histórias célebres de saídas brilhantes para o sufoco da

falta de assunto. Numa das crises de inspiração zero, ainda no começo da carreira, ele encheu

sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor, sobre o qual despejou até

mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura,

arrematada com um “Passe mal!”.

Pela mesma época, Rubem Braga saiu-se ainda mais brilhantemente no dia em que, sem

outro recurso, decidiu simplesmente publicar crônica alheia, de autoria de um amigo, ainda por

cima, Carlos Drummond de Andrade, estampada fazia pouco num jornal de Belo Horizonte.

Não, não se vai contar aqui a saborosa história – trate, sem mais tardança, de buscá-la

por conta própria, e se regale com a criatividade de Rubem Braga, brilhante até mesmo quando

recorre a texto que não seja seu.

(Disponível em: cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/12332/original-ate-no-plagio – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a distinção entre fato e hipótese na construção do texto, analise as assertivas a seguir:

I. A afirmação de que o leitor “nem sempre poderia imaginar o pesadelo” vivenciado pelos escritores ao “alinhavar” um texto constitui uma hipótese do autor sobre a percepção e o estado mental do público.

II. O relato sobre Rubem Braga ter publicado uma crônica de autoria de Carlos Drummond de Andrade, originalmente impressa em um jornal de Belo Horizonte, é apresentado como um fato que sustenta a argumentação.

III. A caracterização da crônica de Antônio Maria como “impecável” e a de Paulo Mendes Campos como “deliciosa” são tratadas como fatos linguísticos objetivos, independentes do juízo de valor do narrador.

IV. A sugestão de que o leitor “se regale” com a criatividade de Braga ao buscar a história por conta própria configura uma hipótese ou projeção do autor sobre o efeito que a leitura causará.

Quais estão corretas?

 

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4133704 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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Original até no plágio

Por Humberto Werneck

Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de

jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço.

Este é todo um longo e divertido capítulo do ofício. Divertido, é claro, apenas para o leitor,

que nem sempre poderia imaginar o pesadelo que foi para Paulo Mendes Campos, por exemplo,

alinhavar a deliciosa “Vaidades e uma explicação” ou, para Antônio Maria, pôr de pé sua

impecável “Amanhecer no Margarida’s”.

Fernando Sabino lembrou com muita graça o dia em que o colega Rubem Braga, ___

míngua de assunto, lhe perguntou se tinha alguma crônica usada que pudesse lhe ceder.

Organizadíssimo, o escritor mineiro baixou a seus arquivos e de lá trouxe a história de uma sopa

servida a preço irrisório no Centro do Rio de Janeiro. O Velho Braga apanhou a crônica, deu um

tapinha no texto e publicou.

Tempos mais tarde, foi Sabino quem precisou de crônica de segunda mão, e fez ao amigo

a mesma pergunta que ele lhe fizera. Braga mexeu e remexeu em seus papéis e o que exumou

ali? Justamente ___ crônica da sopa dos pobres. Fernando ensaiou reclamação, mas, sem

alternativa, engoliu a requentada sopa, com o trabalho adicional de trocar alguns ingredientes,

de forma a disfarçar o sabor de coisa por demais manjada. Por via das dúvidas, para cortar

qualquer possibilidade de mais idas e vindas, enfiou ali a informação de que o maldito caldo ia

sumir do cardápio.

O mesmo Braga tem duas outras histórias célebres de saídas brilhantes para o sufoco da

falta de assunto. Numa das crises de inspiração zero, ainda no começo da carreira, ele encheu

sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor, sobre o qual despejou até

mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura,

arrematada com um “Passe mal!”.

Pela mesma época, Rubem Braga saiu-se ainda mais brilhantemente no dia em que, sem

outro recurso, decidiu simplesmente publicar crônica alheia, de autoria de um amigo, ainda por

cima, Carlos Drummond de Andrade, estampada fazia pouco num jornal de Belo Horizonte.

Não, não se vai contar aqui a saborosa história – trate, sem mais tardança, de buscá-la

por conta própria, e se regale com a criatividade de Rubem Braga, brilhante até mesmo quando

recorre a texto que não seja seu.

(Disponível em: cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/12332/original-ate-no-plagio – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta a ideia principal do texto e o recurso argumentativo central empregado pelo autor.
 

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4133703 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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Original até no plágio

Por Humberto Werneck

Sabem os cronistas ___ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de

jornal ou revista e não ter assunto para rechear o espaço.

Este é todo um longo e divertido capítulo do ofício. Divertido, é claro, apenas para o leitor,

que nem sempre poderia imaginar o pesadelo que foi para Paulo Mendes Campos, por exemplo,

alinhavar a deliciosa “Vaidades e uma explicação” ou, para Antônio Maria, pôr de pé sua

impecável “Amanhecer no Margarida’s”.

Fernando Sabino lembrou com muita graça o dia em que o colega Rubem Braga, ___

míngua de assunto, lhe perguntou se tinha alguma crônica usada que pudesse lhe ceder.

Organizadíssimo, o escritor mineiro baixou a seus arquivos e de lá trouxe a história de uma sopa

servida a preço irrisório no Centro do Rio de Janeiro. O Velho Braga apanhou a crônica, deu um

tapinha no texto e publicou.

Tempos mais tarde, foi Sabino quem precisou de crônica de segunda mão, e fez ao amigo

a mesma pergunta que ele lhe fizera. Braga mexeu e remexeu em seus papéis e o que exumou

ali? Justamente ___ crônica da sopa dos pobres. Fernando ensaiou reclamação, mas, sem

alternativa, engoliu a requentada sopa, com o trabalho adicional de trocar alguns ingredientes,

de forma a disfarçar o sabor de coisa por demais manjada. Por via das dúvidas, para cortar

qualquer possibilidade de mais idas e vindas, enfiou ali a informação de que o maldito caldo ia

sumir do cardápio.

O mesmo Braga tem duas outras histórias célebres de saídas brilhantes para o sufoco da

falta de assunto. Numa das crises de inspiração zero, ainda no começo da carreira, ele encheu

sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor, sobre o qual despejou até

mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura,

arrematada com um “Passe mal!”.

Pela mesma época, Rubem Braga saiu-se ainda mais brilhantemente no dia em que, sem

outro recurso, decidiu simplesmente publicar crônica alheia, de autoria de um amigo, ainda por

cima, Carlos Drummond de Andrade, estampada fazia pouco num jornal de Belo Horizonte.

Não, não se vai contar aqui a saborosa história – trate, sem mais tardança, de buscá-la

por conta própria, e se regale com a criatividade de Rubem Braga, brilhante até mesmo quando

recorre a texto que não seja seu.

(Disponível em: cronicabrasileira.org.br/res-do-chao/12332/original-ate-no-plagio – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta mais diretamente a intencionalidade do autor e os efeitos de sentido produzidos pelo texto.
 

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4133697 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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    As mentiras mais comuns nos currículos – e como elas são descobertas por recrutadores 

    “Inglês avançado” que trava na entrevista. Conhecimento técnico que desaparece diante de uma pergunta simples. Cargos que parecem maiores no papel do que foram na prática. Essas são algumas das mentirinhas clássicas que ainda aparecem em currículos — e que recrutadores identificam com rapidez. Um levantamento da Robert Half, empresa global de recrutamento e consultoria em talentos humanos, feito com 774 profissionais no Brasil, mostra a dimensão do problema. Para 58% dos recrutadores, inconsistências no currículo já foram motivo para eliminar candidatos ainda no início do processo.

    O estudo também revela quais são as distorções mais comuns e por que elas são tão fáceis de identificar. Algumas delas são, por exemplo, habilidades técnicas exageradas. O candidato declara domínio de ferramentas ou conhecimentos que não consegue comprovar na prática. Há, ainda, cargos e projetos apresentados de forma ampliada. A proficiência em idiomas acima do nível real é um clássico; o nível informado não se confirma em uma conversa simples. A lógica por trás dessas práticas é clara: aumentar as chances de passar pelo filtro inicial. Na prática, porém, o efeito costuma ser o contrário. As diferenças entre discurso e experiência aparecem ao longo da seleção e influenciam a decisão final.

    Apesar disso, a maior parte dos profissionais afirma agir com transparência. Para 74%, nunca houve omissão ou distorção de informações. Ainda assim, 15% admitem já ter feito ajustes no currículo, enquanto 10% chegaram a considerar essa possibilidade. A pesquisa indica que esse comportamento está mais ligado à pressão do que à intenção de enganar. Entre os principais motivos estão o receio de perder espaço em um mercado competitivo, a tentativa de se alinhar ao perfil buscado pelas empresas e o medo de que lacunas na carreira prejudiquem a avaliação. Também pesam fatores como pressão financeira, urgência por recolocação e insegurança sobre a própria trajetória. Esse conjunto de elementos leva alguns profissionais a “embelezar” a forma como apresentam suas experiências. 

    Outro ponto que ganhou força recente é o uso de Inteligência Artificial (IA) na preparação de currículos e entrevistas. A tecnologia pode ajudar na organização e na clareza das informações. Mas, quando usada em excesso, deixa sinais claros – e os recrutadores já sabem identificá-los, como respostas mecânicas padronizadas, falta de profundidade ao detalhar experiências, uso de linguagem excessivamente formal, entre outros aspectos.

    Para Marcela Esteves, diretora da Robert Half, o ponto central é o equilíbrio: “Há diversos recursos para ajudar na organização de ideias e na estrutura do currículo, mas nenhum deles substitui a experiência real do profissional. Como costumamos reforçar, a IA deve ser parceira, não substituta. Quando o documento se distancia demais da trajetória do candidato, isso tende a aparecer rapidamente durante as entrevistas e, sem dúvida, pode prejudicar sua reputação”, conclui.

    (Disponível em: g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/03/25/as-5-mentiras-mais-comuns-noscurriculos-e-como-elas-sao-descobertas-por-recrutadores.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Sobre a relação entre letras e fonemas, assinale a alternativa correta.
 

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4133696 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: SAMAE Campos Novos
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    As mentiras mais comuns nos currículos – e como elas são descobertas por recrutadores 

    “Inglês avançado” que trava na entrevista. Conhecimento técnico que desaparece diante de uma pergunta simples. Cargos que parecem maiores no papel do que foram na prática. Essas são algumas das mentirinhas clássicas que ainda aparecem em currículos — e que recrutadores identificam com rapidez. Um levantamento da Robert Half, empresa global de recrutamento e consultoria em talentos humanos, feito com 774 profissionais no Brasil, mostra a dimensão do problema. Para 58% dos recrutadores, inconsistências no currículo já foram motivo para eliminar candidatos ainda no início do processo.

    O estudo também revela quais são as distorções mais comuns e por que elas são tão fáceis de identificar. Algumas delas são, por exemplo, habilidades técnicas exageradas. O candidato declara domínio de ferramentas ou conhecimentos que não consegue comprovar na prática. Há, ainda, cargos e projetos apresentados de forma ampliada. A proficiência em idiomas acima do nível real é um clássico; o nível informado não se confirma em uma conversa simples. A lógica por trás dessas práticas é clara: aumentar as chances de passar pelo filtro inicial. Na prática, porém, o efeito costuma ser o contrário. As diferenças entre discurso e experiência aparecem ao longo da seleção e influenciam a decisão final.

    Apesar disso, a maior parte dos profissionais afirma agir com transparência. Para 74%, nunca houve omissão ou distorção de informações. Ainda assim, 15% admitem já ter feito ajustes no currículo, enquanto 10% chegaram a considerar essa possibilidade. A pesquisa indica que esse comportamento está mais ligado à pressão do que à intenção de enganar. Entre os principais motivos estão o receio de perder espaço em um mercado competitivo, a tentativa de se alinhar ao perfil buscado pelas empresas e o medo de que lacunas na carreira prejudiquem a avaliação. Também pesam fatores como pressão financeira, urgência por recolocação e insegurança sobre a própria trajetória. Esse conjunto de elementos leva alguns profissionais a “embelezar” a forma como apresentam suas experiências. 

    Outro ponto que ganhou força recente é o uso de Inteligência Artificial (IA) na preparação de currículos e entrevistas. A tecnologia pode ajudar na organização e na clareza das informações. Mas, quando usada em excesso, deixa sinais claros – e os recrutadores já sabem identificá-los, como respostas mecânicas padronizadas, falta de profundidade ao detalhar experiências, uso de linguagem excessivamente formal, entre outros aspectos.

    Para Marcela Esteves, diretora da Robert Half, o ponto central é o equilíbrio: “Há diversos recursos para ajudar na organização de ideias e na estrutura do currículo, mas nenhum deles substitui a experiência real do profissional. Como costumamos reforçar, a IA deve ser parceira, não substituta. Quando o documento se distancia demais da trajetória do candidato, isso tende a aparecer rapidamente durante as entrevistas e, sem dúvida, pode prejudicar sua reputação”, conclui.

    (Disponível em: g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/03/25/as-5-mentiras-mais-comuns-noscurriculos-e-como-elas-sao-descobertas-por-recrutadores.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Assinale a alternativa INCORRETA sobre a classificação das palavras conforme a sílaba tônica.
 

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