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4198917 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: Ibest
Orgão: CRBM-5
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Texto para a questão.

Um caso constrangedor envolvendo o veterano jornalista belga Peter Vandermeersh ilustrou os perigos

associados ao uso indiscriminado de ferramentas de inteligência artificial (IA) na produção de conteúdo jornalístico.

Chefe das operações irlandesas do Mediahuis, um dos principais grupos de mídia na Europa, ele foi suspenso de suas

funções em março após uma investigação interna constatar que incorporou a seus textos falsas declarações entre

aspas atribuídas a especialistas, que foram geradas erroneamente por programas como ChatGPT, Perplexity e Google

NotebookLM.

Dezenas de declarações presentes em 15 textos publicados por Vandermeersh não correspondiam a fontes

verificáveis e sete fontes citadas nos artigos negaram veementemente ter proferido aquelas palavras. “Existem

citações que não podem ser encontradas nas publicações das quais Vandermeersch afirma tê-las obtido, como

estudos científicos e notícias”, informou o jornal NRC (do qual Vandermeersch já foi editor-chefe), responsável pela

investigação. O jornalista reconheceu os equívocos e afirmou ter caído na “armadilha das alucinações”, termo usado

para descrever erros gerados por IA, ao confiar excessivamente nas ferramentas sem verificar o conteúdo replicado.

“Perdi muitos minutos do meu tempo procurando onde eu poderia ter dito alguma besteira sobre

‘conhecimento imersivo’”, queixou-se Emily Bell, diretora do Centro Tow de Jornalismo Digital da Universidade

Columbia, nos Estados Unidos, uma das vítimas das alucinações disseminadas por Vandermeersh. Usando

ferramentas de IA do Google, Bell encontrou frases muito semelhantes em um discurso feito por outra pessoa. Seu

nome também foi mencionado nesse discurso, mas em outro contexto, o que pode ser a origem da alucinação. O

episódio evidencia um paradoxo da IA generativa: a tecnologia é capaz de produzir textos verossímeis, mas não há

garantia de que sejam verdadeiros. Isso coloca em xeque princípios fundamentais do jornalismo profissional, como

a verificação e a precisão dos fatos transmitidos ao público.

O tema tem sido abordado em estudos que investigam como jornalistas que cobrem assuntos científicos estão

lidando com a incorporação da IA em suas rotinas de trabalho. Um artigo publicado em dezembro no Sage Journals

por seis pesquisadores da área de comunicação evidenciou uma ampla adoção das ferramentas de IA por repórteres

especializados em ciência em tarefas corriqueiras, como transcrição de gravações e apoio à escrita. Nas entrevistas

com os profissionais de imprensa, também foram relatadas preocupações com a confiabilidade das informações e

com a compatibilidade do uso de IA com valores jornalísticos, como responsabilidade e ética. A maioria ainda é

cautelosa ao utilizar a tecnologia em tarefas mais sofisticadas, como a análise de dados.

A adoção da inteligência artificial nas redações, segundo a pesquisa, varia entre países. Os autores se

debruçaram sobre três deles: Brasil, Índia e Reino Unido. Jornalistas científicos britânicos mostraram certa resistência

ao uso avançado das ferramentas, enquanto brasileiros e indianos indicaram ser mais flexíveis. Uma particularidade

dos brasileiros é que adotam amplamente as ferramentas para traduzir textos e apoiar a escrita em um segundo

idioma. Entre os benefícios propiciados pela IA, os entrevistados destacam o aumento da eficiência e o acesso

facilitado à informação e, entre os perigos, a possibilidade de disseminar desinformação e a eliminação de postos de

trabalho, que são cada vez mais escassos no jornalismo.

Mônica Manir. A armadilha das alucinações. In: Revista Pesquisa Fapesp, 21/4/2026. Internet: https://revistapesquisa.fapesp.br/a-armadilha-das-alucinacoes/ (adaptado)

Conclui-se do texto que
 

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4198876 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Três Barras-SC
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Assinale a alternativa em que a frase está CORRETAMENTE escrita, de acordo com a ortografia oficial da língua portuguesa.
 

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4198875 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Três Barras-SC
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Assinale a alternativa em que a concordância nominal está de acordo com a norma-padrão.
 

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4198874 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Três Barras-SC
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Assinale a alternativa em que a palavra destacada exerce função de advérbio de modo.
 

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4198873 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Três Barras-SC
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Assinale a alternativa em que o emprego da crase está CORRETO.
 

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4198872 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Três Barras-SC
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Assinale a alternativa em que o sujeito da oração está CORRETAMENTE identificado.
 

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4198871 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Três Barras-SC
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os ombros suportam o mundo. 


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.



Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.



Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação. 
Carlos Drummond de Andrade (1985).





Analise os versos a seguir.

"E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco."

Com base nos recursos expressivos empregados no fragmento, analise as assertivas a seguir.

I. Em "os olhos não choram", ocorre aliteração, uma vez que "olhos" representam o ser humano e sua capacidade de expressar emoções.
II. O trecho "o coração está seco" apresenta metáfora, sugerindo ausência de sentimentos e endurecimento emocional.
III. A repetição da conjunção "E" no início dos versos caracteriza anáfora, produzindo efeito de intensificação e continuidade.
IV. Em "as mãos tecem apenas o rude trabalho", há eufemismo, pois o trabalho é apresentado de maneira suavizada.

Está CORRETO o que se afirma em:
 

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4198869 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Três Barras-SC
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os ombros suportam o mundo. 


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.



Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.



Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação. 
Carlos Drummond de Andrade (1985).





Analise o trecho a seguir.

"As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue"

Sobre o uso das vírgulas nesse fragmento, assinale a alternativa CORRETA.
 

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4198868 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FAFIPA
Orgão: Pref. Três Barras-SC
Provas:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os ombros suportam o mundo. 


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.



Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.



Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação. 
Carlos Drummond de Andrade (1985).





No verso "Tempo de absoluta depuração", a palavra "depuração" assume, no contexto do poema, sentido de:
 

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4198866 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FRONTE
Orgão: Pref. Otacílio Costa-SC

TEXTO PARA A QUESTÃO

"O uso das tecnologias digitais em sala de aula não deve ser visto como um fim em si mesmo, mas como uma ferramenta para potencializar a aprendizagem. O grande desafio da educação atual não é apenas garantir o acesso aos equipamentos, mas sim ensinar o estudante a utilizar essas ferramentas de forma crítica, ética e criativa. O papel do professor, nesse contexto, deixa de ser o de único detentor do saber para se tornar um guia no processo de construção do conhecimento."

A partir da leitura do texto, pode-se concluir que a nova postura do professor deve ser a de:
 

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