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Comunicação clara e objetiva: o alicerce das relações profissionais
A história mostra que civilizações se fortaleceram quando encontraram formas eficazes de se comunicar. Do código de
Hamurábi às redes digitais, a clareza da mensagem sempre determinou a força das instituições e a estabilidade das relações.
No ambiente corporativo, não é diferente. Comunicação clara e objetiva não é detalhe, é a engrenagem que sustenta a
confiança, reduz conflitos e acelera resultados.
Ruídos de comunicação custam caro. Um estudo da Holmes Report estimou que empresas perdem, em média, 37 bilhões
de dólares por ano devido a falhas na comunicação entre gestores e equipes. Esse número evidencia o óbvio: quando
mensagens não são transmitidas de forma precisa, projetos atrasam, relações se desgastam e a produtividade se dissolve.
Para reduzir ruídos, o primeiro passo é a simplicidade. Palavras complicadas ou frases longas confundem. A linguagem
objetiva facilita a compreensão e evita interpretações equivocadas. Falar o necessário, sem excesso, transmite profissionalismo.
Aqui, aplica-se a máxima de Antoine de Saint-Exupéry: “A perfeição é alcançada não quando não há mais nada a acrescentar,
mas quando não há mais nada a retirar”.
Outro aspecto fundamental é a escuta ativa. Comunicação não é apenas transmitir, mas também compreender. Escutar
com atenção, sem interromper, garante que a mensagem seja assimilada corretamente e cria um ambiente de respeito. Um
líder que escuta transmite segurança e reduz a necessidade de repetição.
Além disso, saber pedir é tão importante quanto saber responder. Solicitações vagas geram respostas vagas. Um pedido
claro contém três elementos: o que deve ser feito, em qual prazo e com quais recursos. Responder com clareza exige confirmar
o entendimento, apontar limites e, se necessário, negociar prazos. Essa troca transparente cria previsibilidade e confiança.
Ferramentas digitais também são aliadas nesse processo. Plataformas como Slack, Microsoft Teams ou Trello permitem
registrar decisões e reduzir ambiguidades. E-mails bem estruturados, com tópicos e objetivos claros, evitam a dispersão de
informações. Documentos compartilhados no Google Docs ou Notion centralizam dados e impedem que versões conflitantes
circulem. A tecnologia, usada com disciplina, transforma-se em antídoto contra ruídos.
Outro ponto prático é o uso de feedback imediato. Quando uma mensagem não foi clara, a correção deve ser feita na hora,
antes que a confusão se torne problema maior. Isso exige coragem para questionar e humildade para ajustar. Feedback não é
confronto, é mecanismo de alinhamento.
Treinamentos também são estratégicos. Investir em workshops de comunicação não é custo, mas investimento em
produtividade. Ao desenvolver habilidades de oratória, redação profissional e comunicação digital, empresas capacitam seus
colaboradores para reduzir mal-entendidos e aumentar a eficiência.
Além disso, reuniões devem ser objetivas. Muitas empresas desperdiçam horas em encontros sem pauta clara. A prática
correta envolve definir previamente os objetivos, registrar os principais pontos e distribuir responsabilidades ao final. Reuniões
curtas e bem direcionadas são exemplos de comunicação eficiente.
Em conclusão, a comunicação clara e objetiva é alicerce de toda organização que busca eficiência. Reduz ruídos, acelera
processos e fortalece a confiança. É prática que exige disciplina, ferramentas adequadas e disposição para ouvir e ajustar.
(Por: Gabriela Moraes Oliveira. Disponível em: https://www.folhavitoria.com.br/mundo-business/. Acesso em: janeiro de 2026)
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A história mostra que civilizações se fortaleceram quando encontraram formas eficazes de se comunicar. Do código de
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No ambiente corporativo, não é diferente. Comunicação clara e objetiva não é detalhe, é a engrenagem que sustenta a
confiança, reduz conflitos e acelera resultados.
Ruídos de comunicação custam caro. Um estudo da Holmes Report estimou que empresas perdem, em média, 37 bilhões
de dólares por ano devido a falhas na comunicação entre gestores e equipes. Esse número evidencia o óbvio: quando
mensagens não são transmitidas de forma precisa, projetos atrasam, relações se desgastam e a produtividade se dissolve.
Para reduzir ruídos, o primeiro passo é a simplicidade. Palavras complicadas ou frases longas confundem. A linguagem
objetiva facilita a compreensão e evita interpretações equivocadas. Falar o necessário, sem excesso, transmite profissionalismo.
Aqui, aplica-se a máxima de Antoine de Saint-Exupéry: “A perfeição é alcançada não quando não há mais nada a acrescentar,
mas quando não há mais nada a retirar”.
Outro aspecto fundamental é a escuta ativa. Comunicação não é apenas transmitir, mas também compreender. Escutar
com atenção, sem interromper, garante que a mensagem seja assimilada corretamente e cria um ambiente de respeito. Um
líder que escuta transmite segurança e reduz a necessidade de repetição.
Além disso, saber pedir é tão importante quanto saber responder. Solicitações vagas geram respostas vagas. Um pedido
claro contém três elementos: o que deve ser feito, em qual prazo e com quais recursos. Responder com clareza exige confirmar
o entendimento, apontar limites e, se necessário, negociar prazos. Essa troca transparente cria previsibilidade e confiança.
Ferramentas digitais também são aliadas nesse processo. Plataformas como Slack, Microsoft Teams ou Trello permitem
registrar decisões e reduzir ambiguidades. E-mails bem estruturados, com tópicos e objetivos claros, evitam a dispersão de
informações. Documentos compartilhados no Google Docs ou Notion centralizam dados e impedem que versões conflitantes
circulem. A tecnologia, usada com disciplina, transforma-se em antídoto contra ruídos.
Outro ponto prático é o uso de feedback imediato. Quando uma mensagem não foi clara, a correção deve ser feita na hora,
antes que a confusão se torne problema maior. Isso exige coragem para questionar e humildade para ajustar. Feedback não é
confronto, é mecanismo de alinhamento.
Treinamentos também são estratégicos. Investir em workshops de comunicação não é custo, mas investimento em
produtividade. Ao desenvolver habilidades de oratória, redação profissional e comunicação digital, empresas capacitam seus
colaboradores para reduzir mal-entendidos e aumentar a eficiência.
Além disso, reuniões devem ser objetivas. Muitas empresas desperdiçam horas em encontros sem pauta clara. A prática
correta envolve definir previamente os objetivos, registrar os principais pontos e distribuir responsabilidades ao final. Reuniões
curtas e bem direcionadas são exemplos de comunicação eficiente.
Em conclusão, a comunicação clara e objetiva é alicerce de toda organização que busca eficiência. Reduz ruídos, acelera
processos e fortalece a confiança. É prática que exige disciplina, ferramentas adequadas e disposição para ouvir e ajustar.
(Por: Gabriela Moraes Oliveira. Disponível em: https://www.folhavitoria.com.br/mundo-business/. Acesso em: janeiro de 2026)
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Comunicação clara e objetiva: o alicerce das relações profissionais
A história mostra que civilizações se fortaleceram quando encontraram formas eficazes de se comunicar. Do código de
Hamurábi às redes digitais, a clareza da mensagem sempre determinou a força das instituições e a estabilidade das relações.
No ambiente corporativo, não é diferente. Comunicação clara e objetiva não é detalhe, é a engrenagem que sustenta a
confiança, reduz conflitos e acelera resultados.
Ruídos de comunicação custam caro. Um estudo da Holmes Report estimou que empresas perdem, em média, 37 bilhões
de dólares por ano devido a falhas na comunicação entre gestores e equipes. Esse número evidencia o óbvio: quando
mensagens não são transmitidas de forma precisa, projetos atrasam, relações se desgastam e a produtividade se dissolve.
Para reduzir ruídos, o primeiro passo é a simplicidade. Palavras complicadas ou frases longas confundem. A linguagem
objetiva facilita a compreensão e evita interpretações equivocadas. Falar o necessário, sem excesso, transmite profissionalismo.
Aqui, aplica-se a máxima de Antoine de Saint-Exupéry: “A perfeição é alcançada não quando não há mais nada a acrescentar,
mas quando não há mais nada a retirar”.
Outro aspecto fundamental é a escuta ativa. Comunicação não é apenas transmitir, mas também compreender. Escutar
com atenção, sem interromper, garante que a mensagem seja assimilada corretamente e cria um ambiente de respeito. Um
líder que escuta transmite segurança e reduz a necessidade de repetição.
Além disso, saber pedir é tão importante quanto saber responder. Solicitações vagas geram respostas vagas. Um pedido
claro contém três elementos: o que deve ser feito, em qual prazo e com quais recursos. Responder com clareza exige confirmar
o entendimento, apontar limites e, se necessário, negociar prazos. Essa troca transparente cria previsibilidade e confiança.
Ferramentas digitais também são aliadas nesse processo. Plataformas como Slack, Microsoft Teams ou Trello permitem
registrar decisões e reduzir ambiguidades. E-mails bem estruturados, com tópicos e objetivos claros, evitam a dispersão de
informações. Documentos compartilhados no Google Docs ou Notion centralizam dados e impedem que versões conflitantes
circulem. A tecnologia, usada com disciplina, transforma-se em antídoto contra ruídos.
Outro ponto prático é o uso de feedback imediato. Quando uma mensagem não foi clara, a correção deve ser feita na hora,
antes que a confusão se torne problema maior. Isso exige coragem para questionar e humildade para ajustar. Feedback não é
confronto, é mecanismo de alinhamento.
Treinamentos também são estratégicos. Investir em workshops de comunicação não é custo, mas investimento em
produtividade. Ao desenvolver habilidades de oratória, redação profissional e comunicação digital, empresas capacitam seus
colaboradores para reduzir mal-entendidos e aumentar a eficiência.
Além disso, reuniões devem ser objetivas. Muitas empresas desperdiçam horas em encontros sem pauta clara. A prática
correta envolve definir previamente os objetivos, registrar os principais pontos e distribuir responsabilidades ao final. Reuniões
curtas e bem direcionadas são exemplos de comunicação eficiente.
Em conclusão, a comunicação clara e objetiva é alicerce de toda organização que busca eficiência. Reduz ruídos, acelera
processos e fortalece a confiança. É prática que exige disciplina, ferramentas adequadas e disposição para ouvir e ajustar.
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No ambiente corporativo, não é diferente. Comunicação clara e objetiva não é detalhe, é a engrenagem que sustenta a
confiança, reduz conflitos e acelera resultados.
Ruídos de comunicação custam caro. Um estudo da Holmes Report estimou que empresas perdem, em média, 37 bilhões
de dólares por ano devido a falhas na comunicação entre gestores e equipes. Esse número evidencia o óbvio: quando
mensagens não são transmitidas de forma precisa, projetos atrasam, relações se desgastam e a produtividade se dissolve.
Para reduzir ruídos, o primeiro passo é a simplicidade. Palavras complicadas ou frases longas confundem. A linguagem
objetiva facilita a compreensão e evita interpretações equivocadas. Falar o necessário, sem excesso, transmite profissionalismo.
Aqui, aplica-se a máxima de Antoine de Saint-Exupéry: “A perfeição é alcançada não quando não há mais nada a acrescentar,
mas quando não há mais nada a retirar”.
Outro aspecto fundamental é a escuta ativa. Comunicação não é apenas transmitir, mas também compreender. Escutar
com atenção, sem interromper, garante que a mensagem seja assimilada corretamente e cria um ambiente de respeito. Um
líder que escuta transmite segurança e reduz a necessidade de repetição.
Além disso, saber pedir é tão importante quanto saber responder. Solicitações vagas geram respostas vagas. Um pedido
claro contém três elementos: o que deve ser feito, em qual prazo e com quais recursos. Responder com clareza exige confirmar
o entendimento, apontar limites e, se necessário, negociar prazos. Essa troca transparente cria previsibilidade e confiança.
Ferramentas digitais também são aliadas nesse processo. Plataformas como Slack, Microsoft Teams ou Trello permitem
registrar decisões e reduzir ambiguidades. E-mails bem estruturados, com tópicos e objetivos claros, evitam a dispersão de
informações. Documentos compartilhados no Google Docs ou Notion centralizam dados e impedem que versões conflitantes
circulem. A tecnologia, usada com disciplina, transforma-se em antídoto contra ruídos.
Outro ponto prático é o uso de feedback imediato. Quando uma mensagem não foi clara, a correção deve ser feita na hora,
antes que a confusão se torne problema maior. Isso exige coragem para questionar e humildade para ajustar. Feedback não é
confronto, é mecanismo de alinhamento.
Treinamentos também são estratégicos. Investir em workshops de comunicação não é custo, mas investimento em
produtividade. Ao desenvolver habilidades de oratória, redação profissional e comunicação digital, empresas capacitam seus
colaboradores para reduzir mal-entendidos e aumentar a eficiência.
Além disso, reuniões devem ser objetivas. Muitas empresas desperdiçam horas em encontros sem pauta clara. A prática
correta envolve definir previamente os objetivos, registrar os principais pontos e distribuir responsabilidades ao final. Reuniões
curtas e bem direcionadas são exemplos de comunicação eficiente.
Em conclusão, a comunicação clara e objetiva é alicerce de toda organização que busca eficiência. Reduz ruídos, acelera
processos e fortalece a confiança. É prática que exige disciplina, ferramentas adequadas e disposição para ouvir e ajustar.
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No ambiente corporativo, não é diferente. Comunicação clara e objetiva não é detalhe, é a engrenagem que sustenta a
confiança, reduz conflitos e acelera resultados.
Ruídos de comunicação custam caro. Um estudo da Holmes Report estimou que empresas perdem, em média, 37 bilhões
de dólares por ano devido a falhas na comunicação entre gestores e equipes. Esse número evidencia o óbvio: quando
mensagens não são transmitidas de forma precisa, projetos atrasam, relações se desgastam e a produtividade se dissolve.
Para reduzir ruídos, o primeiro passo é a simplicidade. Palavras complicadas ou frases longas confundem. A linguagem
objetiva facilita a compreensão e evita interpretações equivocadas. Falar o necessário, sem excesso, transmite profissionalismo.
Aqui, aplica-se a máxima de Antoine de Saint-Exupéry: “A perfeição é alcançada não quando não há mais nada a acrescentar,
mas quando não há mais nada a retirar”.
Outro aspecto fundamental é a escuta ativa. Comunicação não é apenas transmitir, mas também compreender. Escutar
com atenção, sem interromper, garante que a mensagem seja assimilada corretamente e cria um ambiente de respeito. Um
líder que escuta transmite segurança e reduz a necessidade de repetição.
Além disso, saber pedir é tão importante quanto saber responder. Solicitações vagas geram respostas vagas. Um pedido
claro contém três elementos: o que deve ser feito, em qual prazo e com quais recursos. Responder com clareza exige confirmar
o entendimento, apontar limites e, se necessário, negociar prazos. Essa troca transparente cria previsibilidade e confiança.
Ferramentas digitais também são aliadas nesse processo. Plataformas como Slack, Microsoft Teams ou Trello permitem
registrar decisões e reduzir ambiguidades. E-mails bem estruturados, com tópicos e objetivos claros, evitam a dispersão de
informações. Documentos compartilhados no Google Docs ou Notion centralizam dados e impedem que versões conflitantes
circulem. A tecnologia, usada com disciplina, transforma-se em antídoto contra ruídos.
Outro ponto prático é o uso de feedback imediato. Quando uma mensagem não foi clara, a correção deve ser feita na hora,
antes que a confusão se torne problema maior. Isso exige coragem para questionar e humildade para ajustar. Feedback não é
confronto, é mecanismo de alinhamento.
Treinamentos também são estratégicos. Investir em workshops de comunicação não é custo, mas investimento em
produtividade. Ao desenvolver habilidades de oratória, redação profissional e comunicação digital, empresas capacitam seus
colaboradores para reduzir mal-entendidos e aumentar a eficiência.
Além disso, reuniões devem ser objetivas. Muitas empresas desperdiçam horas em encontros sem pauta clara. A prática
correta envolve definir previamente os objetivos, registrar os principais pontos e distribuir responsabilidades ao final. Reuniões
curtas e bem direcionadas são exemplos de comunicação eficiente.
Em conclusão, a comunicação clara e objetiva é alicerce de toda organização que busca eficiência. Reduz ruídos, acelera
processos e fortalece a confiança. É prática que exige disciplina, ferramentas adequadas e disposição para ouvir e ajustar.
(Por: Gabriela Moraes Oliveira. Disponível em: https://www.folhavitoria.com.br/mundo-business/. Acesso em: janeiro de 2026)
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Texto 01
Fazer nada
A manhã está do jeito que eu gosto. Céu azul, ventinho frio. Logo bem cedinho convidou-me a fazer nada. Dar uma
caminhada – não por razões de saúde, mas por puro prazer. Os ipês-rosa floriram antes do tempo – vocês já notaram? E
não existe coisa mais linda que uma copa de ipê contra o céu azul. Cessam todos os pensamentos ansiosos e a gente
fica possuído por pura gratidão de que a vida seja tão generosa em coisas belas. Ali, debaixo do ipê, não há nada que eu
possa fazer. Não há nada que eu deva fazer. Qualquer ação minha seria supérflua. Pois como poderia eu melhorar o que
já é perfeito?
Lembro-me das minhas primeiras lições de filosofia, de como eu me ri quando li que, para o Taoísmo, a felicidade
suprema é aquilo a que dão o nome de Wu-Wei, fazer nada. Achei que eram doidos. Porque, naqueles tempos, eu era um
ser ético que julgava que a ação era a coisa mais importante. Ainda não havia aprendido as lições do Paraíso – que quando
se está diante da beleza só nos resta...fazer nada, gozar a felicidade que nos é oferecida.
Queria perguntar aos ipês das razões do seu equívoco. Será que, por acaso, não possuíam uma agenda? Pois, se
possuíssem, saberiam que floração de ipê está agendada somente para o mês de julho. Qualquer um que preste atenção
nos tempos da natureza sabe disto. Mas antes que fizesse minha pergunta tola ouvi, dentro de mim, a resposta que me
dariam. Responderiam citando o místico medieval Ângelus Silésius, que dizia que as flores não têm porquês; florescem
porque florescem. Pensei que seria bom se também nós fôssemos como as plantas, que nossas ações fossem um puro
transbordar de vitalidade, uma pura explosão de uma beleza que cresceu por dentro e não mais por ser guardada. Sem
razões, por puro prazer.
Mas aí olho para a mesa e um livro de capa verde me lembra que não vivo no Paraíso, que não tenho o direito de
viver pelo prazer. Há deveres que me esperam. O que todos pedem de mim não é que eu floresça, como os ipês, mas que
eu cumpra os meus deveres – muito embora eles me levem para bem longe da minha felicidade. Pois dever é isto: aquela
voz que grita mais alto que minhas flores não nascidas – os meus desejos – e me obriga a fazer o que não quero. Pois,
se eu quisesse, ela não precisaria gritar. Eu faria por puro prazer. E se grita, para me obrigar à obediência, é porque o que
o dever ordena não é aquilo que a alma pede. Daí a sabedoria de dois versos de Fernando Pessoa. Primeiro, aquele em
que diz: Ah, a frescura na face de não cumprir um dever! Desavergonhado, irresponsável, corruptor da juventude, deveria
ser obrigado a tomar cicuta, como Sócrates! Não é nada disto. Ele só diz a verdade: só podemos ser felizes quando formos
como os ipês; quando florescemos porque florescemos; quando ninguém nos ordena o que fazer, e o que fazemos é só
um filho do prazer. E o outro verso, aquele em que diz que somos o intervalo entre o nosso desejo e aquilo que o desejo
dos outros fez de nós. [...]
Fonte: ALVES, Rubem. Fazer nada. Disponível em: https://rubemalvesdois.wordpress.com/. Acesso em: 14 mar. 2026.
I- O verbo “há” foi usado como impessoal, por isso se encontra no singular. II- O pronome relativo “que” foi usado para retomar o termo anterior “deveres” III- O verbo “esperam” foi usado no plural para concordar com o termo “deveres”. IV- O pronome “me” foi usado em posição proclítica porque a palavra “que” é atrativa. V- O pronome oblíquo átono “me” foi usado como complemento do verbo “esperam”.
Estão CORRETAS as afirmativas
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Texto 01
Fazer nada
A manhã está do jeito que eu gosto. Céu azul, ventinho frio. Logo bem cedinho convidou-me a fazer nada. Dar uma
caminhada – não por razões de saúde, mas por puro prazer. Os ipês-rosa floriram antes do tempo – vocês já notaram? E
não existe coisa mais linda que uma copa de ipê contra o céu azul. Cessam todos os pensamentos ansiosos e a gente
fica possuído por pura gratidão de que a vida seja tão generosa em coisas belas. Ali, debaixo do ipê, não há nada que eu
possa fazer. Não há nada que eu deva fazer. Qualquer ação minha seria supérflua. Pois como poderia eu melhorar o que
já é perfeito?
Lembro-me das minhas primeiras lições de filosofia, de como eu me ri quando li que, para o Taoísmo, a felicidade
suprema é aquilo a que dão o nome de Wu-Wei, fazer nada. Achei que eram doidos. Porque, naqueles tempos, eu era um
ser ético que julgava que a ação era a coisa mais importante. Ainda não havia aprendido as lições do Paraíso – que quando
se está diante da beleza só nos resta...fazer nada, gozar a felicidade que nos é oferecida.
Queria perguntar aos ipês das razões do seu equívoco. Será que, por acaso, não possuíam uma agenda? Pois, se
possuíssem, saberiam que floração de ipê está agendada somente para o mês de julho. Qualquer um que preste atenção
nos tempos da natureza sabe disto. Mas antes que fizesse minha pergunta tola ouvi, dentro de mim, a resposta que me
dariam. Responderiam citando o místico medieval Ângelus Silésius, que dizia que as flores não têm porquês; florescem
porque florescem. Pensei que seria bom se também nós fôssemos como as plantas, que nossas ações fossem um puro
transbordar de vitalidade, uma pura explosão de uma beleza que cresceu por dentro e não mais por ser guardada. Sem
razões, por puro prazer.
Mas aí olho para a mesa e um livro de capa verde me lembra que não vivo no Paraíso, que não tenho o direito de
viver pelo prazer. Há deveres que me esperam. O que todos pedem de mim não é que eu floresça, como os ipês, mas que
eu cumpra os meus deveres – muito embora eles me levem para bem longe da minha felicidade. Pois dever é isto: aquela
voz que grita mais alto que minhas flores não nascidas – os meus desejos – e me obriga a fazer o que não quero. Pois,
se eu quisesse, ela não precisaria gritar. Eu faria por puro prazer. E se grita, para me obrigar à obediência, é porque o que
o dever ordena não é aquilo que a alma pede. Daí a sabedoria de dois versos de Fernando Pessoa. Primeiro, aquele em
que diz: Ah, a frescura na face de não cumprir um dever! Desavergonhado, irresponsável, corruptor da juventude, deveria
ser obrigado a tomar cicuta, como Sócrates! Não é nada disto. Ele só diz a verdade: só podemos ser felizes quando formos
como os ipês; quando florescemos porque florescemos; quando ninguém nos ordena o que fazer, e o que fazemos é só
um filho do prazer. E o outro verso, aquele em que diz que somos o intervalo entre o nosso desejo e aquilo que o desejo
dos outros fez de nós. [...]
Fonte: ALVES, Rubem. Fazer nada. Disponível em: https://rubemalvesdois.wordpress.com/. Acesso em: 14 mar. 2026.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista o sufixo “-inho” presente na formação das palavras “ventinho” e “cedinho”.
I- Nas palavras “ventinho” e “cedinho”, o sufixo “-inho” indica diminutivo. II- Na palavra “ventinho”, o sufixo “-inho” sugere uma ideia de suavidade. III- Na palavra “cedinho”, o sufixo “-inho” insere uma ideia de intensidade. IV- Nas palavras “ventinho” e “cedinho”, o sufixo “-inho” indica depreciação. V- Nas palavras “ventinho” e “cedinho”, o sufixo “-inho” contrói uma ironia.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas
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